DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Ladrões invadem prefeitura do Rio

Sete ladrões invadiram, agora à tarde, a sede administrativa da prefeitura do Rio, no centro da cidade.

Munidos de maçaricos, renderam os seguranças e arrombaram três caixas eletrônicos instalados no térreo.

Os bandidos permaneceram cerca de uma hora no local.

Que fase…

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

A sabatina vem aí

Em observações anteriores sobre a relação do virtual ministro do Supremo Alexandre de Moraes com a ética, foram esquecidos os sucessivos plágios em obra que se supunha guardada por sólida erudição.

A indicação de Moraes é uma das frentes da batalha que a máquina viciada do poder no Brasil trava loucamente na busca da sobrevivência e da preservação de seus melhores espécimes.

Será um prazer ouvi-lo, ao vivo, terça-feira, inquirido ao menos por senadores com autoridade para questioná-lo, que são poucos – pouquíssimos quando se considera que o debate se dará numa comissão.

Alexandre de Moraes reúne todas as condições para não ser ministro do Supremo Tribunal Federal, desde a contradição de sua própria tese do impedimento até os encontros constrangedores com senadores que o julgarão e depois poderão ser julgados por ele.

Jamais houve caso de rejeição a uma indicação do presidente da República para o Supremo, mas, se à sociedade e à opinião pública só resta a fé, tenhamo-la de que a corte não será deslustrada por esse convívio.

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Charles Aznavour – Comme ils disent – 1972.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Mulherengo e jogador, passou de aspirante à sucessão a jurado de morte pelo irmão e líder norte-coreano

Macarena Vidal Liy

“Não temos onde nos esconder. A única maneira de escapar é escolher o suicídio”. Com estas palavras, Kim Jong-nam suplicou, numa carta de 2012, a seu irmão maior, o líder supremo norte-coreano Kim Jong-un, que suspendesse a ordem permanente para matá-lo, de acordo com a Coreia do Sul. Cinco anos mais tarde, numa mensagem inequívoca contra possíveis adversários do regime, o filho mais velho do “Querido Líder” Kim Jong-il foi assassinado num aeroporto da Malásia.
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Sua vida foi tão romanesca quanto sua morte. Fruto, em 1971, da relação extraconjugal de seu pai com a atriz Song Hae-rim, então casada, passou seus primeiros anos com a avó. Kim Jong-il queria escondê-lo para evitar provocar a ira do fundador da dinastia, Kim Il-sung, que desaprovava o romance. Pouco via o pai. Para estudar, foi enviado primeiro à Suíça, depois a Moscou. Lá, aprendeu a ter fluência em inglês e francês e a desfrutar o que chamava de “liberdade” e outros, de “boa vida”. Seu gosto pela vida noturna vem dessa época.
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Finalmente, com as notícias de comportamentos escandalosos que chegavam da Europa, o jovem Kim foi chamado de volta à Coreia do Norte. Lá se tornou, durante um tempo, o queridinho do pai e até mesmo o favorito para a futura sucessão. Até que Kim Jong-il começou a prestar mais atenção aos filhos menores, Kim Jong-chul – guitarrista de talento e descartado como herdeiro por causa de seus gostos, que o pai considerava demasiado afeminados – e Kim Jong-un.

Sua queda definitiva em desgraça veio em 2001: foi surpreendido com um passaporte falso da República Dominicana ao tentar entrar no Japão, acompanhado por duas mulheres e uma criança. Segundo disse aos funcionários da imigração japonesa, queria que seu filho visse a Disneylândia em Tóquio. O “Querido Líder” explodiu em fúria.

Dois anos depois, Jong-nam se mudou para Macau, a cidade onde passaria a maior parte do tempo até sua morte. Mulherengo (sabe-se que teve duas esposas e muitas amantes) e apreciador de casinos, sempre disse não ter interesse algum em participar da política de seu país. Preferia sua “liberdade”, de acordo com a jornalista japonesa Yoji Gomi, que conheceu por acaso num aeroporto e à qual contou muita coisa sobre sua vida numa série de e-mails e duas entrevistas.

