DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

BLAGUE NO BLOG : Trabalho pra secretária

Uma lembrança deliciosa do jornalista Ivan de Carvalho, falecido há dois anos, figura das mais doces, no entanto igualmente firme, que já passaram pela imprensa política baiana.

Era 1974. O empresário Joaci Goes assumira plenamente a Tribuna da Bahia, após o período comandado pelo falecido Elmano Castro, e fizera mudanças, iniciando uma fase profícua do jornal.

Certa noite, após mais uma jornada de trabalho, o pessoal da Redação reuniu-se na antiga Pìzzaria Guanabara, na Barra, para momentos de descontração e também de conversas profissionais.

Sendo Ivan, até por antiguidade, mais próximo da cúpula do jornal, foi indagado pelo repórter Sóstrates Gentil, também falecido: “Joaci escreve editorial?”

Com a expressão impassível que era sua marca, Ivan continuou o movimento de levar à boca a tulipa de chope, sorveu considerável gole, para depois responder: “Não. Dita”.

BOM DIA!!!


Serra: o craque Didi como referência


DO EL PAIS

Afonso Benites
Brasília

Depois de ter dito em uma entrevista em julho passado que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos seria um pesadelo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, amenizou sua declaração e afirmou nesta quarta-feira que o seu pesadelo não se concretizou, porque ele ainda não dormiu. Conhecido por ser notívago, Serra passou a noite acordado acompanhando a apuração das eleições americanas e em contato com o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral.

“Não foi pesadelo, porque eu passei acordado. A gente só tem pesadelo dormindo. Agora, tendo o resultado da eleição em um sistema democrático, nós vamos olhar o interesse do nosso país. E fazer votos para que ele [Trump] se saia bem e abra posições positivas em relação ao mundo, à América Latina e ao Brasil”, disse.

Em declaração à imprensa, o chanceler brasileiro disse que Amaral está elaborando um plano de relacionamento para tratar com a equipe de transição do presidente eleito e recorreu ao futebol para afirmar que ele espera que a gestão Trump não seja tão radical e deixe de cumprir algumas das propostas extremistas apresentadas na campanha. “Em respeito daquilo que foi dito em campanha, seja pelos candidatos, seja pelos observadores políticos do mundo inteiro, eu lembraria uma frase do Didi: ‘Treino é treino, jogo é jogo’. Treino é campanha. O jogo começa agora.” A fala é uma referência ao jogador de futebol Valdir Pereira (1928-2001), um habilidoso meia carioca, bicampeão mundial com a seleção brasileira nos anos de 1958 e 1962.

Um dos pontos que o ministro brasileiro espera que Trump não leve a cabo é o protecionismo comercial de produtos norte-americanos. O republicano, na campanha, também afirmou que, se eleito, construiria um muro na fronteira com o México e que proibiria a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.
Decisões eleitorais e alfinetada

Serra ressaltou ainda que as decisões eleitorais têm de ser cumpridas. “Nas democracias, as decisões do eleitorado se respeitam e se cumprem. Não apenas por aqueles que são eleitos, mas também para aqueles que estão ao lado, como países, como instituições”.

O ministro é filiado ao PSDB, partido de Aécio Neves, que foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) em 2014. A sigla foi à Justiça Eleitoral logo após os resultados naquele ano questionando os números e as urnas eletrônicas. Em outro movimento, também acusou o PT de abuso de poder e do poder econômico na campanha, uma ação ainda pendente de decisão final. Para os apoiadores de Rousseff foi a inconformidade com os resultados que levou o Aécio a apoiar o impeachment meses depois. Instado por uma repórter a comparar a eleição presidencial americana com a brasileira, Serra se negou a fazer essa análise: “Isso vai muito longe. Isso é bobagem, sinceramente”.

Por meio de suas redes sociais, Rousseff mandou indiretas ao Governo de seu sucessor, Michel Temer (PMDB). “A tradição de um democrata é reconhecer a derrota, e não articular um processo golpista de impeachment sem medir as consequências para o seu país”, disse ela no Twitter. E continuou: “Os líderes americanos, apesar dos ânimos acirrados, respeitam os resultados eleitorais, como define a Constituição dos EUA”.

nov
10
Posted on 10-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-11-2016



Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

Momento Antagonista: Um projeto para matar a Lava Jato

Claudio Dantas analisa o projeto de lei da Leniência, que pretende perdoar todos os crimes dos réus da Lava Jato.

Dantas também comenta o envolvimento de Jaques Wagner no petrolão, após ser citado na delação da Odebrecht.

Está imperdível.

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