Carlos Alberto Filgueiras:dono do Hotel Emiliano
e do avião que caiu em Paraty.

DEU NO PODER36, SITE DE POLÍTICA EDITADO PELO JORNALISTA TALES FARIA

Maila, mãe da massaterapeuta, exigiu ir junto na viagem

Ideia era passar alguns dias numa casa em Paraty (RJ)

Todos morreram em acidente de avião com Teori Zavascki

O empresário Carlos Alberto Filgueiras, de 69 anos, estava com dores nas costas por causa de uma inflamação no nervo ciático. Por essa razão, quis levar para passar alguns dias em sua casa em Paraty uma massoterapeuta. Muito jovem, a profissional só pôde embarcar no avião depois que o dono dos hotéis Emiliano aceitou levar também a mãe da moça.

O nome da mãe da massoterapeuta é Maila. O nome da filha não foi divulgado. O Poder360 ouviu essas informações de pessoas ligadas ao empresário, que morreu nesta 5ª feira (19.jan.2017) a bordo de seu avião em Paraty (RJ).

A grafia do nome da mãe da massoterapeuta e o seu sobrenome não foram confirmados oficialmente pelas autoridades apurando o acidente quando o Poder360 publicou este post nos primeiros minutos desta 6ª feira (20.jan.2017).

Maila, sua filha, o ministro do STF Teori Zavascki e o piloto da aeronave, Osmar Rodrigues, 56, foram as outras 4 vítimas no acidente.

Teori conhecia Carlos Alberto há alguns anos. Seus laços de amizade se fortaleceram quando o magistrado ficou diversas vezes hospedado no hotel Emiliano, em São Paulo, durante 1 penoso tratamento de sua mulher, que estava com câncer. Maria Helena Marques de Castro Zavascki era juíza federal e morreu aos 50 anos em agosto de 2013.

De temperamento público comedido, Teori acabou se aproximando de Carlos Alberto, uma pessoa expansiva e conhecido por ter muitas namoradas, quase sempre bem jovens. Ficaram cada vez mais amigos.

O jeito expansivo e namorador de Carlos Alberto contrastava com a imagem “low profile” cultivada por Teori. Nesta 5ª feira (19.jan.2017), a experiente jornalista Luiza Pastor publicou em uma rede social 1 texto (leia aqui) sobre como se comportava o dono do hotel Emiliano no ambiente feminino.

Segundo a jornalista, Carlos Alberto vivia “rodeado de belas mulheres, daquele tipo que se dispõe a ser mero enfeite”.

Certa vez, relata Luiza Pastor, o empresário “perguntou como fazer para encontrar uma mulher interessante, inteligente e que não pensasse apenas em seu dinheiro”. A jornalista respondeu:

“Que tal começar procurando em algum lugar que não seja o Café Photo ou o Bahamas? Se você, por acaso, conseguir encontrar uma mulher com esse perfil e, de cara, convidá-la a passar o fim de semana em sua casa de Paraty, presenteando-a com um jogo de malas Louis Vuitton, com certeza ela vai sair correndo de susto”.


DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

A morte do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, num acidente de avião nesta quinta-feira, deu mais um giro na intrincada novela da crise política brasileira e criou um imbróglio jurídico-político para a operação, para o presidente Michel Temer (PMDB) e para a presidenta da mais alta Corte brasileira, Cármen Lúcia. Neste cenário de perplexidade, haverá pressão para que Cármen, com poder a seu dispor para escolher um nome do tribunal para substitui-lo na investigação, e Temer, que indicará um novo nome para o Supremo, tomem decisões rápidas.

O ministro de 68 anos era apontado como um magistrado experiente (foi desembargador no Tribunal Regional Federal da região Sul e ministro do Superior Tribunal de Justiça), técnico, seguro e discretíssimo. Características essas que fizeram com que fosse pouco questionado em suas decisões referentes a maior investigação de corrupção no Brasil, daí a tarefa complicada de preencher sua vaga sem gerar ruídos. Quando foi indicado pela então presidenta Dilma Rousseff (PT) para integrar a Corte, em 2012, quase não surgiram vozes contrárias ao nome de Zavascki no meio jurídico. No campo político, apenas quatro senadores votaram contra a sua nomeação, e 57 foram favoráveis a ela. Entre os cinco indicados por Rousseff para assumir uma vaga na maior corte brasileira, apenas Luiz Fux, em 2011, teve um número menor de rejeição entre os senadores – só dois foram contra ele.

