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Posted on 03-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-06-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O desespero de Temer com o risco da delação de Loures

Rocha Loures não tem perfil de resistir por muito tempo na prisão.

É o que avaliam interlocutores de Michel Temer, segundo Gerson Camarotti, do G1.

“Uma coisa é ficar em silêncio livre. Outra coisa é ficar em silêncio na prisão. Isso é muito mais difícil. Rocha Loures já estava sendo pressionado a falar pela família. Agora, isso vai aumentar”, disse um deles.

O risco de eventual delação criar um fato político novo preocupa tanto o governo que Temer voltou a Brasília ainda na sexta-feira, após encontro com Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Agora, menos de 12 horas após a prisão, Temer deve viajar novamente a São Paulo, segundo Andréia Sadi.

O presidente pretende discutir com seus principais conselheiros, entre eles o advogado Antonio Claudio Mariz, e familiares a crise do seu governo.

Temer, como se diz, está igual barata tonta.

E não adiantará nada os seus paus mandado invadirem a área de comentários de sites jornalísticos como o nosso.


O sorriso de Temer:”a recessão terminou”…


…artistas e centrais sindicais pedem “Diretas Já”.


ARTIGO DA SEMANA

Milagres e desastres: Portugal no “Manhattan”, showmício em Copacabana

Vitor Hugo Soares

Junho, mês das fogueiras e das quadrilhas, no nordeste do país, chegou rápido e preocupante, soltando fogo pelas narinas praticamente para todos os lados. Salvo, talvez, no terreno sempre instável da economia, que parece já respirar sem aparelhos, – se não forem enganosos os dados otimistas divulgados com fanfarras midiáticas, esta semana, – a começar pelo suspiro de alento do PIB, voando nas asas do agronegócio. Coisas juninas (quem sabe?), mês de colheitas e comida farta de milho na mesa, desde o tempo dos melhores baiões do imortal pernambucano de Exú, Luiz Gonzaga.

No meio deste intenso oba-oba que, de repente, explode nas manchetes e noticiários, no entanto, é bom manter olhos abertos e ouvidos bem atentos. Não se deixar levar pela primeira impressão do sorriso “de confiança” do presidente Michel Temer, que ilustra sites, blogs e a primeira página de alguns jornais, nesta sexta-feira de foguetórios no Brasil, (não só pelas trezenas em louvor ao glorioso Santo Antônio) – a exemplo da edição impressa da Tribuna da Bahia, jornal baiano que publica meus artigos, aos sábados, em seu espaço de Política.

Vale prestar atenção no que anda dizendo, por exemplo, nestes dias confusos e tempestuosos, uma das raposas mais ladinas, experientes e bem informadas da política baiana e nacional: o senador Otto Alencar (PSD). Histórico arauto do carlismo (no tempo em que Antônio Carlos Magalhães mandava na Bahia e nos gabinetes mais importantes do mando nacional), Otto pulou para os braços do governador Jaques Wagner (quando o petista derrotou ACM). Daí passou a frequentador assíduo e destacado dos palanques do PT na Bahia, a ponto de surpreender o próprio Lula, em comício de campanha pró-Dilma para presidente, na Praça Castro Alves repleta de gente: “Olá, companheiro Otto Alencar, que bom ver você em nosso meio. Bem antes do que a gente imaginava”, disse o ex-presidente, fundador do PT, sem disfarçar o tom sarcástico, da constatação sobre o novo aliado atraído pelo anzol de Wagner.

