BOA TARDE!!!

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Entrevistas / Política

por
Fernanda Chagas, Osvaldo Lyra e Paulo Roberto Sampaio

Governador da Bahia por oito anos e ex-ministro da então presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner vai ter um papel fundamental nos próximos anos na reconstrução do PT e no fortalecimento da política no estado.

Em entrevista exclusiva à Tribuna, o ex-governador falou sobre temas importantes, como atual cenário da política brasileira, o impeachment e as investigações da Operação Lava Jato que atingem o ex-presidente Lula. Para ele, o PT não é um partido de santos, mas está longe de ser um símbolo da corrupção. Wagner revelou ainda que vai se dedicar à Bahia até 2018 e não descarta concorrer a uma vaga no Senado. Confira, no BP, trechos da entrevista de duas páginas na TB, que rendeu a principal manchete do jornal baiano na edição desta segunda-feira, 17.

Tribuna da Bahia – Ao falar com os baianos, o seu grau de responsabilidade aumenta. Qual a leitura que o senhor faz do momento da política do país?
Jaques Wagner – Hoje como democrata, como pai, como avô e político militante, estou extremamente preocupado. Acho que a essência de uma política madura é a existência de partidos políticos consistentes, com ideologias, ideais. Infelizmente, eu não vou generalizar, mas hoje estamos vendo uma proliferação, dispersão de partidos políticos, que nós não temos 40 projetos de país, 40 ideologias. Hoje, em número de partidos, nós só perdemos para o Haiti, que tem 80, 90 partidos. Eu continuo dizendo que ao contrário de sinalizar o vigor da democracia brasileira, significa um risco para a democracia porque fica ingovernável. Imagina o presidente da Câmara para fazer a pauta da semana, a reunião de líderes tem 35, 40 em torno de uma mesa, é algo que fica praticamente impossível. Eu continuo me digladiando por aquilo que eu acho mais importante. A democracia para funcionar precisa ter regras, partidárias e eleitorais, que alimentem uma boa democracia. Aí eu acho que nós temos que, definitivamente, acabar com o mercado do tempo de televisão. Se o partido não vai ter candidato, o tempo não é dele para mercar com outros que vão ter candidatos. O tempo vai ser dividido por aqueles que são candidatos. Isso eu acho absolutamente normal. Temos que acabar com a coligação proporcional, continua sendo o grande estelionato eleitoral. O nome já diz, a Câmara dos Deputados é a casa da proporcionalidade, por isso, todas as suas regras são pela proporcionalidade, diferente do Senado, onde os senadores são votos majoritários. Se ela é proporcional, cada partido terá um número que obtiver se apresentando perante a sociedade, e não debaixo de um guarda-chuva. Ai podem falar, ‘ah, mas o PT também faz’, lógico, essa é a regra e eu me penitencio pelo PT não ter feito essa mudança de regra, uma reforma política simples, mas objetiva e prática no auge da nossa popularidade no primeiro mandato do presidente Lula. Esse ano os partidos políticos com fundo partidário, que é dinheiro público, distribuíram para os seus candidatos fazerem campanhas. Eu estou preocupado, por conta desta desorganização, essa judicialização da política passamos a viver uma subversão que é criminalização da política e quase a canonização de determinadas instituições que tem o abrigo da estabilidade, as instituições do estado, os concursados. Eu não tenho nada contra os concursados, mas digo sempre, quem quiser dizer o destino desse país, precisa disputar votos e entrar na política. Se o cidadão que é vitalício começa a mandar muito, vira ditadura, autoritarismo. Por isso eu estou preocupado.

