DO G1

O presidente da República, Michel Temer, viajou no início da noite desta sexta-feira (24) com a primeira-dama, Marcela Temer, e o filho do casal, Michelzinho, para a Base Naval de Aratu, na Bahia. Eles vão passar o feriado de carnaval no local e devem retornar a Brasília na quarta-feira de cinzas (1º).

O avião presidencial decolou da Base Aérea de Brasília por volta das 18h desta sexta. Antes de embarcar, Temer visitou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), em um hospital da capital.

Eunício está internado desde a noite de quarta (22) para uma cirurgia de retirada da vesícula. De acordo com o último boletim médico, o quadro clínico do senador é estável e está “evoluindo muito bem”.

Na manhã desta sexta, o presidente se reuniu com os ministros Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) e Dyogo Oliveira (Planejamento) no Palácio do Planalto.

Esta é a primeira vez que a família do presidente irá para Aratu, na zona metropolitana de Salvador. No ano novo, o presidente escolheu ficar na restinga de Marambaia, reserva administrada pela Marinha no Rio de Janeiro.

A Base Naval de Aratu já foi utilizada diversas vezes pela ex-presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em feriados prolongados. Dilma, por exemplo, passou o carnaval na área da marinha nos anos de 2013, 2014 e 2015.

No ano passado, antes de ser afastada da Presidência, ela preferiu passar o carnaval com a família em Porto Alegre (RS), onde mora atualmente.


Bruno solto: escárnio é pouco

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Preso desde 2010, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, além de ocultação de cadáver, o goleiro Bruno conseguiu sua liberdade por meio de um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. O alvará de soltura foi emitido noite da última quinta-feira.

Bruno deverá deixar o presídio ainda nesta sexta-feira. O goleiro cumpria a pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), até ser transferido em setembro de 2015 ao centro de ressocialização Apac, em Santa Luzia. Logo que foi condenado, no entanto, Bruno ficou preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.

O ex-jogador do Flamengo tinha sido condenado a pela Justiça de Minas Gerais a 22 anos e três meses de cadeia pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, com quem teve um relacionamento. O corpo da modelo até hoje não foi encontrado. Além do goleiro, mais cinco pessoas estavam condenadas, entre elas, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno. A modelo tinha 25 anos quando foi assassinada, deixando um filho recém-nascido. Bruno era o pai da criança.

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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Anonimato para o policial agressor

A agressão a um cidadão por um policial que usou um cone de trânsito gerou declarações do comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão, que anunciou a instauração de processo administrativo para tratar do caso.

Não chegou ao conhecimento público, porém, o nome do agressor, que nesses momentos sempre é preservado, como se fosse membro de alguma casta neste país supostamente republicano e democrático.

Exatamente o oposto do que ocorre diariamente nas delegacias de polícia, sob a conivência do Estado, com repórteres de programas policialescos expondo indiscriminadamente suspeitos e acusados de crimes que ficam à mercê de seu sadismo.

Hordas semeadas a mancheias

A medida exata da situação de uma sociedade é dada quando um governador – no caso o da Bahia – revela seu temor de que a leniência da Justiça com presos perigosos, devido à crise penitenciária, possa refletir em violência no Carnaval.

Está aí o retrato perfeito do quadro: estamos todos desgraçados, os bandidos não cabem nas cadeias, o perigo está todas as horas nas ruas e a seu encontro vamos nós, movidos a álcool e liberdade.

Eterno Jackson do Pandeiro, igualmente fabuloso, no forró ou no carnaval. Confira!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO EL PAIS

Gil Alessi

São Paulo

O paraense Jorge Luz, 73, alvo da 38ª fase da Operação Lava Jato nesta quinta-feira, tem um currículo invejável no campo dos operadores de propina envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras. Delatores se referem a ele com uma espécie de “decano” e “padrinho” dos lobistas e responsáveis por fazer a intermediação dos pagamentos ilegais envolvendo a estatal, empresas e políticos. Foi contra Luz que a Polícia Federal cumpriu nesta manhã 16 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele e seu filho Bruno Luz. O juiz federal Sérgio Moro autorizou pedidos de prisão preventiva para os dois, que estão nos Estados Unidos. Caso não se apresentem à Justiça, a PF informou que acionará a Interpol para localizá-los. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, pai e filho usaram contas de empresas offshores no exterior para pagar propina para agentes políticos do PMDB, principalmente no Senado, que rondam os 40 milhões de dólares.

