BOA TARDE!!!


Rui empossa Wagner: toma que o filho é teu!

DA TRIBUNA DA BAHIA

Guilherme Reis

Conforme antecipamos, aconteceu na manhã de ontem (21) a posse do ex-governador Jaques Wagner no Conselho de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Em cerimônia que reuniu autoridades como o atual governador, Rui Costa, o senador Otto Alencar, e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, o petista disse que será “um soldado do comandante Rui”.

“A política, como missão, é a mais nobre das experiências. O diálogo é o revés da violência. E a democracia é o império da lei e do diálogo. Eu não sou grau de recurso das decisões de Rui, quem decide é o governador do Estado. Minha definição por voltar foi para contribuir”, declarou.

Wagner disse ainda que a decisão de retornar à Bahia e de contribuir com Rui foi tomada quando deixou o comando da Casa Civil do governo Dilma. Em agosto, Wagner já havia sido especulado para assumir algum cargo no Executivo estadual. Recentemente, ele foi anunciado para a Fundação Luis Eduardo Magalhães (Flem). O cargo no Conselhão, entretanto, não lhe dará o status de secretário nem foro privilegiado nas investigações da Lava Jato.

“Para deixar bem claro, não venho aqui para fazer o papel da secretaria A ou B. Sempre digo que Deus escreve certo por linhas que às vezes não compreendemos. Quando houve a ruptura do governo da presidente Dilma eu disse: ‘Bom, eu vou voltar para ajudar a Bahia’”, contou. “Aí ficou essa discussão se ia ser secretário e eu não poderia chegar ao governo já criando um problema para o governador. E a verdade é que estamos em um momento de restrição de despesas e não poderia ser eu a chegar para contribuir já virando um problema, onde ele quebraria uma regra e o compromisso dele na restrição na criação de cargos”.

O petista disse ainda que vai trabalhar pela reeleição de Rui em 2018, e que provavelmente será candidato, mas ainda são sabe a qual cargo. “Eu vou jogar na posição que for melhor para o grupo. Deputado federal ou senador. A minha tendência é voltar a ter um mandato político”, garantiu.

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, já havia dito em outro momento que o consenso no partido é que o ex-governador dispute uma vaga no Senado. Wagner também aproveitou para comentar as eleições municipais em Salvador, e disse que a popularidade do prefeito ACM Neto (DEM) não representa uma ameaça para a chapa do governador em 2018.

“Quando não ganhei em 2002, ganhei na capital. Ganhei aqui e em Feira. A eleição municipal e estadual não tem uma relação causa e efeito. O fato da derrota aqui é que além do prefeito ter sequenciado um muito mal avaliado, conseguiu colocar ordem na casa e se beneficiou, pois nunca vi tantas obras estaduais e federais. Não tiro o mérito”, assinalou.

“Não há pretensão de foro privilegiado”

Durante a cerimônia de posse de Jaques Wagner no Conselho de Desenvolvimento Econômico da Bahia, o governador Rui Costa garantiu que o aliado assume sem qualquer intenção de obter foro privilegiado nas investigações da Operação Lava Jato. “Ele toma posse hoje sem nenhuma pretensão de foro privilegiado, até porque ele próprio não está preocupado com isso. Nenhum de nós está, porque conhecemos sua correção e suas atitudes sempre a favor do povo da Bahia”, declarou.

O petista também explicou como se deu o consenso para que Wagner assumisse o “Conselhão”, em vez de outro órgão ou secretaria. “Vocês lembram que a primeira notícia foi da Fundação Luis Eduardo Magalhães e o propósito era de articular um conjunto de ideias e propostas para o presente e futuro próximo da Bahia do ponto de vista do desenvolvimento. Ao invés da fundação, nós chegamos ao entendimento de que o melhor lugar de fazer isso era o chamado ‘conselhão’, que é uma instituição, criada desde 2008, que tem a função de reunir empresários e sociedade civil em fóruns permanentes de debates e conversas para ouvir sugestões, críticas e caminhos para o desenvolvimento. E é isso que ele vai coordenar. Ouvindo a sociedade e empresários, junto a secretaria de planejamento”, pontuou.


A cronista, de casaco marrom, na Cidade do Porto.

