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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DE LUIS AUGUSTO GOMES)

Deus lhe favoreça

O autoproclamado Movimento Brasil Livre, agremiação que, bem além da democracia, cheira a reacionarismo, conseguiu, até ontem, apenas R$ 1.080 na vaquinha virtual que promove para custear seu congresso nacional.

Isso mostra o olímpico desprezo da sociedade por essas siglas que só existem porque o mundo virtual foi incorporado à nossa realidade, permitindo que insignficâncias alcancem dimensões que na verdade não têm.

Pequenos segmentos que não se sabe de onde saíram não podem, em determinado momento, tomar o lugar das forças sociais legitimas, arrogando-se o direito de falar por elas.

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Comentários

Daniel on 19 novembro, 2016 at 15:50 #

Algumas considerações:

1. Por quê tanto ódio a um grupo apartidário formado apenas pelo desprezo e irritação com os desmandos da esquerda no poder??

2. Qual é o sentido em um colunista sério falar em “reacionarismo” quando somente se opõe ao que a esquerda mais jurássica defende? Se assemelha às estúpidas frases de efeito de movimentos sindicais/estudantis – leia- se CUT, UNE, UBES e MST – ao estilo “fascistas, golpistas, reacionários, elite branca”…

3. Ainda que conheça, não pertenço ao grupo em questão, nem tinha ciência desta “vaquinha”, mas o foco da imprensa deveria ser o oposto do observado nesta reportagem. Deveríamos valorizar um movimento que valoriza as doações livres e espontâneas e não dependem de dinheiro público ou de participação em esquemas perversos de poder.

4. Sugiro que o jornalista conheça de modo mais profundo os movimentos de viés liberal – MBL, Vem pra Rua, Nas Ruas, etc – e perceba a diferença notável entre seus modos operandi e as ações de grupamentos ligados ao PT, PCdoB e PSOL e PSTU.


Taciano Lemos de Carvalho on 19 novembro, 2016 at 22:34 #

“MBL financia grupos para agredir estudantes em escolas ocupadas de Curitiba, diz site

Postado em 22 Oct 2016por : Diario do Centro do Mundo”

Recentemente, o Movimento Brasil Livre postou em sua página oficial que viajaria até o Rio de Janeiro para “boicotar” qualquer avanço eleitoral do candidato do PSOL, Marcelo Freixo, que disputa o segundo turno contra Crivella (PRB).

Em um dos vídeos publicados pelo grupo na página do Facebook, era possível ver o coordenador nacional do movimento, Renan Santos, além do “youtuber” Arthur, do recém lançado canal chamado Mamaefalei.

O suposto trabalho de Arthur é exatamente esse: ir em manifestações e mobilizações de esquerda, com o objetivo de gravar vídeos ironizando o posicionamento das pessoas envolvidas. Segundo informações de ex-membros do MBL, o youtuber é financiado pelo grupo, e não possui outro trabalho.

Não por acaso, Arthur já viajou para diversos estados fora de São Paulo com o simples objetivo de gravar vídeos ironizando qualquer manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB), que se reuniu recentemente com o grupo para montar uma estratégia de defesa das reformas pretendidas pelo governo nos próximos meses?—?incluindo a PEC 241, ou a MP do Ensino Médio.

E foi justamente por causa desses dois temas que estudantes começaram a ocupar escolas estaduais no Paraná e no restante do Brasil. Até o momento, já são mais de 800 escolas ocupadas em todo o país?—?mais de 600 apenas no Paraná.

Tanto o MBL quanto Arthur não perderiam a oportunidade de tentar enfraquecer o movimento estudantil diante da opinião pública.

O problema é que a grande maioria dos estudantes nas escolas ocupadas do Paraná são menores de idade. E mesmo assim, sem qualquer permissão dos pais dos alunos, Arthur começou a gravar seu vídeo em uma das escolas ocupadas, o Colégio Estadual do Paraná?—?a maior escola do estado?—?filmando os rostos dos jovens.

Ao lado de membros de outro grupo, chamado Direita Curitiba, Arthur é acusado pelos estudantes de entrar de maneira forçada nas dependências da escola, além de abusar sexualmente de uma jovem, que abriu um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher após o caso.