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras e colaborador da Justiça, Nestor Cerveró, afirmou em seus depoimentos que Luz teria repassado cerca de 6 milhões de dólares ao ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) – algo que o parlamentar nega. O dinheiro seria usado na campanha eleitoral do peemedebista. Em nota, Renan afirma que “a chance de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é igual a zero” e que “todas as suas relações com empresas, diretores ou outros investigados não ultrapassaram os limites institucionais”. Renan já foi denunciado pela Lava Jato em outro inquérito e é réu pelo crime de peculato no Supremo Tribunal Federal. No total, a procuradoria acredita que diversos senadores da legenda e diretores da estatal tenham embolsado mais de 40 milhões de dólares entregues pelos Luz. “Há estimativas de que essas pessoas movimentaram em torno de 40 milhões em pagamentos indevidos”, afirmou procurador Diogo Castor, sem mencionar o nome de nenhum político. No despacho de Moro autorizando as ações da PF desta quinta, no entanto, o nome de Renan aparece seis vezes em diferentes contextos, mas sempre relacionado a Jorge Luz. Além de Renan, o nome de Jader Barbalho (PMDB-PA) também aparece em delações como sendo o destinatário de propinas repassadas por Luz.

É a segunda operação seguida ligada à Lava Jato que atinge, ainda que indiretamente, nomes de caciques peemedebistas. Na semana passada foi a vez da Leviatã, que investiga pagamentos de propinas para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro, chegar ao clã do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

“Pai e filho atuavam de forma conjunta e faziam o meio campo entre os que queriam pagar propina e os que queriam receber os valores ilícitos”, disse o procurador Castor sobre o esquema. Além de auxiliar o pai Jorge Luz, o MPF afirma que Bruno é sócio do filho do lobista João Henriques (preso na Lava Jato em setembro de 2015) em uma empresa suspeita de auxiliar na movimentação dos valores ilegais. As autoridades já rastrearam negociatas feitas pelos Luz usando contas na Suíça e nas Bahamas. Eles são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo contratos de compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do navio sonda Vitoria 10.000 e na venda, pela estatal, da Transener para a empresa Eletroengenharia.
O pioneiro dos operadores de propina

A relação de Jorge com a Petrobras é antiga e reforça a tese defendida por especialistas e procuradores de que o esquema de corrupção da estatal transcende Governos e décadas. Ele atua como lobista nas diretorias de Abastecimento e Internacional da petroleira ao menos desde 1986, durante o Governo do então presidente José Sarney (PMDB-MA) e continuou na ativa durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e Dilma (PT). Sua importância no esquema da Lava Jato foi confirmada pelo depoimento de ao menos cinco colaboradores da Justiça. Para o lobista Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, ligado ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Luz foi uma espécie de padrinho e pioneiro no modus operandi da propina, abrindo as portas para o mundo da corrupção em Brasília.

De um encontro entre Luz e Baiano entre 2007 e 2008 foi costurado acordo para buscar apoio de políticos do PMDB para conseguir manter os então diretores da área Internacional, Nestor Cerveró, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, em seus cargos. Até então as propinas pagas pela manutenção dos dois na estatal eram direcionadas ao PP. Em seu depoimento, Costa afirmou que “o Jorge é um lobista dentro da Petrobras desde sempre”. Cerveró e Costa assinaram acordos de delação com o MPF e ambos citam o papel de Luz para “azeitar” as relações com Brasília.

Já o empresário Milton Schahin, do grupo Schahin, outro envolvido no esquema da Petrobras, disse ao juiz Moro em abril do ano passado: “Conheço ele [Luz] há mais de 20 anos. Eu sei que ele não brinca quando fala. Resolvi não correr o risco”. O risco, no caso, era perder contratos com a estatal caso não fosse feito o pagamento de propinas exigido por Luz. Schahin assinou um acordo de delação premiada e se comprometeu a entregar documentos que comprovam os pagamentos feitos em contas de Luz. Sua colaboração ainda não foi homologada pela Justiça.

Quando seu nome começou a ser citado pelos delatores, Jorge Luz tentou conseguir um acordo de colaboração com as autoridades, mas as negociações emperraram. Agora, com um mandado de prisão preventiva aberto e na lista da Interpol, existe a expectativa de que Luz seja obrigado a colocar todas as cartas na mesa para conseguir um eventual acordo de delação premiada.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Nem um centavo da Petrobras no carnaval

O Antagonista confirmou que a Petrobras não vai colocar um centavo no carnaval deste ano.

