Imbassahy com ACM Neto na Bahia


DEU NO G1

Por Fernanda Calgaro e Bernardo Caram, G1, Brasília

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, durante pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara)

A decisão do presidente Michel Temer de convidar o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), para o comando da Secretaria de Governo – pasta responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional – gerou nesta quinta-feira (8) uma repercussão negativa entre parte dos líderes da base aliada.

Segundo o G1 apurou, Temer decidiu convidar o líder tucano para a cadeira que ficou vaga no mês passado com a saída de Geddel Vieira Lima da Esplanada dos Ministérios após se envolver em um escândalo. A previsão é de que o presidente oficialize a ida de Imbassahy para o primeiro escalão somente na próxima segunda-feira (12).

O motivo do mal-estar é que, nos bastidores, a indicação de Imbassahy é vista como uma tentativa do Planalto de fortalecer o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) – atual presidente da Câmara – para a disputa ao comando da Casa em fevereiro.

O mandato tampão do deputado do DEM se encerra daqui a dois meses, mas, apesar de o regimento interno não permitir reeleição dentro de uma mesma legislatura, Maia tem feito articulações para tentar permanecer mais dois anos à frente da Câmara.

O problema é que vários partidos da base governista, especialmente do bloco de legendas conservadoras conhecido como “Centrão”, também têm intenção de lançar candidatos na disputa pela presidência da Casa. Essas siglas têm pressionado para que o Planalto não interfira no processo eleitoral.

Líderes governistas avaliam que o objetivo de Temer ao convidar o líder do PSDB para o comando da Secretaria de Governo é ampliar o espaço dos tucanos na Esplanada para enfraquecer a intenção do partido aliado de lançar candidato à presidência da Câmara. O próprio Imbassahy estava entre os nomes cotados da legenda para entrar na corrida eleitoral.

Centrão reage

Derrotado por Rodrigo Maia na última eleição para a presidência da Câmara, o líder do PSD, Rogério Rosso (PSD-DF), quer tentar novamente disputar o comando da Casa.

Apesar de ser aliado de primeira hora de Temer, Rosso adverte que, se a indicação de Imbassahy para o governo for vinculada a um eventual apoio do Planalto e do PSDB à candidatura de Rodrigo Maia, pode haver uma ruptura na base governista. Ele chega a dizer que a manobra poderia prejudiar a aprovação das medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo federal, como a reforma da Previdência Social.

“Caso isso ocorra, realmente a situação vai se deteriorar do ponto de vista da união da base. Isso pode prejudicar o ajuste fiscal”, ressaltou o líder do PSD.

Rosso disse ainda que Imbassahy tem seu apoio para pilotar a articulação política do Planalto, mas ponderou que seria melhor Temer ouvir os partidos da base antes de oficializar a decisão.

Outro pré-candidato à presidência da Câmara, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), destacou que Temer “não precisa conversar com ninguém” para tomar a decisão, mas ressalvou que a indicação de Imbassahy pode soar como interferência do Palácio do Planalto na eleição interna da Câmara.

“Isso pode, nesse momento, desequilibrar uma discussão na Casa, que é a eleição à presidência”, enfatizou.

“Pode parecer uma interferência do governo e isso seria negativo, porque existem grupos [da base] que discutem a composição da Mesa”.

A exemplo de Rosso, o deputado do PTB alertou ainda que projetos de interesse do governo estão em jogo com essa movimentação.

“A questão da Previdência e outras matérias têm a sua importância. É bom não criar marola para não atrapalhar.”

Defensor da reeleição de Rodrigo Maia, o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), defendeu a escolha de Imbassahy para a Secretaria de Governo.

“É o presidente quem nomeia seus auxiliares. O Temer é um cara do diálogo que dá valor ao Congresso”, afirmou o líder do DEM.

PMDB também chiou

A indicação de Antônio Imbassahy para a articulação política contou com o apoio do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Se o líder tucano for confirmado para o primeiro escalão, o PSDB passará a ocupar quatro cadeiras na Esplanda: Secretaria de Governo, Justiça, Cidades e Relações Exteriores.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Gérson Camarotti, além do “Centrão”, houve também resistência na bancada do PMDB da Câmara em relação ao nome de Imbassahy. Os deputados do partido de Temer preferiam um colega de bancada ou de legenda no lugar do peemedebista Geddel Vieira Lima.

No grupo de mensagens da bancada, informou Camarotti, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) enviou mensagem defendendo a nomeação do ex-deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) para o comando da Secretaria de Governo. Mabel, entretanto, tem dito que só aceitaria a missão por um tempo determinado.

dez
08
Posted on 08-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-12-2016

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sergio Cabral, com as vestes da unidade feminina da penitenciária de Bangu, onde está recolhida sob graves acusações de recebimento de propina e corrupção.


Liderança de Otto fica maior sem Geddel

Um primor de competência e independência a entrevista de página concedida pelo senador Otto Alencar (PSD), ontem, a Fernanda Chagas e Osvaldo Lyra, da Tribuna da Bahia.

Falou com naturalidade sobre a vitória eleitoral do seu partido na Bahia, demonstrando algo como um orgulho humilde, e convidou à união em torno do governador Rui Costa, não sem dizer o que incomoda no governo – o tratamento desigual aos aliados.

No plano nacional, foi sereno e verdadeiro na análise sobre a falta de comando do presidente Michel Temer e na avaliação da própria Casa onde é “calouro”, que vota de acordo com quem está no governo e precisa de “mais patriotismo e menos partidarismo”.