Mas em seus comentários a Gomi e a outros meios de comunicação Jong-nam também havia manifestado sua oposição ao sistema dinástico implantado em seu país. Considerava imprescindível fazer reformas para que a Coreia do Norte pudesse sobreviver, mas também pensava que as reformas implicariam necessariamente na queda da dinastia. Seu irmão Jong-un –acreditava–, era apenas um fantoche nas mãos de outros mais poderosos.

Esses comentários representaram o fim da retribuição que recebia no exílio por parte da Coreia do Norte, e também podem ter decretado sua sentença de morte. Em 2012, segundo os serviços secretos sul-coreanos, Kim Jong-un emitiu uma ordem permanente para executá-lo. Um agente norte-coreano que desertou reconheceu que tinha iniciado um plano para matá-lo num acidente. Esse plano não deu em nada, mas as ameaças devem ter sido suficientemente fortes para levar Jong-nam a escrever ao irmão pedindo clemência.

Sem sucesso, aparentemente. A trama, com ecos de atividades de espionagem da Guerra Fria, é digna de um filme de Jason Bourne. Por volta das oito horas da manhã da segunda-feira, dia 13, Kim aguardava no saguão do terminal do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur para pegar um voo que o levaria de volta a Macau, onde morava. Duas mulheres jovens, uma delas vestida com uma camisa branca de manga com as letras LOL, se aproximaram dele e borrifaram seu rosto com um líquido.

Enquanto as supostas assassinas fugiam num táxi, o irmão mais velho de Kim Jong-un ainda conseguiu pedir ajuda no balcão de informações e explicou confusamente o que havia acontecido. Na clínica do aeroporto começou a sofrer convulsões. Duas horas após o suposto ataque, morreu na ambulância a caminho do hospital.

Os serviços secretos sul-coreanos imediatamente acusaram agentes da Coreia do Norte pelo assassinato.

A primeira prisão foi anunciada na quarta-feira: a jovem da camiseta branca foi presa ao tentar sair do país com um passaporte vietnamita. Sua companheira, de nacionalidade indonésia, Siti Aisha, e o namorado desta, cidadão malaio, caíram nas mãos da polícia um dia depois. Aisha, de acordo com o chefe da polícia indonésia, contou que acreditava de boa fé estar participando de um reality show com câmeras escondidas.

No sábado, pela primeira vez, foi anunciada a prisão de um cidadão norte-coreano, identificado como Ri Jong-chol, de 46 anos.
Cidadão sul-coreano assiste a um programa informativo na televisão no qual aparece uma das mulheres que supostamente assassinaram Kim Jong-nam no aeroporto na Malásia.
Cidadão sul-coreano assiste a um programa informativo na televisão no qual aparece uma das mulheres que supostamente assassinaram Kim Jong-nam no aeroporto na Malásia. JEON HEON-KYUN EFE

A Coreia do Norte reclamou o corpo. Mas não divulgou a morte aos seus cidadãos, o que ocorreu apenas três dias antes dos festejos do aniversário de nascimento de Kim Jong-il.

O acontecimento ameaça se transformar numa verdadeira disputa diplomática real entre Kuala Lumpur e Pyongyang. A Malásia reivindica, para devolver o corpo, que sejam entregues amostras de DNA dos familiares de Kim. A Coreia do Norte disse que não reconhecerá, quando forem anunciados, os resultados da autópsia que os legistas malaios fizeram no cadáver. Foi, diz o embaixador Kang Chol, “feita sem nossa autorização e sem que estivéssemos presentes”.

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19

DEU NO BLOCO O ANTAGONISTA

O bloco dos ambulantes bomba no Carnaval

Nem a Confraria do Pasmado, nem o Casa Comigo. O bloco que mais cresce no Carnaval de São Paulo é o dos vendedores ambulantes. Neste ano, a prefeitura credenciou 8 mil deles para atender os foliões.

Segundo o Valor, é mais que o dobro dos 3.775 do ano passado.

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Posted on 19-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-02-2017


Clayton, no jornal O Povo (CE)

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DO EL PAÍS

Carlos E. Cué

Buenos Aires

O presidente argentino, Mauricio Macri, busca um papel internacional cada vez maior em um mundo que deu uma guinada completa desde a vitória de Donald Trump, não apenas para seu país, mas para o conjunto do Mercosul. Durante um encontro com correspondentes da imprensa espanhola, o presidente argentino, que nesta semana conversou com Trump sobre a Venezuela e tem um papel destacado na estratégia de vários países latino-americanos para pressionar Nicolás Maduro, foi taxativo: “Basta de eufemismos, a Venezuela não é uma democracia”.

