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ELA SAIU NO VAT E ESCONDEU-SE,DEPOIS, EM ALGUMA ESTRELA!!!

BOA TARDE E BOM CARNAVAL!!!

(Gilson Nogueira)

DO G1/ BLOG DE ANDREIA SADI

O presidente Michel Temer avisou aos principais aliados que escolheu o nome do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o Ministério da Justiça.

O Palácio do Planalto quer anunciar o nome do peemedebista no fim do dia junto com a troca da liderança do governo na Câmara.

Mais cedo, Serraglio disse ao blog que a bancada do PMDB se “uniu” e entendeu que o seu nome atende a um perfil técnico e político para o Ministério da Justiça.

Ele disse que ainda não tinha a confirmação sobre a escolha do presidente para a vaga, mas afirmou ter o apoio da bancada.

Perguntado sobre a Operação Lava Jato, ele repetiu a frase do ex-ministro do STF Carlos Velloso, que chegou a ser convidado mas recusou o posto:

“Ela é intocável. É uma questão judicial”, disse.

Questionado ainda sobre se, caso venha a assumir a pasta, aguentaria a pressão do seu partido, mesmo com diversos peemedebistas na mira da operação, respondeu:

“Fui relator do mensalão. Você tem dimensão do que é pressão? Cada um vai precisar responder sobre seus atos”, disse ele ao blog.


Praia de Inema – Baia de Aratu.

DEU NO JORNAL A TARDE

Patricia França

O presidente Michel Temer (PMDB) escolheu a Bahia para passar o feriado de Carnaval. Temer deve desembarcar na Base Aérea de Salvador na sexta-feira, 24, ou sábado, 25, com a primeira-dama Marcela e o filho Michel.

A informação de que o presidente deseja descansar na Bahia foi confirmada ao A TARDE pelo secretário de Comunicação da Presidência, Márcio Freitas. “Há a possibilidade dele ir, na sexta ou no sábado”, afirmou Freitas.

O casal presidencial vai ficar hospedado na residência oficial da Marinha do Brasil na Praia de Inema, balneário localizado na Base Naval de Aratu a 30 quilômetros de Salvador.

Michel Temer escolheu o mesmo refúgio dos três últimos presidentes da República – Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) – para descansar durante os quatro dias oficiais da folia momesca.

A casa em que o presidencial vai se hospedar fica em área isolada, longe das lentes do jornalista e foi reformada em 2011 para receber a presidente Dilma.

O imóvel com piscina passou, naquele ano, por uma ampla reforma e foi equipado com móveis novos. O governo teve um desembolso de R$ 650 mil.


DO EL PAÍS

Felipe Betim

São Paulo 22 FEV 2017 – 22:28 BRT

José Serra deixou nesta quarta-feira o ministério de relações exteriores. Em carta ao presidente Michel Temer, o tucano alegou problemas de saúde “do conhecimento” do mandatário que o “impedem de manter o ritmo de viagens internacionais” e o próprio “trabalho do dia a dia”, segundo adiantou a Globo News. Serra, que está prestes a completar 71 anos e foi submetido em dezembro a uma cirurgia na coluna cervical, não detalhou sua condição médica na carta. Ele disse, entretanto, que sua recuperação demorará ao menos quatro meses e que “honrará” seu mandato no Senado Federal, o qual pretende reassumir. Marcos Galvão, secretário-geral do Itamaraty, assume interinamente o posto.

No Senado, Serra foi um dos membros do PSDB que mais apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão de Temer. Chegou a ser cotado para o Ministério da Fazenda, mas no final acabou ganhando o Itamaraty como contrapartida. O tucano sempre flertou com a ideia de voltar a concorrer a presidência da república em 2018, após tentar em 2002 e em 2010. Assim, o Governo Temer serviria de plataforma para alavancar seus interesses políticos.

A passagem de Serra pelo Ministério das Relações Exteriores começou conturbada devido às dificuldades naturais de pertencer a um Governo que, naquele momento, ainda era interino. Mas deixou claro desde o início que o objetivo de sua gestão seria as relações comerciais e a busca por acordos bilaterais. O tucano também deixou de lado o estilo discreto que normalmente acompanham os diplomatas do Itamaraty. Foi responsável por uma virada da diplomacia brasileira dos últimos anos ao engrossar a voz com a Venezuela de Nicolás Maduro e outros países do chamado eixo-bolivariano. Ao lado da Argentina de Mauricio Macri, foi um dos responsáveis por suspender a Venezuela do Mercosul, argumentando problemas políticos internos que vão contra os princípios democráticos do bloco.

