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Tom Jobim, 25 de Janeiro de 1927,90 Anos de Saudade, para sempre:Rio-Paris: Natalie Dessay, Agnès Jaoui, Helena Noguerra, Liat Cohen

BOA NOITE!

(Gilson Nogueira)


DO PORTAL TERRA BRASIL

O juiz da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, Raffaele Felice Pinto, decretou hoje (23) o sigilo das investigações sobre a queda do avião King Air C 90, que transportava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e outras quatro pessoas. A aeronave caiu no mar, a 2 quilômetros da Ilha Rasa, em Paraty, na última quinta-feira (19), matando todos os ocupantes. A partir de amanhã (24), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal começam a ouvir testemunhas do acidente.

A Aeronáutica informou hoje que o gravador de voz do avião sofreu danos ao chocar-se com o mar, mas que o equipamento possui duas partes e que o aparelho é altamente protegido.

Em nota, a Aeronáutica informou que o gravador de voz chegou na manhã de sábado (21) a Brasília para ser analisado em um laboratório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

DEU NO BLOG POR ESCRITO

De ideologia e compromisso o Brasil carece

Neste dia (domingo, 22/1) em que passa o 95º aniversário de nascimento de Leonel Brizola, convém registrar a falta de clareza ideológica e compromisso popular da quase totalidade dos líderes e dos políticos brasileiros em geral.

É História do Brasil: em 1961, aos 39 anos. entrincheirado no Palácio Piratini, Brizola comandou em cadeia de rádio a resistência ao golpe militar com que se pretendia impedir a posse de João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros.

Não traiu seus eleitores para ficar no poder. Pôs em risco até sua vida – e a da família – em nome de convicções e princípios. Essa é a marca do verdadeiro homem público, porque, afinal, ninguém é obrigado à vida pública, que deveria ser levada sem o interesse pessoal.

De volta ao Brasil, após 15 anos de exílio imposto pelo regime militar de 1964, Brizola logo identificou nas Organizações Globo o grande inimigo da democracia, que pretendia controlar o país depois de ter sido um dos sustentáculos da ditadura.

Foi uma luta solitária que travou no PDT, sem a solidariedade da esquerda, especialmente do PT, satisfeito com a cerrada campanha da Globo contra o principal adversário de Lula numa eventual eleição presidencial – como viria a ocorrer.

Foi, também, por outro lado, um período de muitas vitórias importantes, como duas eleições ao governo do Rio de Janeiro e um domínio que se prolongou no Estado, apesar dos ataques que sofria, com acusações que eram falsas, ao contrário das que se fazem atualmente.

Em célebre direito de resposta, arrancado a fórceps e extemporaneamente na Justiça tardia que temos, ele disse na própria emissora, em texto lido por Cid Moreira: “Tudo na Globo é manipulado e tendencioso”.

Ao fim de uma vida em que prevaleceram a coragem, a determinação e o amor ao povo brasileiro, Brizola, enfim, não alcançou o objetivo que tinha para o país, mas, como seu companheiro Darcy Ribeiro, certamente não quereria estar no lugar dos que venceram.

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Espectro flexível

O deputado Orlando Silva (PCdoB) pulou na garganta do juiz Eduardo Ribeiro de Oliveira, que proibiu o deputado Rodrigo Maia (DEM) de concorrer à presidência da Câmara.

Disse que é “um factoide”, um “ativismo judicial” que ilustra a “anarquia em que vive o país”. Ou seja, um “comunista” desancando o Judiciário em defesa de um representante da direita, que em grande parte está no DEM.