Nesta sexta, em declaração destacada em manchete de página, do jornal TB, Otto Alencar diz: “Michel Temer não tem sobrevida”. E explica que apesar do esforço que o atual mandatário e o núcleo duro de seu governo têm feito (para passar a ideia de está tudo bem, inclusive com a declaração oficial do presidente de que “o Brasil saiu da recessão”) a situação do País ainda é complicada, para dizer o mínimo. Na entrevista, Otto Alencar avalia: “ao contrário do que se pode pensar, Temer está com dias contados. Com o passar dos dias após a delação do empresário Joesley Batista, que gravou conversa cavernosa com o presidente altas horas no Palácio do Jaburú – a começar pela compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha e a participação do deputado da mala, Rocha Loures, em negociatas de interesses nada republicanos -, Temer continua comprometido com as denúncias da corrupção”, afirma o quase sempre bem informado Otto Alencar, cujos palpites são sempre levados em conta nos bastidores palacianos da Bahia e do Congresso nacional. A conferir.

Portanto, fora do agro, o tempo segue carregado de fogo e inundações. O último mês do primeiro semestre de 2017 começa cercado de ameaças explícitas ou mais ou menos veladas. Tipo a recente palestra do (ainda encurralado) atual ocupante do Palácio do Planalto, para empresários reunidos em São Paulo. Ou a entrevista pós-escolha e o discurso de posse do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, pontuada de gracejos e subentendidos nada oportunos, diante da gravidade do momento. Ou, ainda, as falas nada tranquilizadoras, repetidas ultimamente pelo “metido a arrochado” (usando expressão típica do baianês), ministro Gilmar Mendes, dirigidas ora a alguns de seus pares do Supremo e outros juízes de fácil identificação, neste tempo de Lava Jato, ora aos magistrados que, a partir de terça- feira, 6 , pontificarão no Tribunal Superior Eleitoral, durante o julgamento, por fraude eleitoral, da chapa Dilma (PT) – Temer (PMDB), eleita em 2014 para governar o Brasil, e resultou no desastre que aí está.

Mas o que desejava mesmo, desde o título deste artigo, era registrar as surpresas do jornalista, no domingo, 28, da derradeira semana de maio. A partir das cinco da tarde, as imagens do showmício na emblemática praia carioca de Copacabana, com o mote “Diretas Já”, retirado do baú das nossas mais vibrantes, — e ao mesmo tempo mais melancólicas, — recordações dos loucos anos 70, em seu desfecho de catarse e desbunde. Estranho, confesso, ver aquele imenso balão da CUT pairando sobre as cabeças dos artistas e animadores do show, embalados em suas performances musicais pelas bandeiras das centrais sindicais agitadas no meio da sofrida gente carioca dos dias atuais.

Caetano Veloso, na abertura, canta “Podres Poderes”, depois grita “Fora Temer”. No meio, Milton Nascimento canta “Coração de Estudante”, sempre maravilhosa canção, mas nem de longe com a força e o impacto de antes. No fim, o ator Wagner, dublê de animador político e cultural dos novos tempos, tenta inflamar a massa: “Nós, que no ano passado estivemos na rua contra o golpe que levou Temer à presidência, agora temos o segundo round. Não é possível Temer continuar, nem esse Congresso escolher seu substituto. Pode não ser ilegal, mas é imoral e ilegítimo. E o ovo da serpente são essas reformas trabalhista e previdenciária”. Pode parecer estranho, mas me vem à memória o trecho menos lembrado e citado da famosa crônica de Rubem Braga, do show “Pelas Diretas Já” : “Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e deste risadas ébrias e vãs no seio da noite.”

Depois disso, uma hora antes do domingo terminar, no canal privado de TV Globo News, no “Manhattan Connection”, coube ao âncora do programa, Lucas Mendes, “numa pintura antológica” de síntese jornalística, falar sobre “os milagres, milagres e mais milagres em Portugal”: De Brasília destes dias temerários e de futuro incerto e imprevisível, a Lisboa, no país que virou o novo xodó para os europeus. Que não hesitou em mandar um ex-primeiro ministro acusado de corrupção para a cadeia (Sócrates), que superou a recessão enfrentando a crise sem meias medidas ou falsos remendos, que investiu pesado e com prioridade na educação – a ponto de virar o novo modelo no setor ao lado da Polônia- e cujos milagres levaram um entusiasmado Papa Francisco a visitar Fátima para santificar os dois pastorinhos portugueses.
Paro aqui, recomendando vivamente o vídeo do Manhattan, com Lucas Mendes e seu texto primoroso sobre o ressurgimento do país de Camões. Bravíssimo!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail:vitor-soares1@terra.com.br