Com olhos em 2018, seguiu com sua agenda dividida entre a diplomacia e a política. Costumava receber parlamentares, mas não estava no centro do debate político. No final do ano passado, entretanto, seu nome voltou às manchetes por um motivo inglório: segundo a Folha de S. Paulo, a campanha do tucano à presidência em 2010 recebeu, via caixa dois, 23 milhões de reais da Odebrecht. O jornal cita a delação de dois executivos da empreiteira que já foram homologadas pelo STF, mas que ainda não foram tornadas públicas.

Assim, além de seus problemas de saúde, Serra deve superar – como boa parte do mundo político – o desfecho da Operação Lava Jato para voltar a sonhar com a presidência da República. Uma vez superado esses dois obstáculos, deverá ainda disputar com o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves – também enrolado na Lava Jato – a indicação do PSDB.

Devido a esta divisão interna do partido, especula-se que Serra possa mudar de partido para poder disputar o cargo. Economista de formação e exilado durante a ditadura militar, ele foi um dos fundadores do PSDB e ocupou diversos cargos ao longo de sua carreira política. Antes de chegar ao Itamaraty, foi deputado constituinte, ministro do Planejamento e da Saúde do Governo FHC, prefeito e governador de São Paulo.

DE O GLOBO

Cristiana Lôbo

Serra demonstrava abatimento

José Serra entrou no gabinete do presidente Temer depois das 20h desta quarta-feira com a carta de demissão pronta e levando, também, resultados de exames de saúde com a recomendação para cumprir um período de quatro meses sem longas viagens por conta de problemas de saúde, decorrente de uma cirurgia de coluna.

Enquanto alguns assessores do Palácio do Planalto foram surpreendidos com a decisão de Serra, outros amigos dele, nem tanto, afinal, já vinham percebendo um abatimento acentuado do ministro com os problemas de saúde, agravado com a citação do nome dele em depoimentos de delações premiadas da Odebrecht.

Estas delações serão conhecidas nos próximos dias – o mais provável é que isso aconteça logo depois do carnaval.

Na carta de demissão, Serra disse que pretende reassumir o mandato de senador por São Paulo.

BOM DIA!!!

Plano de saúde com um mês de mandato

O deputado Targino Machado (PPS) disse que vai se aposentar pelo INSS seguindo o caminho de qualquer brasileiro comum, sem “privilégios em detrimento da honra”.

Ao defender uma discussão aberta das “mazelas dos três Poderes”, o parlamentar revelou-se indignado com as vantagens que um senador incorpora mesmo sendo suplente e assumindo o mandato por apenas um mês.

“Como aconteceu há pouco com um suplente do senador Edison Lobão”, afirmou, “esse tempo já é suficiente para eles levarem muitos direitos para casa, como um plano de saúde ilimitado, pago por todos nós”.

fev
23
Posted on 23-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2017


Aroeira, no jornal O DIA (RJ)

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EL PAÍS

Nuño Domínguez

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um novo sistema solar com sete planetas do tamanho da Terra. Está a cerca de 40 anos luz de nós, orbitando em torno de uma estrela anã e fria, de um tipo de astro conhecido como “anões vermelhos”. Na Via Láctea, este tipo de astro é muito mais abundante que as estrelas como o Sol e, recentemente, se tornaram o lugar preferido pelos astrônomos para procurar planetas semelhantes à Terra onde possa ser encontrada vida, segundo explicaram os cientistas da NASA, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira. “A questão agora não é como se encontraremos um planeta como a Terra, mas quando”, disseram.

O novo sistema solar orbita em torno da estrela Trappist-1, um astro do tamanho de Júpiter encontrado na constelação de Aquário. No ano passado, uma equipe internacional de astrônomos achou três planetas orbitando este astro, com tão somente 8% da massa do Sol. Em um novo estudo publicado hoje na revista Nature, a mesma equipe confirma a existência desses três planetas e anuncia outros quatro. Todos os sete planetas tem o tamanho similar ao da Terra, mas estão muito mais próximos à sua estrela, o que permitiria que abrigassem água líquida, condição essencial para a vida, segundo um comunicado oficial do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Em fevereiro e março de 2016 os astrônomos usaram o telescópio espacial Spitzer, da NASA, para captar as minúsculas flutuações na luz do astro que são produzidas quando os planetas passam na frente de sua estrela. Telescópios terrestres no Chile, África do Sul, Marrocos, Estados Unidos e Ilha de La Palma, nas Canárias, direcionaram também suas lentes para a Trappist-1entre maio e setembro. As observações confirmam a existência de seis planetas, Trappist-1 b, c, d, e, f e g, conforme sua proximidade decrescente do astro, e sugerem a existência de um sétimo, h, ainda não confirmado. Os seis planetas confirmados parecem ser rochosos, como a Terra, Marte, Vênus e Mercúrio, embora alguns possam ser muito menos densos. A Trappist-1 e seus mundos se parecem muito com Júpiter e suas luas geladas Io, Europa, Ganimedes e Calisto, algumas também propensas a abrigar vida.

