BOA TARDE!!!

DO G1/O GLOBO

Do G1 PR

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato repudiaram o que chamam de ataque feito pela Câmara contra as investigações e a independência dos promotores, procuradores e juízes.

O procurador Carlos dos Santos Lima chegou a dizer, durante uma entrevista coletiva realizada em Curitiba na tarde desta quarta-feira (30), que a força-tarefa da Lava Jato ameaça abandonar os trabalhos se a “proposta de intimidação de juízes e procuradores” for aprovada.

“Golpe mais forte efetuado contra a Lava Jato concretamente em toda a sua história”, afirmou o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol, que é o coordenador da força-tarefa.

COMO VOTOU CADA DEPUTADO
Veja as mudanças no pacote anticorrupção

pacote aprovado
propostas retiradas
1. reportante do bem
2. abuso de autoridade
3. teste de integridade
4. domínio de bens
5. progressão de pena
6. prescrição de crimes
7. enriquecimento ilícito
8. defesa prévia
9. acordos penais
10. exercício da advocacia
11. acordos de leniência
12. dirigentes partidários
13. multa a partidos

O texto-base do pacote que reúne um conjunto de medidas anticorrupção foi aprovado pela Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (29), por 450 votos a 1 (e 3 abstenções).

Contudo, ao longo da madrugada desta quarta (30), os deputados aprovaram diversas modificações ao texto que saiu da comissão especial e incluíram temas polêmicos, como a punição de juízes e membros do MP por crime de responsabilidade.

Essa previsão havia sido incluída pelo relator do texto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), mas retirada pelo próprio relator posteriormente. Depois da aprovação, o texto segue agora para o Senado.

Deltan Dallagnol tem chamado a proposta de “lei da intimidação”.

“Se for aprovada, a proposta será o começo do fim da Lava Jato. A força-tarefa da Lava Jato reafirma seu compromisso de trabalhar enquanto for possível”, disse Deltan Dallagnol. “Não será possível continuar trabalhando na Lava Jato se a lei da intimidação for aprovada”.

Segundo Dellagnol, a Câmara enfraquece o combate à corrupção, e isso acontece no momento em que a Lava Jato chega perto de pessoas do poder. “O objetivo é estancar a sangria. Há evidente conflito de interesses entre o que a sociedade quer e o que o parlamento quer. Se instala a ditadura da corrupção.”

O procurador Carlos dos Santos Lima chegou a dizer que a força-tarefa da Lava Jato ameaça abandonar os trabalhos se a “proposta de intimidação de juízes e procuradores” for aprovada


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

TEXTO DE LORENZONI APROVADO

O plenário da Câmara acaba de aprovar o relatório do deputado Onyx Lorenzoni sobre o PL 4850/16 que trata das Dez Medidas Contra a Corrupção.

O problema agora são os 15 destaques (emendas) que serão votados.

Onyx Lorenzoni é vaiado

Deputados vaiam Onyx Lorenzoni, que defende a não inclusão da emenda contra juízes e procuradores.

Foi aprovada a preferência da emenda, que será a primeira a ser votada.


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Prejuízo sem Geddel é irrecuperável para Neto

É apenas um cumprimento de formalidade a declaração do prefeito ACM Neto de que a saída de Geddel Vieira Lima do ministério não afetará a articulação de Salvador com o governo federal nem a força do PMDB na Bahia.

Claro que ele continuará amigo do presidente Temer e muito poderá obter nessa condição. Mas seria diferente se estivesse transitando livremente, com autoridade, pelos mais importantes gabinetes palacianos e ministeriais.

Perdem muito, por conseguinte, os quase 50 prefeitos eleitos pelo PMDB no interior, além dos aliados, que não terão um anjo da guarda no Planalto zelando por seus encaminhamentos.

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Articulação só por telefone é impossível

Em política, como se sabe, os espaços vazios são logo ocupados e, em geral, o novo titular tem outros interesses, quem sabe até opostos aos que vinham sendo defendidos.

Até a suposta colaboração que, segundo a imprensa, o ex-ministro continuaria dando ao governo no Senado e na Câmara, é fictícia, porque há coisas que não se resolvem por e-mail ou telefone, só pessoalmente.

As palavras do prefeito de Salvador buscam ocultar uma preocupação: será preciso reforçar seriamente a estratégia no interior para compensar a perda, e mesmo Geddel, a esta altura, parece queimado para a chapa majoritária.

Sus Ojos Se Cerraron

Voz:Carlos Gardel
Composição; Alfredo Le Pera

Sus ojos se cerraron
Y el mundo sigue andando,
Su boca que era mia
Ya no me besa mas.
Se apagaron los ecos
De su reir sonoro
Y es cruel este silencio
Que me hace tanto mal…

Fue mia la piadosa
Dulzura de sus manos,
Que dieron a mis penas
Caricias de bondad,
Y ahora que la evoco
Hundido en mi quebranto,
Las lagrimas trenzadas
Se niegan a brotar,
Y no tengo el consuelo
De poder llorar…

Por que sus alas tan cruel quemo la vida!
Por que esa mueca siniestra de la suerte…
Quise abrigarla y más pudo la muerte,
Como me duele y se ahonda mi herida.

