DO PORTAL TERRA BRASIL

A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde de hoje (7) manter o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo. Até o momento, cinco ministros votaram para derrubar a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que determinou o afastamento, na última segunda-feira.

Dois ministros não participaram do julgamento. O ministro Gilmar Mendes está em viagem oficial à Suécia e Luís Roberto Barroso está impedido de julgar a questão porque trabalhou com os advogados da Rede antes de chegar ao Supremo.

Após o intervalo da sessão, o julgamento foi rtetomado com o voto do ministro Edson Fachin que acompanhou o realtor Marco Aurélio a favor do afastamento de Renan da presidência do Senado. Anteriormente a ele, Celso de Mello tinha votado por manter Renan na presidência da Casa, mas impedí-lo de ocupar a linha sucessória presidencial.

O ministro Teori Zavascki foi o quinto a votar e proferiu voto contra o afastamento. Em seu voto, Zavascki também criticou juízes que proferem comentários sobre as decisões de colegas. “Isso causa desconforto pessoal”, disse o ministro. Apesar de não ter citado um caso específico, a manifestação foi motivada pelo comentário feito pelo ministro Gilmar Mendes, que afirmou a um jornalista que Marco Aurélio deveria sofrer impeachment do cargo.

Em um voto bastante curto, o ministro Dias Toffoli votou contra o afastamento de Renan, acompanhando a divergência levantada por Celso de Mello que votou por manter Renan no cargo, mas impedí-lo de permanecer na linha sucessória presidencial. A ministra Rosa Weber votou a favor do afastamento do presidente do Senado, empatando o placar em 3 a 3. Luiz Fux foi o sétimo a votar e também acompanhou o entendimento de Celso de Mello, ou seja, contra o afastamento de Calheiros da presidência.

Dulce Pontes videoclip de “A Brisa do Coração”, de Ennio Morricone.
Trilha sonora do filme “Sostiene Pereira” (Páginas da Revolução).

Dulce Pontes videoclip de “A Brisa do Coração” Ennio Morricone.
Banda Sonora do filme “Sostiene Pereira” (Páginas da revolução).

Vai para o poeta Luiz Fontana, em Marília (SP)

(Vitor Hugo Soares)

Postado na triste madrugada deste 7 de dezembro, na área de comentários do BP pelo poeta de Marília (SP) , Luiz Alfredo Motta Fontana, amigo do peito deste site blog:

“Caro VHS

Estou imerso em dor

Ontem a minha companheira se foi, não resistiu à químio.

Luiza, Maria Luiza Rodrigues, sem ela não teria sobrevivido a estes últimos anos.

VHS hoje eu só sinto o gosto da dor.

Aqui um pequeno poemeto que fiz para ela:

——————————–

Pequena

(luiz alfredo motta fontana)

Tu és múltipla

Eu…
menino,
o sorriso, o carinho certo, a cama feita
Tu…
guerreira,
o movimento, a fala certa, o carinho exato

Jamais inclina, não emudece,
tens a flecha,
a mão certeira

És água, límpida, que serenamente murmura enquanto passa
És mata, cheiro, cores, mistérios, o encantamento

Não te guardo
Não te prendo

Apenas te sinto
Ao lado

—————————-

Estarei off por uns tempos

Abraços

6 de dezembro de 2016, às 0:17 por

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PALAVRAS DO EDITOR AO GRANDE AMIGO (E PARCEIRO) DO BP

Luiz Fontana:

Sopros do coração: imaginava, há dias, que algo de mais grave, além das mazelas diárias da política brasileira, se passava pelas bandas de Marília (SP) .

No começo, diante de um comentário seu, imaginei ser um desses desconfortos físicos que acontecem na vida de boêmios (como nós). Até, desafortunadamente, como dizia o nosso Brizola, receitei um chá de umburana, remédio de efeito rápido e certeiro nesses casos.

Agora, sua notícia e seu poema, na área de comentários, revelam a plena extensão da perda e da dor que o querido amigo , poeta do BP, deveras sente, com a partida de Maria Luiza Rodrigues, a sua Luiza.

Em casos assim, de insuperáveis ausências, não há chá que cure, querido amigo. Só o tempo, que pode curar quase tudo.

Receba meu conforto solidário e o abraço de todos os que pensam, fazem e convivem no BP.

Aproveito para comunicar a todos que, a partir da semana que vem, este site blog também entrará em recesso por 21 dias .

Descanso e Luto

(Vitor Hugo)

dez
07
Posted on 07-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2016

DEU NO BLOG DO NOBLAT E BAHIA EM PAUTA REPRODUZ

Cada leitor sugira a própria legenda para a fotografia, mais que expressiva e representativa da terça-feira, 6, em Brasília. Ou não?

(Vitor Hugo Soares)

BOM DIA!!!


