Desesperança com o poder de Renan

Coisas das mais estapafúrdias do ponto de vista ético-institucional continuam acontecendo no Brasil e ninguém presta muita atenção, embora se diga que o país trava uma luta contra a corrupção na política e na vida pública em geral.

Por magnífico exemplo, a última de Renan Calheiros: na prerrogativa de presidente do Senado, mandou arquivar o pedido de impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes apresentado à corte, acusando-o de violações constitucionais e regimentais.

A mais cristalina obviedade sugere que Renan, réu no Supremo Tribunal Federal, não poderia julgar nada que dissesse respeito a Gilmar, seu julgador. Se isso é admitido e aceito abertamente, pouco se pode esperar de bom.

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Comentários

Daniel on 19 Janeiro, 2017 at 19:37 #

Não entendi bem o comentário. O jornalista sugere que Renan deveria aceitar o pedido de impeachment do ministro?

Quantos pedidos semelhantes já foram deferidos por um presidente do Senado?


luis augusto on 19 Janeiro, 2017 at 20:04 #

Não. Apenas que Renan, sendo réu no Supremo, estaria impedido de decidir sobre causa que envolvesse um membro da corte.


Daniel on 20 Janeiro, 2017 at 15:26 #

Luis Augusto, é prerrogativa exclusiva do presidente do Senado a abertura ou não de um processo de impeachment sobre um ministro do STF.

Não é uma questão de “suspeição” ou “impedimento”. Apenas Renan, enquanto presidente do Senado, poderia fazer tal ato.


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