DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

Fidelidade partidária e voto secreto

As eleições para a Câmara Municipal – já realizada – e Assembleia Legislativa trazem, este ano, um fato novo: o questionamento de votos de vereadores e deputados, proferidos ou antecipados, com base no princípio da fidelidade partidária.

Na Câmara, os vereadores Moisés Rocha e Suíca não votaram na candidata do PT, Marta Rodrigues, e estão ameaçados de expulsão. O mesmo risco correm no PDT os deputados Sargento Isidório e Roberto Carlos, pelo voto anunciado em Marcelo Nilo (PSL).

Entretanto, o fechamento de questão, a orientação para o voto partidário, se é que houve, só se aplica a matérias submetidas a votação aberta, em que, obviamente, será possível aferir a posição do parlamentar.

Como hipótese, se Suíca for processado, poderá até alegar que votou em Marta Rodrigues, que teve um voto na eleição da Câmara, supostamente o dela. Mesmo contra a lógica, não há tribunal no mundo que possa dizer de quem foi determinado voto dado secretamente.

Roberto socorre Isidório

A propósito, o deputado Roberto Carlos, que tem o PDT como única filiação partidária em três mandatos de vereador e outros três de deputado, anunciou o apoio a Nilo com discurso.

Disse que respeita a liderança do senador Otto Alencar e do vice-governador João Leão, assim como seus colegas Angelo Coronel e Luiz Augusto, mas não crê em “influência externa num colegiado pequeno, onde contam bastante as relações pessoais e a história de cada um”.

A posição de Roberto não reforça apenas o deputado Marcelo Nilo, mas, principalmente, o deputado Sargento Isidório, que estava sozinho na divergência com o presidente do PDT, deputado Félix Mendonça Júnior.

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