Grande e maravilhosa Elza Soares!!!

BOA TARDE!!!

iVitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Marina Rossi

São Paulo

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira pela operação Calicute, um desmembramento da Lava Jato, que investiga recebimento de propina em obras no Rio. Cabral é acusado de liderar um esquema que desviou mais de 220 milhões de reais em contratos com diversas empreiteiras para obras no Estado. A ex-primeira dama Adriana Ancelmo, esposa de Cabral, também está sendo investigada e foi levada coercitivamente para prestar depoimento na sede da PF no Rio.

Sérgio Cabral é o segundo ex-governador do Rio preso no período de pouco mais de 24 horas. Na quarta-feira pela manhã, Anthony Garotinho (PR) foi detido em outra operação, acusado de fazer parte de esquema de compra de votos por meio de um programa social.

A operação desta quinta foi deflagrada logo pela manhã, quando agentes da PF foram até a casa de Cabral para prendê-lo. Em frente ao prédio do ex-governador, além de muitos jornalistas, alguns manifestantes se aglomeraram. A polícia usou spray de pimenta em direção à imprensa e aos manifestantes, de acordo com o portal G1.

A prisão de dois ex-governadores aumenta a convulsão política vivida no Estado. Na tarde desta quarta, poucas horas depois de Garotinho ser detido, centenas de pessoas foram reprimidas pela Polícia Militar enquanto protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Rio, no centro da cidade. Os manifestantes, em sua maioria servidores públicos, eram contrários a um pacote de medidas de ajuste que será votado na Casa até dezembro.

O Estado do Rio vive uma grave crise financeira. Milhares de servidores públicos estão recebendo seus salários em parcelas há meses e o Estado pede socorro ao Governo Federal para tentar se desafogar das dívidas. Sérgio Cabral, eleito em 2006 e reeleito em 2010, é o símbolo do auge e da derrocada do Rio de Janeiro. Cumpriu mandato até 2014, quando deixou o Governo pela porta dos fundos, publicando uma breve carta de renúncia. Pretendia ser candidato ao Senado ou à Câmara naquele ano, mas acabou não disputando nenhum dos cargos. Apesar da saída melancólica, Cabral conseguiu eleger seu sucessor naquele ano, o atual governador Luis Fernando Pezão, também do PMDB.

Operação Calicute

A operação Calicute é um desmembramento da Lava Jato e investiga desvios em diversas obras realizadas no Rio de Janeiro. O nome da operação refere-se à expedição de Pedro Álvares Cabral às Índias, que marcou a ascensão e queda do navegador.

A Polícia Federal afirma que a investigação identificou “fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes estatais, incluindo um ex-governador do Estado do Rio de Janeiro”. As principais obras investigadas são a reforma do Maracanã, o Arco Metropolitano e o PAC das Favelas, todas na cidade do Rio de Janeiro, realizadas com investimentos do Governo Federal. No total, essas três obras, realizadas pela Andrade Guitierrez e pela Carioca Engenharia, renderam 224 milhões de reais ao ex-governador, segundo a PF.

Os agentes afirmam que Cabral cobrava uma “mesada” das empreiteiras que realizavam as obras,. As licitações eram forjadas para que as empreiteiras envolvidas no esquema ganhassem a realização das obras. A propina era calculada em 5% do total de cada obra para Cabral, mais 1% de “taxa de oxigênio”, que era repassado à secretaria de Obras do Estado. O esquema ocorreu desde 2010 e segundo a PF, ultrapassou o Governo Cabral, atingindo a gestão Pezão.

Os pagamentos eram feitos em espécie, mas também por meio de veículos comprados, móveis, maquinário agrícola e até vestidos de festa para a ex-primeira dama, Adriana Ancelmo.

Foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro 38 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva. Além de Cabral, o ex-assessor Wagner Jordão Garcia e o ex-secretário de Governo Wilson Carlos também tiveram prisão decretada. A princípio, Cabral ficará preso em Bangu, no Rio de Janeiro. São investigados os crimes de pertencimento à organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros.

O juiz Sérgio Moro participou ativamente desta operação: a 13ª Vara Federal de Curitiba expediu mais 14 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além daqueles expedidos pela Vara do Rio. Sérgio Cabral teve dois mandados de prisão expedidos – por Curitiba e pelo Rio.


