Poeta Luis Fontana: com prazer o BP atende o pedido e agradece o presente da preciosidade musical de Edil Pacheco, um dos bambas da música baiana (como Gordurinha) no bairro da Saúde , onde este editor do BP viveu dias inesquecíveis da juventude. Gilson Nogueira, bom de música, amigo, colega e vizinho, é testemunha.

BOA TARDE!!!

( Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Ajuda a Renan atentaria contra investigações

É necessário que seja boato a anunciada pressão do Palácio do Planalto sobre ministros do Supremo Tribunal Federal para que não vá hoje a julgamento a ação que, por via indireta, tiraria Renan Calheiros da presidência do Senado, já que, caso venha a ser réu num dos inquéritos de que é alvo, não poderá figurar na linha sucessória da presidência da República.

Trata-se de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental apresentada pela Rede em maio, quando a preocupação era com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. No mesmo mês, atendendo ao procurador-geral, Rodrigo Janot, o STF suspendeu o mandato de Cunha por obstrução à Operação Lava-Jato, mas também para evitar a eventualidade de ele assumir a presidência.

Não teria sentido, portanto, todo o processo catártico que está vivendo o Brasil em busca de uma purificação de suas instituições, com prisões, destituições e processos contra grandes nomes da política e do empresariado, se o Senado Federal só pudesse funcionar dentro das normas constitucionais e regimentares sob a condução de um homem acusado de variados delitos na mais alta corte do país.

Se assim for, outra coisa há de se presumir: o senador Renan Calheiros está tão forte e poderoso, inclusive em relação ao presidente Temer, que tirará de letra todas essas calúnias levantadas contra ele e seguirá em paz na vitoriosa carreira política, quem sabe credenciando-se a ser o tão sonhado candidato do PMDB a presidente desde Orestes Quércia, em 1994.

Magnífico tango portenho de Cátull Castillo!!! Fabulosa interpretação de Edmundo Rivero dos melhores tempos do Viejo Almacém, em Buenos Aires.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Marcelo Rey (esq.) com o dono do bar, Gastón Carniel.
FB Bar do Peter

DO EL PAÍS

Ramiro Barreiro

Buenos Aires 3 NOV 2016 – 15:35 BRST

Uma discussão acalorada, um golpe letal e a selvageria de continuar batendo com o inimigo abatido. Isso aconteceu com Marcelo Gabriel Rey, um homem de 38 anos que desde 2013 morava em Morro de São Paulo, na Bahia. O agressor, chamado Enrique, provocou-lhe um desmaio e continuou surrando-o no chão após acusá-lo de roubar o trabalho dos brasileiros. Enrique está foragido, mas é uma pessoa muito conhecida na ilha e frequentador do bar onde Rey trabalhava. O Consulado da Argentina trabalha para repatriar os restos mortais.

O incidente ocorreu perto do Bar do Peter II, propriedade de outro argentino, Gastón Carniel. Ali trabalhava Rey, que todos conheciam como Conejo (Coelho). Rey chegou ao Brasil em 2013 proveniente do município de Lanús, na província de Buenos Aires, fugindo da insegurança que assola a Argentina. Começou a trabalhar como caixa no bar, localizado numa zona estratégica de Morro e famoso ponto de encontro dos argentinos que moram na ilha ou que a visitam como turistas.

Em sua página do Facebook, o bar publicou um anúncio nos dois idiomas com uma versão dos fatos: “Infelizmente, perdemos um de nossos amigos e trabalhadores. Conejito amigo, vamos sentir muitas saudades. Até agora, o que sabemos é que [ele] estava no bar Pedra sobre Pedra, na segunda praia, que discutiu com outra pessoa, que brigaram, que bateram nele até desmaiar e depois bateram mais no chão até matá-lo. A pessoa que fez isso é conhecida por todos. Há várias testemunhas, e muitas pessoas não falam para acobertar o assassino. Assim como os funcionários e o dono do bar, que não fizeram nada para manter a calma e evitar que isso acontecesse”, diz o texto. “Este filho da puta assassino se chama Enrique, a mulher se chama Dalma e vende trufas na praça do Morro. Têm um filhinho e certamente fugiram. Agradecemos muito a quem tiver informação.”

Outra versão mais precisa, dada por amigos de Rey, indica que o episódio ocorreu na terça-feira e que “um baiano conhecido por todo mundo” chamou a vítima para a briga, acusando-a de ser um estrangeiro que rouba trabalho dos locais. Mas o indivíduo não se deteve e bateu em Rey no chão até matá-lo.

