DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Greca Chapeuzinho

Rafael Greca, prefeito eleito de Curitiba, deu entrevista à Gazeta do Povo.

Ele disse o seguinte:

“A Odebrecht não paga mais campanha. Por isso que eu estou eleito. Com a saliva.”

E mais:

“Eu ganhei a eleição. Vim na Gazeta dizer: eu ganhei a eleição. Acabou, muda o disco. Venha ser feliz comigo… Pela estrada afora, eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovozinha. Pare de ser Lobo Mau.”

nov
01

BOA TARDE!!!

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

OPINIÃO
A elite intelectual que perdeu no Rio

Joel Pinheiro da Fonseca

Confirmando o que se viu no primeiro turno, a esquerda brasileira –nova ou velha– seguiu em derrocada no segundo.

O PSOL, que queria devorar o cadáver do PT e tinha esperança em três grandes cidades (Belém, Rio de Janeiro e Sorocaba) perdeu as três. Em Curitiba, deu Greca. Em Porto Alegre, Marchezan. Para fechar com chave de ouro, teve ainda a simbólica derrota do PT para o PSDB em Santo André, na Grande São Paulo.

A derrota de Freixo para Crivella no Rio será especialmente sentida. O Brasil perde a chance de ter uma cobaia das ideias do PSOL na economia e na gestão, e a esquerda de maneira geral volta para onde ela fica mais confortável: na oposição, criticando tudo que existe em favor de utopias imaginárias.

Não lhe fará bem. Aliás, já não está fazendo. No lugar de uma reação saudável, de tentar descobrir como poderia ter se conectado com o eleitorado que agora não acredita em suas promessas, a campanha e a militância voluntária que defendeu Freixo com unhas e dentes, assim como seus pares que defenderam Haddad em São Paulo, preferem apontar o dedo e condenar quem votou contra seu lindo projeto social.

Falam dos vilões de sempre: a elite branca (que na verdade designa melhor o eleitorado do Freixo que o do Crivella) que não quer negros no aeroporto, os fundamentalistas que querem transformar o Brasil em uma teocracia, os machistas, os homofóbicos etc.

E o dedo acusatório não se volta apenas contra quem votou em Crivella. Os votos brancos, nulos e abstenções (vencedores novamente) também entram na roda. Não ter se empolgado com o bolivarianismo tupiniquim do Freixo é uma covardia imperdoável.

Nada disso é novidade. É herança da velha esquerda, que aceitava a democracia como uma concessão momentânea à política burguesa, desde que levasse à revolução. A diferença é que, sem a possibilidade da insurreição (ainda mais depois de dois anos invocando o amor à ordem legal que seria violada com o impeachment), resta apenas acusar e reiterar a própria virtude.

E fica a pergunta: se votar é tomar parte na luta eterna do bem contra as forças obscurantistas do mal, qual o grande mérito da democracia?

Quem perdeu no Rio foi uma elite intelectual, artística e universitária que se considera, com a mais pura sinceridade, mais esclarecida e moralmente superior ao resto do país; pessoas que ela secretamente odeia e das quais, ao mesmo tempo, espera total adesão. Uma classe que tem ojeriza visceral à classe média, que considera religião falha de caráter e que demoniza a ambição de subir na vida.

Por isso, chegou-se ao óbvio: fora a questão de se suas propostas funcionam ou não, se são boas ou más para a sociedade –na minha opinião, seriam catastróficas, mas essa é outra discussão–, a crença incondicional na pureza de seus ideais foi usada pela classe política que dela se beneficiava para promover os maiores esquemas de corrupção da história do nosso país.

A fé humilde dos crentes possibilitou a esbórnia dos bispos. Curiosamente, não estou falando da Igreja Universal.

BOM DIA!!!


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)
Abstenção sugere desistência da luta política

A concessão do voto facultativo a quem completa 70 anos leva em conta a suposição de condições difíceis de locomoção de que em geral são acometidas pessoas nessa faixa etária, não necessariamente um prêmio aos idosos que por tantos anos se desincumbiram do “dever cívico”.

O privilégio, portanto, não invalida o voto como instrumento maior da cidadania, com o qual se imaginava que o fundador de um partido “de massas” e duas vezes presidente da República, como Lula, estivesse comprometido.

