Imbassahy ri por último.

DO G1

Por Luciana Amaral, G1, Brasília

O porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, anunciou no início da noite desta quinta-feira (2) que o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) será o novo ministro da Secretaria de Governo.

No mesmo pronunciamento, Parola informou que o presidente Michel Temer criou o Ministério dos Direitos Humanos e a Secretaria Geral da Presidência, com status de ministério.

A Secretaria Geral existiu até outubro de 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff retirou o status de ministério da pasta e a juntou a outras secretarias que também tinham esse status (como a da Micro e Pequena Empresa), as transformando na Secretaria de Governo.

No caso da pasta de direitos humanos, existia a Secretaria de Direitos Humanos, com status de ministério. Em maio do ano passado, quando Temer assumiu como presidente em exercício, ele transferiu as responsabilidades da pasta para o Ministério da Justiça que, na ocasião, passou a ser Ministério da Justiça e Cidadania.

A nomeação de Antonio Imbassahy será publicada na edição desta sexta (3) do “Diário Oficial da União”, assim como a medida provisória que cria os dois novos ministérios.

Os ministros

A nova ministra dos Direitos Humanos será Luislinda Valois (PSDB-BA), atual secretária de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça.

A Secretaria Geral será comandada pelo atual secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco (PMDB-RJ). A nova secretaria será responsável pelo PPI e abrangerá as secretarias de Comunicação Social, de Administração e o cerimonial da Presidência.

Com a criação dos dois novos ministérios, o governo passa a ter 28 pastas.

Mudanças no Ministério da Justiça

Alexandre Parola também anunciou que o Ministério da Justiça, atualmente chamado de Ministério da Justiça e Cidadania, terá as funções “ampliadas” e passará a chamar Ministério da Justiça e da Segurança Pública – desde que Temer assumiu a Presidência, Alexandre de Moraes é o ministro da pasta.


Painel eletrônico do plenário com o placar da votação para
presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Gustavo Garcia/G1)

DO G1

Por Bernardo Caram e Fernanda Calgaro, G1, Brasília

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) obteve 293 votos e se reelegeu nesta quinta-feira (2) em primeiro turno presidente da Câmara para o biênio 2017-2018.

Ele derrotou outros cinco candidatos que também estavam na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), André Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

No total, votaram 504 dos 513 deputados. Para ser eleito em primeiro turno, Maia necessitava de pelo menos metade mais um dos votos (253). Confira a votação de cada um:

Rodrigo Maia: 293 votos
Jovair Arantes: 105 votos
André Figueiredo: 59 votos
Júlio Delgado: 28 votos
Luíza Erundina: 10 votos
Jair Bolsonaro: 4 votos
Votos em branco: 5

Após a eleição do presidente, a Câmara iniciaria a apuração dos votos para definir quem serão os demais integrantes da Mesa Diretora: os dois vice-presidentes, os quatro secretários e os quatro suplentes de secretaria (veja mais informações sobre a eleição da Mesa ao final desta reportagem).

A candidatura de Maia chegou a ser contestada na Justiça pelos adversários, mas uma decisão liminar (provisória) do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (1º) permitiu que ele participasse da disputa.

Por isso, Maia esperou a definição do Supremo para só então fazer o registro oficial da sua candidatura, o que aconteceu a uma hora e meia do fim do prazo.

O argumento dos rivais era que a Constituição e o regimento interno da Câmara proíbem a reeleição na mesma legislatura (a atual termina em fevereiro de 2019).

Maia, por sua vez, afirmava que havia sido eleito em julho de 2016 para um mandato-tampão de seis meses, em substituição a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à presidência da Câmara em julho do ano passado.

Mesmo com as ações judiciais em curso, o deputado fluminense já vinha articulando nos bastidores para ser reconduzido ao cargo.

Como resultado das negociações, Maia conseguiu montar um bloco parlamentar que reuniu 13 partidos, totalizando 358 deputados. Entre os integrantes do bloco estavam PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB.

