BOA TARDE!!!


Silvia Ayuso

Twitter

Washington

Os efeitos do Matthew não param e continuam aumentando em um dos países mais pobres do planeta, que já sofreu um terremoto devastador em 2010. O balanço, ainda provisório, de mortos na área sul do Haiti após a passagem do furacão continua subindo e passou, na quinta-feira, de 140 para 283, de acordo com relatórios recentes do Governo. Uma estimativa da agência Reuters eleva para 877, citando fontes de ajuda humanitária. Muitas das vítimas, de acordo com estas fontes, morreram quando árvores caíram sobre elas, pelo colapso de casas e nas inundações provocadas por ventos de mais de 230 quilômetros por hora.

O saldo, oficial mas ainda parcial, poderia continuar a subir nas próximas horas, já que ainda não foram publicados números de outras áreas de difícil acesso. O chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) no Haiti, Enzo di Taranto, confirmou que a região sul foi a mais afetada. Taranto explicou ainda que, se “o tempo permitir”, a agência vai realizar uma avaliação de campo para estabelecer dois centros de operação de coordenação com a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), em Les Cayes e Jeremie, a cidade mais afetada. “Nunca vi nada parecido com isso”, disse à agência Efe Louis Paul Raphael, representante do Governo na cidade costeira de Roche-a-Bateau, no Departamento Sul, uma das áreas mais devastadas pelo furacão.

A Organização Pan-Americana da Saúde alertou sobre um possível surgimento de cólera depois do furacão. Este ano, antes do desastre do Matthew, já tinham sido registrados 28.500 casos desta infecção intestinal com risco mortal.
Furacão Matthew deixa quase 900 mortos no Haiti e mergulha país no caos

A ilha caribenha é até agora o país mais afetado pela tempestade que recuperou a categoria quatro. Cerca de 30.000 pessoas estão em abrigos improvisados em 12 municípios da região, diz a agência haitiana de notícias AlterPresse, e cerca de 10.000 estão sem abrigo.

Desde terça-feira, o poderoso ciclone atingiu o empobrecido e golpeado país causando danos extensos. O presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, qualificou a situação como “catastrófica”, garantindo que vão precisar de ajuda internacional para enfrentar possíveis emergências de saúde que podem surgir como resultado do furacão.

Durante a passagem do Matthew pelo Haiti, mais de 28.000 casas foram afetadas, mas o número poderá subir quando for possível chegar a todas as áreas e fazer uma avaliação completa dos danos. Segundo as Nações Unidas, o furacão Matthew já é responsável pela maior crise humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010.

A ajuda internacional começa a chegar. Os Estados Unidos anunciaram o envio de um milhão de dólares em assistência para as comunidades afetadas. A União Europeia (UE) também se juntou ao apoio e informou que vai destinar 255.000 euros em “ajuda humanitária inicial” e está mobilizando ofertas de países europeus para ajudar o país através do mecanismo de proteção civil da UE, de acordo com a agência Efe.

Os danos causados pelo Matthew ainda não foram quantificados por causa das inundações e o colapso da ponte principal da cidade de Grand Goave, que faz a conexão com a capital do Haiti, Porto Príncipe. As equipes de resgate estão presas em muitas áreas.

Na vizinha República Dominicana, outras quatro pessoas morreram por causa do Matthew. Em Cuba ele também deixou grandes danos, mas apenas materiais. A passagem violenta do Matthew na noite de terça-feira deixou um rastro de deslizamentos de terra e inundações em lugares como Baracoa, Maisí e Imías, que hoje permaneciam sem sinal de telefone nem energia elétrica e com as estradas de acesso ainda bloqueadas e pontes destruídas. O flagelo do Matthews, o maior furacão formado no Caribe nos últimos nove anos, causou penetrações do mar e deslizamentos de terra e rochas em longos trechos de estradas que levam a esses municípios por isso a ajuda, até o momento, só está chegando por via aérea.

A cidade cubana de Baracoa, onde o furacão foi especialmente destrutivo, ficou em ruínas. Foram contadas pelo menos 749 casas atingidas pelas inundações e mais de 35.000 pessoas evacuadas. Segundo a Efe, na quinta-feira voltava o movimento nas ruas de Baracoa, dois dias após o furacão. As famílias iniciavam as tarefas de limpeza de suas casas e tentavam recuperar seus pertences entre os escombros e o barro.
Sobreviventes em casas destruídas na localidade haitiana de Jeremie. ver fotogalería
Sobreviventes em casas destruídas na localidade haitiana de Jeremie. CARLOS GARCIA RAWLINS REUTERS

No total, as autoridades cubanas retiraram mais de 1,3 milhão de pessoas em toda a metade oriental da ilha antes da passagem do Matthews, realocados em abrigos, edifícios públicos ou casas de família mais seguras, uma medida preventiva que evitou vítimas fatais. O jornal estatal Granma noticiou na quinta-feira a retomada das saídas de ônibus, trens e voos, mas afirmou que não é possível chegar às cidades mais afetadas por terra.