Um homem que pediu o voto popular nas esquerdas pós-ditadura, contra o qual se posicionavam outras legendas mais extremadas, defensoras do voto nulo, que por isso se distanciaram do PT, não pode agora fazer esse tipo de pregação.

Compreende-se, no entanto, a demonstração de amargura, Não havia risco de Lula ser hostilizado na seção eleitoral, ainda mais que já passou a fase mais ajuda do conflito político no país. Ele apenas, talvez antevendo o resultado das urnas, quis logo jogar sua toalha pessoal.


DO EL PAÍS

Rodolfo Borges

São Paulo

Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, José Serra, Marina Silva, Ronaldo Caiado, Flavio Dino, Jair Bolsonaro. As eleições municipais deste ano ampliaram as chances de alguns desses nomes pleitearem candidaturas presidenciais em 2018. A hecatombe política com o fracasso retumbante do PT no pleito municipal abriu uma avenida de possibilidades para outros nomes, seja à esquerda ou à direita.
Palácio do Planalto iluminado com as cores da bandeira brasileira por conta da Olimpíada do Rio, em abril.
Palácio do Planalto iluminado com as cores da bandeira brasileira por conta da Olimpíada do Rio, em abril. Roberto Stuckert Filho PR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda vinha liderando as intenções de voto para o próximo pleito presidencial em pesquisas de diferentes institutos feitas nos últimos meses: Datafolha, Vox Populi, CNT/MDA. Mas, a rejeição à legenda nas urnas e o fato de Lula ter sido três vezes indiciado pela Lava Jato mostra que são poucas as chances de o ex-presidente sobreviver politicamente até 2018. O partido conquistou a prefeitura em 254 cidades neste ano, com derrotas simbólicas como no ABC paulista, berço do partido. Em 2012, obteve vitória em 638.

Por ora, o grande destaque que emerge após as eleições municipais é, sem sombra de dúvidas, o governador de São Paulo. O tucano Alckmin já tinha sido consagrado no primeiro turno com a eleição em primeiro turno de João Doria (PSDB) em São Paulo, seu afilhado político, o que o fez largar na frente com folga na corrida para 2018. Neste segundo turno, além de eleger aliados em cidades estratégicas do PT, como São Bernardo e Santo André, o PSDB de Alckmin chegou a 167 prefeituras do Estado.

A vitória de seus afilhados dá musculatura ao governador para lidar com a disputa pela candidatura presidencial dentro do seu próprio partido. O PSDB segue sob o comando do senador Aécio Neves, que perdeu por pouco a eleição de 2014 para Dilma Rousseff e vinha sustentando algum protagonismo na oposição até a chegada de Michel Temer (PMDB) ao Palácio do Planalto. A competição interna chegou a levar a boatos de que Alckmin poderia se lançar à presidência pelo PSB.

Mas, para sorte de Alckmin, Aécio amargou neste domingo a derrota de seu afilhado político João Leite, para o empresário Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, base política do senador. Resta agora a disputa com outro tucano, José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do Governo Temer, que também tem pretensões presidenciais.

Se o PSDB, o segundo partido que mais ampliou o número de prefeituras nesta eleição – 807 em todo país, 16% a mais do que em 2012 –, bate cabeça na hora de encaminhar a sucessão presidencial, a situação do PT é ainda mais complicada. Refém da figura do ex-presidente Lula, o partido deixa 2016 sem perspectivas para 2018. A grande baixa neste xadrez municipal foi Fernando Haddad, que não chegou nem para o segundo turno em São Paulo.

É nesse vácuo petista que entra o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que se apresenta como alternativa de esquerda e tem feito várias aparições públicas na tentativa de reunir partidos desse espectro político em torno de seu nome. A reeleição neste domingo do seu aliado em Fortaleza, Roberto Claudio, dá fôlego para novas investidas de Gomes, que já se declara pré-candidato à presidência. Ao todo, o PDT obteve 335 prefeituras no país.

