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Posted on 23-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-12-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Artífices da falência até hoje ditam as regras

Hoje, o Brasil e o mundo sabem – vide termos do acordo com Estados Unidos e Suíça – que a Odebrecht funcionava como um Congresso paralelo no país.

Em apenas duas das várias medidas provisórias que conseguiu aprovar de 2005 a 2015, a empresa teve lucro de R$ 8,4 bilhões, gastando apenas R$ 16,9 milhões em propina.

No centro das operações estava o senador Romero Jucá – e mesmo os pleitos que chegavam ao senador Renan Calheiros a ele eram destinados como uma espécie de coordenador.

As matérias de que tratavam as MPs eram a isenção de PIS/Cofins na compra de nafta para a Braskem, empresa do grupo Odebrecht, e venda de energia elétrica mais barata a grandes indústrias pela Chesf.

São dois exemplos de ações de homens que até agora ocupam dos mais altos postos da República, nos quais não se pode esperar que se conduzam de forma diferente daquela do tempo em que quebravam o país.

Petroquisa se foi para nunca mais voltar

Trinta e cinco anos atrás, o Polo Petroquímico já era o principal pilar da economia baiana, com grande contribuição tributária e geração de empregos, e representava o investimento de prosaicos US$ 5 bilhões.

Foi construído, como quase todo o parque petroquímico nacional, em sistema tripartite, pela associação entre o capital privado e o estatal, representado pela Petroquisa, subsidiária da Petrobras, com o investimento estrangeiro, que trazia o suporte tecnológico.

No governo Collor (1990-92), sem que houvesse razão econômica para tanto, a Petroquisa foi alienada em transação duvidosa, em benefício, principalmente, dos parceiros brasileiros da sociedade, entre os quais a Odebrecht.

A Petroquisa tinha participação em cerca de 90 empresas, como as gigantes Copene (atual Braskem), Petroflex e Copesul, além de grupos empresariais de grande porte, como o Ultra e o Unipar.

Toda essa riqueza foi trocada por papéis podres de diversas natureza, levando o presidente da estatal Joel Rennó, já no governo Itamar (1992-94), a estimar o prejuízo da companhia em US$ 1,2 bilhão.

Uma CPI retroativa, se possível fosse, poderia revelar as entranhas do crime de lesa-pátria então praticado, com os nomes de todos os culpados, que seriam facilmente descobertos pelo consagrado método “siga o dinheiro”.

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