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Postado em 06-11-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-11-2016 00:21

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Neto é o xis da questão em 2018

Na equação eleitoral de 2018, falta uma incógnita: o prefeito ACM Neto, que, embora com muita vontade, não pode nem pensar em manifestar-se neste momento, pois dois anos é tempo demais em política e o próprio país está com o rumo indefinido.

É provável que, com a ajuda federal via PMDB, possa contar no interior do Estado com apoio que equilibre os números, o que valorizaria o domínio que tem em Salvador. São condições a ser aferidas oportunamente para a melhor decisão.

Não concorrer não seria um estorvo para o prefeito, que concluiria sua obra na Prefeitura em 2020, preparado para a eleição seguinte de governador. O problema será se disputar agora e perder, daí o apuro que exige a questão.

O velho ACM não arriscava o nome à toa. Neto deve ter aprendido essa lição. Em 2008, já sem o preceptor, candidatou-se a prefeito para lançar a semente de sua liderança, com êxito, pois teve votação no mesmo patamar dos dois primeiros.

Quatro anos depois, bastaria que chegasse ao segundo turno para justificar a participação. Foi além: venceu o primeiro e o segundo, um bônus de certa forma inesperado. Para o governo do Estado, porém, não é obrigatório que a história se repita.

Wagner seria essencial na chapa de Rui

O governador Rui Costa, por informação ou precaução, movimenta-se ostensivamente para reforçar sua chapa. A presença do ex-governador Jaques Wagner em função de proa no governo a partir ainda deste ano praticamente o faz candidato ao Senado.

Vale frisar que a confirmação de Wagner vem depois que se divulgou, em nível nacional, que o PT designaria seus principais nomes nos Estados para concorrer a deputado federal, com o procedente objetivo de formar uma bancada forte na Câmara, já que a presidência da República parece distante.

Wagner seria, de fato, o melhor companheiro com que Rui poderia contar na eleição majoritária, pois seus dois mandatos de governador certamente lhe conferiram prestígio e conhecimento em todo o Estado. Para completar a chapa, sobraria material humano suficiente.

Resta lembrar a tradição baiana mais que cinquentenária de jamais se eleger senador de fora da chapa do governador, numa espécie de solidariedade fatal. É preciso muita confiança para arriscar o pescoço quando se sabe que o adversário é osso duro de roer.

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