Nos bastidores do Congresso Nacional é comum ouvir relatos de que senadores e deputados têm trânsito livre com alguns dos ministros do STF. Jantam juntos, fazem reuniões extraoficiais em seus gabinetes e até têm relações de amizade. Com Zavascki, contudo, dificilmente se ouvia comentários do tipo. Era fechado em copas. O grampo feito pelo ex-senador Sérgio Machado (PMDB) no senador Romero Jucá (PMDB), quando falaram de um “pacto” para deter a Lava Jato, demonstra bem essa autoblindagem imposta pelo ministro. Dizia Machado: “Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori, mas parece que não tem ninguém”. Ao que Jucá respondeu: “Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… burocrata”. Os dois peemedebistas são alvo da operação.

Neste panorama é que, em meio ao luto, todos os passos de Cármen Lúcia, na chefia do tribunal a relativo pouco tempo, e de Michel Temer, cujo Governo está implicado diretamente na Lava Jato, serão seguidos com lupa. Já começaram os discursos políticos que cobram que Lava Jato seja protegida para que não acabe travada por “uma trapaça da sorte” – para usar as palavras do ministro do STF, Roberto Barroso, para lamentar o acidente que matou Teori. A Cármen caberá decidir se vai usar do poder de seu cargo para escolher de ofício o novo relator da Lava Jato que dará andamento à “delação do fim do mundo”, o acordo de 77 executivos da Odebrecht que deve entregar mais de uma centena de políticos. De pronto, a ausência do magistrado deve fazer com que se atrase o processo do qual ele tinha interesse de dar andamento célere já em fevereiro. Já Temer, atolado no caos penitenciário, na crise financeira, na briga pela presidência da Câmara e na escolha de seu novo ministro da Secretaria de Governo, terá mais uma crise a administrar – a de indicar o sucessor do ministro no Supremo. Sempre que uma vaga se abre, inúmeros candidatos aparecem.

A central da boataria de Brasília já se precipitou em lançar dois concorrentes: o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância, Sérgio Moro. Os nomes de nenhum dos dois devem prosperar. O primeiro, apesar de advogado constitucionalista, tem um perfil bastante político, é filiado ao PSDB. O segundo, ficaria impedido de julgar qualquer processo da própria Lava Jato, pois teria de analisar boa parte de suas próprias decisões. Assessores de Temer dizem que ele fará sua indicação de maneira célere e priorizará critérios técnicos.

Uma outra frente dentro desse imbróglio, será a da investigação do acidente envolvendo o ministro e outras cinco pessoas. A Aeronáutica e a Polícia Federal instauraram inquéritos para investigar a queda da aeronave em Paraty, no Rio de Janeiro. Neste contexto, segundo fontes da PF, estarão as supostas ameaças recebidas por Zavascki e seus familiares em maio do ano passado. Em uma mensagem em suas redes sociais, o advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro, escreveu: “Acredito que a lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar… Fica o recado!”. Na época, o ministro disse que não tinha recebido nenhuma ameaça séria.

BOM DIA, SE FOR POSSÍVEL.

(Vitor Hugo Soares)

jan
20

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A lógica diz que Imbassahy está rifado

É razoável que as pastosas relações na alta esfera do poder determinem que as decisões, por mais importantes que sejam, tenham um timing, para que, consumadas, delas se possa extrair o máximo com menor prejuízo.

Mas a indicação do deputado Antonio Imbassahy para ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, francamente, passou dos limites. E não é à toa que até o próprio emudece quando indagado sobre a nomeação.

Aliás, confirmada a nota do site Bahia Notícias, de que calou-se ante a pergunta, Imbassahy frustra a expectativa dos que imaginavam ter ele alcançado, enfim, um nível de poder compatível com sua capacidade técnica e raciocínio político.

Colocado o pretendente nesse vai-não-vai por praticamente dois meses, perde força antecipadamente o cargo que ocuparia, pois se o possível titular não tem força para impor-se na cadeira, igualmente dela não disporá para altas negociações congressuais inerentes.

Como seria inacreditável que o presidente Temer, tendo tanto tempo para pensar, insistisse numa nomeação que lhe seria inútil e até prejudicial, é de se concluir que Imbassahy ministro, nesse governo, está difícil.

jan
20
Posted on 20-01-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2017


Jarbas, no Diário de Pernambuco (Recife)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

PF ABRE INQUÉRITO SOBRE QUEDA DE AVIÃO

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as causas da queda do KingAir, prefixo PR-SOM, em Paraty. Uma equipe de policiais federais, especialistas nesse tipo de investigação, já está a caminho do local.

O Cenipa, da FAB, também investigará o caso.

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