CRÔNICA

OS NOVOS TEMPOS DE MIM…PERPLEXOS

Maria Aparecida Torneros

Quando vi e ouvi a música Casaco Marrom ,no site blog Bahia em Pauta na semana passada, um filme projetou-se sem principio, meio ou fim, dentro e fora de mim.
Eram os anos 60 indo embora. Os 70 chegavam doidamente.
Como eu atravessava de barca a baía de Guanabara toda noite e sentia muito frio, mamãe comprou um casaco branco, que mandei tingir de marrom.

Então, logo surgiu
a magia da canção que disse tudo.

Alô coração . Cida, estuda e trabalha.

São estes os velhos tempos de mim. Quer dizer de nós , que sonhamos um mundo socialista enquanto cursavamos jornalismo na UFF.

Copacabana sempre dizia sim nos finais de semana. Praia, biscoito Globo, mate, frescobol.

Olho a foto de outro tempo. Novo casaco marrom que usei em Portugal há uns 7 anos. Estou cinquentona no Porto.

Peguei na mão da alegria e fui.

O mundo deu tantas voltas. Eu idem.

Sigo rodando em círculos.
Às vezes sinto como se estivesse num grande circo. Eta mundo doido e caótico. A bomba H ainda quer explodir no jardim!

Meia estação. Meia volta, volver. Serão os anos da guerra fria voltando ?

Parece que sim. O muro de Berlim virou do México .

Os novos tempos de mim são assim…perplexos.

Mas espero encontrar sempre um agasalho marrom para amenizar o caos.

Uma voz maviosa de Evinha. A composição alegórica de Guarabira , Danilo Caymmi e Guttemberg Guarabyra.

Lavei a alma. Esquerda , volver. Esperança , voltar.

Olhando a menina que ainda me habita na inteira fusão das meias entradas ou das meias passagens ou quem sabe das meias ideologias… aquelas que se renderam ao passar do tempo.

Parece que perderam metade dos seus projetos.

Talvez não. Talvez um planeta ressurja e nos surpreenda. Até nos entenda e perdoe. Se um louco detonar a terceira guerra.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Maria Aparecida Torneros



BOM DIA !!!

Comissão vê hoje caso Geddel, que balança

Será preciso fazer valer muito a amizade do presidente Michel Temer para que o ministro Geddel Vieira Lima permaneça no governo após pressionar um colega de ministério, Marcelo Calero (Cultura), que deixou o cargo, a adotar medida que o beneficiaria pessoalmente na construção do edifício La Vue Ladeira da Barra.

Por extrema coincidência, já que o caso veio a público no sábado, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República tinha uma reunião ordinária marcada para hoje, e seu presidente, Mauro Vieira, anunciou que a questão estará na pauta. Na Câmara e no Senado, a oposição fecha o cerco.

Seria, para o governo, uma perda politicamente comparável à do senador Romero Jucá, demitido do Ministério do Planejamento em maio, quando foi divulgado um áudio gravado em março, mostrando-o como um conspirador pelo impeachment da então presidente Dilma, numa tentativa de barrar a Operação Lava-Jato.

A dimensão muito menor do ato praticado por Geddel não o torna menos condenável do ponto de vista ético, especialmente num ministro a quem cabe coordenar as relações institucionais e políticas do governo federal.

O presidente Temer poderá querer preservá-lo em razão de não ter nenhum interesse eleitoral após seu mandato-tampão, mas não apenas para isso ele precisaria da opinião pública. A tarefa de conduzir a transição do país seria dificultada por tão incômoda presença a seu lado.

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Ao mestre Calero, com carinho

Data: 21/11/2016
10:15:39

Quando, segundo o Estado de S. Paulo, “auxiliares do presidente” questionam se Calero “tem provas do que afirmou” e que “é possível que Geddel o processe”, é porque na alta cúpula da República não enxergaram o tamanho do problema.

O ex-ministro da Cultura não precisa provar nada. O próprio Geddel, na parte mais verdadeira das explicações que deu, admitiu ter um apartamento no imóvel e que conversou com Calero sobre o assunto, sem pressioná-lo, mas pedindo-lhe que olhasse “com carinho” para a questão.