“É um sistema planetário alucinante, não só por haver tantos, mas porque seu tamanho é surpreendentemente semelhante ao da Terra”, diz Michaël Gillon, pesquisador da Universidade de Liège (Bélgica) e principal autor do estudo.

O planeta mais perto de seu sol leva um dia para completar uma órbita, e o mais distante, 12. Os três primeiros estão perto demais da estrela, o que faz com que provavelmente tenham climas abrasadores em excesso para que a água não evapore de sua superfície, segundo os modelos climáticos usados pelos astrônomos. É provável que h, com um tamanho mais parecido com os de Vênus e Marte, seja um mundo gelado por causa de sua distância da estrela. Os três planetas restantes estão dentro da chamada “zona habitável” e podem abrigar oceanos, segundo o estudo.

O mais importante desta descoberta é que pode permitir observar pela primeira vez a atmosfera de um desses planetas, explica Guillem Anglada-Escudé, astrônomo de Barcelona que trabalha na Universidade Queen Mary, de Londres. Trata-se de uma conquista científica que bem vale um Nobel e é um dos passos prévios fundamentais na busca de vida fora do Sistema Solar. No ano passado, Anglada-Escudé descobriu o exoplaneta de tamanho terrestre mais próximo da Terra, a quatro ano-luz.
Observar a atmosfera

Este mundo também orbita em torno de uma anã vermelha, Próxima Centauri, e pode estar coberto por um grande oceano. Ainda está para ser visto se tem atmosfera, condição quase essencial para a vida, e se esta é observável da Terra. Nos planetas da Trappist-1 “é possível que o telescópio espacial Hubble possa analisar se há atmosfera em algum desses planetas e é bastante provável que o Telescópio Espacial James Webb, que será lançado no próximo ano, possa confirmar isso”, explica o astrônomo.

Embora não possam ser vistas a olho nu da Terra, três de cada quatro estrelas em nossa galáxia são anãs vermelhas, por isso é possível que descobertas como a desta quarta-feira se transformem na norma. O nome da estrela corresponde ao acrônimo Telescópio Pequeno para Planetas em Trânsito e Planetesimais (Trappist), um sistema de dois observatórios robóticos da Universidade de Liège que está rastreando as 60 estrelas anãs frias mais próximas da Terra em busca de planetas habitáveis. Calcula-se que para cada planeta que se consegue detectar com este método haja “entre 20 e 100 vezes mais planetas”, explica Ignas Snellen, da Universidade de Leiden (Holanda), em um comentário ao artigo original publicado na Nature.

Por isso esse achado deve ser um lembrete para os terráqueos de que não há razões objetivas para se sentirem especiais. “Encontrar sete planetas em uma amostra [de estrelas analisadas] tão pequena sugere que o Sistema Solar com seus quatro planetas rochosos pode não ser nada fora do normal”, escreve o pesquisador em um comentário ao artigo original na Nature. Esses planetas podem abrigar vida? Impossível saber disso no momento, diz Snellen, mas “uma coisa é certa: em alguns bilhões de anos, quando o Sol tiver esgotado seu combustível e o Sistema Solar deixar de existir, a Trappist-1 continuará sendo uma estrela em sua infância. Consome hidrogênio tão devagar que continuará viva uns 10 trilhões de anos, 700 vezes mais que a idade total do Universo e, possivelmente, isso é tempo suficiente para que a vida evolua”, conclui.

O novo sistema solar descoberto na Trappist-1 é extraordinariamente compacto e ordenado. Seus planetas estão em um mesmo plano, como ocorre no Sistema Solar. Além disso, suas órbitas seguem um ritmo periódico e o tempo que levam para completá-las pode ser expresso em frações simples, por exemplo, 8/5 para os planetas c e b ou 5/3 para d e c. Cada planeta influi com sua gravidade na órbita do que está mais próximo dele.

Estas pequenas distorções serviram para calcular a massa dos seis planetas confirmados e indicam que, em sua origem, formaram-se longe da estrela e depois migraram na direção dela. Isso poderia significar uma forma alternativa de criar planetas rochosos que não se parece com a que conhecemos no Sistema Solar. Nas luas de Júpiter, essas distorções fazem com que as luas conservem calor interno e tenham vulcanismo, como Io, ou possíveis oceanos, como Europa. Em 2013 foi descoberto um sistema de seis planetas, três deles habitáveis, em torno da Gliese 667C, a 22 anos-luz da Terra, embora somente dois deles estejam 100% confirmados. O que torna única a descoberta revelada hoje é que pelo menos seis de seus planetas transitam diante de sua estrela, o que permitirá analisar sua atmosfera, se é que a possuem.

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