Tribuna – O PT foi o partido que mais perdeu espaço nessa última eleição, inclusive aqui na Bahia. Como o senhor analisa esse cenário?
Wagner – Desde o episódio chamado de mensalão o PT vem sendo chamado o tempo todo de o partido da corrupção. Eu vou trazer à baila um ideólogo do Nazismo que diz que uma mentira contada três mil vezes vira uma verdade. Seguramente o PT não é um partido de santos, mas de homens e mulheres e, por tanto, como qualquer partido, qualquer corporação, tem pessoas certas e erradas. Aí eu acho que é a lei do país que vai alcançar os que tiverem errados, mas seguramente nós não somos nem fundadores nem detentores desta exclusividade. O que eu acho que está errado, e digo de novo, é a máquina e a forma de fazer política. A máquina de fazer política até a última decisão era de que você tinha financiamento privado, e financiamento privado com campanhas cada vez mais caras, foram moendo todo mundo, todo mundo desesperado para saber como vai fazer a próxima campanha. Completamos 13 anos e meio de governo e quem apanha é quem está no poder. Quem faz oposição faz bater, quem está no poder é reclamado, isso é normal. Às vezes alguns do PT falam: ‘há, porque não falam do PSDB?’, porque quem era o governo federal éramos nós. Quando for o PSDB, o PMDB no governo, o questionamento vai ser feito a eles, isso é inevitável. Eu acho que aqui na Bahia, dentro da base aliada estamos em uma situação extremamente confortável, 280, 290 prefeitos. A oposição cresceu? Se eu não for olhar para mim mesmo, que em 2006 ninguém acreditava e cresci, venci no primeiro turno, depois em 2010, em 2014, se eu achar que essa hegemonia é eterna, vou cair no mesmo erro dos que me antecederam e acharam que seriam eternizados. Eu acho que política é isso mesmo, sobe e desce. O PT, por ser na Bahia nove anos e meio de governo e nacionalmente 13 anos e meio, tem os seus desgastes, o que é normal. Isso é o jogo normal da política. Se você perguntar se gosto, eu não gosto, mas encaro com grau de naturalidade e sem desespero. Então, é óbvio que teve o peso do desgaste do PT, mas nem todas as derrotas nossa foram em função disso. Vou citar um exemplo bem claro. Camaçari. A briga de Caetano com Ademar é parte da variável que fez a gente ser depenado lá. Aqui em Salvador, a demora na escolha do candidato, a busca do entendimento da base para apresentar. Alice foi apresentada como candidata faltando 45 dias do pleito. ..

LEIA INTEGRA DA ENTREVISTA DE JAQUES WAGNER NA EDIÇÃO IMPRESSA DA TB.

out
17


Temer e Marcela na India

Do portal G1/

O presidente Michel Temer fez discursos neste domingo (16) em eventos do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nos quais buscou enfatizar que a economia brasileira está se recuperando e que o país adotou medidas de responsabilidade fiscal para conter o rombo nas contas públicas. Aos chefes de estado dos demais países do grupo, o presidente afirmou que o Brasil começa a “entrar nos trilhos”.

As falas do presidente ocorreram em reuniões que fazem parte do encontro de cúpula dos Brics, realizado neste fim de semana na cidade de Goa, na Índia. No primeiro evento do dia, uma reunião privada com os chefes de estado da China, Rússia, Índia e África do Sul, o presidente ressaltou medidas de seu governo para retomada do crescimento e a melhora em alguns indicadores econômicos.
Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)

“Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram. O Fundo Monetário Internacional estima o fim da recessão e a volta do crescimento do PIB brasileiro no próximo ano. A inflação tem cedido e, em setembro passado, tivemos o menor índice para o mês desde 1998. Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos”, afirmou Temer.

Mais tarde, em eventos com os mesmos chefes de estados e com empresários que formam o Conselho Empresarial dos Brics, Temer voltou a defender a ideia de recuperação da economia brasileira e convidou os executivos a investirem no país.

“Com as primeiras medidas adotadas, posso assegurar, que já podemos constatar sinais da volta de confiança. A inflação, que sabemos todos, dá sinais de desaceleração. Os índices de confiança da indústria e do consumidor registram altas.Convido, portanto, as empresas dos países do BRICS a investirem no Brasil”, disse o presidente.

Nos dois eventos do dia, Temer citou o programa de parcerias com a iniciativa privada lançado pelo governo, que contempla obras na área de infraestrutura, como portos e rodovias.

“Estamos empenhados em melhorar o ambiente de negócios. Vamos desburocratizar processos, reduzir custos de operação e zelar pela previsibilidade e pela segurança jurídica. Lançamos já, o Programa de Parcerias de Investimentos fundado em regras estáveis. São 34 projetos iniciais nas áreas de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, energia, óleo e gás. As agências reguladoras voltarão a ter papel efetivo de supervisão”, afirmou o presidente para os chefes de estado e empresários.

