DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um ato nem tanto falho

A propaganda do governo do Estado misturou o político com o publicitário ao referir-se, nominalmente, a Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, governados pelo PMDB, como fracassos de gestão financeira.

A Bahia, não. A Bahia petista de Rui Costa é, do ponto de vista fiscal, mais bem governada, tanto que por aqui as coisas rolam mais ou menos, há investimento, há salários em dia – uma peça que pode ter desdobramento judicial.

Estimativas “a migué” estão de volta

Os mais antigos se lembraram do tempo em que, segundo os governos estaduais de então, “dois milhões de pessoas” passavam o Carnaval em Salvador.

A festa de Réveillon da Prefeitura sugere uma volta ao passado, com a estimativa da Secult de 400 mil turistas na cidade para o evento, que terá cinco dias.

Se cada um gastasse R$ 1 mil em média – com transporte, hospedagem, consumo, compras –, seriam R$ 400 milhões. E a rede hoteleira só teria vagas para 10% dessa gente toda.

FELIZ 2017!!!

dez
31
Posted on 31-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-12-2016

DO EL PAIS

Antonio Jiménez Barca

São Paulo

O ano político, como sempre, começou em março, com a abertura dos trabalhos legislativos. De repente, de madrugada, com uma explosão midiática que prenunciava a velocidade e a voltagem que o Brasil teria neste louco 2016. No dia 4, às seis da manhã, vários agentes da Polícia Federal bateram à porta da casa de São Paulo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depois interrogá-lo, por suposta corrupção, no aeroporto de Congonhas. O interrogatório, que durou algumas horas, sacudiu o país. E o polarizou ainda mais. O Brasil começou a ganhar uma inércia frenética que, com o tempo, ganharia ainda mais velocidade.

Após o interrogatório, Lula, já na rua — mas sem perder a condição de investigado —, com lágrimas nos olhos, acusou o juiz Sérgio Moro de querer montar um espetáculo político contra ele. “Quiseram matar a jararaca, mas não bateram na cabeça, bateram no rabo”, exclamou. Como contrapartida, as forças da oposição organizaram um protesto no domingo, dia 13, contra Dilma Rousseff (lembram-se dela?). Foi a maior marcha política da história democrática do Brasil. Só na Avenida Paulista saíram mais de 500.000 pessoas, segundo o método de medição da Folha de S.Paulo. Muitas delas com cartazes alusivos à serpente.
MAIS INFORMAÇÕES

O ano louco em que tudo mudou (ou nem tanto)
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Entenda as mudanças polêmicas no pacote anticorrupção da Câmara
‘No país das delações da Odebrecht, a propinocracia tem muitos reis’, por CARLA JIMÉNEZ

Dilma se enfraquecia cada vez mais, atingida por uma popularidade ínfima, uma crise econômica crescente, a falta de apoio no Congresso, as acusações de corrupção que minavam o PT e o processo de impeachment que avançava, tic-tac, irrefreável, desde novembro. Eduardo Cunha (lembram-se também dele?), então presidente da Câmara, liderava a alavanca parlamentar com mais poder do país, capaz de derrotar a presidenta da República. E todo mundo sabia que ele a utilizaria. Hoje Cunha está atrás das grades: uma verdadeira metáfora da enlouquecida montanha-russa de personalidades em queda livre em que se transformou a política brasileira durante este ano.
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Num mesmo dia, 14 de março, Lula foi nomeado ministro, destituído por um punhado de juízes dizendo que ele se escondia da Justiça naquele cargo, objeto de recursos do Governo para lhe devolver o posto e presa, no final, de um limbo jurídico que invalidava sua função e deixava o ex-presidente — e o país inteiro — na indefinição. Até hoje ninguém sabe direito se o presidente mais carismático do Brasil moderno chegou a ser ou não ministro por mais de uma hora.