De pai para filha, o eterno dom de encantar e enternecer.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
23


Presidente Michel Temer fala com Francisco Zavascki,
filho do juiz do STF Teori Zavasck no velorio dele
DIEGO VARA REUTERS

DO EL PAÍS

Tom C. Avendaño

São Paulo

Ainda nem se sabia ao certo se o juiz do STF Teori Zavascki estava ou não a bordo de um avião que havia caído em Paraty, na quinta-feira passada, e as redes sociais brasileiras já tinham começado a compartilhar uma mensagem: “É infantil pensar que criminosos do pior tipo simplesmente resolvam se submeter à lei (…). Se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar! Fica o recado.” O texto havia sido escrito no Facebook em 2016 por Francisco Zavascki, filho do magistrado morto, e fazia referência às ameaças que seu pai supostamente recebia, na condição de relator da Operação Lava Jato no STF, que há anos revela a maiúscula corrupção da elite política e empresarial brasileira. Não falava de ameaças físicas – e, de fato, Francisco já afirmou que duvida que a morte do pai tenha sido um atentado. Mas dava no mesmo. O juiz do único tribunal com poder e documentação para processar políticos com foro privilegiado do país (isto é, a elite) havia morrido num súbito e, para muitos, misterioso acidente. De repente, no Brasil as suspeitas valem mais que qualquer fato demonstrável.

As redes sociais começaram a manejar seus próprios dados. Fala-se que Zavascki levava no avião documentos fundamentais para a Lava Jato e que foram perdidos para sempre (não se sabe). Viralizou também o trecho de uma conversa, gravada pela Justiça em 2016, em que dois senadores se queixam de que Zavascki estava distante demais da esfera política para que eles pudessem impedir a sangria de processos que provoca entre os partidos (Zavascki era famoso por se afastar de qualquer ingerência). Outros argumentam que, em 3 de janeiro, num site com fotos de aviões, houve 1.885 consultas à imagem de uma aeronave semelhante à do acidente (a causa é desconhecida). Uma teoria mais sofisticada diz ainda que, uma vez mais, tudo foi obra do ex-presidente Lula, que esconde um segredo tão nefasto que o impediria de ser candidato na eleição de 2018 (Lula não tem foro privilegiado e, portanto, não era competência de Zavascki).

A obsessão nacional com esses dados, de origem e confiabilidade questionáveis, não nasce de um desejo de encontrar algo em que acreditar. Ao contrário: quando tais informações são compartilhadas, sempre chegam acompanhadas de mensagens recordando que não se pode acreditar em nada. Se não vêm das instituições do país, são ruins. E se vêm delas, também são. Mesmo sabendo que todo acidente mortal com um juiz que investigava as altas esferas políticas sempre motivará a paranoia, o debate nacional brasileiro parece ter se entregado ao niilismo mais profundo. “Neste país de burros, ninguém engole nada, e depois todos engolimos tudo”, dizia Rogério, um taxista de meia idade que passava por um bairro residencial de São Paulo na noite de sexta. “Sabemos que os que mandam roubam, que os que roubam manipulam tudo. E nem nos importamos com os que saem ganhando com tudo isso. Então, em quem vamos confiar? Em ninguém, amigo. Que vergonha esse país”, afirmava, repetindo as palavras que já viraram um mantra nacional.

No entanto, essa desconfiança não nasceu nos cidadãos. É justamente a política que há meses semeia dúvidas sobre quem é responsável por isso ou aquilo, e que intenções oculta. Durante o julgamento político que culminou com seu impeachment, a ex-presidenta Dilma denunciou repetidas vezes “um movimento conspiratório” para afastá-la do poder. O substituto, Michel Temer, precisou ver como seu homem forte, Romero Jucá, afastava-se do cargo de ministro do Planejamento acusado de conspirar contra a Lava Jato. O Ministério Público, por sua vez, acusou dias antes Lula de ser o “comandante máximo do esquema” nada concreto, com o qual realizou ações que não são conhecidas. E Lula, após cada nova denúncia (tem mais de meia dúzia), costuma dizer que tudo é uma “conspiração” feita por “eles”. Em outubro, Renan Calheiros, presidente do Senado, teve de responder às acusações de que conspirava contra a investigação. E, nesta semana, até um político de primeira linha, Ciro Gomes, aspirante a candidato para 2018, defende que a morte de Zavascki foi parte de um plano que conduziu Temer ao poder.