Manifestantes durante invasão da Câmara.
LUCIO BERNARDO JR. AFP


DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasília

Um grupo de extrema direita forçou a entrada no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira para pedir intervenção militar no Brasil, o fechamento do Parlamento e a “limpeza política” do Congresso Nacional, além de defender a Operação Lava Jato. Cerca de cem pessoas adentraram ao plenário por volta das 15h30, enquanto deputados discursavam na tribuna e quebraram uma porta de vidro de acesso à Casa. Quatro deles trocaram socos e chutes com policiais legislativos e foram presos em flagrante. Os agentes tiveram de usar armas de choque para evitar novas agressões. Pelo menos dois funcionários da Câmara foram feridos. Jornalistas e servidores foram retirados do plenário por conta da suspeita de que alguns dos manifestantes estariam armados, fato que não se comprovou. Foi a primeira vez que um grupo tomou o principal recinto do Legislativo desde a redemocratização do país. Um sinal de alerta foi acesso no Palácio do Planalto, que vai colocar seu sistema de inteligência em alerta para monitorar novas manifestações.

Por quase duas horas deputados federais e agentes da Polícia Legislativa tentaram negociar a saída pacífica deles, mas o grupo se negou a deixar o local. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou então, por volta das 18h, que os policiais prendessem os manifestantes. Cerca de 50 deles foram detidos e fichados na Polícia Federal por depredação do patrimônio público e invasão. A imagem do integrantes do grupo sendo retirada teve um simbolismo fortíssimo. Saíam escoltados pela polícia por debaixo da escada do Congresso Nacional, por onde geralmente passam autoridades em atos solenes. Ao som do hino brasileiro que ecoava em uma caixa de som no gramado do Congresso, os manifestantes deixavam o Legislativo aos aplausos e aos gritos de “valeu, patriotas”. Patriota é um dos termos que militares atribuem uns aos outros. Entre os manifestantes havia vários militares reservistas (aposentados) ou familiares de representantes das Forças Armadas.

Assim que entraram no plenário, os manifestantes correram para a Mesa Diretora, ocuparam o espaço e começaram a gritar “Viva Sérgio Moro”, em alusão ao juiz federal responsável pelas sentenças principais da Operação Lava Jato. Depois, pediam aos berros: “General aqui!”. Por fim, cantaram o hino e acabou cercado pelos manifestantes. Dizendo não ter nenhuma filiação partidária ou sindical, os manifestantes vieram de toda a parte do país, disseram que se mobilizaram por meio das redes sociais e que não havia nenhuma liderança que os representava. A reportagem encontrou no grupo do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Dos 17 entrevistados, apenas um dizia ser contrário a intervenção militar. Todos eles afirmaram que eram anticomunistas, simpatizantes do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e que gastaram os próprios recursos para viajar a capital federal.

A maioria chegou em Brasília no dia 15 de novembro, atendendo a convocações de grupos reacionários nas redes sociais que pediam a invasão do Congresso Nacional e a demissão de todos os políticos de uma só vez. Como a data era um feriado, de proclamação da República, o Legislativo não abriu e a ação não foi possível. Por isso, organizaram o seu ato nesta quarta-feira e demonstraram uma falha na segurança da Polícia Legislativa, que não conseguiu antever a invasão.

Dos 17 entrevistados, apenas um dizia ser contrário a intervenção militar. Todos eles afirmaram que eram anticomunistas, simpatizantes do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e que gastaram os próprios recursos para viajar a capital federal

“Invadimos para mostrar que aqui é a casa do povo. Os nossos representantes têm de temer. A lógica é muito simples, quando o povo teme o Governo é tirania. Quando o Governo teme o povo é que se tem liberdade. No Brasil, chegamos no ponto que não dá mais. Não é invadir escola. Isso é coisa de covarde, de bunda mole. Tem de invadir as Assembleias, o Congresso”, disse um dos manifestantes, o segurança Ângelo Mendonça de Castilho.

Quando questionados qual general os manifestantes queriam ver no poder, todos respondiam individualmente: qualquer um deles. “Queremos uma intervenção do povo com a ajuda dos militares. Pode ser qualquer general desde que acabe com a impunidade. Queremos um general porque as Forças Armadas são a instituição mais bem avaliadas no país”, disse o empresário catarinense Jeferson Vieira Alves. Enquanto ele concedia entrevistas no salão verde da Câmara, um grupo de vigilantes vinculados a sindicatos de seguranças que seriam recebidos por deputados cercaram esses manifestantes e os chamavam de fascistas. A segurança precisou intervir para evitar uma nova briga generalizada.