Dono de uma vocação política que nem a “aposentadoria” temporária no TCM conseguiu sufocar, Otto, especialmente após o declínio de Geddel Vieira Lima, firma-se como grande liderança estadual, de peso decisivo no jogo político e com espaço no futuro.

Trânsito e liberdade não faltam ao senador

Egresso do carlismo, onde forjou toda a primeira etapa de sua trajetória, e hoje aliado da “esquerda”, Otto é homem de amplo trânsito nas bases municipais dos dois segmentos, o que propicia grande variedade de combinações.

O mesmo pragmatismo e jogo de cintura o senador exibe no quadro nacional, já que foi expressamente liberado pelo presidente do partido, ministro Gilberto Kassab, que ainda lhe deu na Bahia “toda a autonomia para tomar as decisões que melhor convierem”.

BOM DIA!!!

dez
08
Posted on 08-12-2016
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Jota, no jornal O Dia ( Teresina-PI)

dez
08
Posted on 08-12-2016
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O senador Renan Calheiros ao deixar sua casa nesta quarta-feira.
ADRIANO MACHADO REUTERS

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasilia

Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal decidiu manter o senador-réu Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo de presidente do Senado, contrariando liminar de um dos magistrados da Corte que havia determinado seu afastamento na segunda-feira. Os ministros, contudo, entenderam que ele não poderá substituir o presidente da República, Michel Temer (PMDB), em eventual vacância, ainda que temporária, da função. Conforme a Constituição Federal, o presidente do Senado é o terceiro na linha sucessória da presidência, mas, como desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT) o Brasil está sem vice-presidente, ele seria o segundo, atrás apenas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A decisão foi uma vitória da Renan Calheiros e um alívio para o Palácio do Planalto. Como fica tudo como está no comando do Senado, a tendência é que todas as votações previstas nos próximos dias se mantenham. A principal delas é a da proposta de emenda constitucional que limita os gastos públicos, a PEC 55, que está agendada para ser analisada no próximo dia 13 de dezembro.

Apesar de se decidirem favoravelmente ao peemedebista, todos os magistrados do Supremo criticaram a atitude de Renan de não cumprir a decisão liminar de Marco Aurélio Mello que determinava o seu afastamento imediato da função por ser réu pelo crime de peculato. Em duas ocasiões, na segunda e terça-feira, Renan se recusou a receber a notificação de um oficial de Justiça. Essa negativa, porém, não rendeu nenhuma punição a ele ou a qualquer membro da Mesa Diretora do Senado, formada por senadores apontados por seus partidos para o comando da Casa, que também se negou a dar cumprimento à decisão.
Crise institucional

A presidente da Corte, Cármen Lúcia, reclamou da atitude de Renan e reforçou que as decisões judiciais têm de ser cumpridas. “Virar as costas para um oficial de Justiça é como virar as costas para o próprio Judiciário”. Mais um claro sinal de que a crise institucional, amplificada pelo senador, ainda não chegou ao fim.

A decisão da maioria dos ministros nesta quarta-feira se baseou no voto emitido pelo decano da Corte, Celso de Mello, que contrariou o relator, Marco Aurélio, com relação ao afastamento imediato de Renan. O posicionamento do decano norteou as decisões de Ricardo Lewandovski, Luiz Fux, Dias Toffoli, Teori Zavascki e Cármen Lúcia. Além de Marco Aurélio, os votos vencidos foram os de Edson Fachin e Rosa Weber. O ministro Roberto Barroso se declarou impedido de votar porque um dos advogados que atuaram na causa era seu antigo colega de escritório. Já Gilmar Mendes estava ausente porque participava de um encontro de magistrados na Suécia.

Questionado se a decisão da Corte poderia passar a sensação à população de que Renan obtivera sucesso ao afrontar o Judiciário, Celso de Mello afirmou: “De modo algum. O Supremo agiu nos estritos limites de sua competência. Não se pode estender uma medida restritiva de direitos, quando ela não é prevista no próprio texto da Constituição”.

Durante todo o dia, circulou- em Brasília informação de que o Governo Michel Temer tentaria salvar Renan do cargo intercedendo junto aos ministros do STF. Seria uma espécie de acordão institucional. Algo que foi veementemente refutado pelo decano do STF. “Ninguém me procurou para falar sobre nada. Não frequento jantares, almoços ou outras reuniões. Sou um recluso de mim próprio.”

Oficialmente, ninguém admite essa tentativa de interceder junto ao Judiciário. Assessores de Temer, no entanto, disseram que essa foi a “melhor decisão possível” para o Planalto. Entre os governistas, o temor era de que Jorge Viana (PT-AC) fosse efetivado na presidência do Senado e trouxesse problemas para a agenda legislativa que quer impor.

A oposição a Temer lamentou a decisão. “Nos surpreendeu. Foi na contramão de tudo o que esperávamos e, no nosso entendimento, vai contra o que estava previsto na Constituição. Mas entendemos que decisão judicial tem de ser cumprida”, afirmou o deputado Alessandro Molon, da Rede Sustentabilidade, o partido que ingressou com a ação contra Renan.

Em nota, Renan disse que recebe a “patriótica” decisão do STF com humildade. “O que passou não volta mais. Ultrapassamos, todos nós, Legislativo, Executivo e Judiciário, outra etapa da democracia com equilíbrio, responsabilidade e determinação para conquista de melhores dias para sociedade brasileira”.

Ao fim do dia, o ainda presidente do Senado deixou seu gabinete sem falar com a imprensa. Olhou para as câmeras que esperavam qualquer manifestação sua e só deu um tchauzinho, com um sorriso estampado no rosto.

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