As agências de classificação de risco apostavam na queda, os mercados esperavam que Dilma deixasse o poder de uma vez e o mundo econômico confiava na destituição enquanto o relógio do impeachment, maquiavelicamente controlado por Cunha, continuava avançando.

Paralelamente, o até então coadjuvante Michel Temer mantinha perfil baixo para que nada na já previsível queda de Dilma o arrastasse. E se preparava em silêncio para se tornar presidente interino em menos de um mês. A mandatária, simplesmente, chamou-o de traidor enquanto advertia que não pensava em renunciar antes do tempo e que, para tirá-la do Palácio do Planalto, deveriam ser cumpridas todas as etapas do impeachment. Cunha cumpriu a sua: em 23 de abril, um Congresso em que mais de 50% dos membros tinham contas pendentes na Justiça votava a favor do impeachment numa sessão em que muitos desses deputados, para a vergonha dos cidadãos, retratavam-se justificando seu voto “por meu querido povo”, “por minha tia que me cuidou desde pequeno”, “pelos agentes de seguro” e pela “mãezinha”, entre outras frases de mesmo teor. Ninguém acusou a presidenta de roubar um real. O motivo da acusação era outro, muito mais recôndito: as manobras contábeis de seu Governo para equilibrar o orçamento do ano anterior com dinheiro do ano seguinte. As chamadas pedaladas fiscais (quem se lembra delas?).

O roteiro do impeachment foi cumprido passo a passo, com precisão de relojoeiro. Dilma cumpriu sua promessa e decidiu apressar cada etapa como sinal de protesto, negando-se a deixar o poder em marcha (como fez o ex-presidente Collor). Finalmente, foi destituída em 31 de agosto numa sessão histórica depois de pronunciar um belo discurso inútil diante dos senadores que lhe indicavam o caminho da saída. Não houve muitos protestos na rua, ou ao menos suficientemente grandes para evitar o avanço do processo. A esquerda simplesmente mostrou-se exausta, cansada de si mesma. E Temer, que já governava interinamente havia meses com um Executivo formado quase exclusivamente por homens brancos maiores de 50 anos — o que muitos viram como um sintoma claro de regressão —, dispunha-se a se transformar em presidente com todas as letras, com o objetivo declarado de arrumar a economia com base em cortes orçamentários. Na mesma tarde do dia 31, em Brasília, tomou um avião para a China a fim de participar de uma cúpula internacional e se reunir com o principal parceiro investidor do país, o que constituía uma verdadeira declaração de princípios. Os otimistas (e os mercados) pensaram que, com Dilma fora, a rua mais tranquila e livrando-se do delírio político permanente, o país começaria a andar. Os otimistas — lembram-se?

Mas o Governo monocromático de Temer, que se supunha garantidor de certa estabilidade, começou a acusar escandalosas baixas, à razão de um ministro por mês, todos acusados de corrupção ou de falar em favor de acobertar a corrupção. O penúltimo foi o ministro da Cultura, Marcelo Calero, que renunciou no fim de novembro depois de acusar o ministro da Secretaria de Governo, responsável pelas relações com o Congresso, Geddel Vieira Lima, de tê-lo obrigado a interceder para que um organismo aprovasse a construção de um edifício numa área protegida de Salvador, na Bahia, onde Vieira Lima tinha comprado um apartamento milionário. O último — até agora — foi o próprio Geddel, homem de confiança de Temer. O ambiente político de Brasília oscilou entre a neurastenia e a paranoia, com gravações comprometedoras e ministros que gravam às escondidas o próprio presidente.
Michel Temer ao tomar posse como presidente em 31 de agosto, no Congresso. ver fotogalería
Michel Temer ao tomar posse como presidente em 31 de agosto, no Congresso. Ueslei Marcelino/Reuters