Yo se que ahora vendran caras extrañas
Con su limosna de alivio a mi tormento,
Todo es mentira, mentira es el lamento…
Hoy esta solo mi corazón!

Como perros de presa
Las penas traicioneras
Celando su cariño
Galopaban detras,
Y escondida en las aguas
De su mirada buena
La muerte agazapada
Marcaba su compas.

En vano yo alentaba
Febril una esperanza
Clavo en mi carne viva
Sus garras el dolor,
Y mientras en la calle
En loca algarabia
El carnaval del mundo
Gozaba y se reia
Burlandose el destino
Me robo su amor…

Por que sus alas tan cruel quemo la vida!
Por que esa mueca siniestra de la suerte…
Quise abrigarla y más pudo la muerte,
Como me duele y se ahonda mi herida.

Yo se que ahora vendran caras extrañas
Con su limosna de alivio a mi tormento,
Todo es mentira, mentira es el lamento…
Hoy esta solo mi corazón…

BOM DIA!!!


Torcedores na missa em homenagem às vítimas em Chapecó.
NELSON ALMEIDA AFP


DO EL PAÍS

Felipe Betim

Chapecó (Santa Catarina)

Os moradores de Chapecó tiveram um duplo susto na madrugada desta terça-feira. O primeiro foi o dilúvio que em questão de horas alagou a região central da cidade como nunca antes. O segundo choque, que chegou horas depois, fez com que muitos concluíssem que a inundação era um sinal de que algo ruim estava acontecendo: os jogadores da Chapecoense, clube de futebol desta cidade de 210.000 habitantes de Santa Catarina, haviam sido vítimas de um desastre de avião na Colômbia, onde iriam disputar a final da Copa Sul-Americana. Ao menos 71 pessoas – entre jogadores e funcionários da equipe, jornalistas e tripulantes – morreram e outros seis sobreviveram quase por milagre.

Com as primeiras notícias da tragédia, centenas de torcedores transformaram a dor e o luto em uma marcha ao estádio do time que se confunde com a cidade. A homenagem, ainda de manhã, foi uma oração coletiva. À tarde, o silêncio tomou conta de um lugar que, nos últimos tempos, se acostumou a incontáveis alegrias e glórias.“A Chapecoense é tudo para a gente. É nossa diversão, nossa alegria. Principalmente nos últimos quatro anos. Não é fácil não, viu?”, diz Luiz, um taxista da região.

O choque era também a dor de ver a equipe “de todos os moradores de Chapecó” interromper uma ascensão sem precedentes. A equipe vinha ganhando vários títulos importantes e conseguiu subir para a série A no ano passado. O auge dessa boa fase, que faria o time ganhar a simpatia de torcedores por todo o Brasil, veio neste ano, com o nono lugar no campeonato brasileiro. A meta era a consagração em uma inédita final da Copa Sul-Americana na Colômbia, onde tudo acabaria precipitadamente com o acidente com o avião. Nesta terça, muitos diziam o mesmo: o sonho acabou.

A aeronave acidentada, de uma companhia que opera na Bolívia, reportou uma falha elétrica antes de destroçar no noroeste da Colômbia, mas as causas do acidente ainda estão sob investigação. Os corpos deverão ser identificados na colombiana Medellín, e só depois poderão ser trazidos ao Brasil, segundo confirmou um assessor da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Médicos do clube, advogados e legistas embarcaram para a cidade para acompanhar o reconhecimento das vítimas.

Em Chapecó, a CBF havia inicialmente disponibilizado um avião que, ao meio-dia desta quarta-feira, levaria os familiares das vítimas até São Paulo para aguardar a decisão a respeito do reconhecimento dos corpos. Entretanto, autoridades colombianas notificaram ainda no meio da tarde desta terça que, por questões legais, as vítimas deveriam ser identificadas em Medellín. Muitos familiares decidiram então embarcar ainda nesta terça para São Paulo e, de lá, para a Colômbia, ainda que a CBF frisasse que não era necessário.

A informação era de que as autoridades colombianas estavam trabalhando de forma célere, mas era pouco consolo para os familiares das vítimas e torcedores. “Este é o pior dia da minha vida. A única coisa que quero agora é trazer meu filho de volta”, dizia, entre lágrimas, Luiz Carlos Agnolin, pai de um dos mortos, o jornalista Renan.

Dor especial para as crianças

“É complicado. Esta cidade respira o futebol. Mas está sendo mais difícil para as crianças de 10 ou 11 anos, que estavam aprendendo a amar a Chapecoense. Minha filha queria vir para o estádio de qualquer forma”, conta Fabiano Costa, sentado em uma mureta ao lado de sua filha, Clarissa, de 10 anos. Com uma camisa da Chapecoense pendurada no ombro e o olhar fixo para o chão, conclui em voz baixa: “É muito, muito complicado”.