Se não vê nisso nenhuma transgressão, como os “interlocutores de Temer” citados pelo jornal, deveria saber que, sendo proprietário de um apartamento, nenhuma legitimidade tem para abordar um ministro de Estado, como ele, visando conseguir o afrouxamento da legislação que a ambos cabe defender.

Também é inconsistente a argumentação de que tanto não houve pressão que o resultado não foi alcançado e prevaleceu a posição de Calero. Ora, travou-se um longo embate no alto escalão federal, e o ex-ministro, vendo, como disse, “um processo de fritura” contra ele, antecipou-se e fez a denúncia.

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Banqueiro não quis perder a vista da baía

Data: 21/11/2016
10:13:05

Por outro lado, o ministro da Secretaria de Governo tem pequeno histórico relativo ao mercado imobiliário. Por causa do La Vue, entrou em conflito com vereadores e com o banqueiro Marcos Mariani, cuja vista, em sua mansão da Ladeira da Barra, perderia se fosse erguido um prédio de 107 metros.

Geddel atuou também junto à Prefeitura de Salvador para conseguir a liberação de outro empreendimento, em movimentação detectada na Operação Lava-Jato. Ele trata do assunto com o empresário Léo Pinheiro, que posteriormente transmite a um interlocutor que “GVL teve com o Baixinho [ACM Neto] e está liberado o Costa Espanha”.

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Tão bonzinho…

Data: 21/11/2016
10:11:06

O ministro não estava com seu contumaz poder de argumentação. A alegação de que buscava a “preservação de empregos” na obra chega a ser risível.


O ministro Geddel Vieira e o deputado André Moura.
Antonio Cruz Ag. Brasil


DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

Balançando no cargo há três dias, um dos homens fortes do Governo Michel Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, será mantido na função, ao menos por enquanto. O anúncio foi feito pelo porta-voz da presidência, Alexandre Parola, depois de muita especulação desde o sábado passado. Acusado pelo demissionário ministro da Cultura Marcelo Calero de tentar interferir em uma decisão técnica por interesses particulares, Geddel estava sendo “fritado” na função, mas ganhou um voto de confiança do presidente.

Ao menos três caciques do PMDB, o partido do ministro e do presidente, estavam de olho na vaga para si mesmos ou para apadrinhados. Nos bastidores, a cadeira era visada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e pelo secretário do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira Franco. Oficialmente, nenhum deles confirmou o interesse. Franco, contudo, afirmou em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em Paris, que o presidente estava “muito preocupado” com as denúncias e que não descartava a demissão de seu colega.

A análise de Temer e de seu grupo político é que não seria adequado trocar o responsável pela articulação política do Governo com o Congresso Nacional às vésperas da votação de temas considerados sensíveis pela gestão peemedebista, como o da repatriação de recursos e, principalmente, da proposta de emenda constitucional do teto de gastos, a PEC 55. Além disso, o governo não quis alcançar a marca de um ministro demitido por mês. Desde seu início, há seis meses, cinco ministros de Temer já caíram. Apesar dos constrangimentos, o presidente determinou que Geddel siga fazendo sua defesa de maneira “serena”.

Na última sexta-feira, o então ministro da Cultura, o diplomata Marcelo Calero, pediu demissão do cargo de forma irrevogável. Seu desconforto na função foi expressado de maneira clara em uma entrevista publicada no dia seguinte pelo jornal Folha de S. Paulo, no qual relatou que Geddel o pressionou pela liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador, onde o peemedebista comprou um apartamento. A construção tinha sido embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão vinculado à Cultura, porque era previsto que ele deveria ter no máximo 13 andares, mas o projeto previa 30 pisos. Várias das unidades já haviam sido vendidas, inclusive uma para Geddel, no 23º andar. Segundo Calero, seu então colega de ministério fez “uma pressão inacreditável”, para tentar reverter o veto ao empreendimento, incluindo teria ameaçado acionar Temer caso a questão não fosse resolvida. O embargo, por enquanto, permaneceu.

Em entrevistas no fim de semana, Geddel negou que tenha pressionado Calero. “Fiz a ele uma ponderação, trazendo uma informação que esse era um empreendimento que já havia sido licenciado e que era um assunto que, em função de disputas empresariais e locais, estava na Justiça”, afirmou à Folha.

