DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Acusações vão atingir a reputação dos presidenciáveis”

O Globo disse que 130 políticos serão atingidos pela Odebrecht.

“Pelas informações obtidas pelo jornal, os delatores fizeram acusações contra líderes de todos os grandes partidos da base governista e da oposição.

Uma das fontes disse ao jornal que as acusações vão atingir a reputação dos principais presidenciáveis do atual quadro político”.

O Antagonista sabe que Lula, o “Amigo”, está morto, assim como José Serra, o “Vizinho”.

Geraldo Alckmin, o “Santo”, está enrascado, da mesma maneira que Aécio Neves, embora este último tenha mais a perder com a delação da OAS.

BOA TARDE!!!


Simulação de como seria o La Vue, ao fundo – Reprodução

DO G1/O GLOBO

por Tiago Dantas, enviado especial, e Luiz Ferna

SALVADOR — O escritório de advocacia de um primo do ministro-chefe da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) atua, desde 2014, pela empresa responsável pelo edifício La Vue, empreendimento imobiliário em Salvador que o político baiano teria defendido em órgãos de proteção ao patrimônio histórico, de acordo com o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. Em 18 de fevereiro de 2014, um sócio do escritório de Jayme de Souza Vieira Lima Filho assinou o contrato social da Porto Ladeira da Barra Empreendimento Ltda, sociedade de propósito específico criada pela construtora Cosbat Engenharia, exclusivamente, para administrar o empreendimento.

Registrado na Junta Comercial de Salvador, o documento que cria a empresa responsável pelo La Vue é assinado pelo advogado Igor Andrade Costa, único sócio de Jayme na firma de advocacia. Além de ser sócio do primo de Geddel, Igor defende o político baiano e o PMDB em dezenas de processos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia pelo menos desde 2012. Também são parte no documento que cria a Ladeira da Barra Empreendimento Luiz Fernando Machado Costa Filho, representante da Cosbat, e Gabriel Queiroz Abud, empresário da Viva Holding SA.

O advogado Igor aparece em outros documentos ligados ao La Vue. Em 17 de maio de 2016, a Porto Ladeira da Barra Empreendimento fez uma procuração no nome de Igor e Jayme para representá-la no processo que correu no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Também consta na procuração o nome de um estagiário do escritório: Afrísio Vieira Lima Neto, filho do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). A nomeação dos parentes de Geddel para representar a empresa foi revelada na edição desta quarta-feira do jornal “Folha de S.Paulo”.

Semanas antes dessa procuração, o Iphan havia embargado a obra por entender que o prédio afetaria um conjunto de bens tombados pelo patrimônio histórico na região, como a Igreja de Santo Antônio da Barra. Após deixar o cargo de ministro, na sexta-feira, Calero disse que foi pressionado por Geddel justamente para que o Iphan aprovasse a construção do La Vue. Geddel admitiu a conversa com o então ministro da Cultura e afirmou que sua família seria dona de um apartamento em um “andar alto” desse prédio desde 2015 e que ele também estava preocupado com a geração de empregos por causa da obra.

Em 16 de setembro de 2015, o escritório do primo de Geddel atuou outra vez pelo La Vue. Naquele dia, o advogado Igor foi nomeado secretário da primeira assembleia de condomínio e ficou responsável por redigir a ata da reunião, de acordo com documento disponível no 2º Registro de Títulos e Documentos de Salvador.

A reunião de condomínio contou com a presença de representantes de compradores de 13 unidades do empreendimento, entre eles o de uma empresa que também tem ligação com Geddel, a Upside Empreendimentos. Na Junta Comercial de Salvador, a firma está registrada em nome de Fernanda Vieira Lima Paolilo Calazans, irmã de Jayme e sócia de Geddel no restaurante Al Mare, em Salvador.

O GLOBO procurou na manhã desta quarta-feira os advogados Igor Andrade Costa e Jayme de Souza Vieira Lima Filho, mas não obteve retorno. À “Folha”, Igor afirmou que Geddel nunca interferiu no processo e que não sabia que o ministro tinha um apartamento no La Vue. A assessoria de imprensa de Geddel não foi localizada.

