BOA QUARTA-FEIRA, TORCENDO PARA O BAHIA HONRAR SEU LEMA EM ORLANDO, NA FLÓRIDA.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


A CNN está certa

Fulo com a história falsa de que contratou prostitutas para urinar na cama do hotel moscovita em que Obama dormiu, Donald Trump bateu boca com o jornalista Jim Acosta, da CNN, durante a coletiva que acabou de dar.

Além de recusar-se a responder a uma pergunta do jornalista, chamou a CNN de “terrível organização” e acusou Acosta de divulgar “notícias falsas”.

A CNN defendeu-se dizendo que não divulgou a história do hotel, mas apenas noticiou que um relatório havia sido entregue a Trump e Obama — o que é verdade.

Querido 2017

Janio Ferreira Soares

Como este é meu primeiro texto sob sua jurisdição, gostaria de me apresentar. Eu sou um ribeirinho que há 58 ancestrais seus chegou por essas bandas pesando menos de 2 quilos e com uma previsão nada favorável de um dia subir nas goiabeiras do meu quintal e depois cair de flecha no rio que corria perto.

Mirrado que nem um grilo, só quando já gafanhoto me contaram que alguns parentes me olhavam com um misto de pena e conformismo e faziam um bilu-bilu no meu queixo mais como um “vai com Deus!”, do que com a intenção de obter um sorriso de quem não tinha nenhum ânimo para dá-lo. Mas aí, talvez pelos unguentos no peito e pactos entre Cecília e seu Santo Antônio de tantas cumplicidades, fui dormir anjinho e hoje estou este velho bandoleiro que a cada 15 luas sai campeando madrugadas atrás de palavras que, com jeitinho e paciência, primeiro viram ideias; em seguida, linhas; e, por fim, recebem um ponto parágrafo decretando que chegou a hora de soltar o laço e seguir em frente.

Caso pedras não rolem em meu caminho e não haja nenhuma tentativa de golpe para antecipar 2018 – como se a solução dos nossos problemas fosse uma questão de par ou ímpar, azul ou encarnado ou de petralha ou coxinha -, quinzenalmente estarei por essas quebradas falando de brotos e coisas assim, de banhos de Lua, de ti e de mim, um cara por demais sentimental que gosta de citar letras de músicas sem identificar suas procedências não para roubá-las de seus autores, que filho do tenente Zé da Silva não se presta a esse serviço. Geralmente não as nomeio porque gosto de atiçar a memória de quem as lê a ir buscá-las lá no sleeping bag onde repousam o espinho da rosa que feriu Zé e o sorvete que gelou seu coração.

Não sei se antes de assumir você teve algum tipo de orientação sobre as peculiaridades do nosso país, principalmente do idiotismo geral que anda imperando por essas paragens, cada vez mais amplificado por poderosas redes sociais criando ídolos a granel.

A propósito, quando você tiver um tempinho leia o texto que João Pereira Coutinho escreveu sobre o assunto na Folha de São Paulo. Ele nos lembra que podemos imaginar o mundo com mil possibilidades tecnológicas, mas não devemos esquecer de que quem vai alimentá-las somos nós e nosso velho primitivismo, formado, entre outras coisas, por sentimentos como a inveja, o medo, o ciúme e a vergonha, e que isso prevalecerá em qualquer cenário. Afinal, conclui ele, macacos com melhores Smartphones nunca deixarão de ser macacos. Apenas ficarão mais patéticos ou perigosos.

Agora me dê licença que eu vou ver um vídeo de Thammy Gretchen e Luciano Huck completamente nus, dançando lambada. Claro que é montagem. Mas tem gente que jura que estava no baile. Boa sorte e oremos.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na ribeira baiana do Rio São Francisco

Toda magia de uma canção na voz e interpretação únicas de um grande da canção francesa que se prepara para voltar a se apresentar no Brasil.
BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Real Madri do Nordeste

Repetindo palavras do governador Rui Costa, Josias disse que na próxima semana sairão as mudanças no secretariado e no comando de alguns órgãos.

Rui havia se referido claramente a “reforma”, enquanto o secretário amenizou para “pequenos ajustes”, pois “não se mexe em time que está ganhando”.

Sinal amarelo

O fato é que, se houver a reforma, Marcelo Nilo será contrariado. Ele quer alterações de 2 de fevereiro pra lá.

Quem não pode com mandinga…

A propósito, há um risco na previsão do deputado Lúcio Vieira Lima de que o deputado Antonio Imbassahy será nomeado ministro no dia 2, como “um presente de Iemanjá”. É que a maré pode devolver.

Rio VIP

Ao prometer um plano de socorro especial ao Rio de Janeiro, Michel Temer atraiu a ira dos demais governadores que administram estados quebrados.

Acham que Pezão está recebendo tratamento VIP por ser do PMDB.