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu por unanimidade (formada por sete conselheiros) abrir um processo de investigação contra Geddel para avaliar se ele cometeu algum ato que afrontou o Código de Conduta da Alta Administração Federal ou a Lei do Conflito de Interesses. Em última análise, caso ele seja considerado culpado, a Comissão pode apresentar uma advertência e recomendar que o presidente da República o exonere. A decisão, de demitir ou não, cabe exclusivamente ao presidente, já que a análise ética não tem implicação jurídica ou administrativa.

Criada para ser um órgão político a Comissão sofreu interferência do próprio investigado. Em princípio, um dos conselheiros, José Saraiva, pediu vistas do processo durante a reunião da manhã desta segunda-feira no intuito de ajudar o ministro a protelar uma eventual punição. Porém, depois de um pedido de Geddel, que o indicou para ocupar a função, Saraiva mudou de posicionamento e, à tarde, concordou com a abertura do processo para dar maior celeridade à investigação. O Governo quer ver essa situação esclarecida o quanto antes, afirmaram assessores de Temer.
Combustível para oposição

Atualmente, sob a alçada da Secretaria de Governo também há negociações consideradas fundamentais para o Governo, como as das reformas da Previdência e a Trabalhista. Ao ministro também cabe tentar unificar a base aliada e evitar que ela esfacele nas disputas internas, como na escolha do próximo presidente da Câmara, em fevereiro do ano que vem.

A denúncia de Calero rendeu combustível para a oposição ao Governo Temer e conseguiu esconder uma agenda positiva que a gestão queria impor com a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – apelidado de Conselhão –, idealizado no Governo Lula e recriado nesta semana com 96 conselheiros que representam a sociedade civil. No Congresso Nacional, representantes do PT e do PCdoB querem convocar o ex-ministro da Cultura e Geddel para uma acareação na qual tratariam da acusação de usar do interesse público para interesses particulares. Os opositores também pediram que a Procuradoria-Geral da República investigue a conduta do ministro.

Essa não deve ser a primeira dor de cabeça para Geddel. Ele já foi citado na operação Lava Jato por ter interferido em uma outra obra em Salvador em favor da empreiteira OAS, uma das implicadas na investigação. O peemedebista também deverá ser alvo de uma Comissão do Senado que está fazendo um pente fino em todos os Supersalários do funcionalismo público. Geddel acumula o salário de ministro com uma aposentadoria de deputado federal. Junto, recebe dos cofres públicos 51.288 reais – bem acima dos 33.763 reais determinados pela Constituição Federal como teto salarial dos servidores brasileiros. Ao contrário de seu colega da Casa Civil, Eliseu Padilha, Geddel já disse que não abrirá mão de nenhuma parte de seus vencimentos porque entende que teria amparo legal para receber essa quantia.

nov
22
Posted on 22-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-11-2016


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO BLOG O ANTAGONISTA

‘Dez Medidas’ neles! (1)

O Antagonista repete a lista dos 20 deputados que, na semana passada, faltaram à sessão destinada a votar as Dez Medidas — abaixo, a primeira leva de 10.

Amanhã, às duas da tarde, no plenário 14, essa turma terá nova chance.

Alguns tiveram problemas de saúde/pessoais.

Esperamos que amanhã estejam todos bem. Podemos, aliás, ajudá-los a não se esquecerem deste importante compromisso.

– Mendes Thame, do PV de São Paulo:

(61) 3215-5915 — dep.antoniocarlosmendesthame@camara.leg.br — www.facebook.com/md.mendesthame/ — @mendesthame

– Fernando Francischini, do Solidariedade do Paraná:

(61) 3215-5265 — dep.fernandofrancischini@camara.leg.br — www.facebook.com/FernandoFrancischini — @Francischini_

– Carlos Marun, do PMDB do Mato Grosso do Sul:

(61) 3215-5372 — dep.carlosmarun@camara.leg.br — www.facebook.com/carlos.marun/ — @deputadomarun

– Ronaldo Fonseca, do Pros do Distrito Federal:

(61) 3215-5223 — dep.ronaldofonseca@camara.leg.br — www.facebook.com/ronaldo.fonseca.3705 — @DepRonaldo

– Alexandre Serfiotis, do PMDB do Rio de Janeiro:

