DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Renan pode deixar cargo em oito dias

A ação a ser julgada quinta-feira da próxima semana no Supremo Tribunal Federal é uma ADPF – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (veja textos abaixo).

Se acolhida pela corte, valerá o princípio de que pessoas acusadas na Justiça não podem fazer parte da linha sucessória da presidência da República.

Nesse caso, Renan Calheiros não poderia ocupar a presidência do Senado, abrindo espaço, talvez, a um colega que não queira atrapalhar a votação da PEC do Teto.

Renan a caminho do cadafalso

Seria interessante que algum canal poderoso de comunicação o dissesse expressamente, mas, como ainda há pruridos, ousamos supor que está chegando a hora de Renan Calheiros.

Começou sua agonia, dando sequência ao que foi, há pouco mais de um ano, o desmantelamento de Eduardo Cunha. A diferença é que Renan durará menos.

Jamais foi possível aos olhos da nação, nos lares, nos bares e em outros patamares, que esses dois homens encarnassem o poder, mesmo num país como o Brasil.

Foi-se o primeiro, ir-se-á o segundo. E como por onde passa um boi passa uma boiada, muito ainda ocorrerá nesta luta difícil que as instituições travam contra o verdadeiro crime organizado.

Cármen Lúcia dá a senha

Nesse particular, a sociedade passa a dever muito à presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, a mesma que há meses, repetindo La Pasionaria da resistência espanhola a Franco, disse “não passarão”.

A ministra está mesmo disposta a cumprir o compromisso. Nesta fase terminal, em que se esquece até da liturgia do debate no alto nível da República, Renan Calheiros perde a compostura, e dela recebeu o recado certeiro.

Ao declinar de convite do presidente Temer para um encontro dos quatro presidentes dos Poderes constituídos, Cármen Lúcia recusou-se a ombrear sua autoridade com a de um Renan encaliçado pelo desabamento da obra que ele próprio ergueu.

O presidente do Senado sofre pelo menos dez inquéritos por práticas que vão do peculato ao recebimento de propina, do uso de documento falso à venda de medidas provisórias. Com tal currículo, só mesmo em sonho se livraria da enxurrada.

Acelerou

Os dois comentários anteriores estavam prontos quando foi divulgado pelo Estado de S. Paulo, sucintamente, que a ministra Cármen marcou para 3 de novembro “o julgamento de uma ação que pode ameaçar o cargo do presidente do Senado, Renan Calheiros”.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 27 outubro, 2016 at 14:56 #

Desta vez ele só sai arrancado, não renuncia, pois sabe que se o fizer…República de Curitiba.


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