* Especial para O GLOBO


André Malraux: lições esquecidas

Lúcia Jacobina

Em quarenta anos, completados hoje, 23 de novembro de 2016, André Malraux já conseguiu duas vitórias sobre a morte: em primeiro lugar, a homenagem de seus compatriotas ao seu protagonismo,com o traslado de seus restos mortais de um cemitério para o Panteão dos heróis da França, e o reconhecimento de seus contemporâneos que continuam a celebrar seu nome em todo o mundo como um dos escritores mais representativos da língua francesa e uma das personalidades mais marcantes do século XX.

O agnóstico sempre angustiado com a finitude humana, para quem “refletir sobre a vida – sobre a vida em face da morte – sem dúvida não é mais que aprofundar sua interrogação”, escolheu como refúgio a ação e a literatura por acreditar que “toda arte é uma revolta contra o destino do homem”.

Após adquirir fama e prestígio, muito se tem escrito sobre sua vida pessoal e profissional, desde as pessoas mais próximas como seu sobrinho e filho de criação, Alain Malraux e sua última companheira, Sophie de Vilmorin, até revelações contidas nas biografias de duas ex-esposas, a escritora Clara Malraux-Goldschmidt e a pianista Madeleine Malraux-Lioux, sobre sua intimidade, contrariando seu recato em revelar aquilo que ele considerava “um miserável montinho de segredos”. Inúmeros ensaios e biografias, além de um dicionário para melhor explicar sua obra, foram publicados na França em datas anteriores e recentes, em uma quantidade tal que se torna impossível citar aqui, sem tomar muito tempo do leitor. Em audiovisual, Jean-Marie Drot lançou “Jornal de Viagem”, coleção de 06 DVDs, onde o próprio Malraux discorre sobre as manifestações artísticas mais relevantes no mundo. Enfocando sua vida, dois filmes foram realizados “Le Mystère Malraux”, documentário escrito e dirigido por Rene-Jean Bouyeri e “Malraux, tu m’étonnes! Libre évocation de lavie d’André Malraux”, um filme de MichèleRosier.

No Brasil, conheço apenas uma brochura de autoria de Lourenço Dantas Mota intitulada “André Malraux”, da Editora Brasiliense, 1982, elencando vida e obra do escritor e algumas resenhas jornalísticas de Paulo Emilio de Salles Gomes. E as biografias traduzidas para o português de autoria de Curtis Cate, “Malraux, artista e guerreiro, filósofo e estadista” e “Assinado Malraux”, de Jean-François Lyotard, além de pequenos textos em coletâneas sobre assuntos variados.

Malraux já era escritor consagrado e ministro das atividades culturais, quando anunciou o lançamento de suas memórias, programadas pela Gallimard para publicação em quatro volumes, e em cujas páginas iniciais surpreendeu a todos com a revelação radical de que “a verdade de um homem é, em primeiro lugar aquilo que ele esconde” e por esse motivo intitulou seu livro “Antimemórias”, ao invés de memórias, como escrevem os que relatam suas próprias reminiscências. Até hoje, continua a ser um desafio para seus biógrafos estabelecer o limite entre ficção e realidade nos escritos de André Malraux. Sabe-se ao certo que se baseou em sua experiência pessoal para construir o enredo de “A Estrada Real”, pois esteve no Cambodja como explorador de templos sagrados na selva, onde foi preso sob a acusação de contrabando de baixos-relevos e esculturas e, em outra oportunidade, sobrevoou na companhia de um aviador amigo a região onde acreditava ter vivido na antiguidade “A Rainha de Sabá”. No retorno à Europa, comandou a célebre Esquadrilha Malraux lutando ao lado dos republicanos espanhóis contra o fascismo, experiência narrada em “ A Esperança” e fez parte da Resistência, chefiando a Brigada Alsácia-Lorena, sob o cognome de Cel Berger, durante a ocupação nazista na França. Controvérsias giram em torno de sua presença entre os revolucionários chineses, sobre os quais escreveu “Os Conquistadores” e “ A Condição Humana”, este último premiado com o Goncourt, em 1933, já que neste mesmo período fundou e dirigiu um jornal na Indochina para combater o colonialismo.

