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Postado em 26-11-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-11-2016 00:21


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

TSE tem a saída para um futuro incerto

A crise não acabou com a queda de Geddel Vieira Lima, ministro de Governo do presidente Michel Temer. Poderia ter acabado no começo, há uma semana, se tivesse ele sido demitido na hora.

Ou não, na hipótese de o propósito do ex-ministro Marcelo Calera ser a dinamitagem do que resta da República, pois aí de, qualquer maneira, ele soltaria a bomba envolvendo Temer.

Como o passado já era, resta pensar no futuro e suspeitar que o Brasil chegou ao limite, palavra, aliás, muito usada hoje neste blog.

Há uma ação contra a chapa Dilma-Temer em via de conclusão no Tribunal Superior Eleitoral. Carta há muito na manga, poderá representar o umbral de um novo cenário.

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Um plebiscito: eleições diretas ou indiretas?

Dizem que não há saída fora da Constituição. Nesse caso, na hipótese não tão improvável de Temer cair por pecadilhos da eleição, o que só ocorreria necessariamente em 2017, o Congresso elegeria o sucessor.

Está claro que somente tirar Temer e sua penca de ministros “com passagem” não resolveria, porque, se não viesse ele outra vez, certamente a segunda faixa presidencial-tampão seria ostentada por alguém da laia da maioria dos nossos 594 deputados e senadores.

A situação – já se diz há muito tempo – não é boa. As informações, falsas ou verdadeiras, e os interesses, legítimos ou espúrios, conspiram na produção de um quadro que só aos doutos e iluminados é consentido interpretar.

Na presente balbúrdia política, social, econômica e que mais sub-áreas se queira citar, talvez seja o momento de, enfim, chamar o principal interessado, que é o povo, para, em sua soberania, decidir em plebiscito se quer eleições gerais agora ou se prefere levar o barco por mais dois anos.

Crise haverá se for provada pressão de Temer

O presidente Michel Temer recusou-se a demitir Geddel Vieira Lima quando o ministro foi acusado de tráfico de influência, e agora ele próprio foi alçado ao protagonismo do episódio.

A história fica clara mesmo ao observador menos atento: Geddel vinha pressionando o ministro Marcelo Calero para obter uma licença irregular que permitisse a construção do prédio onde tem um apartamento.

Como o ministro resistiu, Geddel, como ameaçara, foi ao presidente Temer, que teve duas reuniões com Calero, sendo a última na véspera do pedido de demissão.

Nesse encontro, supostamente gravado por Calero e encaminhado à Polícia Federal, Temer mostrou de que lado estava na contenda, o que o visitante já esperava, tanto que teria ido preparado para o Planalto.

Desiludido com a posição presidencial, Calero tomou a primeira medida: saiu denunciando o fato, possivelmente na esperança de que resultasse na exoneração do seu desafeto.

Não tendo sido esse o desfecho, o ex-ministro da Cultura deu sua cartada final: contou, em depoimento oficial, que Temer abonou a conduta aética de Geddel, e se isso ficar provado, eis uma verdadeira crise.

Calero chamou presidente na chincha

O presidente Temer nem mesmo dignou-se de pronunciar o nome de Marcelo Calero na cerimônia de posse do sucessor, Roberto Freire, mas não pôde deixar de emitir nota após saber que seu nome foi parar no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria Geral da República.

O texto, no entanto, chega a ser uma confirmação do roteiro traçado pelo ex-ministro, ao referir-se à audiência solicitada por Temer “para solucionar impasse na sua equipe e evitar conflitos entre seus ministros de Estado”.

Temer, de fato, conforme a nota, “sempre endossou caminhos técnicos para solução de licenças em obras ou ações de governo”, mas somente depois que vieram a público as démarches de Geddel para conseguir seu objetivo.

Também não foi convincente a ideia de avaliação jurídica da questão pela Advocacia Geral da União, pois o que se depreende é que, naquela augusta repartição, seria elaborado um parecer sob encomenda para dizer que o Iphan da Bahia, comandado por um amigo de Geddel, é que está certo.

De causar riso foi o item em que se diz que Temer “trata todos seus ministros como iguais”, quando se confronta a amizade figadal com o velho colega Geddel e a relação formal com um jovem que caiu de paraquedas em seu governo. Os elogios finais dirigidos a Calero parecem destinados a não valer nada.

Plateia oficial

A posse de Freire no Ministério da Cultura não teve a presença de artistas.

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