Bahia em Pauta reproduz, abaixo, o artigo de Zé Américo Silva, sobre reforma política e marketing, publicado no Facebook (3/11), que merece leitura atenta pela atualidade do tema e a qualidade do conteúdo. Ao mesmo tempo, parabenizamos o competente e bem humorado profissional de publicidade da Bahia (e do País), amigo do peito deste editor do BP, pelo seu aniversário, festejado ontem,7/11. Parabéns, Zamérico. E vamos lá!!! (Vitor Hugo Soares)

Reforma política X Profissionais de MKT e…

Zé Américo Silva

Já esta em pauta mais uma vez a discussão sobre a famigerada reforma política. Reforma que muitos acreditam ser a mãe de todas as reformas tal a sua importância.

Mas pelo andar da carruagem vai ser mais uma e não aquela reforma que toda a sociedade deseja.

Como sempre a discussão está restrita a uma comissão interna do Congresso e pouco se vê de novidade sobre a pauta dessa comissão. A discussão tem que ser ampla e devidamente divulgada para que possamos ter mais debates e, consequentemente, maior transparência possível.

Se for a toque de caixa será mais um arremedo e, portanto, mais uma frustração.
Devo admitir que o presidente da comissão é um jovem deputado e pela sua postura e desenvoltura política merece certo crédito de confiança. Trata-se do peemedebista baiano Lúcio Vieira Lima. Figura de grande trânsito entre as mais variadas correntes políticas da casa e que goza de grande simpatia da imprensa. O deputado, certamente, não vai querer ser mais uma diante de tema tão robusto.

Não quero dizer com isso que estamos garantidos, mas já é um bom começo.
Mas que tal se o deputado Lúcio convocasse os mais variados segmentos que compõem a “cadeia produtiva” do marketing político – agências, produtoras, gráficas, associações profissionais – para ouvi-los e quem sabe tirar das experiências vividas alguma lição para as futuras campanhas, no quesito despesas e prestação de contas dos gastos desse setor.

Tá mais que na hora de nós, os profissionais do mkt, deixarmos de ser os vilões dos custos de campanhas políticas.
Todos que trabalham sabem que poucos ganham fortunas. Os verdadeiros profissionais, os que ralam criando e produzindo exaustivamente durante o período de campanha no rádio, tv e web, ganham pelo suor do seu trabalho e passam ao largo dos esquemas milionários que hoje estão sob a mira da PF e do MPF.

Todos querem reduzir custos, mas deixar de pagar o justo por quem rala e rola nas campanhas não é o correto. Muito menos eleger esses profissionais e seu trabalho como vilões dos custos estratosféricos de determinadas campanhas e força-los a entrar nos esquemas de caixa 2, recebendo muitas vezes os cachês em dinheiro vivo.

Por isso, discutir reforma política sem ouvir o segmento do marketing é o início de uma reforma com a possibilidade de grandes falhas no resultado final.

Vamos lá?

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 8 novembro, 2016 at 8:12 #

]
Grande falha? Faz sentido, deve ser terrível escolher baseado na realidade.


luiz alfredo motta fontana on 8 novembro, 2016 at 8:14 #

Sem “Tio Patinhas” para nos orientar corremos o risco de descobrir a tal democracia.


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