Postado no Facebook pelo leitor e ouvinte que assina Vangelis, amigo do peito do BP, que ontem, 26 de novembro, festejou aniversário ( parabéns a este ribeirinho do São Francisco da melhor cepa).

A MARABÁ PUBLICIDADE (A INCRÍVEL DIFUSORA DE JUAZEIRO, ANOS 60/70) TIRA ESSE TESOURO DO FUNDO DO BAÜ PARA SEU FIM DE SEMANA ALEGRAR…

(Vangeli , em postagem na página deste editor do BP no Face).

BOA TARDE

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer e Calero “inaudíveis”

A Polícia Federal, noticia O Globo, está com dificuldades para degravar parte das conversas entre Marcelo Calero e Michel Temer porque alguns trechos estariam quase inaudíveis.

O ex-ministro usou um gravador digital.

Magnífica Célia em sua nostalgia cubana, que levou até o túmulo no exílio!

Parte Fidel agora. Fica Cuba!

Como nos versos da canção de Caetano Veloso: “desde Célia Cruz, quando yo era um niño de Jesus”

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
27
Posted on 27-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-11-2016

OPINIÃO

A quadrilha contra-ataca

Transformou-se numa guerra aberta a questão institucional no Brasil. Acossadas por um movimento restaurador do Ministério Público e de setores do Judiciário, as forças políticas especializadas em sugar o Estado tentam manter seus privilégios e intocabilidade com manobras escancaradas.

A nota assinada por 27 líderes de apoio ao ministro Geddel Vieira Lima foi apenas uma demonstração de “princípios” numa emergência, pois o empenho se vê em todo canto: na urgência para o projeto contra “abuso de autoridade”, na tentativa de desfigurar a proposta chamada “dez medidas contra a corrupção” e na anistia a criminosos.

Mas o país não pode continuar sendo roubado generalizadamente, aprofundando a desassistência e a miséria da grande maioria do povo, o que não mudará se não for desmontada a gigantesca quadrilha. Deve haver um limite para o caráter pacífico e festeiro do brasileiro, e o melhor é que não venha a ser testado.

nov
27


Fidel em visita ao Brasil, em 1959, recebido pelo presidente JK
Foto:O Globo

DO EL PAÍS
C. J.

Por amor ou por ódio a sua figura, Fidel Castro é um personagem onipresente no Brasil. Foi e é um grande inspirador para os movimentos de esquerda brasileira, especialmente o Partido dos Trabalhadores, apegados à imagem de resistência ao capitalismo ocidental promovida pelo comandante cubano. É execrado, por outro lado, pelos movimentos de direita e anti-PT que enxergam em Fidel a encarnação do mal, com destaque para seu lado ditatorial, seus desmandos autoritários, a falta de liberdade do povo cubano. A generosidade dos governos petistas com a ilha também é alvo de manifestações de ódio de seus detratores.

Mais recentemente, ficaram em destaque acordos entre o Brasil e Cuba na área de saúde com a chegada dos médicos cubanos durante o Governo Dilma, dentro do programa Mais Médicos, para atender áreas carentes onde faltavam profissionais brasileiros. A construção do porto Mariel também ganhou destaque, num acordo que se tornou polêmico, com o patrocínio do BNDES, e a participação da empreiteira Odebrecht.
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A proximidade do comandante com os ex-presidentes Lula e Dilma sempre despertou paixões, para o bem e para o mal. Fidel foi sempre explícito em seu entusiasmo pelo governo de Lula. “A eleição de Lula traz ânimo, esperança e otimismo à América Latina”, afirmou em 2003, quando o ex-presidente foi confirmado no poder. Numa das últimas manifestações do Governo cubano, este ano, a diplomacia da ilha criticou o processo que viria a destituir Rousseff do poder.

Mas a relação estreita entre o Brasil e Cuba vem de longa data, na verdade. Poucos meses depois da vitória das tropas de Fidel sobre o ditador Fulgencio Batista, no dia 1 de janeiro 1959, o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek reconheceu o novo Governo, ainda sem ter clara qual seria a orientação política deste. Kubitschek tinha interesses numa política panamericana, que já vinha sendo negociada com Batista, e queria contar com o apoio do novo líder da ilha caribenha.

