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Postado em 21-11-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-11-2016 00:29


DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

Se alguém quiser tirar do rumo o secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do Governo Michel Temer, Moreira Franco, basta citar o nome de um político: Eduardo Cunha, o maquiavélico ex-deputado federal do PMDB preso pela Operação Lava Jato sob suspeita de corrupção. Escolhido para ser a primeira vidraça contra quem Cunha mirou sua artilharia, ainda antes de estar detido em Curitiba, Moreira Franco se esforça para não mudar sua fisionomia ou alterar o tom de voz quando tem de tratar de seu correligionário. Um esforço inócuo.

Diz que tudo o que Cunha tem dito sobre ele são “insinuações malévolas” e que não há nenhum lastro de verdade. “A minha indignação é santa”. Por que, então, foi o eleito para ser o primeiro alvo de Cunha, um potencial delator da Lava Jato? “Essa pergunta você tem de fazer para ele”, responde rispidamente o secretário,

Um dos principais aliados de Michel Temer desde a década de 1990, Moreira Franco é um dos homens-fortes da gestão, ao lado de Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Romero Jucá (defenestrado do Ministério do Planejamento por causa da Lava Jato e agora reinstalado como líder do Governo no Senado). Ganhou posição estratégica no Governo empossado em maio, virou o czar das privatizações, carregando para si a responsabilidade de gerenciar um orçamento de aproximadamente 25 bilhões de reais. O valor será usado em financiamentos a serem distribuídos para empresas privadas que participarem das licitações dos programas de privatizações e concessões no Brasil. Até o momento, 34 projetos foram apresentados e os primeiros resultados devem começar a surgir em meados de 2017.
Vidraça desde setembro

À diferença de Geddel, agora no meio do tiroteio por causa das declarações do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que agiu para obter benefício pessoal em uma decisão ligada à sua pasta, Moreira Franco virou vidraça já em setembro, quando foi citado por Eduardo Cunha como o beneficiário em um esquema ilegal relacionado ao Fundo de Investimentos do FGTS. Já um ex-diretor da Odebrecht, preso pela Lava Jato que negocia delação, diz que ele teria recebido em propinas 3 milhões de reais para enterrar o projeto que previa instalar um aeroporto na cidade de Caieiras, no interior de São Paulo. Na época, ele era o ministro da Secretaria da Aviação Civil de Dilma Rousseff e discutia a concessão de um terceiro aeroporto particular na Grande São Paulo que seria tocado pela Andrade Gutierrez e pela Camargo Corrêa, ambas acusadas pela operação. Sobre a Odebrecht, o secretário também diz se tratar de uma “mentira afrontosa”.

Oficialmente ele não é investigado pela polícia ou pelo Ministério Público, nem foi chamado para explicar qualquer declaração feita contra si. “Essas afirmativas não são de algumas pessoas, como se quer divulgar. Elas têm nome e sobrenome. São de quem montou esse esquema, o Eduardo Cunha. Não tenho nada a ver com isso”. Especificamente sobre o imbróglio do aeroporto, Franco nega ter recebido propina afirma que, enquanto ministro, ele só cumpriu a legislação nacional que impedia a construção desse equipamento.

As desavenças com Cunha se iniciaram porque Moreira Franco teria trabalhado para eleger Rodrigo Maia (DEM-RJ), e não Rogério Rosso (PSD-DF), para suceder o peemedebista na presidência da Câmara. Maia é casado com uma enteada de Franco e Cunha acredita que a relação pessoal deles pesou na hora do Governo Temer apoiar um candidato do DEM e não um apadrinhado seu, do “centrão”.
De “gato angorá” a camaleão

No Congresso Nacional, Franco coleciona dezenas de aliados e pouco mais de uma dúzia de inimigos. Depois que acumulou superpoderes em sua secretaria (que ainda não lhe dá o título de ministro nem o foro privilegiado das autoridades públicas), o número de confrontadores parece ter diminuído. “Qual governista vai querer brigar contra o cara que pode distribuir rios de dinheiro para a iniciativa privada? Só quem não tem amor por si mesmo”, diz um deputado do PMDB que diz não ter simpatia pelo chefe do PPI.

“Ele é desses que sempre esteve no poder. O seu lado é o do Governo da hora”, dispara um dos adversários no Congresso. Militante na esquerdista e opositora Ação Popular durante a ditadura militar, o sociólogo Moreira Franco foi influenciado pelo então sogro, o senador Amaral Peixoto, para se filiar ao MDB no Rio de Janeiro. Assim que entrou na política, ganhou a alcunha de “genro do genro”. Peixoto era casado Alzira Vargas, filha do ex-presidente da República Getúlio Vargas.

