DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Caiado do Bonfim

O Antagonista recebeu uma foto de Ronaldo Caiado (casado com uma baiana) na celebração da Lavagem do Bonfim, em Salvador, nesta manhã.

Sempre ao lado do anfitrião, seu correligionário ACM Neto, o prefeito reeleito no ano passado com 74% do votos.

“Segura bem na mão da menina, poupa o coração, que é só na Colina que o santo serve o Caruru”

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


A autora, na paisagem do Rio.

ARTIGO

2016 passou mas segue vivo

Maria Aparecida Torneros

(Nota do editor: O texto foi mandado pela autora por e-mail dias antes do ano passado terminar, enquanto este editor do BP viajava para uns dias de descanso na região dos campos gerais, no Paraná. Ficou na caixa do Terra, mas segue atual e candente tanto quanto a jornalista e escritora que o produziu, amiga do peito e da primeira hora deste site blog. Decidimos leva-lo aos leitores nesta quinta-feira, 12 , quando o novo ano já mostra suas garras aterrorizantes. Confira. (Vitor Hugo Soares)
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Um ano a mais. Bem mais que isso. Um tumulto só. Dentro de fora do Brasil. A globalização da crise. O pais parado. O mundo perplexo. Muita violência e corrupção. O desemprego. Os calotes nos pagamentos dos servidores. Estados falidos. Presos da lava jato. Reféns do lava pés. Falta humildade e humanidade. Faltam políticas públicas honestas e altruístas. Egoístas parlamentares e executivos viciados em poder. Juízes e membros da ministério público descobridores da pólvora. Povo manobrado e humilhado. Refugiados de guerras ou de desrespeito em geral.

Planeta em órbita incerta. Assassinatos por omissão. Roubos descarados de ladrões eleitos para nos defender.

Isso é roteiro de filme de terror?

Que tudo isso sirva para as delações premiadas com arrependimento e reparação de danos.

O que não puder ser reparado que seja pelo menos nunca mais repetido.

O modelo caiu em desgraça. Será que ainda não se deram conta?
Vai logo embora 2016.
Faltam pouco dias mas ainda teremos surpresas nesse enredo macabro.

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro.

O samba agridoce de Erasmo, com a maravilhosa participação interpretativa de Os Cariocas, vai dedicado a Cida Torneros, na Vila famosa de Noel, Martinho e Martnália, onde ela também vive e reina. Com parabéns pelo texto do artigo que o BP publica nesta quinta-feira da Lavagem do Bonfim na colina sagrada de Salvador.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Ataque de Coronel indica disputa no plenário

Qualquer que seja o desfecho sobre a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, virá na última hora, havendo, portanto, três semanas para negociações. O quadro atual não aponta para conciliação entre os concorrentes.

Adversário até agora mais evidente num eventual confronto com o presidente Marcelo Nilo, o deputado Angelo Coronel o acusa de mentir sobre apoios, constranger parlamentares ao anunciá-los como eleitores e ainda pressionar colegas.

O teor da divergência demonstra que há uma luta extremada, de difícil reversão. Não estão pesando, como no passado, a força do governo, que determinava obediência, ou, em tempo mais recente, a “autonomia” da Casa, que não haveria com o controle do PT.

Esgarçada a velha dicotomia de décadas da política baiana, impõem-se agora interesses cada vez mais declarados, à medida que a Bahia avança no processo “democrático”, em que novas forças emergem e querem se fazer valer.

O Estado começa a ficar pródigo em lideranças de densidade. Além do próprio pivô de todo esse bafafá, Marcelo Nilo, temos uma vasta plêiade de cabeças políticas com capacidade para disputas majoritárias.

Rui Costa, Jaques Wagner, ACM Neto, Antonio Imbassahy, Walter Pinheiro, Otto Alencar – são nomes que enriquecem e diversificam o cenário, e só por bobagem Geddel Vieira Lima está fora da lista.