Magnífica composição de seu Dorival. Esplêndida interpretação de Dick.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Um vertedouro da usina de Santo Antônio. Divulgação


DEU NO EL PAIS

Gil Alessi

Existe algo além de energia nos mais de 7.000 megawats de potência instalada das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas no rio Madeira, em Rondônia. Se comprovadas as delações feitas por ex-diretores e executivo da empreiteira Odebrecht, a construção das duas usinas é um caso raro. Não pelo ilícito cometido: a Operação Lava Jato revelou que o pagamento de propinas em troca de contratos com o poder público é regra e não exceção. Mas por unir interesses políticos opostos. Separadas por pouco mais de 100 km de distância, são prova concreta do ecumenismo da corrupção.
Delações da Odebrecht
Um vertedouro da usina de Santo Antônio. Divulgação

Desde o processo licitatório das duas obras, iniciado em 2007 e 2008, respectivamente, se seguiu um turbilhão de repasses ilegais, caixa 2 e subornos que abasteceram lados antagônicos. Deputados ruralistas e índios, petistas e tucanos, sindicalistas ligados ao PT e de oposição ao partido. O rio Madeira é o segundo maior rio da Amazônia, e seu potencial gerador de energia despertou o interesse do Governo de Lula em 2007. À época o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) dispunha de recursos abundantes e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social oferecia linhas de financiamento vantajosas para as empreiteiras.

Em 2007 a Odebrecht venceu a licitação para a construção da usina de Santo Antônio. O patriarca do clã Odebrecht tornado delator, Emílio, diz em seu depoimento que logo de cara pressionou o então presidente Lula para que não houvesse atraso na contratação e desembolso do financiamento para a construção da hidrelétrica junto ao BNDES. O empreiteiro também teria cobrado do petista agilidade nas concessões das licenças ambientais necessárias para que a obra tivesse início. O ex-presidente já é réu em cinco processos, sendo dois no âmbito da Lava Jato.

Burocracias e pressão política à parte, os verdadeiros problemas da empreiteira começaram em 2008. O consórcio Tractebel Suez derrotou a Odebrecht e venceu a licitação para a usina de Jirau. Emílio afirma que houve “favorecimento” da companhia por parte da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. De acordo com ele, o projeto apresentado pela Tractebel violava o edital ao não levar em conta o melhor lugar possível para a construção das barragens no rio de modo a maximizar o potencial de geração elétrica. “A Tractebel que já havia perdido [a licitação de] Santo Antônio pra gente, entrou em Jirau contra a gente, mas feriu o edital: colocou a barragem a 10 ou 15 km [do local ideal]. Ela infringiu o edital mas (…) teve apoio da Dilma pleno”, afirma.

A empreiteira derrotada então se valeu de sua proximidade com o presidente Lula para cobrar uma solução. “Fui ao presidente, só não movemos ação judicial porque não convinha naquele momento (…) não valia a pena brigar com a potencial próxima presidente da República [Dilma]”. Segundo Emílio, o petista se mostrou sensível às reivindicações da Odebrecht. “O ex-presidente Lula chegou a se comprometer comigo que se buscaria reverter o resultado do leilão de Jirau depois que mostrei os dados a ele. Ele entendia que a proposta havia sido irregular”, diz o empreiteiro. Mesmo mexendo seus pauzinhos, a Odebrecht não conseguiu derrubar o leilão. “Contudo [Lula] preferiu não contrariar Dilma. Até hoje tenho dificuldade de entender as razões que levaram Dilma e equipe a atuar em benefício da Tractebel. Isso foi 2008”, conclui. O empreiteiro diz que apresentou a Lula todos os documentos que comprovavam o erro na proposta da empresa rival.