A estratégia também visava garantir as vagas na Mesa Diretora, uma vez que a distribuição é feita de acordo com o tamanho dos blocos ou partidos.

O número de deputados reunidos no bloco de Rodrigo Maia foi suficiente para que o grupo ocupe todas as vagas titulares da Mesa Diretora.

Veja o discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados

Discurso prévio

Em seu discurso antes da votação , Rodrigo Maia defendeu a independência entre os três poderes e criticou os questionamentos na Justiça para decidir sobre questões relativas à Câmara dos Deputados. “Muito se fala em independência, mas, mais uma vez, o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos”, disse.

E continuou: “Todas as nossas decisões acabam sendo elevadas ao Judiciário, pegamos ações contra parlamentares e vamos para a porta da PGR [Procuradoria Geral da República] e do Supremo para dizer que aqui está a solução para o nosso problema”.

Ele fez um breve balanço dos sete meses em que esteve à frente do comando da Câmara numa espécie de mandato-tampão. “Conseguimos com muito equilíbrio coletivo, com muita harmonia, conduzir os trabalhos dessa Casa num momento em que as relações pessoais, inclusive no plenário, eram de um radicalismo nunca antes visto nessa Casa”, disse.

Maia afirmou que vai trabalhar para combater informações falsas que circulam contra a Câmara dos Deputados, principalmente nas redes sociais. “Nós vamos precisar construir de forma rápida uma estrutura para que a Casa possa ser defendida, para que a instituição possa falar com milhões de brasileiros que hoje só ouvem mentiras contra esse parlamento”, disse.

Presidente da Câmara

Como atualmente o país não tem vice-presidente da República, o presidente da Câmara é o primeiro na linha de sucessão do Executivo. Maia assumirá o comando do Palácio do Planalto sempre que Temer viajar para o exterior.

À frente da Câmara, Maia continuará com a tarefa de definir a pauta de votações após consulta aos líderes partidários. Aliado do Palácio do Planalto, o presidente reeleito da Câmara tem defendido a aprovação das principais medidas econômicas propostas por Michel Temer, como a Reforma da Previdência.

Lava Jato

Em pré-delação ao Ministério Público Federal, o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse que Maia era o ponto de interlocução dentro da Câmara na defesa dos interesses da empresa.

Afirmou também que o parlamentar teria recebido um pagamento de R$ 500 mil em 2010.

Maia contesta a acusação e diz que todas as doações recebidas foram legais e declaradas ao TSE, além de nunca ter recebido vantagem indevida para voltar qualquer matéria na Casa.

fev
02
Posted on 02-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2017


DO EL PAIS

O ministro Luiz Edson Fachin será o novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A definição ocorreu nesta manhã de quinta-feira, por meio de um sorteio eletrônico do qual participaram cinco, dos dez ministros atuais. Fachin assume em um momento crucial das investigações e substituirá na tarefa Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no início deste ano em Paraty (Rio de Janeiro). Sua função será a de avaliar todas as demandas jurídicas da operação que chegam ao colegiado, incluindo o pedido de mandados de busca e apreensão e de prisão contra políticos com foro privilegiado, como parlamentares, ministros e Presidente da República. Ele é visto como um nome mais técnico e menos político.

O novo ministro assume uma investigação de mais de dois anos, que se encontra em seu momento mais importante até agora. As delações de 77 ex-funcionários da Odebrecht, homologadas pela própria Carmén Lúcia, promete iniciar um caos político no país. As acusações de envolvimento com corrupção podem atingir nomes fortes do principais partidos e ameaçam, no mínimo, respingar no Palácio do Planalto. A primeira das colaborações, vazada em meados de dezembro passado, já revelou que a troca de favores por dinheiro era extensa. Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da empresa, já envolveu nomes como o do senador peemedebista Romero Jucá e Geddel Vieira Lima, que estão entre os principais aliados do presidente Michel Temer. Agora, além de nomes do alto Executivo, seja o atual ou do passado, é possível que se chegue a acusações contra políticos de peso nos Estados também. Ele terá que decidir nos próximos dias se tira o sigilo das delações, o que faria com que todos os documentos se tornassem públicos.