ARTIGO DA SEMANA

Cem anos de Ulysses, 28 da Constituição, e a Hidra de Lerna na Bahia

Vitor Hugo Soares

Olhando bem para os escombros e, ao mesmo tempo, para as múltiplas possibilidades abertas pelos resultados das urnas, no primeiro turno das eleições municipais de domingo passado – principalmente nos casos já definidos de São Paulo e Salvador, mas também do Rio de Janeiro, a se resolver no final deste mês –é inevitável a recordação de Ulysses Guimarães. Outra vez, abre-se a oportunidade de constatação da sua sabedoria, clarividência e atualidade, nesta semana em que o Senhor Diretas teria festejado 100 anos (6/10), se vivo estivesse, e que a Constituição de 1988 comemora 28 anos (5/10) de sua promulgação. A Constituição Cidadã segue firme e com vitalidade para muito mais, apesar dos trancos que tem enfrentado ultimamente. Tim Tim!!!

Brindemos em memória a “um autêntico tecelão da História”, na definição do ilustre mineiro José Aparecido de Oliveira. O homem que, na conceituação de Tancredo Neves, outro notável de Minas, “conduzia o MDB como se fosse o Supremo Tribunal Federal”. Escrever, falar e pensar sobre Ulysses, sua visão e considerações (originais na forma e preciosas e transcendentes no conteúdo) sobre a política, eleições, as coisas, as pessoas e, principalmente, a respeito do poder e suas simbologias, torna-se ainda mais essencial neste momento confuso e complicado que atravessamos.

Mas, é preciso ressaltar, não o tipo de confusão pretendido e sugerido pelo esquentado ministro do STF, Marco Aurélio Mello, no diálogo com a presidente da Suprema Corte de Justiça do Brasil, Cármen Lúcia (transmitido ao vivo pela Globo News ), depois de ser vencido (6 a 5) em seu voto de relator na histórica sessão da última quarta-feira, 5, que decidiu pela prisão de condenados em segunda instância. Crentes ou ateus sabem que o espírito iluminado de Ulysses rondou o plenário da Corte durante toda a memorável sessão de 5 de outubro. E depois seguiu sobrevoando o Planalto Central do Brasil, encantado e vigilante.

“Com respeito à minoria vencida, o Supremo decidiu que não somos uma sociedade de castas e que mesmo crimes cometidos por poderosos encontrarão uma resposta na Justiça criminal”, pontuou o juiz Sérgio Moro, firme e implacável (com malfeitores públicos e privados), ao comentar o resultado da sessão em Brasília.

Homenagear este incrível Hamlet da vida política brasileira (a comparação é do escritor e poeta Almeida Sales) torna-se mais importante ainda, esta semana, em face da nova realidade aparentemente produzida pela veloz apuração das urnas eletrônicas e as análises, ainda mais apressadas, sobre os passos e o futuro de inquestionáveis grandes vencedores (direta ou indiretamente) da refrega de domingo. A começar por ACM Neto: o prefeito de Salvador, reeleito com 74% dos votos da quarta maior capital do País (espalhados homogeneamente por todas as sessões eleitorais, da sofisticada Barra ao subúrbio ferroviário de Periperi). Ou a lavagem da vitória acachapante de João Dória Jr, na maior e financeiramente mais importante cidade do Brasil e os reflexos devastadores em seu “cinturão vermelho”, berço histórico do PT. Conduzido por seus próprios méritos pessoais e políticos, somados a propostas inovadoras de gestão, mas vigorosamente empurrado pelas mãos audazes e pressurosas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao tocar em velocidade máxima o seu projeto tucano de poder com vistas às presidenciais de 2018.