A estatal enviou uma nota ao site explicando a decisão de não patrocinar a folia de 2017:

“Além de questões orçamentárias, a companhia está readequando sua carteira de projetos à luz de uma revisão de seus programas de patrocínio, que está em curso.”

fev
24
Posted on 24-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2017


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


DO EL PAÍS

Cristina F. Pereda

O Governo de Donald Trump extinguiu as proteções estabelecidas por seu antecessor, Barack Obama, para combater a discriminação a estudantes transgênero nas escolas dos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira o fim da política do democrata que exigia que as escolas públicas garantissem o acesso a banheiros e vestiários condizentes com a identidade de gênero escolhida por cada estudante.
Donald Trump
Governo republicano retira proteções federais aos estudantes transgênero JONATHAN ERNST REUTERS

Em um duro golpe aos avanços recentes da comunidade LGBT, Trump revogou a norma estabelecida pelo Departamento de Educação em 2016 que reconhecia que os alunos transgênero têm o direito de acessar banheiros e vestiários do gênero com o qual se identificam, e não o que lhes foi atribuído ao nascer. O texto afirma, ainda, que esse é um assunto de competência dos estados e distritos escolares, e não do Governo federal.

O Governo republicano comunicou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal que retira seu apoio ao adolescente da Virginia que prestou queixa contra o Departamento de Educação estadual por não deixá-lo acessar o banheiro de sua escolha. Seu caso, que será estudado pela Corte nas próximas semanas, simbolizou o apoio do Governo Obama à causa da comunidade transexual e agora acaba de ser abandonado pelo Governo Trump.

A carta assinada pelos Departamentos de Justiça e Educação afirma que a retirada das garantias anteriores “não diminui a proteção aos alunos em casos de agressão e assédio”. As escolas, segundo o documento, “devem assegurar que todos os estudantes, incluindo os LGBT, tenham condições de estudar e se desenvolver em um ambiente seguro”.

O texto argumenta que a lei que proíbe a discriminação entre estudantes por razão de sexo não inclui a garantia de acessar o banheiro ou vestiário do gênero com o qual o estudante se identifica. O Governo Trump se baseia em uma decisão judicial que afirma que a palavra sexo nessa lei federal “se refere de modo inequívoco ao sexo biológico”, por isso, um estudante identificado como menina ao nascer, mas que posteriormente se identifica com o gênero masculino, deverá continuar utilizando os banheiros e vestiários femininos.

Se o Governo Obama considerou que a igualdade dos jovens transgênero está protegida sob a lei federal que proíbe a discriminação nas escolas, o de Trump deu uma guinada de 180 graus ao defender que obrigar as escolas a conceder o acesso a banheiros do gênero com o qual se identificam é uma interferência federal em um assunto que deve deve ser regulamentado pelos estados. Algumas semanas atrás, o presidente republicano já mostrou indícios de sua mudança de política ao retirar a defesa dos direitos dos alunos trasngênero nos tribunais.

A decisão também confirma a opinião do presidente com relação aos direitos dos transgênero, um tema sobre o qual ele foi ambíguo durante a campanha. Primeiro defendeu que Caitlyn Jenner, o rosto mais conhecido da comunidade transgênero nos Estados Unidos, poderia usar o banheiro que quisesse ao visitar a Trump Tower em Nova York. Depois criticou a política de Obama como uma intromissão em um assunto que, segundo ele, é de competência estadual.

Depois de reconhecer o casamento igualitário, o governo Obama se dedicou aos avanços da comunidade transgênero, a última fronteira na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. A chegada de Trump à Casa Branca assim como a nomeação de Jeff Sessions como procurador-geral, prenunciaram uma mudança de política. À falta de compromisso de Trump se somou o histórico de Sessions, que em diversas ocasiões quando era senador votou contra medidas para fortalecer a defesa dos direitos dos homossexuais diante de práticas discriminatórias.

A decisão do Governo Trump terá poucas consequências práticas, já que a Justiça havia barrado sua entrada em vigor por causa de uma ação pendente, mas afetará os estudantes que se queixaram contra diveras escolas do país e que não contam mais com o apoio do Governo.

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