Papel do vice-prefeito revela trama antiga

Eleito presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Angelo Coronel fez uma revelação em programa radiofônico e a confirmou no discurso de posse: foi o vice-prefeito Bruno Reis quem primeiro o procurou e estimulou para que assumisse a candidatura.

Isso tem apenas uma tradução: desde o princípio, havia uma trama entre o prefeito ACM Neto e o senador Otto Alencar para derrubar do cargo o deputado Marcelo Nilo, o que, aliás, explica por que Otto mergulhou nessa disputa de forma tão agressiva, no sentido técnico.

Até ontem, não estava posta tal circunstância, e havia a interpretação das atuações de Neto e Otto como fruto dos interesses políticos de cada um, ou seja, para o prefeito, o enfraquecimento do governador Rui Costa, para Otto, a conquista de um espaço magnífico na expansão de sua liderança.

Ressalte-se, por indispensável, que a questão é Neto ser potencial candidato da oposição ao governo do Estado, enquanto Otto é da base do governo e dono, com o PSD, de uma vaga na chapa majoritária de Rui em 2018.

Nessa perspectiva, o encontro “eventual” entre os dois conduz inevitavelmente ao raciocínio de que alguma estão aprontando, valendo recordar recente declaração de Otto de que aprendeu com a única derrota eleitoral, há 30 anos, e só encara uma disputa quando tem convicção da vitória.

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Assembleia dirá quem fica com quem

De qualquer forma, não tardará muito um esclarecimento sobre a realidade do quadro político estadual, e o palco dos acontecimentos será a própria Assembleia Legislativa.

Até hoje, guiada por Nilo, a maioria governista de 42 deputados aprovou praticamente tudo. Deslocados, os 12 votos do PSD e do PP deixariam o governo Rui Costa em minoria.

Claro que isso não ocorreria de forma abrupta, mas, à medida que as contradições venham a se acirrar, não está descartada pelo menos uma postura “independente” dos dois partidos, o que seria um desastre para o governo.

Vale a lembrança de que PSD e PP estão com o governo Michel Temer no Senado e na Câmara dos Deputados, e que a Bahia é uma exceção consentida.

Situações assim, produzidas por interesse recíproco, têm prazo de validade, como ocorreu com o antigo PSDB baiano, que foi aliado do PT e contra o governo federal tucano.

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Comentários

Daniel on 3 Fevereiro, 2017 at 15:44 #

Espero que as coisas realmente mudem em 2018! Não dá para simpatizar com a ideia de um grupo governando a Bahia por 16 anos dentro do atual contexto político!


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