Tanto Furnas quanto a Cemig são sócias da Odebrecht no consórcio que venceu Santo Antônio

Tanto a Tractebel quanto a Odebrecht doaram para a campanha de Dilma em 2010. A ex-presidenta divulgou nota pouco após a divulgação do conteúdo das delações, na qual disse que “vem sendo vítima de vazamentos seletivos e direcionados há meses, sem que sequer saiba do que está sendo acusada”. Lula não se manifestou sobre a menção.

No parlamento a empreiteira também se empenhou para defender seus interesses no rio Madeira. O petista Arlindo Chinaglia, então presidente da Câmara, teria cobrado propina de 10 milhões de reais para azeitar as relações da empreiteira com o Governo Federal e favorecer a empresa na licitação da hidrelétrica. Chinaglia, apelidado de “Grisalho”, foi citado pelo delator Henrique Serrano do Prado Valladares. A defesa do petista afirma que ele “está determinado a buscar, junto ao Supremo Tribunal Federal, todas as informações para que a verdade prevaleça”.

Mas ao mesmo tempo em que a Odebrecht pressionava o presidente e outros petistas para conseguir vantagens – ou reverter uma desvantagem – em seus negócios no Madeira, a empresa também atuava na outra margem do rio: o PSDB. Os delatores afirmam que foram pagos 50 milhões de reais ao então governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves. Em contrapartida, ele se comprometeria a defender os interesses da empresa na construção das usinas. Afastado do senado após as delações dos irmãos Batista, da JBS, Aécio, que é investigado em ao menos seis inquéritos da Lava Jato, sempre negou qualquer ilícito.

O herdeiro do império Odebrecht, Marcelo, explica em seu depoimento ao Ministério Público Federal as razões do pagamento. “No início do Governo Lula, o PSDB – não apenas o Aécio – tinha uma forte influência no setor elétrico. Furnas [Furnas Centrais Elétricas S.A] continuava sob controle deles”, diz. A Companhia Energética de Minas Gerais S.A.(Cemig) estava nas mãos do partido. Tanto Furnas quanto a Cemig são sócias da Odebrecht no consórcio que venceu Santo Antônio.

O delator Henrique Valladares contou à Justiça como foi feito o acerto com o tucano: “Na saída do encontro [com Aécio], o governador me disse: ‘Henrique, o Dimas [ex-diretor da hidrelétrica Furnas, instalada em Minas Gerais, e interlocutor do tucano], nosso amigo em comum, ele vai lhe cobrar”. Depois Marcelo Odebrecht afirma a Valladares que “tinha acertado com o governador um valor de 50 milhões a serem pagos”. O valor era repassado ao tucano “em pagamentos feitos em contas no exterior”.

O PMDB não ficou de fora da cascata de propinas da Odebrecht nas usinas do rio Madeira. Após a derrota na licitação da hidrelétrica de Jirau, a empreiteira teria pago 5,5 milhões de reais ao ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) para tentar anular o processo. As informações constam no depoimento do delator Henrique Serrano do Prado Valadares. Apelidado de “Esquálido” nas planilhas da construtora, o peemedebista “sinalizava que iria nos ajudar, e que precisava de nossa ajuda, de propina (…) e o Marcelo [Odebrecht] acreditou nisso”, afirma Valadares. O dinheiro teria sido pago em 2008, via caixa 2. Em nota, Lobão afirmou que “repudia mais uma vez o reiterado vazamento de informações sigilosas e esclarece que está buscando o devido acesso legítimo e oficiais a tais documentos perante o STF”.

