O TOQUE DE UM ILUMINADO, NA NOITE DO BP!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


Eliana: Bahia perde a escultora das gordinhas.

DEU NO PORTAL G1/ O GLOBO

A artista plástica , ex-vereadora, ex-secretária de Educação e ex-primeira dama de Salvador, Maria Eliana Pires Mascarenhas Kertész, morreu no final da manhã deste domingo (26), em Salvador, aos 71 anos de idade. Ela lutava contra um câncer. A informação foi confirmada ao G1 por familiares.

Formada em administração de empresas, Eliana Kertész foi eleita vereadora em 1982. Entre os anos de 1986 e 1989, comandou a Secretaria da Educação e Cultura de Salvador, durante a gestão do ex-marido e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertész.

Artista plástica de notoriedade nacional e internacional, Eliana marcou sua trajetória artística com a produção de esculturas que trazem à tona a beleza e sensualidade de mulheres gordas. Uma das obras mais conhecida da artista são as “Gordinhas de Ondina”, em Salvador.

Eliana deixa quatro filhos: Duda, Marcelo, Mariana e Chico Kertész – além de Sérgio, filho do primeiro casamento de Mário Kertész, a quem ela dizia que amava como um próprio filho. Eliana deixa também oito netos. A cerimônia de cremação da artista será às 17h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.


Instalação “As Gordinhas de Ondina”, da
escultora Eliana Kertész, em Salvador.

:

BOA TARDE!!!


Ato dos movimentos pró-impeachment de Dilma, em dezembro na Paulista. MIGUEL SCHINCARIOL AFP

DO EL PAÍS

Marina Rossi

São Paulo

Passado quase um ano desde que o processo de destituição de Dilma Rousseff foi iniciado na Câmara dos Deputados, grupos como o Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre (MBL) convocam a primeira manifestação de 2017. Os movimentos, protagonistas do impeachment nas ruas, agora colocam o Congresso no foco dos ataques: O protesto deste domingo, convocado em dezenas de cidades, estará mais centrado na oposição à anistia ao caixa 2, ao voto em lista fechada, ao financiamento público de campanha e ao foro privilegiado. Os temas estão alinhados com a Operação Lava Jato, que investiga a corrupção proveniente de caixa 2, mas não tem a força-tarefa mais como tema principal. “A Lava Jato nós sempre apoiamos”, disse Rogerio Chequer, do Vem Pra Rua. “Agora a pauta é pela renovação política”.

De acordo com Chequer, a renovação política abrange essa espécie de “combo”, como ele mesmo diz, de medidas que o Congresso quer “empurrar para a sociedade”. O voto em lista fechada é uma proposta que prevê que o eleitor vote no partido e não no candidato. A principal crítica à essa medida é que os partidos poderiam esconder nas listas os candidatos implicados em casos de corrupção. A anistia ao caixa 2 é uma emenda que entraria no projeto das 10 medidas contra a corrupção que perdoa os crimes de caixa 2 de campanha praticados pelos partidos. Já o foro privilegiado garante a todos os políticos que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) possa julgá-los. “O Congresso quer aprovar a anistia ao crime de Caixa 2 para livrar a cara de dezenas de políticos enrolados na Lava Jato”, diz uma publicação na página do Vem Pra Rua no Facebook.

Apesar da concordância em torno desses temas que ameaçam a democracia, segundo dizem as lideranças, a manifestação deste domingo terá outras pautas que não são comuns a todos os movimentos. O MBL e o Nas Ruas, por exemplo, também incluíram na agenda de mobilização o fim do Estatuto do Desarmamento. “Para derrubar um pilar da esquerda, é importante derrubar o estatuto do desarmamento”, explica Carla Zambelli, do Nas Ruas. O Estatuto, sancionado pelo ex-presidente Lula em 2003, regulamenta o registro, posse e comercialização de armas de fogo no país. Desde o ano passado, as frentes parlamentares da Segurança Pública, Evangélica e do Agronegócio da Câmara dos Deputados (apelidadas de BBB – Bala, Boi e Bíblia) vêm pressionando Michel Temer pelo direito à posse de armas. “Se a segurança pública é falha e o cidadão de bem está desarmado, ele não tem direito de se defender”, diz Zambelli.

