Painel eletrônico do plenário com o placar da votação para
presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Gustavo Garcia/G1)

DO G1

Por Bernardo Caram e Fernanda Calgaro, G1, Brasília

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) obteve 293 votos e se reelegeu nesta quinta-feira (2) em primeiro turno presidente da Câmara para o biênio 2017-2018.

Ele derrotou outros cinco candidatos que também estavam na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), André Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

No total, votaram 504 dos 513 deputados. Para ser eleito em primeiro turno, Maia necessitava de pelo menos metade mais um dos votos (253). Confira a votação de cada um:

Rodrigo Maia: 293 votos
Jovair Arantes: 105 votos
André Figueiredo: 59 votos
Júlio Delgado: 28 votos
Luíza Erundina: 10 votos
Jair Bolsonaro: 4 votos
Votos em branco: 5

Após a eleição do presidente, a Câmara iniciaria a apuração dos votos para definir quem serão os demais integrantes da Mesa Diretora: os dois vice-presidentes, os quatro secretários e os quatro suplentes de secretaria (veja mais informações sobre a eleição da Mesa ao final desta reportagem).

A candidatura de Maia chegou a ser contestada na Justiça pelos adversários, mas uma decisão liminar (provisória) do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (1º) permitiu que ele participasse da disputa.

Por isso, Maia esperou a definição do Supremo para só então fazer o registro oficial da sua candidatura, o que aconteceu a uma hora e meia do fim do prazo.

O argumento dos rivais era que a Constituição e o regimento interno da Câmara proíbem a reeleição na mesma legislatura (a atual termina em fevereiro de 2019).

Maia, por sua vez, afirmava que havia sido eleito em julho de 2016 para um mandato-tampão de seis meses, em substituição a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à presidência da Câmara em julho do ano passado.

Mesmo com as ações judiciais em curso, o deputado fluminense já vinha articulando nos bastidores para ser reconduzido ao cargo.

Como resultado das negociações, Maia conseguiu montar um bloco parlamentar que reuniu 13 partidos, totalizando 358 deputados. Entre os integrantes do bloco estavam PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB.

A estratégia também visava garantir as vagas na Mesa Diretora, uma vez que a distribuição é feita de acordo com o tamanho dos blocos ou partidos.

O número de deputados reunidos no bloco de Rodrigo Maia foi suficiente para que o grupo ocupe todas as vagas titulares da Mesa Diretora.

Veja o discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados

Discurso prévio

Em seu discurso antes da votação , Rodrigo Maia defendeu a independência entre os três poderes e criticou os questionamentos na Justiça para decidir sobre questões relativas à Câmara dos Deputados. “Muito se fala em independência, mas, mais uma vez, o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos”, disse.

E continuou: “Todas as nossas decisões acabam sendo elevadas ao Judiciário, pegamos ações contra parlamentares e vamos para a porta da PGR [Procuradoria Geral da República] e do Supremo para dizer que aqui está a solução para o nosso problema”.

Ele fez um breve balanço dos sete meses em que esteve à frente do comando da Câmara numa espécie de mandato-tampão. “Conseguimos com muito equilíbrio coletivo, com muita harmonia, conduzir os trabalhos dessa Casa num momento em que as relações pessoais, inclusive no plenário, eram de um radicalismo nunca antes visto nessa Casa”, disse.

Maia afirmou que vai trabalhar para combater informações falsas que circulam contra a Câmara dos Deputados, principalmente nas redes sociais. “Nós vamos precisar construir de forma rápida uma estrutura para que a Casa possa ser defendida, para que a instituição possa falar com milhões de brasileiros que hoje só ouvem mentiras contra esse parlamento”, disse.

Presidente da Câmara

Como atualmente o país não tem vice-presidente da República, o presidente da Câmara é o primeiro na linha de sucessão do Executivo. Maia assumirá o comando do Palácio do Planalto sempre que Temer viajar para o exterior.

À frente da Câmara, Maia continuará com a tarefa de definir a pauta de votações após consulta aos líderes partidários. Aliado do Palácio do Planalto, o presidente reeleito da Câmara tem defendido a aprovação das principais medidas econômicas propostas por Michel Temer, como a Reforma da Previdência.

Lava Jato

Em pré-delação ao Ministério Público Federal, o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse que Maia era o ponto de interlocução dentro da Câmara na defesa dos interesses da empresa.

Afirmou também que o parlamentar teria recebido um pagamento de R$ 500 mil em 2010.

Maia contesta a acusação e diz que todas as doações recebidas foram legais e declaradas ao TSE, além de nunca ter recebido vantagem indevida para voltar qualquer matéria na Casa.

Be Sociable, Share!

Comentários

Jair Santos on 2 Fevereiro, 2017 at 15:07 #

Lamentável o BP não ter publicado AINDA sobre a morte de Dona Marisa Leticia!!!!!!!!!! Fachin e o Maia ( codinome Botafogo ) são definitivamente notícias mais importante !!!????


Jair Santos on 2 Fevereiro, 2017 at 15:18 #

digo : importantes


vitor on 2 Fevereiro, 2017 at 18:03 #

Jair:

Leia o BP com um pouco mais de atenção, por favor. Assim, vc teria verificado que o BP, antes da maioria dos blogs do país, publicou a notícia sobre a irreversibilidade do quadro de saúde de dona Marisa, a partir da informação do doutor Kalil, que atende a ex-primeira dama, no começo da madrugada. Confira.

Sobre a “morte de dona Marisa” não publicamos porque este fato não foi ainda reconhecido oficialmente e ela ainda respira por aparelhos. O BP não se interessa em explorar cadáveras, mas noticiar fatos. Forte abraço.


Taciano Lemos de Carvalho on 2 Fevereiro, 2017 at 18:33 #

Índio no Senado.

Botafogo na Câmara dos Deputados.

Amigo da Onça na Presidência.

“Para o mundo que eu quero saltar”


Jair Santos on 2 Fevereiro, 2017 at 19:01 #

“Sobre a “morte de dona Marisa” não publicamos porque este fato não foi ainda reconhecido oficialmente e ela ainda respira por aparelhos. O BP não se interessa em explorar cadáveras, mas noticiar fatos.”
Já está sendo velada e desde cedo foi noticiado sobre a doações de órgãos!!Forte abraço.


vitor on 2 Fevereiro, 2017 at 19:12 #

Jair:

De novo peço atenção na leitura. A família Lula deu hoje de manhã diante da irreversibilidade do quadro) autorização para transplante depois (e se) a morte de dona Marisa sw consumar, cientificamente. Por enquanto, o que se informa oficialmente é da “morte cerebral” da ex-primeira dama, que ainda respira por aparelhos.
A não ser que vc detenha uma informação privilegia sobre “velório” que o BP não possui. Abs.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2017
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728