Deixou obra literária extensa, desde romances, ensaios sobre artes plásticas e cinematográficas e até um filme “Esperança”, considerado uma obra-prima. De sua curiosidade por outras culturas e civilizações, originou-se “A Tentação do Ocidente”, um de seus livros mais famosos, no qual continua a tradição do diálogo entre ocidente e oriente, nem sempre conciliador ao longo da história, mas na dicção de Malraux sobretudo revelador das nuances caracterizadoras desses dois grandes pilares do pensamento universal.

Nesses quarenta anos de seu desaparecimento, a crença na fraternidade e o combate aos extremismos encarnados por Malraux fazem falta no cenário político atual, diante da ameaça representada pelo retorno ao poder da extrema-direita, principalmente após a vitória de Donald Trump, o Brexit, o crescimento de Marine le Pen entre os eleitores franceses, a incerteza sobre a continuidade de Merkel na Alemanha, a cobiça de Putin com sua política expansionista na Rússia e a crise dos refugiados, lamentáveis acontecimentos que deixam o mundo em estado de alerta.

Lúcia Leão Jacobina Mesquita é ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.

BOM DIA!!!

nov
23
Posted on 23-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-11-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Fico” de Geddel deixa governo em xeque

Toda a desconfiança que a nação depositou nas costas do presidente Michel Temer está para materializar-se na permanência do ministro Geddel Vieira Lima no governo.

Temer, é verdade, ainda está atônito. Passou longe dos jornalistas e, à pergunta explícita se demitirá Geddel, arriscou, com o dedo, um sinal negativo envergonhado.

De fato, ele não pode ter tanta convicção assim, com o assunto nas pautas da Comissão de Ética da Presidência, da Câmara dos Deputados, do Senado e, ainda, da Procuradoria Geral da República.

Geddel pode ser seu grande amigo e inestimável colaborador, mas o que ele fez é muito grave e contamina toda a equipe presidencial, pois se sabe que há ministros de primeira e de segunda classes, os demissíveis e os pétreos.

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A imprensa será o termômetro do caso

Data: 22/11/2016
13:37:05

Nos últimos anos, assistimos a uma imprensa rigorosa e até agressiva com autoridades flagradas em erro.

No presente caso, vale observar o comportamento de jornais e televisões depois destes momentos iniciais.

Pelas declarações, abertas ou em off, dá para perceber um esforço para abafar o problema.

Outras tentativas semelhantes, com medalhões diversos das vida nacional, não tiveram e continuam não tendo êxito.

Agora, novamente, o desfecho de mais esse escândalo está nas mãos dos órgãos de comunicação. Vamos ver o que eles querem.

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Muito convincente

O perdão a Geddel está sendo creditado à necessidade de o governo aprovar medidas de interesse do país na Câmara e no Senado, para o que dependeria do bom trânsito de Geddel no meio parlamentar.

Nesse aspecto, somos obrigados a concordar. O poder de convencimento do ministro só não se mostrou eficaz quando ele quis “articular” com um ministro de fora do contexto político tradicional.

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Descendo aos infernos

O problema de Marcelo Calero talvez seja a juventude. Aos 34 anos, diplomata, aprovado em quinto lugar no concurso do Instituto Rio Branco, é o que ele próprio suspeitou: um ingênuo.

Pensou que estava num governo de homens sérios, idealistas, trabalhadores, preocupados sinceramente com o destino do país e de seu povo, e quis pôr a serviço público seus reconhecidos méritos de gestor e pessoa de diálogo.