Aznavour se apresentou em Recife em 2013

DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Charles Aznavour não esquece de nada. Aos 92 anos, ativo como poucos, lúcido como tem sido cada vez mais raro encontrar, o compositor e intérprete francês de origem armênia se prepara para levar ao Brasil sua mais recente turnê oferecendo ao público o que dele se espera: nostalgia, em pequenas doses de poesia. A reportagem acompanhou em Paris o show que o autor de La Bohème e Formidable apresentará em São Paulo, em 16 de março, e no Rio, dois dias depois, e comprovou a vitalidade de um dos mestres da palavra cantada – um dos últimos de sua estirpe na música mundial.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

Aznavour é para a canção francesa aquilo que Frank Sinatra foi para a americana: um mito. E, como Blue Eyes, sua vida pessoal fascinou tanto quanto provocou polêmica.

Nascido em 22 de maio de 1924 em Paris, filho de pais armênios em fuga da violência e do genocídio, recém-chegados e abrigados na França, o jovem Charles Arzanourian jamais deixou de lembrar sua origem e a influência da cultura de seus antepassados na sua arte. Talvez em parte por isso tenha sido tão agredido no início de sua carreira pela crítica francesa, incansável na reprovação à sua voz rouca, em que poucos apostavam. Ao longo de décadas, Aznavour conviveu com a desconfiança de uma certa crítica, mas pouco a pouco o público acabou conquistado. O resultado de uma carreira vitoriosa se vê hoje, quando o cantor sobe ao palco ao lado de sua orquestra, Formidable, dirigida por Eric Wilms e composta por nove músicos, dentre os quais a corista Katia, sua filha. Em mais de duas horas de espetáculo, Aznavour hipnotiza pouco a pouco sua audiência em direção a um final apoteótico, que emociona os fãs de carteirinha e não deixa nenhum de seus espectadores indiferente.

A receita de sucesso desse show passa não só pela encenação sóbria e elegante, nem apenas pela voz rouca e fascinante do cantor, mas sobretudo por sua personalidade fascinante. Aznavour canta sobre o tempo passado, mas suas letras dizem muito sobre o presente. Em Paris, a abertura de seu concerto aconteceu com Les Emigrants, um de seus clássicos, que após a crise dos refugiados enfrentada pela Europa em 2015 ganhou um teor político inegável: “Comment crois-tu qu’ils sont venus?”, interpela, respondendo a seguir: “Ils sont venus, les poches vides et les mains nues”. (Em tradução livre “Como você acha que eles vieram”, interpela, respondendo a seguir: Eles vieram, os bolsos vazios e as mãos nuas.”)

À reportagem, Aznavour disse ter escolhido a canção “antes de mais nada porque é boa”, mas também pela mensagem que sua letra porta em um momento de crescimento do populismo. “Eu sou um homem livre. Digo palavras que os outros não ousam”, argumentou

Mesmo para os fãs mais apaixonados, o concerto terá surpresas. Entre mais de 20 canções que Aznavour entoa, uma dezena faz parte das preferidas do próprio cantor, e não necessariamente as mais populares. “O público brasileiro terá direito ao que eu chamo de descida ao inferno. É obrigatório”, brinca, referindo-se ao set list. “Eu faço as pessoas me acompanharem lentamente. Não espero uma recepção calorosíssima, porque cabe a mim aquecer o espetáculo e acabar o show em alta”, diz também.

Para tanto, o repertório partirá de músicas como Je n’Ai Pas Vu le Temps Passer, T’espero, Aspetto te, Paris au Mois d’Août, Nostalgies, La Vie Est Faite de Hasards e Avec Un Brin de Nostalgie, antes de chegar a clássicos como Mes Emmerdes, Hier Encore, Comme Ils Disent, Emmenez-Moi e La Bohême. Com um pouco de sorte, o público brasileiro terá direito a Formidable, que não entrou na lista em Paris.

Amante da palavra escrita – está encantado pelo Nobel de Literatura a Bob Dylan -, apaixonado pela língua francesa e seus poetas, Aznavour compôs mais de 1,4 mil canções, transformadas em mais de 60 dias – um manancial infinito para escolher um set list. A seleção que apresentará, diz, reúne não só as letras que ele próprio considera mais refinadas, inteligentes e poéticas. “Eu não sou um poeta, sou um escritor de canções. Mas há um gosto de poesia nessas composições”, afirma, lembrando de outros que se inspiraram do mesmo modo. “Eu não sou o único. Nas músicas de George Brassens ou de Vinicius de Moraes não se poderia mudar uma vírgula”, entende, tecendo elogios “ao peso, ao sabor, ao ritmo e à cor” da música brasileira.

Os públicos paulistano e carioca verão um Aznavour em ótima forma, elegante, espirituoso, brincalhão, franco e carismático. Uma bela oportunidade para testemunhar o trabalho do astro que não esquece o passado – e que o futuro não vai esquecer.

jan
11
Posted on 11-01-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-01-2017


Simanca, no jornal A Tarde (BA)

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