Articular em alto nível exige refinada ciência, pois em geral a composição prevalece sobre a vontade. Assim, é certo que uma lição importante será tirada da eleição do dia 1º, caso haja, como previsto, disputa no plenário.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Alexandre ao PT: “Falassem menos e trabalhassem mais”

Alexandre de Moraes reagiu às críticas de petistas em relação à condução da crise carcerária. Ele enviou a seguinte nota a O Antagonista:

“Lamentável que algumas pessoas que exerceram cargos no governo anterior e o PT tentem esconder sua incompetência na gestão da segurança pública e do sistema penitenciário durante 13 anos. Nesse período, opções desastradas, ineficiência na gestão e péssimo uso do dinheiro público criaram as condições negativas para a grave crise que hoje o país sofre. Falassem menos e trabalhassem mais, não teríamos essa situação.”

O PSDB, também por meio de nota, manifestou apoio a Moraes. Disse que os críticos “usam da demagogia” e “silenciam sobre os planos anunciados com destaque em solenidades e que nunca saíram do papel”.

“Silenciam sobre os mais de R$ 8,9 bilhões contingenciados do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança. O ministro Alexandre de Moraes enfrenta hoje, com coragem, mais uma herança gerada pela omissão de 14 anos das administrações do PT. A gravidade da situação exige responsabilidade. A sociedade brasileira não aceita mais tamanho oportunismo político.”

jan
12
Posted on 12-01-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-01-2017


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

jan
12


Donald Trump, durante a coletiva em Nova York.
Evan Vucci AP

DO EL PAIS/EDITORIAL

Faltando apenas uma semana para acontecer uma cerimônia política tão importante como a posse do presidente dos EUA, qualquer ato público envolvendo a pessoa que vai ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos adquire um tom especial. Se, além do mais, este ato coincide com a primeira conferência de imprensa desde a vitória nas eleições de novembro, o que os norte-americanos e o mundo esperam é ver o futuro presidente em um papel quase institucional. Embora ainda não tenha jurado em seu cargo, ele já recebe informações classificadas, faz nomeações e despacha assuntos que não diferem em grande medida do que vai acontecer quando estiver no Salão Oval.

Mas essa expectativa foi destruída nesta quarta-feira durante a primeira aparição de Donald Trump como presidente eleito para a mídia. No meio de uma conferência de imprensa caótica — sua equipe deveria estudar como agem os presidentes eleitos em alguns dos países que Trump tanto despreza — o milionário norte-americano fez o oposto do que é esperado de alguém que está a poucos dias de ocupar uma posição tão importante: foi grosseiro com os jornalistas, atrevido, depreciativo e ameaçador. Trump mostrou que ainda acreditava estar dentro de um dos reality shows que tanta fama geraram, mas que tem pouco a ver com a grande responsabilidade que está enfrentando.

Foi absolutamente impróprio que tenha interrompido uma pergunta e mandasse um jornalista hispânico se calar com um “o senhor é fajuto e dá notícias falsas”; assim como, para se referir a questões graves como a construção de um muro ao longo da fronteira com o México ou a mudança de empresas, suas frases tenham sido encabeçadas por expressões como “eu não quero” ou “não me importa”.

Entrando no fundo de suas declarações, o presidente eleito dos Estados Unidos se mostrou muito mais valentão com os meios de comunicação e a candidata democrata, Hillary Clinton, do que com o presidente russo Vladimir Putin. Apesar de ter assumido que a Rússia pode estar por trás da invasão hacker do partido democrata, minimizou a gravidade dos fatos afirmando que “não foi só a Rússia” que realizou os ataques cibernéticos contra os EUA. Não serve para nada que Trump elogie com frases feitas os serviços secretos norte-americanos se, em seguida, desacredita-os — como tem feito repetidamente neste assunto — com sua atitude.

As ameaças contra a indústria farmacêutica, a referência a “lobbies poderosos” e a menção direta a uma empresa de automóveis que, segundo ele, deverá seguir o mesmo caminho de outras que já anunciaram investimentos milionários nos EUA e desinvestimentos no exterior, casam melhor com um roteiro de cinema sobre o submundo do crime do que em uma intervenção presidencial. Especial menção merece a louca encenação, com uma longa mesa com dezenas de pastas com documentos sobre empresas cuja administração diz que vai renunciar.

Quanto mais Trump se aproxima da Casa Branca, mais fica justificada a preocupação pelo que se avizinha e entende-se menos as tentativas de apaziguamento de alguns Governos como o espanhol.

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