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

FHC não golpearia em idade provecta

Reconhecido pela capacidade intelectual e vivacidade de raciocínio que preserva aos 85 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não deve ter refletido ao propor, como solução para a crise atual, uma eleição imediata para sucessão de Michel Temer.

“É preciso logo fazer uma emenda no Congresso para a eleição direta”, disse FHC, em programa de TV, esquecido de que Temer exerce um mandato legítimo, com prazo determinado pela Constituição: 1º de janeiro de 2019.

A extinção de um mandato popular – já que a titular anterior e Temer compuseram uma unidade jurídica político-eleitoral –, que é o que sugere FHC, tem motivações constitucionais previstas: morte, renúncia, perda ou privação dos direitos políticos, perda da nacionalidade e doença incapacitante.

O presidente da República pode ainda ser cassado por crimes de responsabilidade ou comuns, nas devidas instâncias (Senado e Supremo Tribunal Federal). FHC, “democraticamente”, quer a anuência de Temer para seu plano, um “golpe sociológico”.


DO EL PAÍS

Felipe Betim

Renan Calheiros(Murici, 1955), o senador pelo PMDB de Alagoas ocupou os mais diversos cargos em todos os Governos desde a redemocratização, está disposto a vender caro sua saída da presidência do Senado. O peemedebista, que se tornou réu sob acusação de peculato na semana passada, se negou a receber a notificação sobre seu afastamento do comando da Casa determinado em liminar pelo ministro Marco Aurelio Mello, do Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira. Conseguiu também um importante feito político: a Mesa Diretora do Senado – compostas por senadores representando os principais partidos, que inclui o vice-presidente da Casa, o petista Jorge Viana – desafiou abertamente a decisão do magistrado. A direção do Senado notificou o STF que aguardará a decisão do plenário da principal corte do país sobre a questão, prevista para a tarde desta quarta-feira, para se posicionar.

Além da rebeldia explícita, que coloca o país de novo em rota de uma crise institucional, advogados em nome da Mesa Diretora pediram a anulação do julgamento inconcluso em novembro na qual a maioria dos ministro do Supremo (seis deles) votaram para impedir que réus ocupem os cargos na linha sucessória da Presidência da República. A análise, então, havia sido interrompida porque o ministro Antonio Dias Toffoli pediu vistas (tempo maior para estudar o caso). Ainda assim, esse julgamento parcial foi usado como argumento por Marco Aurélio para afastar Renan por liminar _os dois temas podem voltar ao plenário nesta quarta. O que os advogados representantes do Senado defendem é que a Casa não foi ouvida no julgamento, ao contrário da Câmara.

“Há uma decisão que precisa ser observada do ponto de vista da separação dos Poderes e do afastamento, a nove dias do término de seu mandato, do presidente de um poder por decisão monocrática”, declarou Renan a jornalistas. O alagoano, que se transformou-se ao longo dos últimos 25 anos em um dos políticos mais influentes do Brasil, capaz de agradar a gregos e troianos – leia-se petistas e tucanos – e com uma influência na vida nacional comparada com a de figurões como José Sarney, vive definitivamente seu pior momento. Além do inquérito pelo qual é réu por peculato, ele tem também outros onze abertos contra ele no Supremo. Milhares ocuparam as ruas no último domingo em apoio à Operação Lava Jato e pediram pelo “Fora, Renan”.

As últimas semanas já não vinham sendo fáceis. Sentindo-se ameaçado pela Operação Lava Jato, que acaba de fechar um acordo de delação com os executivos da Odebrecht, começou a articular no Congresso Nacional medidas para coibir o abuso de autoridades de promotores e juízes e rever supersalários do funcionalismo público, o que afeta sobretudo o Judiciário e o Ministério Público. Embora haja críticas à maneira como os juízes e procuradores são punidos atualmente, estas iniciativas foram vistas como uma tentativa clara de sufocar a operação. Além disso, Renan vinha deixando seu estilo conciliador de lado. Foi para o embate várias vezes, como ao tentar acelerar a votação no Senado do pacote anticorrupção na última quarta-feira, confrontando claramente a cúpula da Lava Jato. Perdeu.

A turbulência envolvendo o homem-forte do PMDB no Congresso é um problema para Michel Temer, que desde que assumiu a presidência definitivamente conta com Renan em suas filas. O desafiante presidente do Senado tornou-se, junto com o Rodrigo Maia, a principal garantia para o Executivo Federal de que suas pautas mais importantes seriam levadas a votação no Congresso Nacional, como as espinhosas votações do teto de gastos e da Previdência.

Todos os olhos, incluindo os do Planalto, estarão voltados para o Supremo, num ambiente de aberta confrontação. Se por um lado há irritação com o desacato do Senado _em tese, Renan pode ser preso por desconhecer uma decisão judicial_, há também, de acordo com relatos na imprensa, desconforto de colegas de corte com a decisão solitária (“monocrática”) de Marco Aurélio sobre um tema tão polêmico.

dez
07
Posted on 07-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2016


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

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