DO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Excesso de presidências engordaria Imbassahy

Já nos referimos aqui a colunas da imprensa nacional cujas especulações são em geral vazias e quase sempre movidas por interesses específicos em jogo. Mas neste caso pode-se dizer que a Radar on line, da revista Veja, tem razão.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB) quer ser presidente da Câmara, mas enfrenta “oposição sistemática” do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e do prefeito ACM Neto (DEM), justamente os outros dois pilares que com ele fazem a base da oposição baiana.

No jogo político, os dois estão cobertos de razão. A Bahia já tem lideranças demais. Imbassahy, embora ex-governador e ex-prefeito, não teve ainda, em sua fase de readaptação pós-carlista, um vestibular que o colocasse naturalmente entre os candidatos a governador, como Geddel e Neto.

A presidência da Câmara é poder que não acaba mais, a menos que o cidadão se chame Eduardo Cunha. E Imbassahy está querendo fortalecer-se de tudo que é lado, tanto que o seu liderado vereador Paulo Câmara, num ambiente que lhe é francamente desfavorável, insiste em um terceiro mandato na presidência da Câmara Municipal.

Um projeto em risco

O prefeito Neto apressou-se a desmentir qualquer mal-estar de sua parte quanto à pretensão de Imbassahy. Do ministro Geddel ainda não se ouviu nenhuma palavra.

O tema, naturalmente, é delicadíssimo. Afinal, a trinca tem um projeto comum na Bahia, e uma rachadura desse quilate poria tudo a perder no nascedouro.

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