DEU NO BLOG O ANTAGONISTA
Saques do FGTS a salvo

Apesar da obstrução de PT, PSOL, PCdoB, Rede e PSB, a Câmara conseguiu aprovar na noite de ontem a MP que autoriza o saque de contas inativas do FGTS.

Rodrigo Maia disse, há pouco, que a votação foi uma sinalização importante para o governo e para a sociedade.

“A Casa está focada na recuperação econômica do país.”

Na trilha da Fonte Nova, onde o Bahia se agiganta! Fala,Super!

BOA TARDE E BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

Postado pelo Paul Angel, 11 meses atrás, no espaço de comentários do youtube para esta magnífica composição:

“Soy Argentino y no sabia que Agustin Lara hacia tango, es simplemente Hermoso!
Un saludo a todos los amigos Mexicanos”.

Pois é: vai dedicado a João Carlos Teixeira Gomes , o “pena de aço” do jornalismo da Bahia, que os argentinos chamam de “Pluma de Acero”, em seu tour atual por Buenos Aires.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO EL PAÍS

Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes aparecem na delação do empresário Joesley Batista

Gil Alessi

São Paulo

A polêmica delação do empresário Joesley Batista, dono da holding J&F colocou a Lava Jato no coração do Executivo, e de quebra, respinga uma dose de veneno dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois ministros da instituição, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, foram mencionados nos depoimentos e grampos feitos pelo magnata, fomentando um clima de desconfiança sobre os dois magistrados. Algo visto como preocupante, uma vez que cabe ao STF julgar os processos da Lava Jato envolvendo pessoas com direito ao foro privilegiado – dentre eles o próprio presidente Michel Temer, também enredado no esquema por Batista.
Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes
O ministro Gilmar Mendes. STF

Gilmar Mendes foi flagrado em uma gravação feita pela Polícia Federal em 26 de abril. Na conversa com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que estava grampeado com autorização da Justiça, eles discutem a aprovação do projeto de lei que pune abuso de autoridade. A matéria foi duramente criticada por juízes e procuradores envolvidos na Lava Jato por abrir brechas para que eles sejam processados pelas pessoas que investigam e julgam. O tucano pede ao ministro para que interceda junto ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para que ele acompanhe seu voto na sessão. “Você sabe um telefonema que você poderia dar que me ajudaria na condução lá. Não sei como é sua relação com ele, mas ponderando… Enfim, ao final dizendo que me acompanhe lá, que era importante… Era o Flexa, viu?”, afirma Aécio no diálogo gravado.

Mendes responde: “Tá bom, tá bom. Eu vou falar com ele. Eu falei… Eu falei com o Anastasia [senador Antonio Anastasia (PSDB-MG)] e falei com o Tasso [senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)]… Tasso não é da comissão, mas o Anastasia (…) Eu falo pra com ele… E falo com ele… Eu ligo pra ele… Eu ligo pra ele agora.”. O Senado aprovou a matéria em 26 de abril por 54 votos a 19. Flexa Ribeiro acompanhou o voto de Aécio. Em nota a assessoria de Mendes afirmou que “desde 2009 o ministro (…) sempre defendeu publicamente o projeto de lei de abuso de autoridade, em palestras, seminários, artigos e entrevistas, não havendo, no áudio revelado, nada de diferente de sua atuação pública”. A nota afirma ainda que “os encontros e conversas mantidas pelo ministro Gilmar Mendes são públicos e institucionais”. Até o momento, Moraes não se posicionou sobre o caso.

Um dia antes da gravação, no dia 25 de abril, Mendes tomou a polêmica decisão de suspender um depoimento de Aécio para a Polícia Federal, a pedido do senador tucano, em um processo que investiga esquema de corrupção na Furnas Centrais Elétricas.O peessedebista queria ter acesso aos autos com as falas das testemunhas que já haviam comparecido ao tribunal. Em seu despacho, o ministro afirma que “o argumento da diligência em andamento não autoriza a ocultação de provas para surpreender o investigado em seu interrogatório”. O depoimento de Aécio foi remarcado para a semana seguinte, dia 2 de maio. Mendes é o relator de dois processos que envolvem o tucano.

As menções a Mendes aumentam a tensão entre o STF e o Ministério Público Federal. O ministro já havia entrado em rota de colisão com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que em maio pediu seu afastamento do caso envolvendo Eike Batista. A mulher do magistrado, Guiomar Mendes, faz parte do escritório de advocacia que representa o empresário em vários processos. Dias antes do pedido feito pela PGR, Mendes mandou soltar o empresário, preso preventivamente desde o final de janeiro sob acusação de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pouco depois, vazou a informação que a filha de Janot Letícia Ladeira Monteiro de Barros trabalhava em escritório que atendia OAS e a Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, ambas investigadas pela Lava Jato. Nos bastidores, Mendes teria rido do episódio, afirmando “o trapezista morre quando pensa que voa”, segundo a Folha de S. Paulo.

