Moreira Franco e Celina, em 1971, na Alemanha

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O genro do genro do genro

Rufem os tambores: o Brasil possivelmente bateu um recorde mundial e, com certeza, a esmagadora maioria da população disso não tomou conhecimento.

Todos já ouviram falar de Getúlio Vargas, o chefe revolucionário, presidente indireto, ditador e novamente presidente, dessa vez por consagradora votação popular, que lhe deu a vitória até em São Paulo, berço da vencida Revolução Constitucionalista de 1932.

Mas deixemos os devaneios históricos pra lá. Getúlio teve como genro, casado que foi com sua filha Alzirinha, o almirante Ernâni do Amaral Peixoto, político de carreira da mais fina extração pessedista, em tempos de outro PSD.

Interventor e governador do Rio de Janeiro, senador, embaixador (nos Estados Unidos), Amaral Peixoto deu em casamento a mão de sua única filha, Celina, em 1969, ao jovem sociólogo e funcionário público de orientação maoista Wellington Moreira Franco.

Sim, é ele mesmo, o ministro privilegiado de hoje, metido até o pescoço na Lava-Jato, que a população do Rio de Janeiro fez o favor de colocar na cadeira de governador em 1986, em vez de Darcy Ribeiro. Por essa combinação de relações parentais, era chamado nos bastidores de “genro do genro”.

Pois bem, retornando à estupefação inicial deste texto: toma-se conhecido agora que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a quem não bastou ser filho de César Maia, é genro de Moreira Franco, marido de sua enteada Patrícia.

Tudo isso leva à reflexão sobre quão insondáveis são os caminhos da política e da própria vida. Getúlio, tão poderoso, não foi capaz de impedir, ou pelo menos evitar com sua argúcia, o fato gerador dessa cadeia talvez inédita, que só fez piorar com o tempo.

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