Na década de 1970 foi deputado federal e prefeito de Niterói pelo partido, mas em 1980, quando acabou o bipartidarismo, migrou para a legenda que dava sustentação ao regime militar, o PDS. A justificativa era de que houve uma desavença interna que fez com que todo o seu grupo político virasse a casaca.

Pelo PDS, disputou a eleição para o Governo do Rio, em 1982 e perdeu para Leonel Brizola (PDT). Aquele pleito ficou marcado pela suspeita de que o candidato do regime, Moreira Franco, seria beneficiado por uma fraude que o favoreceria. Dois anos mais tarde, retornou ao PMDB e em 1986, elegeu-se governador. Nos anos, 1980 Brizola o apelidou de “gato angorá”, por conta da cabeleira branca e por, segundo seu adversário, passar de colo em colo. Na década de 1990, seu amigo, Luís Eduardo Magalhães (deputado federal baiano) o chamava de “anjo mau”, por mapear as intrigas do Planalto Central.

Na esfera federal, além de ser deputado em três ocasiões, Moreira Franco foi assessor especial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), vice-presidente da Caixa na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministro das Secretarias de Assuntos e Estratégicos e de Aviação Civil de Dilma Rousseff (PT). O término de sua participação na gestão de Rousseff, porém, foi o que marcou o seu futuro. O brusco rompimento com a petista trouxe mágoas que o transformaram em um dos principais articuladores do impeachment dela junto a congressistas. O próprio Temer, que o usava como um porta-voz informal, o incumbiu da função de agir nos bastidores para derrubar a petista.

Em uma recente reportagem do jornal Folha de S. Paulo, recebeu um novo apelido, o de camaleão. O que ele refuta com a mesma ênfase que rebate Cunha. “Sempre ocupei cargos pelo meu partido, o PMDB. A ida para o PDS foi uma questão política local”.

Enquanto o relógio da contagem regressiva de uma possível delação dos diretores da Odebrecht e do próprio Cunha já está em curso, Moreira Franco tem algo importante em que se fiar. Se não tem as benesses de foro privilegiado dos ministros de Estado, ao menos conta com amplo apoio da maior autoridade do Brasil. Assim que as primeiras pedras contra Franco foram lançadas, Temer logo disse que até agora nada existia contra seu auxiliar. Eram apenas “alegações” que não haviam sido comprovadas. A confiança é tamanha que a sala usada pelo secretário hoje é a mesma que Temer usava até maio, a da Vice-Presidência da República.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 9:17 #

Seria “Gato Angorá” apenas pelos cabelos grisalhos e andar de colo em colo? Acho que havia uma ironia maior nas sábias palavras de Brizola. Afinal, gato é gato.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 9:48 #

E fico aqui pensando com os meus botões o que diria Brizola sobre essa coisa horrorosa que é o “ministério de Temer”.

No mínimo usaria uma expressão que aqui e acolá usava para qualificar coisas assim: “Um balaio de caranguejos”.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 10:38 #

Uma coisa que não me entra na cabeça é a demonização que setores “entendidos” da imprensa fazem sobre a privatização. Veja que o título já carrega notória tinta negativa, deixando no ar que se trata de algo deletério.

Ora, no país do mensalão e do petrolão, ou se privatiza oficialmente ou grupos corruptores privatizam.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 11:00 #

Privataria!

6 razões pelas quais privatizações geralmente terminam em desastres

O professor universitário norte-americano Paul Buchheit dá alguns exemplos de como o modelo privado não supera o público em diversas áreas nos EUA

1. A motivação por lucro move a maioria do dinheiro para o topo

2. Privatizações atendem pessoas com dinheiro, o setor público atende todo mundo
Finalmente, no que diz a respeito ao sistema de saúde, 43% dos americanos doentes deixou de ir ao médico ou comprar medicamentos em 2011 por causa dos preços excessivos. Estima-se que mais de 40 mil americanos morrem todos os anos porque não podem pagar seguro de saúde.

3. Privatizações tornam necessidades básicas humanas em produtos
Grandes empresas gostariam de privatizar nossa água. Um economista do Citigroup se orgulhou: “Água, como uma série de ativos, será, em minha opinião, a mercadoria física mais importante, superando o petróleo, o cobre, as commodities agrícolas e os metais preciosos.”

4. Sistema público fomenta uma classe média forte
Parte da mitologia do mercado livre é que os funcionários públicos e os trabalhadores sindicalizados são aproveitadores, desfrutando de benefícios que são negados aos trabalhadores do setor privado

5. O setor privado tem incentivos para falhar ou absolutamente incentivo nenhum
A predisposição para falhar mais óbvia é na indústria de prisões privadas. Alguém pode pensar que essa indústria possui o objetivo digno de reabilitar e esvaziar gradualmente as cadeias. Mas o negócio é muito bom. Com cada presidiário gerando até 40 mil dólares por ano em receitas, o número de presos em instalações privadas aumentou mais de 1.600% de 1990 a 2009, de 7 mil para mais de 125 mil. A Corrections Corporation of America (Corporação de Correções da América) se ofereceu recentemente para administrar o sistema de prisões em todos os estados, garantindo manter 90% das cadeias cheias.