O Congresso declarou guerra aos juízes e suavizou uma bateria de medidas anticorrupção, os juízes declararam guerra aos políticos por rirem deles, a população declarou guerra a todos. Voltaram as manifestações (embora muito menos numerosas), desta vez contra Temer, cada vez mais fustigado, mais questionado, mais isolado, com as possibilidades de que seu mandato não acabe em 2017 em alta. Quase em desespero, conseguiu aprovar um corte nos gastos públicos que deixa de mãos atadas todos os governantes brasileiros nos próximos 20 anos, mas que, acredita, tranquilizará de uma vez os mercados e fará com que a emperrada máquina da economia volte a girar. Mas, quase em paralelo, a confissão de um ex-alto funcionário da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, acusando o coração do partido de Temer de aceitar doações fraudulentas para campanhas eleitorais, de traficar com leis em troca de dinheiro e, finalmente, de ser tão corrupto quanto o Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff, sacudiu o país inteiro (outra vez até agora neste ano e já são…).

Os mesmos ministros, deputados e senadores que derrubaram a presidenta Dilma por uma minúcia contábil apelando à mais escrupulosa das legalidades são agora acusados de aceitar subornos para interpor e desenvolver emendas e decretos que favoreçam uma determinada empresa. O próprio Temer foi pessoalmente acusado de aceitar 10 milhões de reais para sua campanha eleitoral num jantar realizado na varanda de seu palácio em Brasília. Tudo indica que até serão divulgadas confissões ainda mais explosivas, que trarão à tona mais podridão, ainda mais nomes e ainda mais dados obscuros. Preparem-se. Se 2016 lhes pareceu movimentado, segurem-se, porque 2017 vai começar. E talvez comece antes

DO EL PAÍS

María Martín

Rio de Janeiro

O embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, de 59 anos, desaparecido no Rio de Janeiro na segunda-feira, pode ter sido vítima de um crime passional. Enquanto um carro com a mesma placa e características que a do veículo alugado por Amiridis foi encontrado carbonizado na quarta-feira com um corpo dentro, um sofá veio completar o quebra-cabeça para explicar o desaparecimento e morte do embaixador (a Polícia Civil do Rio acaba de confirmar que o cadaver é dele).

O sofá da casa de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio, onde Amiridis e sua mulher passavam as férias do Natal, tinha várias manchas de sangue que acabaram por diluir a versão da esposa, a brasileira Françoise Amiridis, ao denunciar o desaparecimento do marido. Françoise demorou 48 horas para comunicar o sumiço do embaixador à polícia, um prazo que não se considera normal em casos do gênero.

Segundo a denúncia inicial da mulher, Amiridis saiu de casa em Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio, na noite da segunda-feira. Ele dirigia um Ford Ka alugado, não disse onde iria e nunca mais fez contato. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, que virou a noite fazendo diligências para resolver o caso, trabalha com a hipótese de que o embaixador nunca chegou a sair de casa por iniciativa própria. Ele, segundo revelou o jornal Extra, teria sido morto na própria residência e o corpo teria sido colocado de madrugada no carro que dois dias depois foi encontrado carbonizado em Nova Iguaçu. O EL PAÍS confirmou essa informação.

Os investigadores apontam que Françoise mantinha um relacionamento extraconjugal com um PM. O policial militar chegou na madrugada desta sexta-feira à delegacia para prestar depoimento, mas não foi liberado. Ainda não há informações oficiais sobre sua suposta participação no crime, mas a revista Veja afirma que o oficial confessou o crime e envolveu mais dois suspeitos que o ajudaram. Françoise apareceu na delegacia escoltada por três policiais na manhã desta sexta e não falou com a imprensa. Os quatro, segundo a revista, devem ter a prisão preventiva decretada.

Amiridis, que vive em Brasília desde janeiro deste ano, quando foi nomeado embaixador, chegou ao Rio no último dia 21 e pretendia voltar ao trabalho no próximo dia 9. Ele já foi cônsul-geral da Grécia no Rio de Janeiro de 2001 a 2004 e antes de ser nomeado embaixador no Brasil, ocupou esse cargo na Líbia.