Há grandes perdedores, igualmente. À exemplo do governador Rui Costa e de seu padrinho e guia, Jaques Wagner: ex-governador e ex-ministro de Lula e Dilma, para citar apenas dois nomes da imensa legião de petistas derrotados, no país inteiro domingo passado. Ambos, chefes da política baiana atual, onde – respaldando o pensamento de Guimarães Rosa, de que “desgraça nunca vem sozinha”, que permeia o conto fabuloso “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” – a operação Hidra de Lerna, da Polícia Federal, deu uma “batida” em regra esta semana. O monstro, (bicho de sete cabeças, para os nordestinos) inspirado na mitologia helênica, ainda assombra e causa calafrios e tremores em poderosos dos arraiais do governo do Estado e do PT (com seus aliados).

A conferir ainda, no final de outubro, o restante. Incluindo capitais de grande porte e relevância no contexto nacional. A começar pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas também Recife, Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre.

De volta a Ulysses, antes do ponto final neste artigo semanal de informação e opinião. O homenageado desta semana e saudoso timoneiro de tempos de tempestades, produziu no seu referencial “Decálogo do Estadista”, uma das páginas mais fundamentais de seu pensamento político e de homem público.

Na fundamentação do Sétimo Mandamento – A Paciência – ele ensina que a impaciência é uma das faces da estupidez. “Paciência é a capacidade para fazer a hora, não se precipitar… O estadista tem a paciência de escutar, não é falastrão. Saber escutar é um dom político. A santa paciência de escutar! A misericordiosa paciência de ouvir os redescobridores da roda, os inventores da quadratura do círculo, os chatos que “não o deixam ficar só e não o fazem companhia”… Como o peixe, o mau político apodrece pela cabeça e morre pela boca”.

Verdades insofismáveis. Ou não? Brindemos então, outra vez, a memória e a eternidade do pensamento e dos exemplos de Ulysses Guimarães. Tim Tim!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E_mail: vitor-soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Condições favorecem sexto mandato de Nilo

O deputado Marcelo Nilo ainda não está correndo a lista de apoio, mas é praticamente certo que ele sairá para o sexto mandato de presidente da Assembleia Legislativa na eleição prevista para 1º de fevereiro do próximo ano.

Sua principal motivação, como sempre, é o desejo de participar da chapa majoritária a ser encabeçada em 2018 pelo governador Rui Costa, o que acredita ser mais fácil ocupando o cargo, embora há quatro anos tenha ficado de fora.

Na avaliação de um parlamentar governista que falou reservadamente a este blog, as condições são amplamente favoráveis a Nilo, porque “a oposição não tem número para competir e o PT está mais fraco”.

Em outras palavras, não há adversário, a menos, conforme a mesma fonte, o senador Otto Alencar (PSD), que tem uma bancada de oito deputados, “resolvesse peitar, o que não vai acontecer”. Lembrou nem o governador contestará, porque Nilo “é um aliado que não dá trabalho”.

Socialismo parlamentar

Indagado sobre a origem da ascendência de Nilo numa Casa tão plural, o parlamentar explica: “Marcelo fez o que ninguém fez antes, tratou igualmente todos os deputados”.

Antes, havia uma concorrência muito grande para fazer parte da Mesa Diretora, porque “só assim se tinha uma vantagem, em carro, gasolina, funcionários. Ele deu o mesmo tratamento aos 63”.

out
08

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

PGR: PEC DO TETO É “INCONSTITUCIONAL”

A Secretaria de Relações Institucionais da PGR enviou ao Congresso uma nota técnica contra a PEC do teto de gastos. Na nota, o Ministério Público diz que “as alterações pretendidas são flagrantemente inconstitucionais”.

A PGR alega que o prazo de 20 anos do novo regime fiscal vai “limitar, prejudicar, enfraquecer o desempenho do Poder Judiciário e demais instituições do Sistema de Justiça”.

Na prática, o problema é que a PEC impede o Ministério Público de reajustar salários e contratar novos servidores. O corporativismo sempre fala mais alto.


O escritor e prêmio Nobel da Literatura em 2010 , Mário Vargas Llosa, fala na conferência
“Que Democracia?”, em Lisboa:”corrupção é grangrena”


DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

Um encerramento com chave de ouro. Coube a Mário Vargas Llosa a palestra de encerramento da conferência “Que democracia”, promovida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, realizada esta sexta-feira em Lisboa.

Vargas Llosa trouxe avisos e palavras de esperança para todos aqueles que vivem em sistemas democráticos. Alertas para a corrupção, que constitui, no seu entender, uma das “gangrenas” dos sistemas democráticos “do primeiro e do terceiro mundo que provocou o desencanto das sociedades, principalmente dos jovens”, e para o “terrorismo islâmico” que tem provocado movimentos “a defender medidas antidemocráticas” para o combater.