6. Com sistemas públicos, não temos que ouvir devaneios de “iniciativas individuais”
De volta aos tempos do Reagan, uma declaração impressionante foi feita por Margaret Thatcher: “Não existe isso de sociedade. Existe homens e mulheres individuais, e existem famílias.” Mais recentemente, Paul Ryan reclamou que o apoio governamental “drena as iniciativas individuais e a responsabilidade pessoal.”
É fácil para pessoas com bons empregos falarem isso.
Público supera o privado em quase todos os sentidos. Somente o hype da mídia de livre mercado mantém muitos americanos acreditando que o sistema “o vencedor leva tudo” é melhor do que trabalhar junto como uma comunidade.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 14:02 #

7 mitos da privatização

1. Privatizar é entregar o patrimônio público
Quem é contra as privatizações costuma acusar seus opositores de “lacaios do capital”, “entreguistas”, “corsários do patrimônio público”. Privatizar, na verdade, não significa entregar as riquezas, mas permitir que os empreendedores possam explorá-las e produzir mais dividendos ao país. A Vale, por exemplo, paga hoje 20 vezes mais impostos do que quando era estatal. É muito mais dinheiro para hospitais e escolas. A empresa também paga mais aos seus acionistas e colaboradores, o que significa mais dinheiro circulando no país.

2. Quem defende a privatização acredita na boa vontade dos empresários
Nada mais errado. Ser a favor da privatização e do capitalismo não significa considerar industriais, banqueiros e comerciantes pessoas bondosas. Significa, isso sim, acreditar que a concorrência entre empresários em busca de lucro é o melhor incentivo à inovação e ao barateamento dos produtos: não precisamos depender da boa vontade de uma fábrica de celulares para criar aparelhos mais leves e com mais acessórios para melhorar o mundo, ela faz isso pra vender mais.

(você pode ver mais sobre isso no vídeo desse post)

3. As estatais ajudam os pobres
Quando uma empresa particular quebra, quem paga a dívida são os proprietários e acionistas. No entanto, se uma estatal é mal administrada e dá prejuízo, a conta precisa ser paga pelo governo, ou seja, pelos impostos dos cidadãos. O Brasil padeceu desse problema nos anos 80, com diversas estatais gerando enormes rombos que tiveram que ser sustentados por nossos impostos. Para sanar as dívidas dos bancos estatais, por exemplo, imprimia-se mais dinheiro, o que gerava inflação — o pior castigo que pode ser aplicado aos mais pobres.

4. Setores estratégicos devem ser controlados pelo governo
Típica da ditadura militar, essa falácia já foi desmentida diversas vezes. Na questão dos minérios, dos fertilizantes, dos aeroportos e da Embraer, provou-se que a iniciativa privada é muito mais eficiente para prover serviços — e que não há risco algum ao interesse nacional. O melhor raciocínio é o inverso: é muito perigoso deixar setores estratégicos a cargo da vagarosa burocracia do governo. Não existe, por exemplo, setor mais essencial à vida que a alimentação, justamente uma área de comércio quase toda privada. O sucesso da produção de alimentos a baixo custo é tão grande que desencadeou outro problema: a obesidade até mesmo entre os pobres.

5. A privatização provoca demissões e salários menores
Em um primeiro momento, pode haver demissões. Estatais costumam ter muito mais funcionários do que o necessário, o que geralmente acarreta prejuízo a ser pago pelos cidadãos. Por isso, é comum haver algumas demissões quando a empresa é vendida. No entanto, como a produção e a eficiência aumentam muito nas empresas em busca do lucro, o número de empregos se multiplica depois. A Embraer, por exemplo, dobrou o quadro de pessoal pouco tempo após ser privatizada. Além disso, o salário médio também aumenta, a fim de segurar e estimular os funcionários mais produtivos.

6. Empresários só pensam em lucro no curto prazo
Resiste, no Brasil, a crença de que os empresários são gananciosos que só se focam no curto prazo, enquanto os políticos vão proteger os interesses nacionais no longo prazo. A verdade é o contrário disso. Os empresários, justamente por causa do foco no lucro, precisam pensar no longo prazo, pois o fluxo de caixa maior ao longo do tempo significa um valor presente maior para seu ativo. Por outro lado, os políticos precisam pensar nas próximas eleições, pois mesmo um ótimo político precisa ser reeleito se quiser continuar no cargo. Isso acaba produzindo uma visão totalmente míope e voltada apenas para o período de alguns meses.