“O pessoal da CUT costumava cobrar, de fato, pedágios mensais para eles não apoiarem greves”

Completa a bancada da propina do PMDB no âmbito das duas hidrelétricas o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teria recebido 20 milhões, e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), destinatário de 10 milhões. O primeiro já foi condenado por Sérgio Moro na primeira instância, e o segundo é alvo de vários inquéritos na Lava Jato.
Índios e ruralistas, CUT e Força Sindical

Outros atores antagônicos também foram destinatários da propina da empresa. Para azeitar a relação com as diversas etnias indígenas na região do rio Madeira, a Odebrecht teria feito pagamentos diversos para duas lideranças indígenas – Antenos Karitiano e Orlando Karitiano – e para a Associação dos Karitianos. Ao que tudo indica, os valores não superaram 10.000 reais, valor irrisório quando comparado ao que foi repassado ao senador ligado à bancada ruralista, Valdir Raupp (PMDB-RO). Sob o codinome Alemão, ele teria recebido valores que podem chegar a 20 milhões de reais. O delator Valladares afirma que os pagamentos eram feitos “a título de ter uma boa convivência, pela importância que ele tem”. O parlamentar já é réu em uma ação da Lava Jato, e afirma que os repasses foram legais e declarados à Justiça Eleitoral.

Para evitar greves e distúrbios nos canteiros de obra das usinas, a empreiteira recorreu a pagamentos feitos para líderes sindicais de duas das maiores centrais do país: a Central Única dos Trabalhadores (CUT), pró-PT, e a Força Sindical, de oposição ao partido. Com o apelido de Barbudos nas planilhas da empresa, um representante da CUT junto ao sindicato dos trabalhadores da construção pesada em Porto Velho recebeu pagamentos. “O pessoal da CUT costumava cobrar, de fato, pedágios mensais para eles não apoiarem greves, não apoiaram atos de violência, esse tipo de coisa. Era preciso pagar a CUT”, afirma Valladares, sem especificar os valores ou o nome do destinatário.

Já por parte da Força Sindical o interlocutor da empreiteira foi o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Em 2012 ele teria recebido 1,2 milhão de reais via doações legais e caixa 2 para ajudar a construtora a resolver problemas com trabalhadores grevistas no rio Madeira. “Nós tínhamos um interesse específico [na doação ao deputado], porque estávamos no meio de uma discussão (…) e dificuldades bastante expressivas nas usinas do rio Madeira: teve quebra-quebra, incêndio, e a Força Sindical era a central que comandava aquela região”, narra o delator Alexandrino de Alencar. O episódio mencionado ocorreu em março de 2012, e obrigou a empresa a paralisar temporariamente as obras no local após uma greve dos mais de 20.000 trabalhadores da usina.

De acordo com as palavras do ex-diretor da empreiteira a atuação de Paulinho “atenuou bastante a situação” nos canteiros. O parlamentar afirmou que todas as doações recebidas foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Janot quer R$ 6 milhões de Aécio e Andrea Neves

Na denúncia apresentada contra Aécio Neves e Andrea, Rodrigo Janot requer a condenação dos irmãos à reparação de danos morais no valor de R$ 2 milhões – propina recebida da JBS.

Também pede a reparação por danos materiais, decorrentes da corrupção, “cujos prejuízos revelam-se difusos, no valor de R$ 4 milhões”.

“Aécio Neves ludibriou os cidadãos brasileiros e, sobretudo, seus eleitores, que o escolheram para o Senado e lhe confiaram mais de 51 milhões de votos nas eleições presidenciais. Não há dúvida, portanto, que o delito perpetrado causou abalo moral à coletividade, interesse este que não pode ficar sem reparação”, diz Janot.

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Posted on 03-06-2017
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J. Bosco, no jornal O Liberal (PA)

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Temer vai manter imposto sindical obrigatório

Como antecipamos, Michel Temer vai melar o fim do imposto sindical obrigatório.

Da Agência Senado:

“Para garantir a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer deverá vetar o artigo que acaba com a contribuição sindical obrigatória. Segundo o vice-líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a medida teria como objetivo reduzir as resistências dos sindicalistas à proposta.”

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