Fidel viria a visitar o Brasil naquele ano. Acabou conhecendo a capital Brasília ainda em obras, conta historiador Vitor Bemvindo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em artigo publicado no portal Revista da História. “No Rio, teve uma agenda digna de grandes chefes de Estado”, conta o historiador. Trocou charutos com Kubitschek, e enalteceu o papel do Brasil para o continente. “Em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o comandante cubano reforçou a imagem: ‘Cabe ao Brasil a posição de líder na luta dos povos latino-americanos contra o subdesenvolvimento”.
MAIS INFORMAÇÕES

A relação entre o Brasil e Cuba vai além de turismo e Mais Médicos
Renovação de cubanos no Mais Médicos provoca incerteza
Generosidade de Dilma com projetos de investimento em Cuba gera polêmica

Os governos militares no Brasil, alinhados aos EUA nos tempos da guerra fria, congelariam essa aproximação. O país rompeu relações diplomáticas com Cuba. O comandante, porém, patrocinado pela então União Soviética, tentou fortalecer um movimento de guerrilha no Brasil para lutar contra a ditadura dos generais. Não deu certo, e a ditadura se perpetrou até 1985. Mas muitos dos nomes que passaram por treinamento na ilha estão no cenário político até hoje. Pelo menos 202 militantes de esquerda seguiram foram treinados pelas tropas de Fidel. Dentre os mais famosos, José Dirceu, hoje preso pelo processo do mensalão, o ex-deputado Fernando Gabeira, e o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A relação diplomática entre os dois países seria restabelecida em 1986, já com a democracia restabelecida no país. Desde então, os governos brasileiros têm ampliado a troca comercial e inclusive a presença de companhias nacionais na ilha. Somavam-se 400 até recentemente. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo este ano, o embaixador Rubens Barbosa lembrou que a proximidade com Cuba não foi obra do PT, mas uma política de Estado do país. “O Brasil sempre apoiou Cuba, não foi o governo do PT que começou a apoiar Cuba. Todos os governos pediram o reingresso de Cuba no sistema americano e foram contra o embargo, queriam a normalização da relação de Cuba com todos os países.”

A sua morte, uma vez mais, volta a despertar os sentimentos contraditórios dos brasileiros pela sua figura. Enquanto alguns celebram a morte de um tirano, outros choram a morte de um dos maiores personagens do século XX. Definitivamente, há pouco espaço para a indiferença em relação ao seu nome no Brasil.

nov
27
Posted on 27-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-11-2016


DO EL PAÍS

Juan Cruz
Jan Martínez Ahrens

Javier Rodríguez Marcos
Cidade do México

“A história não absolverá Fidel Castro.” O prêmio Nobel Mario Vargas Llosa o diz cheio de surpresa. Conheceu bem Fidel porque acreditou na revolução. Tinha acabado de saber, pelo EL PAÍS, da morte do líder cubano. Eram oito horas da manhã de sábado em Guadalajara (México). O escritor peruano pediu um tempo para refletir sobre o artigo que escreverá para este jornal, mas avançou uma opinião ainda sem ter se recuperado de uma notícia que está no centro de todas as conversas entre escritores e editores presentes à Feira Internacional do Livro de Guadalajara, a mais importante do mundo em espanhol.

Vargas Llosa ainda está usando roupa de ginástica. Fez um pouco de esporte antes de participar da homenagem que será prestada pelos seus 80 anos. “Sou o último sobrevivente do boom da literatura hispano-americana”, ri o escritor antes de tomar um gole de café com um pouco leite e lançar sua primeira reflexão. “Espero que essa morte abra um período de abertura, tolerância, democratização em Cuba. A história fará um balanço destes 55 anos que acabam agora com a morte do ditador cubano. Ele disse que a história o absolverá. E eu tenho certeza que a história não absolverá Fidel”.

Vargas Llosa foi um dos intelectuais latino-americanos que viram na Revolução Cubana uma luz democratizadora. Chegou a fazer parte do grupo de escritores que visitavam Castro, mas logo se decepcionou. A perseguição aos dissidentes o horrorizou. Havia represálias, lembra o Nobel, não apenas pelas ideias políticas, mas também pela orientação sexual: mesmo que fossem partidários do regime, “Castro chamava os homossexuais de enfermitos (doentinhos)”.

Héctor Abad Faciolince. “Sem Fidel, o boom teria tido outras proporções. Alguém poderia hesitar se os escritores eram parasitas da revolução ou se a revolução era parasita dos escritores. Ao contrário, houve uma simbiose que funcionou nos anos sessenta, enquanto intelectuais franceses como Jean-Paul Sartre se aproximaram dessa árvore e dessa sombra”, afirma o escritor colombiano, de 58 anos. “Mas houve uma ruptura e foi quando a revolução pediu que Vargas Llosa doasse o montante do Prêmio Rómulo Gallegos, obtido por A Casa Verde, e prometeu-lhe que seria reembolsado secretamente. Aí se viu a capacidade de corrupção da política. Com Vargas Llosa não funcionou para eles”, conclui o autor de Somos o Esquecimento que Seremos.