Outra alternativa de esquerda que se apresenta é o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), que tem se estabelecido como alternativa de poder à família Sarney em seu Estado e ajudou a triplicar o número de prefeituras comunistas por lá na última eleição. “Não teremos no Brasil uma ‘onda conservadora’ duradoura. Por várias razões. Uma delas que isso fortaleceria a desigualdade, já absurda”, tuitou ele nesta segunda, à luz dos resultados eleitorais que apequenaram a esquerda. Seu partido conquistou 81 prefeituras, 50% a mais que em 2012. “A esquerda deve olhar menos para trás e mais para frente. Novo programa sustentado por uma frente ampla”, defende o governador maranhense. Falta a Dino, entretanto, a amplitude nacional que Ciro Gomes conseguiu ao ter atuado como ministro nos Governos Itamar Franco e Lula e por já ter concorrido à Presidência duas vezes, em 1998 e 2002.

Quem também depende de uma maior exposição nacional, caso venha a pleitear a cadeira de presidente da República como se cogita, é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, filiado ao PSD. Para se viabilizar, Meirelles dependeria ainda do sucesso do Governo Michel Temer na tentativa de retomar o crescimento da economia nacional, uma incógnita diante de uma política de austeridade que entra com a PEC 241. Do sucesso do Governo Temer também dependeria um eterno presidenciável: José Serra, que embarcou no Governo via Ministério das Relações Exteriores de olho em 2018. Apesar de ter perdido espaço no PSDB, poderia migrar de partido – o PMDB seria a legenda – para se lançar ao Palácio do Planalto. Além de Serra, o PMDB cogita outros nomes, inclusive o de Temer, ou ainda entrar em aliança com o PSDB. O partido que o governa o país atualmente elegeu 1.038 prefeitos, um pequeno crescimento em comparação com 2012 (1.021).

Os planos do Partido Republicano Brasileiro (PRB) para 2018 ainda são uma incógnita, mas não há dúvidas que a legenda passa a ambicionar um protagonismo nacional, depois de eleger Marcelo Crivella no Rio, e conquistar 105 prefeituras, 31% a mais do que em 2012. O candidato derrotado à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, já avisou que pretende encarar essa disputa dentro da legenda.

Na outra ponta do tabuleiro, entre aqueles que saíram menores do processo eleitoral, está a ex-senadora Marina Silva, idealizadora e grande nome da Rede Sustentabilidade, que ficou de fora das prefeituras e câmaras das maiores capitais do país em sua estreia nas urnas, com exceção de Macapá. Clécio Luis foi reeleito prefeito da capital do Amapá e firmou o nome do partido entre os grandes municípios. No balanço nacional, a Rede conquistou sete cidades, mas esperava-se um desempenho muito melhor pelo tamanho de Marina na última eleição presidencial, quando obteve 22 milhões de votos.

Outras legendas correm por fora, como o Democratas. Na esteira do impeachment de Dilma Rousseff, o DEM ressurgiu após as eleições municipais com a expressiva reeleição de ACM Neto na prefeitura de Salvador logo no primeiro turno. Conquistou, ainda, outras 265 prefeituras no país. Um dos nomes mais importantes do partido hoje, Neto defende que o partido discuta um projeto nacional a partir deste segundo turno e já sugeriu o nome do senador Ronaldo Caiado (GO) para concorrer ao Planalto. Candidato à Presidência em 1989, Caiado se destacou nos últimos anos como opositor ferrenho do Governo Dilma, o que lhe credenciou como alternativa para o eleitorado de direita.

Um nome de sucesso entre os eleitores direitistas é o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que foi o parlamentar mais votado do Rio de Janeiro em 2014 e tem sido recebido por apoiadores em diversos aeroportos do país. Uma candidatura Bolsonaro, porém, está muito longe de se provar competitiva, mas o entusiasmo de seus apoiadores deve contribuir para tumultuar, ao longo dos próximos dois anos, o já conturbado cenário político brasileiro que levará à eleição do próximo presidente da República.

nov
01
Posted on 01-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-11-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

nov
01
Posted on 01-11-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-11-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A nova musa de Temer

Michel Temer encontrou alguém em quem se inspirar para defender o ajuste fiscal: Margaret Thatcher, a primeira-ministra britânica que, nos anos 80, promoveu uma verdadeira faxina na máquina pública do Reino Unido.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, hoje, Temer lembrou que Thatcher defendia que “o dinheiro público nasce do dinheiro privado, precisamente dos tributos.”

Por isso, um Estado que gasta muito está, no fundo, torrando o dinheiro privado de seus cidadãos.

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