Durante a invasão e após ela, todos os deputados que usaram a tribuna ou concederam entrevistas repudiaram o ato. Até mesmo alguns dos parlamentares mais vinculados à direita se surpreenderam com o protesto. “É um absurdo, uma agressão sem tamanho (…) Não dá para saber se eles são ligados ao PT ou não”, afirmava o deputado Capitão Augusto Rosa (PR-SP) enquanto fazia um vídeo de transmissão pelo seu Facebook.

“Eles estão fazendo demandas muito fora da realidade. As reivindicações deles são de uma limpeza no Congresso. Algo nada palpável. Só dá para entender que são movimentos radicais de extrema direita”, afirmou o deputado Guilherme Mussi (PP-SP).

O repúdio seguiu entre representantes de paridos vinculados à esquerda. “Esse protesto é o reflexo da divisão que há no país desde a eleição de 2014. Alguns podem imaginar que são pessoas quase lunáticas, que estariam fora do ambiente, mas não são. A nossa democracia está doente e o principal sintoma dessa doença foi o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Agora, todos acham que podem fazer qualquer ato, ainda que ilegal por grupos absolutamente fascistas”, afirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

nov
17
Posted on 17-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-11-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

nov
17

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Propaganda oficial é prato cheio para MP

Será com constrangimento que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), irá sancionar a lei que fixa em 0,01% do orçamento a verba anual de propaganda, rubrica em que seu governo e o do antecessor, Sérgio Cabral, jogaram R$ 900 milhões em seis anos.

A lei, de autoria do deputado Wanderson Nogueira (PSOL), foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, numa prova de que mesmo os deputados menos sensíveis à austeridade financeira sabem que a maré não está pra peixe e que todo cuidado é pouco.

Meritória em todos os sentidos, a iniciativa de Nogueira, no entanto, tocou em apenas um aspecto da farra publicitária: a incompatibilidade entre a promoção da imagem do governo e a quebra financeira do Estado, sem recursos em caixa para pagar a aposentados.

No panorama atual, é difícil acreditar na existência de governos que torrem tanta grana somente para promover-se, o que, no caso do Rio, seria extremo cinismo, pois R$ 68 milhões se foram no ano passado e outros tantos estão previstos para o corrente, embora a crise já se anunciasse desde antes.

Portanto, não seria improcedente que as autoridades investigativas do país, concentradas no Ministério Público e na Polícia Federal, voltassem os olhos para o setor, cuja importância cresce especialmente agora, quando se fecha o cerco contra financiamentos ilícitos de campanhas e de pessoas.

É espaço para que políticos corruptos se mancomunem com agências inescrupulosas, que há algumas, e movimentem vultosas somas, como as de que se fala, em troca de mercadoria que, passada a etapa da produção, tem custos puramente virtuais – enfim, uma forma legal e tranquila de tirar dinheiro dos cofres públicos.

nov
17

O telejornal da 13o Vara

Claudia Cruz disse, em audiência com Sérgio Moro, que sempre teve um padrão de vida elevado, nunca fez seu próprio imposto de renda e confia cegamente em Eduardo Cunha. “Ele dizia que o dinheiro era lícito.”

BOM DIA!!!

nov
17

DO EL PAÍS

Depois de muito mistério, Bob Dylan confirma: não irá a Suécia receber o prêmio Nobel de Literatura, segundo informa a agência France Presse. O músico alegou que tem “outros compromissos”. A Academia Sueca informou que Dylan mandou “uma carta pessoal” para comunicar sua decisão.

Para surpresa de muitos, o músico, ganhador também do Pulitzer e Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes, recebeu a maior premiação das letras mundiais em 13 de outubro “por ter criado uma nova expressão poética dentro da grande tradição americana da canção”.

Enquanto crescia a expectativa sobre sua possível assistência à cerimônia que se celebrará em Estocolmo em 10 de dezembro, o artista afirmou em uma entrevista ao The Telegraph que a notícia sobre o Prêmio Nobel lhe deixou “sem palavras”. E acrescentou que iria receber o prêmio, “se pudesse”.

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