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Postado em 07-01-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 07-01-2017 00:03

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Deus pode sair em 2018

Este editor gostaria de manter-se distante dessa história de prefeito repassar a Deus a responsabilidade pelos destinos das municipalidades que lhe foram confiadas pelo voto.

É verdade que nos permitimos, terça-feira, na nota “Funcionário fantasma”, mais por cumplicidade que por desrespeito, um gracejo com o Todo-poderoso, cuja supremacia universal reconhecemos.

Entretanto, dado o segundo caso, não somente o de Guanambi, nesta Bahia pioneira, mas também o de Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, somos obrigados, profissionalmente, a analisar friamente a matéria.

A princípio, não há por que preocupar-se com o aparente vírus fundamentalista. O importante é seguir os passos e as contas do gestor terreno da bufunfa pública, cuidando para que seja aplicada correta e eficazmente – o resto vem por gravidade.

Embora crente na confissão católica desde tenra idade, por enquadramento familiar, seguramente não esperamos que o Criador desça dos céus materializado para administrar o pequeno município fluminense, o que não obsta que possa, da invisibilidade, operar o milagre que espera o prefeito.

Como o colega baiano, ele revogou unilateralmente as disposições em contrário à colaboração divina e reconheceu a complexidade e a dificuldade das grandes questões, que “transcendem, em muitos casos, a capacidade dos gestores de solucioná-las”.

Essa gente não perde a mania

A propósito, o decreto do prefeito de Guanambi dizia que o município, a partir daquela publicação, estava “sobre a cobertura do Altíssimo”.

Esquecida a gramática e imobiliariamente falando, estar-se-ia insinuando a existência de um andar, ou mais, acima do apartamento do Arquiteto do Universo?

Assim sendo, conviria esclarecer que órgãos – e em que gestões – emitiram licenças e alvarás à revelia da lei para beneficiar alguém, que onipotência tenha.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 7 Janeiro, 2017 at 11:27 #

O que desejam esses prefeitos com tais decretos?

Eximirem-se de responsabilidades.

Tudo que for de ruim, e tudo certamente nesses dois municípios será ruim, a culpa será do Deus. Mais claro do que isso?

Já quanto ao decreto do prefeito de Guanambi que diz que o município, a partir daquela publicação, estava “sobre a cobertura do Altíssimo”, acho que é para esconder e justificar tudo que talvez ocorra nos “porões” do poder e da ética pública.

Acho, ainda, que o Altíssimo deve, essa hora, estar muito preocupado. O prefeito estaria querendo construir um triplex acima do nível da moradia do Senhor?


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