Ele amava o Rio e costumava passar parte das suas folgas no Estado. Nova Iguaçu, onde moram os pais de Françoise e onde o veículo foi encontrado, está longe de ser um destino tradicional de férias no Rio de Janeiro. O município, de cerca de 800.000 habitantes, é uma das 13 cidades que compõem a Baixada Fluminense, um território violento, abandonado pelo poder público e onde milícias e traficantes de drogas transitam com certa tranquilidade. A Baixada Fluminense, com 3,7 milhões de habitantes, registrou de janeiro a novembro deste ano 42% de todos os homicídios do Estado do Rio, onde vivem mais de 16,6 milhões de pessoas. O número já chega a 1.919 homicídios (com e sem intenção de matar), de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Vai dar praia?

Michel Temer chegou à base naval da Restinga da Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro, onde vai passar o Réveillon com Marcela e Michelzinho, confirma o Palácio do Planalto.

O presidente retorna ao trabalho na segunda-feira.

Temer abandona a linha petista dos descansos presidenciais de fim de ano na praia baiana de Inema e toma o rumo da restinga de Mangaratiba para esperar a chegada de 2017,

Do Paraná, o editor do BP não encontra trilha musical para o registro que o baião de Gonzaga,

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

dez
30
Posted on 30-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-12-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Trump, o arauto da guerra total

Quem não espera uma escalada imediata da violência no mundo, com a iminente posse de Donald Trump na Casa Branca, pode esperar, porque não vai dar outra coisa.

A espetacularização que faz do mandato antes mesmo de assumi-lo é uma evidência de que Trump será pior do que George W. Bush, só Deus sabendo aonde poderá levar o mundo.

Manifestar em rede social solidariedade a Israel depois que o Conselho de Segurança da ONU condenou os assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada é ato de irresponsabilidade, incondizente com o cargo que ocupará.

Chamar a ONU de “lugar aonde as pessoas vão se divertir”, igualmente, é a pré-ruptura do que resta de harmonia entre as nações, especialmente num momento – que a História já viu outras vezes – de instabilidade na Europa.

Toda a questão do Oriente Médio, que é ampla, complexa e diversa, tem seu embrião naquela pequena faixa de terra entre o Egito, Jordânia e Líbano, em que a paz não pousará enquanto não houver dois Estados – Israel e Palestina – em cooperação e respeito mútuo.

Trump vai na direção oposta à do ex-presidente Clinton, com os Acordos de Oslo, e à do presidente Obama, que em discurso na Universidade do Cairo, em 2009, mesmo defendendo o direito de Israel à existência pacífica, foi ovacionado pela plateia muçulmana.

CRôNICA

Auto de Natal no reino da Odebrecht

Janio Ferreira Soares

Cena 1 – O Início. Narrador: “Nossa história começa em 1856, quando o jovem alemão Emil Odebrecht deixa o norte da Prússia e chega à região de Santa Catarina. Lá ele se casa com Bertha Bichels, que ao contrário de Maria não recebeu nenhum anjo profetizando o nascimento de seus 15 filhos, 77 netos e dezenas de bisnetos, entre eles Norberto Odebrecht, aquele que veio ao mundo com o destino traçado por betoneiras de grosso calibre.

Nascido em 1920 num Recife cortado de pontes e fontes coloniais, ainda criança Norbertinho deixaria a terra de Dora, rainha do frevo e do maracatu e se mudaria para Salvador, Bahia de São Salvador, a terra do branco mulato, a terra do preto doutor. E sob as bênçãos do Nosso Senhor do Bonfim (e de São Caymmi), em 1944 ele fundou uma empresa que logo aderiu ao é dando que se recebe que reina em Pindorama desde os espelhinhos aos índios, fato que gerou uma nova versão da Oração de São Francisco (entra um coral de executivos com maletas na mão e canta: ‘Governador, fazei de mim um instrumento de vossas licitações; onde houver obras lhe darei 10 milhões; se for hidroelétrica, 50 milhões; e se for Copa do Mundo chegaremos ao bilhão, pois futebol é o ópio da nação’)”.

