Postado na triste madrugada deste 7 de dezembro, na área de comentários do BP pelo poeta de Marília (SP) , Luiz Alfredo Motta Fontana, amigo do peito deste site blog:

“Caro VHS

Estou imerso em dor

Ontem a minha companheira se foi, não resistiu à químio.

Luiza, Maria Luiza Rodrigues, sem ela não teria sobrevivido a estes últimos anos.

VHS hoje eu só sinto o gosto da dor.

Aqui um pequeno poemeto que fiz para ela:

——————————–

Pequena

(luiz alfredo motta fontana)

Tu és múltipla

Eu…
menino,
o sorriso, o carinho certo, a cama feita
Tu…
guerreira,
o movimento, a fala certa, o carinho exato

Jamais inclina, não emudece,
tens a flecha,
a mão certeira

És água, límpida, que serenamente murmura enquanto passa
És mata, cheiro, cores, mistérios, o encantamento

Não te guardo
Não te prendo

Apenas te sinto
Ao lado

—————————-

Estarei off por uns tempos

Abraços

6 de dezembro de 2016, às 0:17 por

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PALAVRAS DO EDITOR AO GRANDE AMIGO (E PARCEIRO) DO BP

Luiz Fontana:

Sopros do coração: imaginava, há dias, que algo de mais grave, além das mazelas diárias da política brasileira, se passava pelas bandas de Marília (SP) .

No começo, diante de um comentário seu, imaginei ser um desses desconfortos físicos que acontecem na vida de boêmios (como nós). Até, desafortunadamente, como dizia o nosso Brizola, receitei um chá de umburana, remédio de efeito rápido e certeiro nesses casos.

Agora, sua notícia e seu poema, na área de comentários, revelam a plena extensão da perda e da dor que o querido amigo , poeta do BP, deveras sente, com a partida de Maria Luiza Rodrigues, a sua Luiza.

Em casos assim, de insuperáveis ausências, não há chá que cure, querido amigo. Só o tempo, que pode curar quase tudo.

Receba meu conforto solidário e o abraço de todos os que pensam, fazem e convivem no BP.

Aproveito para comunicar a todos que, a partir da semana que vem, este site blog também entrará em recesso por 21 dias .

Descanso e Luto

(Vitor Hugo)

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Comentários

Carlos Volney on 7 dezembro, 2016 at 16:47 #

Caro poeta, conquanto a finitude da vida seja uma necessidade – de que seria capaz o ser humano se fosse imortal?? – , a partida de alguém a quem amamos é sempre dolorosa, torturante às vezes.
Assim, vai aqui minha solidariedade a você, credor da minha admiração pela participação sempre oportuna, lúcida e até brilhante neste espaço que frequentamos.
Certo que o poeta é sempre uma alma mais sensível, mas talvez por isso mesmo tenha a capacidade maior de absorver os golpes da vida e fazer deles um motivo para o crescimento da inspiração.
Respeitando seu temporário silêncio, torço para sua breve volta, aínda mais inspirado.
Abraço forte…


Mariana Soares on 7 dezembro, 2016 at 21:57 #

Caro Poeta, também envio meu abraço solidário neste momento de cruel tristeza pela perda da amada companheira. Não aprendemos a perder nada nem ninguém nesta vida e quando nos levam justamente a pessoa que dá um sentido especial à nossa vida aí parece que nada mais faz sentido ou tem importância…
Que após este imprescindível período de silêncio e recolhimento, a vida possa lhe trazer força para seguir em frente.
Forte abraço!


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