Ajuste
Temer ainda enfatizou em seus discursos a intenção do governo de sanear o rombos nas contas públicas por meio de medidas de ajuste fiscal, como a PEC do teto dos gastos e a reforma da Previdência. A expressão “responsabilidade fiscal” foi repetida algumas vezes pelo presidente.

“Responsabilidade fiscal é, para nós, um dever maior e tarefa urgente. É dever maior porque, sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. É tarefa urgente porque o desarranjo das contas públicas é a causa-mor da crise que enfrentamos”, afirmou Temer.

Parceria com asiáticos
No final do dia no horário local da Índia (9 horas à frente do horário de Brasília) Temer participou de um encontro de cúpula ampliada, entre os Brics e chefes de estado do BIMSTEC, grupo que reúne Bangladesh, Butão, Índia, Myanmar, Nepal, Sri Lanka e Tailândia.

No último discurso do dia, o presidente ressaltou a intenção do Brasil em aumentar as relações comerciais com os países asiáticos.

“A Ásia é região de abundante e preciosos recursos humanos e culturais. É a área de maior dinamismo econômico do Planeta.Sobretudo em período no qual nos concentramos na retomada do crescimento, desejamos intensificar relações com nossos amigos asiáticos e, certamente, com cada um dos países aqui reunidos”, disse Temer.

Ele defendeu maior integração entre os países e a intensificação do comércio. Para Temer, o protecionismo e a criação de barreiras não são eficiente para lidar com os desafios que o mundo hoje enfrenta.

“Como tenho dito, o sistema internacional experimenta um déficit de ordem. Conflitos prolongam-se. O terrorismo continua a ceifar vidas mundo afora, com brutalidade desconcertante. Os crimes transnacionais geram níveis de violência inaceitáveis. Pressões sociais alimentam a tentação do isolacionismo – como se crescimento e empregos dependessem de menos, e não mais, intercâmbio entre os povos”, afirmou o presidente.

“O sistema internacional simplesmente não se mostra equipado para lidar com esses imensos desafios”, completou.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Foi sem querer querendo

Diz-se na imprensa que o prefeito ACM Neto, “diferentemente das vezes anteriores”, resolveu interferir na eleição do presidente da Câmara Municipal, a realizar-se em janeiro.

Caso típico de falta de memória, pois Neto interferiu em 2015, quando patrocinou a recondução do vereador Paulo Câmara (PSDB), detonando um acordo que reservava o cargo ao PTN.

Foi um fato político tão extraordinário que propiciou o rompimento do partido com o prefeito, em episódio de alta tensão entre Neto e o deputado Bacelar.

WALESKA
(Maria da Paz Gomes, nascida em Afonso Cláudio, Espírito Santo. Iniciou a sua carreira de cantora na Rádio Inconfidência, em Belo Horizonte, MG)

Vinícius de Moraes falou, um dia, que ela sempre tinha a canção certa para a dor exata. A ” Rainha da Fossa” partiu, na sexta passada, aos 75 anos, do Rio maravilhoso para ficar, cantando, junto Dele!!! SAUDADES!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
17
Posted on 17-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-10-2016


Pater, no jornal A Tribuna (ES)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Vaidade suprema

Luiz Fux, como noticiamos mais cedo, disse ao Estadão que vai sugerir ao STF limitar em 15 minutos o tempo disponível para que cada ministro exponha seu voto durante julgamentos.

A transmissão ao vivo das sessões plenárias — desde agosto de 2002, quando a TV Justiça foi criada — certamente contribui para a vaidade dos togados e para que, nas palavras de Fux, as discussões se tornem “enfadonhas”.

Marco Aurélio Mello, presidente da Suprema Corte na época da implantação da TV, disse certa vez que “a eficiência do setor público depende da publicidade”.

“Ora, a sessão é pública. Se há alguma coisa que não deve ser dita, a pessoa tem que se policiar.”

Quando perguntado sobre a influência das transmissões nos julgamentos, Marco Aurélio já confessou em conversas sobre o tema: “Claro que há preocupação. Somos homens. Até brincaram um dia dizendo que as gravatas melhoraram muito”.

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