Cena 2 – O Meio. Narrador: “E enquanto fortunas surgiam a reboque de rapinagens e políticos eram eleitos com dinheiro vadio, 116 anos após o início da saga odebrechtiana, uma jovem paranaense chamada Odete sonha com o Arcanjo Gabriel lhe dizendo que de seu ventre nascerá um enviado que um dia usará uma capa preta e será guiado pela força de sua espada flamejante para fazer valer a lei e a justiça na terra que nunca as teve. E assim, em 1972 veio ao mundo um varão de nome Moro, desde sempre protegido por anjos guerreiros da Capadócia para que seus inimigos tenham pés, mas não lhe alcancem e facas e espadas se quebrem sem o seu corpo tocar, e nem mesmo em pensamento eles possam lhe fazer o mal (todos cantam: ‘Moro é da Capadócia, salve, Moro!’)”.

Cena 3 – O Quase Fim. Narrador: “E munido com a paciência de Jó, passo a passo o enviado curitibano detona o mito de que algemas não combinam com Rolex e depois de orbitar por satélites de pouco facho, finalmente chega ao núcleo da estrela guia, aquela que há 72 anos brilha nos céus do Brasil atraindo Bitelos, Decrépitos e Angorás que, como Reis Magos ao contrário, chegavam sem ouro nem mirra e saíam cheios de dólares e de geniais apelidos inspirados nas suas feições e mungangas (nessa hora um coral de crianças encerra a apresentação cantando Que País É Esse?, enquanto num presépio vivo uma jararaca toda latanhada deseja boas-vindas a emplumados tucanos convenientemente pousados num poleiro todo sujo de Jucá)”. Bom Natal e, por favor, não excomungue o autor.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beirada baiana do Rio São Francisco.

PAZ, ANTES QUE SEJA TARDE!!!

FELIZ 2017

(Gilson Nogueira))

dez
29
Posted on 29-12-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-12-2016


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

INFORMAÇÃO E OPINIÃO

“Tendências” seguem num PT baleado

Três deputados federais do PT – Moema Gramacho, Nelson Pelegrino e Afonso Florence – reúnem as três “correntes” que representam numa chapa para disputar o controle do partido na Bahia.

Por muito tempo, essas “tendências”, como também são chamadas, eram vistas como a voz das bases, expressão viva de uma “democracia interna”. Hoje já se pode questioná-las com mais clareza.

A debacle petista demonstrou que não havia debate em causas capitais, como a escolha do candidato à presidência da República ou à definição de métodos de captação de recursos “eleitorais”.

O partido era formado por ilhas, cada uma com seus mandatários, funcionando isoladamente e pensando primordialmente na próxima eleição.

Não levaram a lugar algum esses supostos núcleos ideológicos, sendo impossível estabelecer, entre eles, diferenças nítidas em pensamentos e propostas que conduzam, nem mesmo no plano retórico.

Não dá pra relevar

Os grupos que fazem a presente movimentação no PT – antes foram os deputados Jorge Solla e Marcelino Galo – devem ter em mente que uma repactuação com a sociedade inclui necessariamente o afastamento de militantes condenados por corrupção.

Derretimento geral

O problema é que os petistas têm dificuldade de foco sobre a vida política nacional como premissa para trabalhar corretamente na recuperação do partido.

Por exemplo, o deputado Afonso Florence disse que “nesses dois anos houve uma mudança da correlação de forças nacional e o derretimento do governo Temer”.

Ora, houve um derretimento do governo Dilma – e da credibilidade do PT e de seu maior líder, Lula, além de um derretimento final do patrimônio público e do segmento político.

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