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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Jaques Wagner (PT-BA) recebeu da Odebrecht 12 milhões de dólares em “vantagens indevidas”, segundo delatores da empreiteira.

Ao rebater as acusações, o ex-governador da Bahia alegou que “alguém” do seu próprio governo, não ele, negociou propina.

“Pergunta à Odebrecht e a Cláudio Melo [ex-diretor de relações institucionais da empreiteira] por que ele não pegou a obra da Via Expressa. Ele não pegou porque alguém do meu governo, que não me interessa falar, parece que já tinha vendido a ele a obra na contrapartida de alguma grana. E eu digo [disse]: ‘se você pagou adiantado, pagou mal pago, porque aqui vai ter licitação’”, contou Wagner durante o programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, na segunda-feira (8).

Segundo ele, a empresa vencedora da licitação derrubou em 18% o valor da obra.

O Antagonista obteve o áudio da entrevista.

Wagner, que também foi ministro do governo de Dilma Rousseff, não quis revelar o nome do criminoso, nem se lhe aplicou qualquer sanção.

“Alguém tentou dar uma acertada”, disse.

“Um corrupto”, comentou um jornalista.

“Eu imagino que sim. Ia receber uma bola”, completou Wagner.

O petista se limitou a negar que o sujeito faça parte do governo atual, de seu sucessor Rui Costa (PT), do qual virou secretário de Desenvolvimento Econômico, garantindo o foro privilegiado.

“A pessoa não aprontou mais porque eu não deixava. Eu descobri porque Cláudio Melo veio falar comigo e disse que interpretou que a obra era deles”.

Ouça abaixo o trecho principal.

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