Um estudante ainda acabou sendo agredido por Arthur.

Em resposta, o youtuber afirma que a agressão começou por parte de um dos estudantes, que tentou segurar sua câmera.

Os secundaristas se defendem, acusando Arthur de não respeitar os jovens no local, que já haviam afirmado por diversas vezes que não estariam dispostos a gravar uma entrevista, principalmente após as denúncias de agressão sexual que o grupo teria cometido contra uma jovem.”


Taciano Lemos de Carvalho on 19 novembro, 2016 at 22:39 #

Cheira a reacionarismo?
Fede a reacionarismo!

Nota divulgada pelos estudantes da Ocupação CEMAB (Taguatinga/DF)

Quarta, 2 de novembro de 2016
Imagem tomada por alunos do Ocupa Cemab.

=========
“Nota

Nós estudantes da ocupação CEMAB (Centro de Ensino Médio Ave Branca) comunicamos que nesta terça-feira, 1°de novembro de 2016, fomos inclinados a uma desocupação forçada realizada pela Polícia Militar.

No dia anterior, 31 de outubro de 2016, no período da noite, enquanto o movimento da ocupação seguia com seus projetos sociais e atividades estudantes contrários a ela e movidos pelo MBL (Movimento Brasil Livre) invadiram o portão da parte de trás da escola. Sob a denúncia de que a escola seria invadida por estes estudantes, a escola foi fechada e a Polícia Militar residia em frente a seus portões. O movimento de desocupação partiu de uma iniciativa agressiva e seus respectivos membros portavam armas brancas e bombas caseiras e não hesitaram em usa-las. Invadiram a escola pulando seus muros, quebrando os portões e jogando bombas caseiras. Não satisfeitos, atacam os estudantes a favor da ocupação que estavam desarmados. A PM só interviu neste momento, depois de ter observado toda a invasão que acontecera.”


luís augusto on 20 novembro, 2016 at 6:04 #

Faço meus os links de Taciano e acrescento: não tenho nenhum ódio do MBL ou que movimento seja, apenas desprezo.


Jair Santos on 20 novembro, 2016 at 10:11 #

Daniel on 20 novembro, 2016 at 20:26 #

É uma verdadeira aberração se usar com fonte um conhecido blog sujo financiado pelo PT e demais companheiros associados.

Não creio que pessoas sérias utilizem algo como esse “diário” – sustentado até ontem por dinheiro público – especialmente quando trata- se de combater justamente o financiamento de grupos bancados por dinheiro público.

A propósito, até quando se admitirá que CUT, MST, UNE e UBES, vinculados até a medula ao PT, banquem invasões e manifestações violentas pelo Brasil em prol de um reles discurso partidário?


Daniel on 20 novembro, 2016 at 20:42 #

“Você provavelmente conhece alguns desses sites ou pelo menos já ouviu falar deles em algum momento: são os maiores portais de notícia de inclinação progressista do país, com viés notadamente em favor do governo.

Junto com eles, você também provavelmente já esbarrou com um ou outro texto do Diário do Centro do Mundo, da Revista Fórum ou da Carta Maior, outras publicações assumidamente de esquerda.

Não se engane: as semelhanças entre esses sites não se restringe apenas à visão política, ela envolve dinheiro. Dinheiro, diga-se de passagem, que, muitas vezes, sai da mesma fonte: o seu bolso. Envolve também empresas de publicidade, governos municipais, ONGs e banqueiros.

Aqui, a primeira parte de um especial com tudo que você precisa saber sobre como funcionam os blogs governistas – seus financiadores, suas ligações com políticos e empresários, e histórias que colocam em cheque a reputação dessas mídias como democráticas.”

Vale a pena ver como funciona a máquina de “moer reputações”:

http://spotniks.com/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-como-o-governo-sustenta-blogs-na-internet/


Taciano Lemos de Carvalho on 20 novembro, 2016 at 22:49 #

Aberração certamente é usar o spotniks.com como fonte.

Mas vamos a uma fonte conservadora, pois a anterior é direitista.