Enquanto as flores, cartazes e mensagens de apoio iam se acumulando do lado de fora do estádio, dezenas de familiares e amigos das vítimas aguardavam por mais notícias do lado de dentro. Eliandra Valler, socorrista e esposa de Adriano, chefe de segurança da Chapecoense, era uma delas. “Conversei com ele ontem, pouco antes do embarque. Terminei meu trabalho na secretaria e fui pra casa. Normalmente vou à academia, mas estava meio ansiada (sic). Acordei com uma amiga minha gritando que o avião do Chape havia caído”, diz, aos prantos, enquanto um dos psicólogos, escalados para amparar as famílias, segura uma de suas mãos. “Ele era diretor de segurança e viajava em todos os jogos. Numa das últimas vezes, em Buenos Aires, fomos juntos. Foi nossa última viagem. Estavam todos em clima de euforia, de alegria.”

Assim que os corpos chegarem ao Brasil, a ideia é que um velório coletivo seja realizado em Chapecó, segundo declarou o vice-presidente – e agora presidente – da Chapecoense, Ivan Tozzo. Depois disso, suas respectivas famílias poderão enterrá-los. “Precisamos da ajuda de todos para que a Chapecoense volte a ser forte como sempre foi”, diz o dirigente do clube.

nov
30
Posted on 30-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-11-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


DO EL PAÍS

Talita Bedinelli

São Paulo

As causas do acidente com o avião da Chapecoense que matou 71 pessoas na Colômbia ainda estão sendo investigadas. Na tarde desta terça-feira, as caixas-pretas da aeronave foram localizadas pela equipe de buscas. Sabe-se que o avião perdeu contato com o radar após 4h40 de voo, já próximo ao aeroporto internacional da cidade de Medellín, quando estava a 15.550 pés, a uma velocidade em queda, segundo a rota registrada no site Flightradar, um sistema que monitora aeronaves. De acordo com as autoridades colombianas, a aeronave se comunicou com a torre de comando se “declarando em emergência com falhas elétricas” momentos antes. A mesma aeronave, segundo o mesmo site, havia feito um outro voo horas antes, em um trajeto de 40 minutos entre Cochabamba, também na Bolívia, e Santa Cruz de la Sierra.

Rodrigo Spader, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, pondera que um acidente aéreo é decorrente de diversos fatores. “Poderia haver fadiga dos pilotos, uma falha do avião, uma somatória de fatores”, explica ele. Spader chama a atenção que a rota percorrida pelo voo esteja muito próxima da autonomia deste tipo de aeronave. Segundo a consultoria alemã para dados de acidentes aéreos JACDEC, a distância entre os aeroportos de Santa Cruz de la Sierra e Olaya Herrera, em Medellín, é de 2.975 quilômetros, e até o aeroporto internacional de Medellín é de 2.965 quilômetros. O alcance oficial máximo de uma aeronave Avro RJ85, como a da Lamia, é de 2.965 quilômetros, ou seja, bastante justo para essa viagem. Para distâncias maiores, a aeronave precisaria necessariamente reabastecer.

Segundo o JACDEC, com base nos dados do Flightradar, a situação do tráfego aéreo era complexa no momento do pouso da aeronave da Lamia. Algumas aeronaves entraram num padrão de espera próximo ao aeroporto internacional e ao menos três esperavam sua vez na frente do avião que transportava os jogadores da Chapecoense. Um deles, da ViVaColombia, havia cancelado seu voo para San Andres e retornava ao aeroporto, o que pode indicar alguma emergência, o que o colocaria na frente de outros voos já na espera.
Críticas da ANAC à Lamia

A aeronave da companhia Lamia deveria sair, inicialmente, do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Mas, após uma proibição da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por motivos burocráticos e não técnicos, o avião teve de partir de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Segundo a Anac, o pedido da Lamia para pouso no aeroporto de Guarulhos foi feito na última sexta-feira, 25. No domingo, dia 27, a Anac informou à companhia que o voo não seria autorizado porque o acordo de serviços aéreos entre Brasil e Bolívia não prevê operações como a solicitada. Segundo relato do prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, o piloto da aeronave, com quem ele e o time já haviam voado anteriormente, ligou para ele às 9h da segunda-feira, informando do problema. “Ele ligou dizendo que a Anac não havia liberado o voo em Guarulhos”, contou ele, na TV Globo. Por isso, o grupo decidiu sair do Brasil em um voo comercial da Boliviana de Aviación para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde embarcou, finalmente, no voo da Lamia, para Medellín.

Ao EL PAÍS, a agência afirmou que a Lamia enviou entre outubro e novembro deste ano seis pedidos de voo para a Anac. Dos seis pedidos, apenas dois foram autorizados. “Os motivos das negativas envolvem a falta de autorização da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO) para voos comerciais para a empresa, infraestrutura aeroportuária inadequada para a operação [solicitada] e rota que fere a sétima liberdade do ar”, ressaltou em nota. A sétima liberdade do ar, um conjunto de regras internacionais, é o direito de transportar passageiros, carga e correio entre o “o território de outro Estado contratante e o território de terceiro Estado, sem que haja qualquer ligação com o Estado sede do transportador”. Seria esse o caso do voo dos atletas do Chapecoense: uma empresa aérea boliviana que pretendia transportar passageiros do Brasil para a Colômbia, sem que houvesse um acordo específico para isso.

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