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Postado em 26-03-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-03-2017 00:09


Postado pelo jornalista Luis Augusto , editor do blog Por Escrito, na edição de 22 de fevereiro passado, em meio à folia carnavalesca. Mais atual do que nunca, depois do depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, cujo conteúdo foi divulgado em furo jornalístico do Blog O Antagonista, confirmado pelo Jornal Nacional (TV Globo). Confira no BP, a pedidos.

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Yunes falou a língua deles

Algo diferente vem marcando o episódio José Yunes, velho amigo de Michel Temer, apontado em delação premiada como portador de parte dos R$ 10 milhões que o hoje presidente da República teria solicitado à Odebrecht em esquema de caixa 2.

É que, além de negar participação no suposto crime, no qual teria sido envolvido inocentemente, falou à imprensa, acusando o ministro mais importante do amigo Temer, e não se pejou de definir o papel a que foi induzido com uma palavra típica do submundo do tráfico: mula.

Yunes, de 81 anos, foi deputado estadual em São Paulo ainda pelo antigo MDB, em 1978, e, depois, constituinte federal de 1986. Uma acusação que poderia ser feita a ele sem susto é a de que, por muitos anos, esteve muito próximo a pessoas hoje acusadas das mais diversas falcatruas, tipo Jucá, Renan etc.

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O termo certo

A propósito, o relato é de que o “operador” Lúcio Funaro entregou o pacote de dinheiro no escritório de Yunes, que o repassou a Eliseu Padilha.

Assim, tecnicamente, o ex-deputado não foi uma mula, já que não transitou com o numerário. Apenas seu escritório funcionou como um entreposto.

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