Para o professor Thomaz Pereira, da Faculdade Getúlio Vargas Rio, agora o Supremo terá que responder a uma pergunta importante: “esses ministros poderão decidir nos inquéritos em que são mencionados?”. De acordo com ele, “independentemente das menções serem verdadeiras ou não, a melhor solução seria que estes dois ministros se declarassem suspeitos e impedidos de decidir nestes casos”, deixando o julgamento a cargo dos outros magistrados. “Isso preservaria Mendes, Moraes, e a própria Corte”, diz.

Pereira afirma que algum nível de interação entre os poderes Legislativo e Judiciário é normal. “Existe um grau de interação que é inevitável. O que acontece, no entanto, é que quanto mais você interage, naturalmente podem acontecer situações que ficam numa zona cinzenta entre o que é necessário do ponto de vista institucional e coisas que podem ser questionadas quanto à sua normalidade”. Uma solução, segundo o professor, seria que os contatos entre ministros e parlamentares fossem “públicos e transparentes: que isso esteja na agenda oficial das partes”.

Para a PGR, Temer, Aécio e Moraes tentaram articular esquema para que inquéritos da Lava Jato ficassem com delegados pré escolhidos por eles

Já Alexandre de Moraes foi mencionado em conversa gravada por Batista com Aécio. O tucano critica o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), a quem chama de “um bosta do caralho”, e elogia Moraes. O parlamentar menciona um esquema para tentar influenciar a distribuição dos inquéritos da Lava Jato para delegados específicos, o que, de acordo com ele, não se concretizou. Para a Procuradoria-Geral da República, Aécio teria tentado, ao lado do presidente Michel Temer e de Moraes, “organizar uma forma de impedir que as investigações avançassem, por meio da escolha dos delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições, mas isso não teria sido finalizado entre ele, Michel Temer e o ex-ministro da Justiça e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes”.

Para Roberto Romano, professor de Ética e Política da Unicamp, existem diferenças fundamentais entre o caso de Mendes e Moraes com relação aos fatos trazidos à tona pela delação de Batista. “Mendes já havia externado publicamente sua posição com relação ao tema [lei que pune abuso de autoridade], não vejo a gravação como um motivo que justifique o impedimento para julgar questões ligadas ao inquérito”, afirma. Além de defender medidas contra excessos cometidos pelas autoridades, o ministro é crítico contumaz dos métodos da Lava Jato, que incluem prisões preventivas por prazo indeterminado.

Já com relação a Moraes, “o caso é mais complicado”, segundo Romano, uma vez que envolve seu “ex-patrão Michel Temer”. “Acho que ele deveria se declarar impedido, assim como o Toffoli [Dias Toffoli] deveria ter se declarado impedido em casos envolvendo seus ex-patrões do PT”, diz o professor. No passado Toffoli prestava assessoria jurídica para a legenda na Câmara dos Deputados, além de ter sido advogado do partido nas eleições presidenciais de 1998, 2002 e 2006. Mesmo assim o ministro se considerou apto a participar do julgamento do mensalão, que atingiu em cheio o PT.

“O Judiciário por vezes se comporta como um poder extraterrestre, que não se submete a algumas regras básicas”, afirma Romano. Ele cita ainda os diversos pedidos de impeachment que foram protocolados contra Mendes, “mas que não avançam porque a Corte se auto blinda”.

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

DUQUE APRESENTA FOTO QUE DESMENTE LULA

A defesa de Renato Duque apresentou à Lava Jato uma fotografia sua com Lula.

A fotografia foi tirada no Instituto Lula, em 2012, e desmente a versão de Lula de que só conheceu Renato Duque em 2014.

Leia o que diz a Veja:

Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do petrolão, recebia propinas do esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente.

Sentado diante de Sergio Moro, Lula negou as acusações e disse que nem sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram num hangar do Aeroporto de Congonhas, em julho de 2014.

Em sua versão para a conversa, Duque disse a Moro que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no exterior.

Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal.

Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Ela prova que Lula conhecia muito bem Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada.

maio
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Posted on 24-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-05-2017


Joge Braga, no jornal O Popular (GO)


DO EL PAÍS

Pablo Guimón

Londres

Pelo menos 22 pessoas morreram, incluindo crianças e adolescentes, e 59 ficaram feridas em um atentado ocorrido na noite desta terça-feira (22h35, hora local; 18h35 em Brasília) ao final de um show da artista norte-americana Ariana Grande no pavilhão Manchester Arena, segundo a polícia da cidade britânica. As forças de segurança tratam o incidente como um ataque terrorista. A Polícia identificou o britânico, descendente de uma família líbia, Salman Abedi, 22 anos, como suspeito de ser o terrorista suicida. Pela manhã, o chefe da Polícia de Manchester, Ian Hopkins, disse que o atentado foi cometido por um só homem, com um artefato explosivo improvisado. E que esse indivíduo teria morrido após acionar a carga.