A liberação do uso e porte de armas não é, porém, defendida pelo Vem Pra Rua. “Isso não faz parte da pauta do Vem Pra Rua nem para o domingo e nem para o movimento”, disse Rogerio Chequer. Outro tema que não tem a adesão de todos os movimentos que estarão no protesto é a reforma da Previdência. O MBL tem uma proposta própria, que, segundo sua página no Facebook, acrescenta novos pontos àquela feita pelo Governo Temer. Carla Zambelli afirma que o Nas Ruas apoia a ideia do MBL. Já Chequer diz que “desconhece” a proposta do outro grupo, mas que sabe da “necessidade de um ajuste previdenciário”. Procurado, o MBL não atendeu às ligações da reportagem.
Juntos mas diferentes

As divergências entre esses movimentos já vinha sendo percebido desde o final do ano passado. Em dezembro, data da última manifestação liderada por eles, e a primeira desde que Michel Temer assumiu a presidência, chegou até a ser ventilada a possibilidade de grupos da esquerda participarem do ato. O Vem Pra Rua convocou a manifestação dizendo que “não importa se você é de direita, de esquerda ou de centro. Você tem que ir pra rua protestar contra os corruptos”. A frase foi uma fagulha que incendiou muitas discussões de seguidores dos movimentos anti-PT, contrários à presença de grupos de esquerda nas ruas com eles.

Desde então, o Vem Pra Rua vem sendo chamado de um movimento de “centro-esquerda”. O rótulo é rejeitado por Rogerio Chquer, que diz não fazer parte desse binarismo. Mas agora nas ruas, a divisão chegou a ser quase física: parte do ato deste domingo em São Paulo sairia em passeata da avenida Paulista até o Largo da Batata, inaugurando um novo formato para esses grupos, habituados a marcar os protestos aos domingos, na avenida Paulista, sem deslocamento.

A reportagem apurou que a ideia surgiu depois que o Vem Pra Rua se negou a seguir a proposta dos demais de não levar caminhão de som para a avenida. O objetivo seria “despersonalizar” o protesto, “como foi em 2013, com todo mundo no chão”, segundo pessoas próximas. Com a recusa do Vem Pra Rua de aderir a esse formato, parte dos outros movimentos decidiu sair da Paulista em marcha. Chequer nega qualquer conversa neste sentido. “Foi feita uma reunião junto com a Polícia Militar há um tempão e todo mundo falou dos caminhões que ia levar”, disse. Mas, segundo ele, “se andarem [em passeata], eu acho ok. Os esforços são complementares”.

Seja como for, a ideia sobre a passeata não está mais em discussão. Carla Zambelli afirma que os movimentos voltaram atrás apenas por uma questão de segurança. “A ideia inicial era essa [de ir até o Largo da Batata], mas a Polícia Militar pediu para que a gente não saísse em passeata, porque isso aumentaria muito a chance de incidentes”, disse. “Então, para não colocar em risco a segurança de ninguém, decidimos permanecer na Paulista”. Segundo ela, existe a “possibilidade de rachas” entre os movimentos. “Mas onde a gente puder convergir é onde vamos colocar energia”.

O leitor, ouvinte e amigo do peito do Bahia em Pauta, que assina Vangelis postou a seguinte mensagem no Facebook a propósito do Artigo da Semana, publicado ontem neste site blog.

“Meu caro Vitor, bate forte no coração do ribeirinho essa agressão ao Rio São Francisco. Por isso a MARABÁ PUBLICIDADE dedica-lhe essa canção pra essa dor amenizar”…

Elza, Marabá (quanta saudades da querida difusora de Juazeiro-Petrolina, falando para os dois lados do rio) e o Rio São Francisco. Tudo de bom! Com emoção o editor deste BP agradece.

BOM DOMINGO, NAS RUAS MELHOR AINDA.

(Vitor Hugo Soares)

mar
26


Postado pelo jornalista Luis Augusto , editor do blog Por Escrito, na edição de 22 de fevereiro passado, em meio à folia carnavalesca. Mais atual do que nunca, depois do depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, cujo conteúdo foi divulgado em furo jornalístico do Blog O Antagonista, confirmado pelo Jornal Nacional (TV Globo). Confira no BP, a pedidos.

(Vitor Hugo Soares)

————————————————————-

DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Yunes falou a língua deles

Algo diferente vem marcando o episódio José Yunes, velho amigo de Michel Temer, apontado em delação premiada como portador de parte dos R$ 10 milhões que o hoje presidente da República teria solicitado à Odebrecht em esquema de caixa 2.

É que, além de negar participação no suposto crime, no qual teria sido envolvido inocentemente, falou à imprensa, acusando o ministro mais importante do amigo Temer, e não se pejou de definir o papel a que foi induzido com uma palavra típica do submundo do tráfico: mula.

Yunes, de 81 anos, foi deputado estadual em São Paulo ainda pelo antigo MDB, em 1978, e, depois, constituinte federal de 1986. Uma acusação que poderia ser feita a ele sem susto é a de que, por muitos anos, esteve muito próximo a pessoas hoje acusadas das mais diversas falcatruas, tipo Jucá, Renan etc.

Imprimir Imprimir Enviar por e-mail Enviar por e-mail

O termo certo

A propósito, o relato é de que o “operador” Lúcio Funaro entregou o pacote de dinheiro no escritório de Yunes, que o repassou a Eliseu Padilha.

