Um acidente matou Teori

Em arriscada assertiva, Por Escrito opina: nenhum atentado ocorreu contra o ministro Teori Zavascki, salvo melhor juízo da perícia técnica.

“Esse país” seria definitivamente uma trágica comédia pastelão se bolassem um acidente aéreo para deter a Operação Lava-Jato.

Óbvio que a investigação deve ser ampla, rigorosa e transparente, como todos os eventos do ramo, mas não se esperem grandes fatos.

A operação, que vem de ser saudada até no fórum de Davos, não corre risco. Alguém sucederá Teori na missão, e os processos seguirão em frente.

Um passeio normal de fim de semana

É natural que se queiram desvendar as situações correlatas, afinal, nelas pode estar oculta a ponta do fio de uma medonha conspiração.

Entretanto, também as companhias do ministro e do empresário no fatídico voo pouco terão a acrescentar a uma possível tese de homicídio premeditado.

Já se nota na mídia e nas redes sociais uma desconfiança maliciosa sobre o que estariam fazendo no avião sinistrado duas mulheres que não eram das relações familiares.

É o juízo moral prevalente que acomete a imprensa, embora no âmago, na pessoalidade das redações, não seja nada disso, somos todos indivíduos atormentados pelo poder de ditar regras.

Viúvo, em recesso laboral, Teori nada faria de mais se tivesse programado um fim de semana prazeroso nas areias do sul fluminense, passado o temporal que pode ter sido a causa do desastre.

Lava-Jato é prioridade do país

Duvidar da continuidade da Lava-Jato por causa da morte de Teori Zavascki é imaginar que não temos no Supremo Tribunal Federal 11 nomes dos mais seletos do mundo jurídico, entre juristas e advogados, trabalhando conforme a própria consciência, mas também diante dos olhos da nação.

Este é talvez o maior legado precoce da era cibernética: não será possível esconder de ninguém o essencial. Com toda reverência à memória e à brilhante carreira do falecido ministro, diz o vulgo que “de insubstituíveis o cemitério está cheio”.

O combate à corrupção e o desbaratamento contínuo das quadrilhas que se escondem no serviço público de todas as esferas devem ser prioridades de governantes e autoridades que considerem possível outro tipo de Estado no Brasil, longe dos vícios, distorções e crimes, mais de acordo com a teoria constitucional dos direitos.

Pensamento do dia

Deus é brasileiro, mas o Diabo controla o tráfego aéreo.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 21 Janeiro, 2017 at 8:46 #

“Deus é brasileiro, mas o Diabo controla o tráfego aéreo.”

Mas os políticos bandidos (ou seriam bandidos políticos?) controlam o Diabo, o tráfego aéreo, e ainda todos os tipos de tráficos. Do pó ao de influência e o das propinas.


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