Até o momento, três pessoas foram detidas suspeitas de participar do ataque, cuja autoria foi assumida pelo Estado Islâmico.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, informou após uma reunião de seu comitê de crise que as forças de segurança acreditam ter identificado o autor do massacre, mas que é cedo para divulgar publicamente a informação. May confirmou o que havia sido dito horas antes por Hopkins: o terrorista agiu só, mas não se sabe se era ligado a uma organização.

As testemunhas do massacre relataram que entre os restos deixados pela explosão havia parafusos e pregos, o que aponta que o explosivo poderia estar carregado de peças metálicas para multiplicar o dano ao explodir. Nesse sentido, algumas gravações publicadas nas redes mostram o impacto de metralha nas extremidades de alguns dos feridos.

“Estávamos no alto das escadas quando os vidros estouraram”, relatou, à BBC Radio Manchester, uma mulher chamada Emma Johnson, que foi ao ginásio com seu marido para apanhar os filhos. “Foi junto à área onde vendiam merchandising. O ginásio inteiro tremeu. Foi uma explosão seguida de uma labareda de fogo. Havia corpos por todos os lados.” Vários espectadores do show publicaram no Twitter vídeos nos quais se veem os momentos de pânico durante a desocupação do pavilhão, com capacidade para 21.000 pessoas. A muitos dos espectadores ainda estavam lá dentro quando foram apanhados pelo atentado.

“Ouvi uma forte explosão. os vidros da minha casa tremeram”, conta Pedro, que mora em frente ao Manchester Arena, numa área que nesta manhã permanecia cercada por um cordão de isolamento da polícia. O mesmo ocorreu na estação ferroviária Victoria, vizinha ao pavilhão. “Vi um monte de gente correndo, muitos policiais com metralhadoras e duas pessoas feridas”, acrescentou. Uma testemunha e serviços médicos citados pela BBC afirmaram ter visto vítimas com “feridas de metralha”.
Atentado suicida em show de Ariana Grande deixa 22 mortos e mais de 50 feridos em Manchester

O presidente dos EUA Donald Trump, que se reuniu em Belém (Cisjordânia) com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, qualificou os responsáveis pelo ataque como “perdedores malvados”, relata o enviado especial Juan Carlos Sanz. “Não vou chamá-los de monstros, porque eles iriam gostar”, afirmou o mandatário republicano. “Haverá mais atentados, mas continuarão sendo uns perdedores”. “Nossas sociedades não podem tolerar que continuem estas matanças de jovens inocentes”, enfatizou. “Os terroristas e os extremistas, e aqueles que os apoiam, devem ser eliminados das nossas sociedades, e sua perversa ideologia deve ser erradicada por completo.”

Um porta-voz de Ariana Grande, artista norte-americana que atuava na Manchester Arena, disse que ela “se encontra bem”. A cantora é muito popular entre os adolescentes, por isso havia muitos pais esperando na porta para apanhar seus filhos, menores de idade.

A explosão foi na saída do ginásio, numa área que dá acesso à estação ferroviária. Aconteceu ao final do show, quando as pessoas começavam a deixar as instalações, segundo nota da administração do ginásio. Quatro horas depois do atentado, a polícia anunciou que faria a explosão controlada de uma suposta segunda bomba – que era, afinal, apenas roupa abandonada.

O ministro da Segurança, Ben Wallace, pediu a colaboração dos cidadãos, orientados a ligarem para um telefone de combate ao terrorismo caso vejam algo suspeito. Se for confirmada a hipótese terrorista, seria o mais grave atentado no Reino Unido desde julho de 2005, quando quatro ataques suicidas coordenados no metrô e em um ônibus de Londres deixaram 56 mortos, incluindo os quatro homens-bomba, e 700 feridos. O último ataque terrorista no Reino Unido havia sido em 22 de março, quando um homem atropelou e matou pessoas na ponte de Westminster.

Assim como aconteceu no ataque ao ônibus do Borussia Dortmund, a hashtag #RoomForManchester começou a circular nas redes sociais, numa campanha para oferecer alojamento a quem estivesse com dificuldade de voltar para casa depois do fechamento da estação de trens vizinha ao estádio.

O ataque ocorre em plena campanha eleitoral para as eleições gerais antecipadas de 8 de junho. A campanha foi suspensa. O país está há mais de dois anos sob um nível de alerta terrorista “severo”, o segundo mais grave numa escala de cinco usada pelas forças de segurança, e que significa que um ataque é altamente provável.

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