Poderia não corresponder a esse perfil perfeito que o vulgo traça, mas, a menos que esteja participando de alguma trama política, o que é improvável, realmente não estava “preparado” para circular nas esferas deploráveis em que se meteu.

Política paroquial (ou arquidiocesana)

A trama, diabólica, referida na nota anterior diz respeito a uma teoria conspiratória segundo a qual o PSDB, com interesses localizados nas eleições de 2018 na Bahia, estaria tentando tirar Geddel do páreo.

De camarote

Se isso tiver fundamento, então o prefeito ACM Neto baixou a bola do aliado sem precisar dar um tiro.

l


Geddel Vieira. V. Campanato Ag.Br


DO EL PAÍS

Geddel espera a poeira baixar

Andrei Roman

Não há qualquer dúvida em relação à pressão feita pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, junto ao ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para que o Iphan liberasse a construção de um prédio de 30 andares no entorno do forte histórico de Salvador. Também não há dúvida em relação aos interesses que motivaram essa pressão: o ministro adquiriu um apartamento no empreendimento imobiliário, avaliado em mais de 2,6 milhões de reais. Como os fatos já admitidos e verificados não poderiam enquadrar o tráfico de influência e o abuso de poder de forma mais clara, a lógica da permanência do Geddel no seu ministério não tem nada a ver com a presunção da inocência ou do suposto desencadeamento de uma investigação séria sobre o caso.

Em vez disso, estamos assistindo a mais uma manifestação da estratégia mais consagrada da política brasileira dos nossos tempos: deixando a poeira baixar. Geddel está sendo investigado por uma Comissão de Ética. Um membro pediu vista do processo, depois voltou atrás. De qualquer forma, uma decisão sobre o caso pode demorar várias semanas e mesmo condenado Geddel provavelmente continuará no cargo. A aposta do governo é que à medida que a cobertura midiática for diminuindo e outros eventos tomem espaço no debate público, salvar Geddel será bastante fácil. Trata-se, obviamente, de uma peça chave da hierarquia do poder; e a amizade pessoal e proximidade política que une Geddel e Michel Temer há décadas deve prevalecer.

Na política brasileira, deixar a poeira baixar é uma estratégia que funciona melhor que qualquer outra. Funciona tão bem, de fato, que vira quase imperceptível. É só considerar, por exemplo, o segundo evento mais importante da semana passada: Romero Jucá assumiu formalmente a liderança do governo no Congresso Nacional. Menos de seis meses atrás, Jucá, o principal articulador político do presidente Temer, se via obrigado a abandonar o Governo depois do vazamento das gravações em que estava defendendo um “pacto” com o Judiciário para “estancar a sangria” da Lava Jato. Na época, especulava-se que as gravações poderiam resultar no afastamento de Jucá do cargo de senador ou até na derrubada do governo recém instalado. Mas para a grande maioria, este episódio já foi remetido aos porões do esquecimento e, desta forma, Jucá livrou-se mais uma vez do peso do seu passado.

Alguém ainda lembra que o Jucá começou sua carreira política como indicação do Marco Maciel? Que enquanto presidente do FUNAI, o órgão encarregado pela defesa dos direitos indígenas, os territórios ianomâmis foram reduzidos em 75%? E que, pelo seu bom desempenho em defesa de garimpeiros durante o governo Sarney, o pernambucano Jucá acabou nomeado governador da área que viria a se tornar o Estado de Roraima, hoje por ele representado no Senado Federal?

Aos seus 97 anos, Aldo Mongiano, um bispo italiano que dedicou sua vida para lutar contra o genocídio dos ianomâmis, ainda lembra com muita clareza o papel central de Jucá na devastação da Amazônia. Quantos brasileiros poderiam dizer o mesmo? Os brasileiros se esquecem fácil demais. E os seus líderes aprenderam a aproveitar, esperando pacientemente depois de cada tropeço, enquanto a poeira baixa. Lula esperou a tempestade do mensalão passar e conseguiu a reeleição. Geraldo Alckmin esperou que as chuvas enchessem os reservatórios esvaziados pelo descaso – ou será que foi pela sede de ganhar mais uma eleição? Aécio espera que a Lava Jato passe sem ficar preso na onda. Igualmente Serra. Igualmente Temer. Igualmente mais da metade do Congresso.