A escolha do novo nome ocorreu por sorteio eletrônico depois de a ministra Carmén Lúcia, presidente do STF, decidir que participariam da disputa os ministros que fazem parte da Segunda Turma da Corte, que era a integrada por Zavascki. O STF é composto de duas turmas, que são como pequenos colegiados formados para julgar demandas que não exigem a participação de todo o Plenário. Havia um entendimento de que, por regimento, ela também poderia permitir que o sorteio fosse feito entre todos os ministros do Plenário aptos, que seriam nove, do total de 11, já que o lugar de Zavascki ainda não foi ocupado e Carmén Lúcia não pode participar por ser presidente da Corte.

O sorteio estava previsto para ocorrer na quarta-feira, na volta do recesso do Judiciário. Mas o ministro Fachin protocolou, ainda pela manhã, um pedido para mudar da Primeira para a Segunda Turma e, assim, ocupar no colegiado o lugar vago de Zavascki. Para migrar de uma turma para outra, quando uma vaga é aberta, é preciso seguir uma ordem de prioridade: os ministros mais antigos podem escolher primeiro. Fachin foi o último ministro a chegar na Corte e, por isso, Cármen Lúcia teve de consultar individualmente os demais ministros da Primeira turma, todos mais antigos, para saber se algum deles tinha interesse. Isso adiou o sorteio em um dia.

O sorteio entre os quatro nomes restantes na Segunda Turma causava um certo incômodo na oposição ao Governo, especialmente pela presença do polêmico Gilmar Mendes, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, visto como mais ligado aos tucanos e conhecido por fazer críticas ao PT e aos próprios procuradores da Operação Lava Jato. Fachin, indicado por Dilma Rousseff, é percebido como um nome mais técnico, de perfil mais similar ao do próprio Zavascki. O ministro morto, que conduziu no Supremo a Operação Lava Jato desde seu início, também era visto como alguém de pouca capilaridade política.

Salve o 2 de fevereiro, dia de festejar Iemanjá com toda alegria, intensidade e muita esperança, no Rio Vermelho, apesar dos tempos bicudos que atravessamos.

O BP tem um motivo a mais para festeja com maior contentamento ainda: a mana Regina – pilar importante de estímulo e colaboração deste site blog – acaba de desembarcar na terrinha. Saiu da Califórnia , na costa oeste americana ( Pacífico) e está hoje aos pés de Iemanjá, na praia da grande celebração à rainha do mar na Cidade da Bahia, fundada para ser a Rainha do Atlântico Sul.
Sem dúvida, uma festa de rainhas. Viva!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO CORREIO24HORAS

Carol Aquino (redacao@correio24horas.com.br)

Dando fim a um ciclo de cinco mandatos consecutivos do deputado Marcelo Nilo (PSL), Ângelo Coronel (PSD) foi eleito nesta quarta-feira (1) presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Concorrendo como candidato único, com apoio da situação e da oposição, ele foi eleito com 57 votos.

Coronel obteve um feito que até pouco tempo era considerada improvável, o de impedir a sexta reeleição consecutiva de Marcelo Nilo (PSL) para o cargo. O atual presidente desistiu de concorrer na véspera do pleito, após um telefonema do governador Rui Costa, que trabalhou para afunilar uma candidatura única e evitar desgastes na sua base.

O terceiro candidato ao pleito, o deputado Luiz Augusto (PP), já havia desistido em favor de Coronel, mediante um acordo de cavalheiros. Como resultado, ele conseguiu ser consagrado como primeiro vice-presidente. Para a segunda presidência foi eleito Carlos Geilson (PMDB), para a terceira Alex Lima (PTN) e para a quarta Manassés (PSL).

