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De ideologia e compromisso o Brasil carece

Neste dia (domingo, 22/1) em que passa o 95º aniversário de nascimento de Leonel Brizola, convém registrar a falta de clareza ideológica e compromisso popular da quase totalidade dos líderes e dos políticos brasileiros em geral.

É História do Brasil: em 1961, aos 39 anos. entrincheirado no Palácio Piratini, Brizola comandou em cadeia de rádio a resistência ao golpe militar com que se pretendia impedir a posse de João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros.

Não traiu seus eleitores para ficar no poder. Pôs em risco até sua vida – e a da família – em nome de convicções e princípios. Essa é a marca do verdadeiro homem público, porque, afinal, ninguém é obrigado à vida pública, que deveria ser levada sem o interesse pessoal.

De volta ao Brasil, após 15 anos de exílio imposto pelo regime militar de 1964, Brizola logo identificou nas Organizações Globo o grande inimigo da democracia, que pretendia controlar o país depois de ter sido um dos sustentáculos da ditadura.

Foi uma luta solitária que travou no PDT, sem a solidariedade da esquerda, especialmente do PT, satisfeito com a cerrada campanha da Globo contra o principal adversário de Lula numa eventual eleição presidencial – como viria a ocorrer.

Foi, também, por outro lado, um período de muitas vitórias importantes, como duas eleições ao governo do Rio de Janeiro e um domínio que se prolongou no Estado, apesar dos ataques que sofria, com acusações que eram falsas, ao contrário das que se fazem atualmente.

Em célebre direito de resposta, arrancado a fórceps e extemporaneamente na Justiça tardia que temos, ele disse na própria emissora, em texto lido por Cid Moreira: “Tudo na Globo é manipulado e tendencioso”.

Ao fim de uma vida em que prevaleceram a coragem, a determinação e o amor ao povo brasileiro, Brizola, enfim, não alcançou o objetivo que tinha para o país, mas, como seu companheiro Darcy Ribeiro, certamente não quereria estar no lugar dos que venceram.

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Espectro flexível

O deputado Orlando Silva (PCdoB) pulou na garganta do juiz Eduardo Ribeiro de Oliveira, que proibiu o deputado Rodrigo Maia (DEM) de concorrer à presidência da Câmara.

Disse que é “um factoide”, um “ativismo judicial” que ilustra a “anarquia em que vive o país”. Ou seja, um “comunista” desancando o Judiciário em defesa de um representante da direita, que em grande parte está no DEM.

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