Assim, tecnicamente, o ex-deputado não foi uma mula, já que não transitou com o numerário. Apenas seu escritório funcionou como um entreposto.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Carne Fraca: “vinho do Porto” era código para propina

A Polícia Federal suspeita que “vinho do Porto” seja uma das expressões usadas pela máfia de fiscais do Ministério da Agricultura para se referir às propinas. Em um telefonema interceptado pela PF, Maria do Rócio Nascimento, chefe dos fiscais no Paraná, utiliza a expressão em conversa com a irmã, Sônia. Ambas estão presas.

Veja o trecho reproduzido pelo Estadão:

MARIA– alguém passou aí?

SONIA– não.

MARIA– não?

SONIA– não.

MARIA– uhum.

SONIA– não passou aqui.

MARIA– é então ele deve passar daqui a pouco Sônia.

SONIA– tá bom.

MARIA– porque daí eu aviso o Daniel tá.

SONIA– tá.

MARIA– para pegar aí, tá bom.

SONIA– o Dr Daniel vem pegar?

MARIA– vem pegar…Sônia sabe o vinho do Porto que fiz o pedido?

SONIA– aham.

MARIA– vai entregar aí, tá

SONIA– tudo bem.

MARIA– aquele vinho do Porto que eu fiz o pedido; fui eu que fiz tá?

SONIA– entendi.

MARIA– e aquele outro era para ir lá…tá né… só verifica assim mas por curiosidade, quanto que é…né (risos).

SONIA– entendi, entendi tudo’

mar
26
Posted on 26-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-03-2017


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

DO EL PAÍS

Rodolfo Borges

São Paulo

O pesadelo que assombrou o mercado da carne brasileiro após a deflagração da Operação Carne Fraca, há pouco mais de uma semana, parece estar passando. A investigação sobre um esquema de fraude e propina que envolve ao menos 21 frigoríficos jogou sombra sobre todo o setor e levou a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) a calcular uma queda de 20% nas exportações do setor neste ano. China, Hong Kong, União Europeia, Coreia do Sul e Chile anunciaram a suspensão temporária das compras dois dias após a operação. A Coreia do Sul voltou atrás no dia seguinte e, neste sábado, o Ministério da Agricultura celebra em nota a “reabertura total” do mercado chinês à carne brasileira. Horas depois, o Governo adicionou Chile e Egito ao rol de mercados reabertos.

Na nota assinada pelo ministro Blairo Maggi, o Governo diz que a liberação chinesa — o maior mercado para a carne brasileira — “trata-se de atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora”. “Nos últimos dias o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Itamaraty e a rede de embaixadas do Brasil no exterior trabalharam incansavelmente para o êxito que se anuncia hoje”, celebra o ministro.
PUBLICIDADE

Segundo o Governo brasileiro, “a China nunca fechou o mercado aos nossos produtos, mas apenas tomou medidas preventivas para que tivéssemos a oportunidade de oferecer todas as explicações necessárias e garantir a qualidade da nossa inspeção sanitária”. A notícia vem em boa hora para evitar a perda de mercado, já que países como a Argentina enxergaram oportunidade na crise da carne brasileira para tomar mercado do vizinho.

Apesar da boa notícia internacional — que ainda não foi confirmada oficialmente pelo próprio Governo chinês —, as reverberações da Operação Carne Fraca parecem longe do fim. As investigações seguem — 33 servidores do Ministério da Agricultura foram afastados — e nesta sexta-feira os frigoríficos paranaenses Souza Ramos, Transmeat e Peccin foram instruídos a recolher as carnes e seus produtos distribuídos a supermercados — e mesmo aqueles já vendidos aos consumidores.

Preocupado com os impactos da crise da carne para a economia local, o Governo brasileiro tem destacado que os problemas identificados pela Operação Carne Fraca são pontuais. O presidente Michel Temer voltou a tocar no assunto na sexta-feira, quando disse que a carne brasileira é “forte” durante cerimônia de entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

Neste sábado, Temer fez questão de se manifestar mais uma vez sobre o assunto, desta vez em nota, para dizer que “a decisão do governo da China de reabrir o seu mercado à proteína animal produzida no Brasil é o reconhecimento da confiabilidade de nosso sistema de defesa agropecuária”. “Nosso país construiu grande reputação internacional neste segmento. E o posicionamento chinês é a confirmação de todo trabalho de esclarecimento levado a termo pelo governo brasileiro nestes últimos dias em todos os continentes”, disse Temer, que destacou um agradecimento especial ao presidente Xi Jinping. “Estamos plenamente confiantes que outros países seguirão o exemplo da China”, finalizou o brasileiro.

  • Arquivos