A primeira secretaria será ocupada pelo deputado Sandro Régis (DEM), a segunda por Aderbal Caldas (PP), a terceira por Fabrício Falcão (PC do B) e a quarta por Luciano Simões (PMDB).

Veja como ficaram os votos:

Ângelo Coronel (PSD) – Presidente – 57 votos
Luiz Augusto (PP) – 1ª vice-presidência – 54 votos
Carlos Geilson (PSDB) – 2ª vice-presidência – 57 votos
Alex Lima (PTN) – 3ª vice-presidência – 32 votos
Manassés (PSL) – 4ª vice-presidência – 50 votos
Sandro Régis (DEM) – 1ª secretaria – 55 votos
Aderbal Caldas (PP) – 2ª secretaria – 52 votos
Fabrício Falcão (PCdoB) – 3ª secretaria – 50 votos
Luciano Simões Jr (PMDB) – 4ª secretaria – 52 votos

Tempo de mudanças

Ângelo Coronel (PSD) atribui a sua vitória a prevalência da vontade de mudança dentro da casa. “Foi uma disputa conceitual de quem é contra a favor da reeleição”. Ele prometeu colocar para votação a emenda constitucional que proíbe a reeleição ao cargo de presidente dentro do mesmo mandato eletivo. O deputado também contou com o apoio expressivo dos novatos da casa. Dos 21 parlamentares de primeiro mandato, 19 resolveram apoiar a candidatura de Coronel.

Para o pessedista, que contou com o empenho do senador Otto Alencar para angariar votos para a sua candidatura, esse foi um dos processos eleitorais mais difíceis que já enfrentou. “Foi um processo desgastante, um embate muito duro, mas faz parte da política. Ficaram algumas mágoas, mas eu deletei. Já virei a página”.

Ele confirmou que alguns auxiliares de Rui Costa trabalharam pela candidatura de Marcelo Nilo, mas preferiu não citar nomes. Porém, Coronel fez questão de ressaltar a neutralidade do governador no processo. O candidato, que começou com apenas os seis votos da sua bancada, atribui à sua vitória a sua humildade e capacidade de articulação.

Das mudanças que ele pretende implementar na Assembleia, se destaca a sua intenção de dar mais poder aos deputados. A medida ataca o calcanhar de aquiles de Marcelo Nilo, considerado monopolista por seus pares. “Vou com que a mesa diretora efetivamente trabalhe e não continue a ser somente uma mesa homologadora das decisões do presidente”.

Ele também pretende aumentar a produtividade de casa, reservando mais um dia para votações. “As quartas serão reservadas para votar projetos de deputado. Chega de somente dar título de cidadão e medalha e transformar associações em organismos de utilidade pública. Hoje só tem espaço para isso. Eu quero que os deputados restabeleçam a sua real função que é criar e aprovar projetos de interesse da sociedade”.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

“Conjuntura” fez Nilo retirar candidatura

Em nota na qual anuncia a desistência de candidatar-se a mais um mandato de presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Marcelo Nilo disse que tomou a decisão após uma “avaliação da conjuntura”, que lhe era desfavorável, com o apoio da oposição ao deputado Angelo Coronel e a retirada do apoio da bancada do PCdoB.

Nilo referiu-se ao período de dez anos em que esteve à frente da Casa e manifestou “orgulho” por ter o Legislativo atravessado este período “sem um único episódio que deslustre a sua imagem perante a Bahia e os baianos” e com “grande número de projetos destinados à melhoria das condições de vida do povo”.