Macri já incentivou, com Brasil e Paraguai, a suspensão da Venezuela do Mercosul. Mas está cada vez mais preocupado, apesar de não esclarecer se será dado mais algum passo dentro da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Nós argentinos vivemos de perto porque o kirchnerismo nos levou à beira de ‘chavizar’ a Argentina, e tivemos que lutar muito para evitar isso. Sei o que o povo venezuelano está sofrendo, acho que o que se precisa manter é uma posição firme, sem eufemismos, dizendo que na Venezuela não se respeita a democracia, os direitos humanos. Ajudaremos onde pudermos para que se saia desse conflito social, político e econômico”. Para Macri, o país que confirmou a condenação ao líder de oposição Leopoldo López é uma “pseudodemocracia”.

“Nossa chanceler e nosso Governo sempre mostraram vocação para tentar ajudar um processo de transição para que se volte a eleger democraticamente na Venezuela. Apoiamos o referendo, mas o presidente Maduro se opôs, e aí estamos”.

Macri acredita que a América do Sul precisa se unir cada vez mais, uma ideia na qual concordou com o presidente do Brasil, Michel Temer, durante a entrevista que ambos concederam em Brasília no dia 7. Por isso pede o fortalecimento do Mercosul, o mercado comum do qual Caracas foi suspensa, e avançar em um acordo com a Aliança do Pacífico e a União Europeia (UE). “Há uma oportunidade com o Brexit de se acelerar a relação com a UE. Temos uma atitude muito aberta e de conseguir pontes com a maior quantidade de países e blocos no mundo”.

Macri cita o Papa ao pedir “tempo” para ver o que será feito por Trump, a quem conhece bastante porque já fizeram negócios juntos, mas admite que “tudo está em movimento, como há muito tempo não se via no mundo”.

O presidente atravessa um momento muito delicado, no qual todos os analistas políticos argentinos, os mais críticos e os mais próximos, estão inquietos por uma aparente descoordenação do Governo que resultou em vários erros. Macri foi forçado a anular um polêmico acordo para uma dívida de 300 milhões de dólares que a empresa de sua família tinha com o Estado argentino desde 2001. “Quando cabe a alguém governar em um país quebrado, em default e com a inflação a um nível como a Argentina, em um processo de estagnação de cinco anos e com elevadíssimo déficit fiscal, nada é fácil.Tenhamos um pouquinho de paciência para tirar conclusões. Eu nunca disse que era infalível. Se tomamos milhares de decisões, vamos cometer erros. Se houver algum, podemos corrigi-lo”,afirma.

Macri inclusive apela a seu vício pela psicanálise, que pratica há 20 anos, como uma forma de buscar uma atitude mais humilde. “A psicanálise te ajuda a se conhecer, a não cair naqueles que acreditam que estão acima do bem e do mal e são um deus na Terra. Esses líderes fizeram muito mal a seus povos”. O presidente descarta a ideia de que sua imagem foi prejudicada pelos escândalos que, desde os Panama Papers, nos quais apareceu, até a última crise pela dívida da empresa familiar, foram parar nos tribunais. “Além do fato de que há denúncias todos dos dias, em nenhuma há algo real. Todos os casos são questões virtuais, não há fatos concretos, fatos consumados. Denunciar pode denunciar qualquer um, a realidade é que haja fatos concretos”, afirma.

O presidente argentino vai realizar uma visita à Espanha em busca de investimento estrangeiro, que está demorando mais que o previsto para chegar a seu país. O entusiasmo em Buenos Aires é notável e já confirmaram que viajarão à Espanha mais de 200 empresários argentinos de diversos setores, em especial alimentação, energia, infraestrutura, laboratórios farmacêuticos, turismo, automotor e de softwares. O presidente comprovará assim mais uma vez algo que parece ser a tônica desde que chegou ao poder, que tem uma imagem melhor fora do que dentro da Argentina, apesar de ainda conservar um forte apoio nas pesquisas em seu país e, principalmente, tem uma oposição bastante debilitada.

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