fev
20

DEU NO BLOG POR ESCRITO;(DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Há vagas na legião presidencial

O governo Temer demonstra especialização para escolha de ministros com base na teoria do balão de ensaio ou da simples indecisão mesmo.

Superado o caso Imbassahy, que ficou dois meses em modo espera e teve resultado positivo para o governo, deu-se o inverso com ministro aposentado do Supremo Carlos Velloso.

Da explicação inicial de que o presidente o convidara para “ajudar a salvar o Brasil” à recusa da vaga no batalhão de heróis, foram umas três semanas. Um progresso.

Uma lambança que a experiência repele

Temer e Velloso somam 157 anos de idade, o que põe em dúvida a explicação dada pelo ex-presidente do STF para a desistência ou, vá lá, recusa ao convite.

Com tanta experiência, não deixariam vazar negociações para o Ministério da Justiça, especialmente nesta hora amarga da segurança pública, sem que houvesse certeza de um desfecho favorável.

Os motivos alegados por Velloso – a pendência de dezenas de contratos de seu escritório de advocacia e a opinião familiar contrária – teriam existido mesmo antes que Temer pensasse em recrutar sua força hercúlea.

Uma pista: a ética fez parte da decisão

Velloso pode ter deixado uma pista ao dizer que sua decisão decorreu de “compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos”, conceito que tem duplo sentido, não só o dos contratos do advogado.

O cargo de ministro da Justiça, o mais antigo entre os auxiliares presidenciais no Brasil, exige um desempenho republicano de quem o exerce, não manipulação política vulgar.

É mais crível que Velloso, mesmo sendo amigo de Temer há décadas, não tenha gostado da configuração que lhe foi reservada no projeto de salvação nacional, sendo mais razoável a penumbra que o risco ao prestígio longamente acumulado.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2017
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728