Citando os sete mandatos parlamentares que exerceu até agora, “com votações sempre crescentes”, ressaltou que permanecerá na militância política, voltado para a defesa dos municípios que representa “com o empenho de sempre, cumprindo a palavra e a todos os compromissos assumidos”.

fev
02
Posted on 02-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2017

DO EL PAIS

Beyoncé, 35 anos, anunciou nesta quarta-feira em sua conta no Instagram, na qual tem 92,3 milhões de seguidores, que está grávida de gêmeos. Junto a uma fotografia que deixa ver seu ventre proeminente, a cantora afirmou que queria compartilhar seu amor e felicidade: “Fomos abençoados duplamente. Estamos incrivelmente agradecidos porque nossa família vai crescer por dois, e agradecemos os bons desejos de vocês”, explica na rede social. Em meia hora, a imagem já havia conseguido mais de1,5 milhão de curtidas.

Beyoncé decidiu compartilhar sua segunda gravidez com todos os seus seguidores. Em roupa íntima, coberta com um tule verde e diante de um bucólico fundo de flores, a autora de Halo assina a mensagem com seu segundo nome, o do rapper: The Carters. Por ora não se sabe de quantos meses está grávida. Sua primeira aparição pública depois deste anúncio está prevista para 12 de fevereiro, na cerimônia do Grammy, onde é uma das artistas favoritas para levar mais prêmios.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Graça Foster e Jacques Wagner na defesa de Odebrecht

O ex-ministro Jacques Wagner e a ex-presidente da Petrobras Graça Foster foram arrolados como testemunhas de defesa de Marcelo Odebrecht.

Eles serão ouvidos no mesmo processo em que Moro ouviu hoje duas testemunhas de acusação.

Na audiência realizada nesta manhã, foram ouvidos o empreiteiro Ricardo Pessoa, sócio da UTC, e Vinícius Borin, executivo do banco que a Odebrecht comprou no Caribe para distribuir propinas. As demais testemunhas foram dispensadas pelo MPF.

Pessoa e Borin fecharam acordo de colaboração com a Lava Jato.

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Posted on 02-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2017


Caó, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DO G1/ O GLOBO

Quadro clínico de Dona Marisa é irreversível, afirma cardiologista
Segundo Roberto Kalil Filho, ela não tem mais fluxo cerebral e respira com aparelhos

por Thiago Herdy e Tiago Dantas

SÃO PAULO – O quadro clínico da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva é irreversível, segundo informou o cardiologista Roberto Kalil Filho na noite desta quarta-feira. Dona Marisa não tem mais fluxo cerebral, está sedada e respira com ajuda de aparelhos, de acordo com o médico. Ela está na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, acompanhada de familiares.

Kalil relatou que a ex-primeira-dama apresentou sinais de melhora no início do dia. Na terça-feira, os médicos que a acompanham haviam retirado os sedativos que a mantinham em coma induzido desde terça-feira da semana passada. O estado de saúde de dona Marisa piorou a partir das 16h desta quarta-feira, levando a equipe do Sírio a retomar a aplicação dos remédios.

Segundo o cardiologista, três motivos levaram à piora do estado de saúde da ex-primeira-dama. A inflamação e o edema causados pelo AVC não regrediram, a pressão intracraniana aumentou e houve vasoespasmos (contrações de vasos sanguíneos) no cérebro.

Dona Marisa passou mal no apartamento em que mora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no início da tarde de 24 de janeiro. Ela foi levada a um pronto-socorro da cidade, de onde, após exames constatarem o AVC, foi transferida de ambulância para o Sírio-Libanês, na capital paulista. A ex-primeira-dama chegou consciente ao hospital por volta das 15h30 daquele dia.

Após passar por uma operação para estancar o sangramento no cérebro, dona Marisa foi conduzida à unidade de terapia intensiva (UTI), onde continua até esta quarta-feira.

Segundo Kalil, o AVC foi causado pelo rompimento de um aneurisma que fora identificado dez anos atrás. O aneurisma é uma alteração em uma artéria do cérebro. Seu rompimento provoca sangramento e inflamação.

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