(61) 3215-5554 — dep.alexandreserfiotis@camara.leg.br — www.facebook.com/alexandreserfiotis/ — @AleSerfiotis

– Fausto Pinato, do PP de São Paulo:

(61) 3215-5562 — dep.faustopinato@camara.leg.br — www.facebook.com/faustopinato/ — @FaustoPinato

– Gilberto Nascimento, do PSC de São Paulo:

(61) 3215-5834 — dep.gilbertonascimento@camara.leg.br — www.facebook.com/gilbertonascimento.psc20/ — @GilbertoPSC20

– João Campos, do PRB de Goiás:

(61) 3215-5315 — dep.joaocampos@camara.leg.br — www.facebook.com/deputadojoaocampos — @depjoaocampos

– Marcelo Aro, do PHS de Minas Gerais:

(61) 3215-5280 — dep.marceloaro@camara.leg.br — www.facebook.com/marceloaro/ — @marceloaro

– Paes Landim, do PTB do Piauí:

(61) 3215-5648 — dep.paeslandim@camara.leg.br — www.facebook.com/paes.landim.56 — @depPaesLandim


Marco Galvão na derrota para o Corintians.
/FotoArena/Agência Lancepress

DO JORNAL ZERO HORA (DE PORTO ALEGRE)

Rafael Diverio – Enviado Especial a São Paulo

Parece questão de tempo para o rebaixamento do Inter. Nesta segunda-feira, no Itaquerão, com estreia de técnico, a três rodadas do fim do campeonato, viu-se o de quase sempre neste Brasileirão: derrota. Sem vencer há seis meses longe do Beira-Rio, o time perdeu para o Corinthians por 1 a 0, gol de pênalti de Marlone, e agora precisa tirar, em dois jogos, três pontos do Vitória (ou quatro do Sport). A matemática da Série B pode ser oficial já na próxima semana. Se perder para o Cruzeiro, em casa, e o time baiano empatar com o Coritiba, o 2017 colorado será na segunda divisão nacional.

O primeiro Inter de Lisca teve uma surpresa: Aylon ganhou a vaga de Valdívia, na relação com o último time montado por Celso Roth. Paulão ficou ao lado de Ernando na zaga, Sasha e Anderson no meio, Geferson na lateral.

Se havia algum temor sobre uma pressão de corintianos, sedentos por um rebaixamento do Inter, nada se confirmou nas arquibancadas. Acostumado a receber grandes públicos, desta vez o Itaquerão tinha vazios em todos os setores e suas 19.769 pessoas.

Mesmo assim, o começo do jogo foi dos donos da casa, atendendo aos poucos, mas barulhentos torcedores. Aos dois minutos, Paulão precisou salvar, de carrinho, uma conclusão de Romero dentro da área. A intensidade dos paulistas era mais forte, forçando o time gaúcho a se defender e afastar de todos os jeitos.

E quando não tirou, Danilo fez milagre. Tudo começou quando Vitinho errou um passe no meio do campo. A bola chegou até Marquinhos Gabriel, que driblou William com facilidade e cruzou. Geferson tirou de cabeça. No rebote, Camacho, Marlone e Fagner tabelaram pela direita e o goleiro do Inter fez uma defesa impressionante, à queima-roupa, na conclusão de Camacho.

Devagar, o ritmo corintiano foi diminuindo e o Inter se estabilizou. Quase achou um gol, inclusive. Vitinho tentou cruzar, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Walter, que foi encoberto, mas passou ao lado da trave.

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Truncada, a partida só voltou a ter chance novamente aos 32 minutos. A zaga do Inter cortou mal uma tentativa de ataque corintiana, que, mais uma vez, partiu pela direita (esquerda defensiva). Fágner cruzou para trás e Marlone, da marca do pênalti, chutou por cima do travessão.

O Inter voltou do intervalo sem Vitinho, substituído por Seijas. Assim, Aylon foi para o centro do ataque. Aos nove minutos, foi repetida a frase mais repetida do futebol brasileiro: pênalti para o Corinthians. Em um levantamento para a área, Romero foi ao chão e o árbitro viu uma falta. Na cobrança, Marlone bateu forte, no canto, sem chances para Danilo.

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