Mariano Vergara, cônsul argentino em Salvador, confirmou o fato em declarações à rádio La Red, de Buenos Aires, dizendo que a morte ocorreu após um “golpe na cabeça contra uma escada de pedra”. “Estamos todos muito consternados. Conheci o Marcelo, e ele me pareceu um menino muito pacífico. Foi uma briga que terminou em desgraça”, explicou o cônsul, lembrando que esse tipo de episódio “não é comum, pois Morro de São Paulo é uma lugar muito tranquilo”. Mas recomendou que os visitantes sejam cordiais com os moradores locais. Vergara confirmou também que o assassino está foragido e que o Consulado está providenciando a repatriação dos restos mortais. Os familiares reúnem doações no Club Atlético de Lanús.


Renan Calheiros preside sessão do Senado no dia 1º de novembro.
Moreira Mariz Agência Senado


DO EL PAIS

Rodolfo Borges

São Paulo

É uma questão de tempo. Só não se sabe quanto. A maioria dos ministro do Supremo Tribunal Federal votou nesta quinta-feira para impedir que réus ocupem os cargos na linha sucessória da Presidência da República. A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade em maio, com a intenção de afastar o então presidente da Câmara Eduardo Cunha do cargo. Desde então, Cunha foi afastado pelo STF a pedido da Procuradoria Geral da República e acabou cassado e preso. A ação segue valendo, contudo, e pode afetar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mas a votação desta quinta só seguirá quando o ministro Antonio Dias Toffoli, que paralisou a análise ao pedir tempo para estudar o tema, se considerar preparado para dar seu parecer.

Toffoli teria até 20 dias para apresentar seu voto, de acordo com o regimento do Supremo. A questão é que alguns ministros já demoraram mais de ano para fazê-lo em outros julgamentos — ou seja, na prática, não há como determinar quando isso ocorrerá. Uma vez devolvido o processo ao plenário e quando os ministros do STF terminarem de votar, provavelmente os que já se manifestaram manterão a posição, o que impedirá os presidentes da Câmara, do Senado e do próprio Supremo de permanecer em seus cargos caso respondam a ação penal no STF. Renan Calheiros não responde a nenhuma ação no momento, mas é alvo de 11 inquéritos, alguns deles no âmbito da Lava Jato, e de um pedido de investigação na Corte. Um dos inquéritos, inclusive, quase foi a votação no mês passado, mas a acusação de ter as despesas de sua filha com a jornalista Mônica Veloso pagas por um empreiteiro acabou retirada da pauta. Em nota, o presidente do Senado disse que todos os inquéritos serão arquivados por ausência de provas, pois estão baseados em “ouvir dizer ou interpretações de delatores”.

Nesta quinta-feira, Toffoli chegou a argumentar, no início do julgamento, que a ação tinha perdido seu objeto, já que Cunha, o alvo do pleito da Rede, já não ocupa a presidência da Câmara. A maioria decidiu, contudo, que o julgamento deveria seguir. Ao votar, o relator do processo, Marco Aurélio Mello, destacou a relevância da chefia dos poderes para defender o afastamento em caso de ações no STF: “Essas presidências hão de estar ocupadas por pessoas que não tenham contra si a condição de réu”.

O relator foi seguido por Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello, que antecipou seu voto após Toffoli pedir vistas. “Se eventualmente um desses substitutos eventuais tornar-se réu, não será chamado seu substituto regimental na Câmara, Senado ou Supremo Tribunal Federal”, disse Mello, o decano da Corte. Luís Roberto Barroso alegou “motivos pessoais” para não participar do julgamento, enquanto Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski não estavam presentes.

A maioria não definitiva do STF joga uma sombra sobre a cadeira do presidente do Senado, apesar de a interrupção do julgamento travar qualquer impacto direto a Renan Calheiros. O presidente do Senado já demonstrava sinais de nervosismo nos últimos dias com uma ação da Polícia Federal que atingiu agentes da Polícia do Senado, agora suspensa pelo Supremo, e pela própria expectativa de que o processo desta quinta começasse a ser julgado, conforme anunciado pela nova presidenta da Corte, Cármen Lúcia.

Caso Toffoli só apresente seu voto após fevereiro, Renan já terá deixado a presidência do Senado e não chegará a sofrer desgastes. Se o voto vier antes, entretanto, é de se esperar que cresça a pressão sobre o presidente do Congresso Nacional em um momento em que o Governo Michel Temer tenta aprovar projetos-chave para a recuperação econômica do país, como a PEC 241, do teto de gastos, e a reforma da Previdência. Renan tem demonstrado disposição de colaborar com o Governo Temer. Não se espera o mesmo de seu sucessor imediato, o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC).

nov
04
Posted on 04-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-11-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

7 dias para o fim do mundo

Matheus Leitão, do G1, ouviu a mesma coisa que O Antagonista:

“O acordo de delação premiada da Odebrecht deve ser assinado até o final da semana que vem”.

Neste momento, os advogados da empreiteira estão transformando os anexos em depoimentos escritos. Em seguida, eles serão analisados pelos procuradores da Lava Jato e assinados.

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