Áudios mostram que partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment
Pedro Lopes e Vinícius Segalla
Do UOL, em São Paulo 27/05/2016

O MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu apoio financeiro, como impressão de panfletos e uso de carros de som, de partidos políticos como o PMDB e o Solidariedade. Quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos.

Em uma gravação de fevereiro de 2016 a que o UOL teve acesso, Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do MBL, diz em mensagem a um colega do MBL que tinha fechado com partidos políticos para divulgar os protestos do dia 13 de março usando as “máquinas deles também”.

Renan diz ainda que o MBL seria o único grupo que realmente estava “fazendo a diferença” na luta em favor do impeachment de Dilma Rousseff.

No link a seguir, que leva à matéria do UOL, há o áudio
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/05/27/maquina-de-partidos-foi-utilizada-em-atos-pro-impeachment-diz-lider-do-mbl.htm


Taciano Lemos de Carvalho on 20 novembro, 2016 at 22:51 #

E ainda na matéria do link anterior:

“Em nota enviada ao UOL, Renan Santos confirmou a autenticidade do áudio e informou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles, DEM, PSDB, SD e PMDB.”


Taciano Lemos de Carvalho on 20 novembro, 2016 at 23:03 #

Pena que não dê para postar aqui algumas fotos dos líderes do MBL com, por exemplo, Feliciano, Bolsonaros (no plural, pois pai e filho), deputado Alberto Fraga (DF), Cunha (sim, o Eduardo Cunha) etc. E quase sempre com os dedinhos levantados.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 10:52 #

Para quem usa “Diário do Centro do Mundo” e demais blogs sujos financiados com dinheiro público para defender o PT, me parece aberração falar em Spotniks ou em “mídia conservadora”.

Aliás, chega a ser cômico certas considerações de demonização: sendo o impeachment um processo de natureza política – até por quê é julgado pelo Congresso – qual é o problema em partidos o defenderem?? O PT não esteve por trás de todo o processo de impeachment de Collor?

Reitero: a tentativa desmesurada de atacar movimentos contrários ao PT por terem eventuais ligações com figuras de partidos da outrora oposição, só evidencia como, no Brasil, é “proibido” falar mal da esquerda jurássica.

Assim, o MBL – que não é bancado por dinheiro público e só faz manifestações aos domingos, feriados e não bancam invasões terroristas – representa o mal e merece o desprezo de alguns; enquanto o MST, CUT, UNE, UBES, MTST e demais entidades “companheiras” – que fazem o que fazem e são sustentados até a espinha por dinheiro público – representam o verdadeiro interesse popular.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 10:58 #

Vejam o que representa uma relação normal e ética entre partidos e um grupamento que invade, depreda e ameaça quem se coloca em seu caminho. Isso que é movimento popular!

“Juntando os cacos Está em curso uma articulação para se criar um novo partido de esquerda no país. As discussões envolvem setores do PT, insatisfeitos com os rumos do partido, integrantes do PSOL e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). As conversas se cristalizaram depois das eleições municipais, com a constatação de que o projeto petista ruiu. O movimento, ainda difuso, diz que não se pautará pela eleição de 2018, mas considera importante estar na próxima disputa ao Palácio do Planalto.

Os indicados Aos menos três nomes circulam como possíveis candidatos à Presidência da República: o ex-ministro Tarso Genro (PT-RS), o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) e o coordenador do MTST, Guilherme Boulos.”

http://painel.blogfolha.uol.com.br/2016/11/20/petistas-insatisfeitos-e-alas-do-psol-discutem-com-mtst-criacao-de-um-novo-partido/


luís augusto on 21 novembro, 2016 at 12:40 #

Chega de debate. E são três os Bolsonaros.


Taciano Lemos de Carvalho on 21 novembro, 2016 at 13:23 #

Três, que juntos não dão meio copo de pinga.


Daniel on 21 novembro, 2016 at 14:09 #

Não voto em Bolsonaro, assim como também não voto em quem comandou o maior esquema de corrupção da história do país.

Um debate, desde que civilizado, é sempre salutar!


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