Ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF,
em sessão nesta quarta-feira. ADRIANO MACHADO

DO EL PAIS

Afonso Benites
Gil Alessi
Brasília / São Paulo

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), já tomou a decisão de abrir quase uma centena de inquéritos com base na monumental delação de executivos da Odebrecht, a chamada delação do fim do mundo. A informação foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo no final da tarde desta terça-feira, e confirmada pela Corte horas depois. A investigação atingirá a cúpula do poder em Brasília: a lista de Fachin tem oito ministros do Governo Michel Temer, mais de um terço do Senado (29 senadores) e 39 deputados federais.

Em março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de 83 inquéritos com base nas colaborações da Odebrecht com a Justiça e, desde então, Brasília vive clima de suspense à espera dos novos atingidos pela megaoperação. De acordo com o jornal, Fachin tomou a decisão em 4 de abril, de maneira eletrônica. Esta é a segunda lista de inquéritos da Lava Jato a atingir o alto escalão político brasileiro. A primeira, em março de 2015, tinha 50 nomes.

A segunda lista de inquéritos abarca, no Senado, nove dos 22 senadores do PMDB. A bancada do PSDB também consta na relação: sete de seus 11 senadores. O PT tem quatro parlamentares da Casa Alta alvo de inquéritos. Na Câmara o PT foi o partido mais atingido pelos pedidos: 17 parlamentares da legenda de um total de 58 constam na lista do Estado de São Paulo. Em seguida aparece o PP, com 5 deputados na relação.

A lista, se confirmada, atinge o alicerce político da gestão Temer, com ministros próximos do presidente e centrais na articulação das reformas que o mandatário pretende aprovar no Congresso. Seja como for, Temer repetiu a auxiliares ainda nesta terça-feira que segue a regra que ele mesmo criou: só serão afastados os ministros que se tornarem réus na Lava Jato, informa Afonso Benites, de Brasília. Por ora, eles são, segundo o jornal, apenas alvos de inquéritos. Além dos nove ministros alvo de inquérito, existe a expectativa que Temer indique o ex-senador peemedebista Luiz Otávio Campos para assumir a secretaria nacional de Portos. O ex-parlamentar também é alvo da Lava Jato. Ele é ligado aos clãs Barbalho e Lobão, do PMDB.
Ministros

Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil

Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República

Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia

Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional

Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores

Blairo Maggi (PP), da Agricultura

Bruno Araújo (PSDB), das Cidades

Roberto Freire (PPS), da Cultura – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Senadores

Romero Jucá Filho (PMDB-RR)

Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Paulo Rocha (PT-PA)

Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)

Edison Lobão (PMDB-PA)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Jorge Viana (PT-AC)

Lidice da Mata (PSB-BA)

José Agripino Maia (DEM-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Marta Suplicy (PMDB-SP) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ciro Nogueira (PP-PI)

Dalírio José Beber (PSDB-SC)

Ivo Cassol (PP-RO)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)

Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

José Serra (PSDB-SP)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Omar Aziz (PSD-AM)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Eduardo Amorim (PSDB-SE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Carmo Alves (DEM-SE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Deputados federais

Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

Paulinho da Força (SD-SP)

Marco Maia (PT-RS)

Carlos Zarattini (PT-SP)

João Carlos Bacelar (PR-BA)

Milton Monti (PR-SP)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Nelson Pellegrino (PT-BA)

Betinho Gomes (PSDB-PE)

Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Pedro Paulo Teixeira (PMDB-RJ)

Maria do Rosário (PT-RS)

Felipe Maia (DEM-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ônix Lorenzoni (DEM-RS)

Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)

Cacá Leão (PP-BA)

Dimas Toledo (PP-MG)

Décio Lima (PT-SC)

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Antonio Brito (PSD-BA)

Arlindo Chignalia (PT-SP)

Arthur Maia (PPS-BA)

Celso Russomano (PRB-SP)

Daniel Vilela (PMDB-GO)

Fábio Faria (PSD-RN)

Heráclito Fortes (PSB-PI)

Zeca Dirceu (PT-PR)

Zeca do PT (PT-MS)

José Carneiro (PSB-MA)

Julio Lopes (PP-RJ)

Paulo Lustosa (PP-CE)

Rodrigo Garcia (DEM-SP) – Licenciado, é secretário do Governo de São Paulo.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)

Vander Loubet (PT-MS)

Vicente Cândido (PT-SP)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2017 at 13:34 #

” Eu não ando só / Só ando em boa companhia…”

Dona Lídice, a fã de Wagner, “o envarandado”, pode cantarolar pelo Congresso afora!

Vida que segue!


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2017 at 15:46 #

Os mimos na varanda!

Wagner, uma varanda de U$ 12 milhões

————————–

A TARDE

Qua , 12/04/2017 às 12:33 | Atualizado em: 12/04/2017 às 12:33

Delação da Odebrecht aponta que Wagner recebeu US$ 12 milhões
Paula Pitta

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do governo estadual, Jaques Wagner (PT), teria recebido US$ 12 milhões em vantagens indevidas, de acordo com a delação de seis executivos da Odebrecht. O ex-governador da Bahia foi citado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Bahia Odebrecht e por Carlos José Fadigas de Souza Filho, Cláudio Melo Filho, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior.

A informação consta na petição assinada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi encaminhada para instâncias inferiores ao STF. Como Wagner – que também já foi ministro dos governos de Dilma Rousseff (2015/ 2016) e Luiz Inácio Lula da Silva (2013/ 2014 e 2005/ 2006) – não tem foro privilegiado, caberá à Procuradoria da República na Bahia avaliar se abre processo contra o petista.

Contudo, Fachin decidiu retirar o sigilo das citações referentes a Wagner na delação dos executivos da Odebrecht, divulgando parte do conteúdo na petição divulgada nesta terça, 11.

Eleição

De acordo com o Ministério Público, os US$ 12 milhões foram uma contribuição para a campanha eleitoral de Wagner. “Tais pagamentos teriam sido motivados pela concessão de benefícios fiscais associados ao ICMS que teriam favorecido o grupo Odebrecht”, afirma Fachin, na petição com base nas delações.

O teor dos depoimentos ainda aponta que o petista teria recebido um relógio no valor de US$ 20 mil em 2010, fato que já tinha sido divulgado em dezembro de 2016. Na ocasião, o petista alegou que o relógio foi um presente de aniversário e que não tinha relação com política.

Os delatores também alegam que pagaram R$ 10 milhões para o ex-governador da Bahia nas eleições de 2014. Esse pagamento estaria relacionado à dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB).

Wagner ainda não se pronunciou sobre a citação do seu nome na lista de Fachin. A assessoria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE) informou que o gestor da pasta ainda não decidiu se vai se manifestar, mas cumpre normalmente a agenda de trabalho nesta quarta.

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Em tempo:

Face ao Wagner, Lídice, sua fã, é troco de pastelaria.


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2017 at 18:09 #

Estranho!

As viúvas de Lidice estão em greve?

Ninguém a defende?

O silêncio é a nova forma de redimir?

Estranho!
Ou será efeito da migalha quando comparada a Wagner, “o envarandado”? Engasgaram?


Taciano Lemos de Carvalho on 12 Abril, 2017 at 22:17 #

Vaza no WhatsApp a lista de Fachin . . . indo à manifestação contra a corrupção

http://www.gamalivre.com.br/2017/04/vaza-no-whatsapp-lista-de-fachin-indo.html


Vanderlei on 13 Abril, 2017 at 7:52 #

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, agora podemos dizer que:
“Por trás de todo grande politico existe uma grande empreiteira”.


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