DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Eis um esportista – e humano

Surpreende – não poderia deixar de ser assim, até pelo ineditismo – a decisão de Nico Rosberg de abandonar a Fórmula 1 menos de uma semana depois de ter conquistado, pela primeira vez, o título mundial.

Num segmento em que as diferenças são de milésimos de segundo e os egos, infinitamente gigantescos, um piloto, categoria que ao comum dos mortais se assemelha a extraterrestres imperscrutáveis, dá um saudável sinal de humildade.

Não, ele não quer, aos 31 anos, curtindo as delícias de um casamento feliz do qual tem uma filha de um ano e, digamos, sem problemas financeiros, continuar expondo-se numa profissão de “malucos” apenas para bater recordes.

Foi um tapa na cara desses que esperam do esportista a entronização do sacrifício como ideal de vida e estão até hoje pensando em quantos campeonatos e vitórias teria Ayrton Senna se não tivesse morrido.

Na nota em que comunica sua saída, depois de agradecer a todos que o ajudaram a chegar “ao topo”, o grande campeão conclui: “Vou virar a próxima esquina da vida e ver o que está disponível para mim”.

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