DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A reforma do governo e a eleição na Assembleia

O grau de tensão que atinge o processo sucessório da Assembleia Legislativa pode ser medido por recente declaração do presidente Marcelo Nilo, de que a reforma chamada “administrativa” – na verdade, do governo – seja feita depois da eleição, dia 1º de fevereiro.

Supõe-se que é uma sugestão no sentido de não agitar a base parlamentar num período para ele, Nilo, extremamente sensível. Para levá-la a público, é porque já a deve ter feito diretamente ao próprio governador Rui Costa, sem uma definição até agora.

Numa circunstância dessas, Rui hesitaria, pois fazer ou não a reforma significaria, no presente contexto, favorecer um ou outro candidato, coisa que absolutamente não quer deixar transparecer, embora a reeleição de Nilo lhe seja mais conveniente.

A conjuntura é pressionada por ninguém menos do que o senador Otto Alencar, liderança incontestável no Estado, que ou está plenamente seguro do êxito de sua movimentação ou quer, mesmo entrando numa fria, dar sua contribuição ao processo de “oxigenação” da Assembleia.

Ao senador interessa muito a rearrumação do governo, que lhe daria poder compatível com a força do seu partido em número de prefeituras e de deputados. Ele dá certeza de que as mudanças virão, embora, estranhamente, diga que não participa das conversas nem tem pleitos a fazer.

Na eleição da Assembleia, Otto tenta se livrar da imagem de que trabalha por Coronel, afirmando que apenas lhe dá apoio por questão partidária, mantendo-se longe da disputa, que pertenceria exclusivamente à Casa. Mas não é isso que traduzem as reuniões que faz e a permanente crítica à obstinação de Nilo de ocupar o cargo pela sexta vez.

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Asas em vez de galões

Chamou atenção a referência de Otto a seu candidato, Angelo Coronel, em declaração à imprensa, como Angelo, prenome pelo qual é praticamente desconhecido, valendo mesmo o apodo Coronel, que incorporou ao nome de urna.

Talvez seja parte da estratégia eleitoral, uma indicação da natureza angelical do postulante, ao contrário do mandonismo a que imediatamente remeteria a patente militar.

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