Quanto maior o tamanho da crise, maior a necessidade de a gente esquecer para que tudo possa ficar igual. Gore Vidal uma vez falou: “Moramos nos Estados Unidos da Amnésia. Aprendemos nada porque lembramos de nada.” É a situação na qual nos encontramos. Na espera perpétua do esquecimento, a moralidade da nossa política é a moralidade da amnésia. Tudo que as pessoas esquecem está perdoado. De fato, tudo que as pessoas esquecem nem sequer aconteceu. O compasso moral da política brasileira se resume à tentativa de diminuir, com um discurso cheio de falsidades açucaradas, o incômodo cognitivo gerado pela corrupção sistêmica que lubrifica a governabilidade.

Haveria obviamente a opção de combater este incômodo através do combate frontal aos atos ilícitos ou de uma autêntica reforma política. Mas para os dinossauros do sistema, essas opções nunca farão nenhum sentido. Nas palavras do Geddel Vieira Lima: “Deixar o cargo por isso? Pelo amor de Deus!” Confrontado com as evidências do tráfico de influência e o abuso de poder por ele cometidos, Geddel vai negar o óbvio. Vai afirmar que desmantelar o patrimônio histórico de Salvador em troca da sua jacuzzi no 23º andar, com vista para o mar, é absolutamente essencial para gerar emprego num tempo de crise. Vai postergar qualquer decisão definitiva sobre o ocorrido, esperando que a neblina do tempo tome conta gradualmente da consciência coletiva. Na mente do Geddel, entregar o cargo seria uma resposta nada adequada. No final das contas, já que nós em seguida nos esqueceremos e nos acomodaremos, qual seria o bem social decorrente do Geddel parar de ser Geddel?

Em outubro passado, o eleitorado resolveu punir o PT. Com a economia em queda livre e o desemprego aumentando de forma galopante, esta foi sim uma vez em que as pessoas finalmente lembraram e agiram em decorrência disso. Lembraram das promessas falidas da eleição que Dilma teve a má sorte de ganhar. Lembraram também de uma promessa mais antiga, aquela de um partido que, por ser do povo e pelo povo, se diferenciaria de forma radical dos outros; uma promessa que acabou afogada no esgoto da Lava Jato. Mas quando a moralidade da amnésia domina, o ato de lembrar um fato por si só vira imoral. Vira imoral por ser arbitrário.

Quando nos esquecemos da maioria das coisas, lembrar só de algumas acaba gerando uma situação de patente injustiça. Os partidos com o maior número de envolvidos na Lava Jato, o PP e o PMDB, se fortaleceram ainda mais nas eleições municipais. Inúmeros prefeitos acusados de graves crimes de corrupção se elegeram. Se for lembrar só da corrupção de alguns para punir somente aqueles, esquecer e perdoar a de todos seria talvez mais justo. Certamente não seria uma saída. Mas será que tem saída alguma deste calvário?

A moralidade na política brasileira se assemelha a um deserto. De vez em quando, uma tempestade levanta ao céu mais uma nuvem de areia. Mas logo depois toda areia cai para baixo. As dunas mudam um pouco de contorno mas na essência tudo fica igual. E nada cresce.

Andrei Roman – Ph.D. em Ciência Política pela Universidade de Harvard, é sócio da plataforma Atlas Político

nov
23
Posted on 23-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-11-2016


Simanca, no jornal A Tarde (BA)

nov
23

DO BLOG O ANTAGONISTA

“Há militantes do Abafa em toda parte”

Luís Roberto Barroso disse ontem à noite, em seminário na PGR, que “há militantes do Abafa em toda parte, inclusive onde menos se deveria esperar”.

Não é o caso da Câmara, obviamente.

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