Nélida Piñón. “Fidel acabou há muito tempo. Na verdade, foi o fim de uma utopia inatingível”, diz a escritora brasileira, de 79 anos. “Eu o conheci. Ele era um homem que falava, falava e falava, prolongava as histórias sem deixar que o outro dissesse nada”, ri Piñón, para quem o líder cubano está cheio de sombras: “Impôs o terror, perseguiu os gays, encheu as prisões”. E as coisas boas? “Que foi um construtor de utopias, de sonhos. Mas faz muito tempo que sua história terminou. Isso acontece com todos os heróis: não resistem ao seu próprio heroísmo”.

Enrique Krauze. O grande historiador mexicano, de 69 anos, não lamenta absolutamente a morte de Fidel. “Agora o mundo será menos ruim. Foi o ditador mais longevo da história latino-americana e nunca tive sentimentos por ele”, diz. Para o autor de Siglo de Caudillos (Século de Caudilhos), a morte abre a possibilidade de uma abertura, especialmente na área econômica, o grande calcanhar de Aquiles do regime. “Donald Trump verá com bons olhos que Cuba caminhe em direção ao capitalismo, mas para ele dará no mesmo que continue sendo uma ditadura”, conclui.

Sergio Ramírez. Para o escritor e ex-vice-presidente da Nicarágua, a intolerância de Fidel ficou clara quando ele decidiu obrigar o poeta Heberto Padilla a fazer uma autocrítica stalinista para um livro que o regime tinha apontado como indesejável. “Então o terror se manteve, veio a perseguição aos intelectuais, aos homossexuais. Acabou em seguida com a primavera cultural cubana, instaurou a ideia de que se estava com ele ou contra ele”, afirma Ramírez, de 74 anos.

Juan Villoro. Surpresa, mas nenhuma tristeza. Irônico, o escritor e pensador mexicano lembra que Fidel chegou a adquirir a condição de líder eterno. “Nós o considerávamos imortal, mas no final vimos que era humano”. Para Villoro, de 60 anos, a morte de Castro fecha um ciclo que estava esgotado havia muito tempo. “Tenho a idade da Revolução Cubana e envelhecemos juntos. Foi a depositária de muitos ideais de justiça social, mas ela mesma foi traindo esses ideais. As razões são variadas, mas foram decisivos os seus próprios erros e a perseguição aos dissidentes. Minha maior decepção foi o fuzilamento do general Arnaldo Ochoa”, afirma.

Daniel Divinski. “Fidel foi um ponto de inflexão na história da América Latina, mais além dos excessos posteriores… O pior? O avassalamento dos direitos humanos, a perseguição de pessoas que não eram contra a revolução, mas que queriam reformas, e não derrubá-lo”. Para o conhecido editor argentino, de 74 anos, não há herdeiros de Fidel. “Ele acaba em si mesmo. Nos últimos tempos, decepcionou muito. Como dizia Perón de si mesmo, já era um leão herbívoro. Surgirão outros, mas já não haverá uma liderança individual como a sua”.

Julio Ortega. “Fidel construiu um aparato cultural, mas paralisou a cultura. Produziu repressão e exílios, tudo se reduzia a defender a revolução. Ele decretava quem era o bom e o mau. E não houve só um caso Padilla, mas vários. Estamos agora em outra época e as coisas vão melhorar”, diz o crítico peruano.

Claudia Piñeiro. “Com a morte de Fidel, acabou o século XX”, sintetiza a escritora argentina.

nov
27
Posted on 27-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-11-2016


Myrria, no jornal A Crítica (AM)

nov
27
Posted on 27-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-11-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Jucá: “Geddel estava defendendo a Bahia”

Romero Jucá, ex-ministro, voltou a defender Geddel Vieira Lima, ex-ministro:

“Ele (Geddel) estava defendendo a Bahia, defendendo Salvador”, afirmou o líder do governo no Senado a jornalistas, após participar de evento em Porto Alegre.

“Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional”, acrescentou.

E disse mais:

“Quem não pode pagar o pato é o governo, que não tem nada a ver com essa briga pessoal.”

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