Esse gotejamento contínuo de desconfianças parece ter inundado as ruas. Tem gente já dizendo que os investigadores da caixa-preta do avião poderiam ser primos de fulano ou cúmplices de beltrano. No Brasil dos cegos, quem desconfia é rei.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A varredura no Anísio Jobim

Agentes da Força Nacional fizeram uma varredura neste domingo no Anísio Jobim, presídio de Manaus onde 56 presos morreram na guerra de facções no início deste mês.

O governo local divulga com entusiasmo a apreensão de “diversos materiais ilícitos, entre eles oito facas, seis ‘estoques’ – armas brancas caseiras -, 20 munições e 26 aparelhos celulares, além de 15 baterias de telefone, oito marteletes artesanais, um serrote, três alicates, três tesouras, um estilete, uma chave de fenda, dois chips telefônicos, um cartão de memória, quatro pen drives e duas pulseiras de saída de visitantes”.

O governador e sua equipe sabem que isso não é nada.

jan
23
Posted on 23-01-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-01-2017


Ivan, no portal de humor gráfico A Charge Online

jan
23
Posted on 23-01-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-01-2017

DO EL PAIS

Silvia Ayuso

Washington

Donald Trump fechou outra vez a porta à comunidade hispânica dos Estados Unidos, a primeira minoria do país. Além de não ter nenhum hispânico em seu gabinete, o que não acontecia há quase 30 anos, a nova equipe da Casa Branca fechou as contas em espanhol que o Governo tinha nas redes sociais. Até o momento, também não possui um interlocutor direto para assuntos relativos aos hispânicos, como havia na Administração Obama. A Casa Branca já é somente a White House.

Ao meio-dia da sexta-feira, dia 20, enquanto o recém-empossado Trump fazia seu discurso inaugural, a nova Casa Branca mudava de mãos rapidamente, analógica e digitalmente. A conta do Twitter do presidente Obama passou a ser a de Trump e o mesmo aconteceu com o site da Casa Branca, que rapidamente colocou na primeira página uma foto do novo presidente. Mas essa não foi a única mudança. Além de variar e reduzir substancialmente os links para os “assuntos” do novo Governo – temas destacados no site de Obama como a política sobre mudança climática, Cuba ou o acordo nuclear com o Irã foram eliminados –, outro botão desapareceu: “Em espanhol”.

Esse link levava ao site em espanhol da presidência, no qual, além dos assuntos da página principal em inglês, eram destacados os interesses especiais da comunidade hispânica como as ações executivas de Obama para regularizar temporariamente centenas de milhares de jovens sem documentos, o programa de ação diferida conhecido como DACA.

Durante os dois mandatos de Obama, a Casa Branca também manteve um blog em espanhol com assuntos de interesse específico para a comunidade hispânica, como questões relacionadas com a imigração, a normalização das relações com Cuba ou a crise econômica de Porto Rico.

Apesar da clara preferência do novo presidente pelo Twitter como meio de comunicação – além de sua nova conta oficial ele continua a manter e utilizar sua particular –, a versão em espanhol da conta da Casa Branca também foi paralisada. O último tuíte em espanhol é de 13 de janeiro, quando a conta ainda estava nas mãos de Obama.

Também não há, até o momento, como houve durante a era Obama, um porta-voz especificamente dedicado aos meios de comunicação em espanhol e às questões de interesse dos hispânicos.

Que os hispânicos não são uma prioridade para o novo presidente ficou claro durante a longa campanha eleitoral, na qual demonizou os imigrantes latino-americanos e colocou contra a parede o principal país de origem da comunidade hispânica dos EUA, o México. A única expressão em espanhol usada pelo então candidato republicano foi o depreciativo bad hombres com a qual se referiu, durante o último debate presidencial com a democrata Hillary Clinton, aos imigrantes “ilegais perigosos” que prometeu deportar.

Trump também criticou um de seus adversários, Jeb Bush, por falar espanhol durante a campanha.

“Temos um país onde, se você deseja se integrar, tem de falar inglês. Precisamos que haja integração para ter um país. Não sou o primeiro a dizer isso. Este é um país onde se fala inglês, não espanhol”, disse durante um debate republicano em setembro de 2015. Um longo ano e uma vitória eleitoral depois, não parece que Trump tenha mudado de opinião.

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