7. Nossas estatais foram vendidas a “preço de banana”
Esse é um dos mitos mais difundidos, que não resiste a uma análise mais isenta dos números. Mesmo que as estatais fossem “entregues” ao setor privado, o país ganharia com o fim dos prejuízos sustentados pelos contribuintes, com os maiores impostos arrecadados, com os empregos gerados e com os novos investimentos. Mas não foi o caso. As privatizações permitiram ao estado arrecadar mais de 70 bilhões de dólares e trasnferir quase 20 bilhões em dívidas. Os preços, definidos em leilões com a presença de empresas estrangeiras, apresentaram ágio em relação ao valor inicialmente estabelecido (ou seja, as empresas pagaram mais caro do que o preço mínimo exigido). O que não é justo é comparar o valor da venda de uma estatal com seu novo valor enquanto empresa privada, pois o valor costuma subir justamente pela mudança na gestão.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 15:31 #

Só um exemplo. A Vale do Rio Doce era avaliada em Três TRILHÕES E 500 BILHÕES.

Foi vendida por cerca de três bilhões. Exatos R$3,3 bi.

Nem atingiu o preço de banana.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 15:35 #

O Sistema Telebras, avaliado pelo próprio governo em 82 bilhões de reais foi entregue por preço abaixo do de banana.

Era para quebrar o monopólio público. Deu em cartel com financiamento do contribuinte. Depois deu no que está aí.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 15:53 #

A verdade é que há uma razão bastante clara para que a esquerda mais jurássica seja contra as privatizações – ainda que Dilma tenha privatizado rodovias e aeroportos e Rui Costa tenha vendido a Cesta do Povo e a EBDA:

Como o petrolão teria existido sem a Petrobras a mão do estado (e do PT)?? Como espoliariam os fundos de pensão das estatais, os Correios e os bancos público se eles não estivessem sob o controle de partidos e sindicatos “companheiros”?


Daniel on 21 novembro, 2016 at 15:59 #

O exemplo mais evidente e brutal de que o poder público não serve para administrar uma empresa é a situação dos Correios!

Como é possível que uma empresa que possui o MONOPÓLIO de um serviço tenha prejuízos sucessivos como essa empresa tem? Será que não é mais do óbvio a total incapacidade e incompetência do estado em gerir empresas de fins lucrativos?? Será que não percebem que isso alimenta a corrupção?

A questão da “privataria”, como se percebe, vai muito além dos discurso raso e calcado em frases de efeito de grupos sindicais e radicalizados.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 16:06 #

Ixi! Matrix Política!!!


Daniel on 21 novembro, 2016 at 16:09 #

Matrix ideológica, retifico…


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 16:39 #

A Matrix Política


Vanderlei on 21 novembro, 2016 at 17:20 #

Existem, atualmente, nada menos que 146 empresas estatais no âmbito federal (até pouco tempo eram 149, sendo que 3 foram incorporadas pela Petrobras). No nível estadual — e a lista está, seguramente, incompleta — há, apenas para ficarmos com os cinco estados que a página consultada registra, 8 no Ceará, 5 no Espírito Santo, 13 em Minas, 2 no Paraná, 2 no Rio de Janeiro, 22 no Rio Grande do Sul, 7 no Rio Grande do Norte, 3 em Santa Catarina e 9 em São Paulo.

Pela dificuldade de encontrar uma informação completa e confiável, deixemos de lado as municipais, sem nos esquecermos, no entanto, de que há no Brasil 5.564 prefeituras, uma exorbitância que faz com que, no dizer dos críticos, o país não caiba dentro de seus municípios.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_empresas_estatais_do_Brasil


Vanderlei on 21 novembro, 2016 at 17:24 #

Quando empresas privadas cometem erros, vão à falência. Quando empresas estatais cometem erros, são premiados com mais dinheiro do povo.


Daniel on 22 novembro, 2016 at 0:34 #

Concordo, caro Vanderlei! E o Brasil ainda vive um discurso ultrapassado de certos setores de que é legal uma empresa ser do estado.

Estado é para cuidar de assuntos específicos/essenciais, como segurança pública, saúde e educação.


Vanderlei on 22 novembro, 2016 at 14:26 #

Caro Daniel
O exemplo escancarado dos males de uma estatal , onde poderia ser, no lugar , uma empresa privada, está sendo demonstrado a todos os brasileiros, claramente pelo petrolão. O DINHEIRO é retirado, pela Petrobrás, do subsolo brasileiro, ou até mesmo de outros países, e é despejado no buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios, das mamatas e por aí vai…


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