Para Vargas Llosa a democracia “está de boa saúde”. Ela “não é perfeita, mas cria a coexistência na diversidade”, ao contrário dos sistemas “utópicos, como foi o comunismo” e que teve essa falha como “pecado capital”. Outros sistemas, além do comunismo que, “tentaram travar a democracia, como o nazismo e o fascismo, também morreram”. E porquê? “Porque nenhum, como a democracia, contribuiu tanto para diminuir a violência entre os seres humanos, pois é um sistema que põe e repõe os governos através de eleições, sem necessidade de ninguém matar ninguém”.

Mas há ameaças no horizonte. O escritor olha para Espanha, “que foi um exemplo de um final feliz, depois de 40 anos de ditadura”. A culpa é, precisamente da “gangrena da corrupção que atingiu os dois grandes partidos, o PP e o PSOE, que mais contribuíram para a modernização da sociedade”. Isso, “criou um enorme desencanto na sociedade, principalmente entre os mais jovens, que se afastaram da política como se fosse algo desprezível e procuraram as utopias”.

Fazendo uma retrospectiva da evolução dos sistemas políticos na América Latina, onde “ainda há poucos anos se acredita que a democracia era uma máscara para a exploração e a sociedade se dividia nos utópicos do comunismo/socialismo, com os trágicos exemplos de Cuba e Venezuela, e os que achavam que com golpes militares se governava”, Llosa deixa o alerta: “Hoje há democracias mais ou menos perfeitas, mais ou menos corruptas, mas a América Latina já aprendeu que as utopias não trazem o paraíso à terra, nem a igualdade para todos. Criam o inferno”.

Para o escritor, “não há no horizonte nenhum outro sistema que ameace neste momento a democracia”, embora lamente o “inesperado resultado do referendo na Inglaterra”, pelo saída da UE. “Nunca pensei que uma sociedade tão evoluída democraticamente fosse influenciada por uma demagogia tão repugnante!”.

Concluiu com palavras de esperança e uma história do filósofo Karl Popper. “Uma vez foi a Espanha dar uma conferência e foi questionado por um jornalista sobre como podia ser tão otimista, quando todos os dias se havia notícias de violência, de guerra, em todo o mundo. Respondeu que era verdade mas que, apesar de estar mal, o mundo nunca esteve melhor”, referiu.

Para Mário Vargas Llosa, “nunca houve na história da humanidade tantos instrumentos para lutar contra os grandes demônios que mais gente mataram, como as doenças e a fome. Não faz sentido haver hoje fome no mundo. Pela primeira vez podemos escolher a vida que temos, em que deuses acreditamos, o que queremos para a nossa sociedade”. Na verdade, “pela primeira vez na história, depende só de nós haver um mundo melhor.”.

out
08
Posted on 08-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-10-2016


Clsyton. no jornal O Povo (CE)

DO EL PAÍS

Cristina F. Pereda

Washington

O candidato republicano Donald Trump teve desde o primeiro dia um desafio significativo com o eleitorado feminino dos Estados Unidos. A partir desta sexta-feira esse desafio pode se tornar um obstáculo intransponível. Uma gravação de 2005 obtida pelo The Washington Post registrou a conversa que teve com um apresentador de televisão referindo-se às mulheres em termos obscenos e se jactando de que “quando você é uma estrela, elas te deixam fazer qualquer coisa. Pegue-as pela buceta”.

A fita, gravada meses depois de Trump ter se casado com sua terceira mulher, Melania, pode ser um divisor de águas na campanha eleitoral. Hillary Clinton, a primeira mulher candidata à presidência por um dos dois grandes partidos, conseguiu atacar Trump no primeiro debate entre ambos citando suas referências a uma vencedora do concurso de Miss Universo, Alicia Machado. Clinton disse no Twitter depois da publicação da fita: “Isso é terrível. Não podemos permitir que esse homem seja presidente”.

Nesta sexta-feira as televisões reproduziram a gravação, entrecortada por apitos para ocultar a linguagem explícita daquele que agora aspira a ocupar o Salão Oval na Casa Branca. Na versão completa do áudio, os norte-americanos podem ouvir Trump, com suas próprias palavras, admitir suas tentativas para levar uma mulher para a cama nestes termos: “tentei fodê-la, eu tentei. Era casada”, ou “fui com tudo e fracassei”.

O candidato republicano emitiu uma breve declaração em que diz que era uma “brincadeira de vestiário, uma conversa particular que aconteceu há muitos anos”. Na mensagem, Trump pede desculpas “se alguém se sentiu ofendido” e diz que Bill Clinton, ex-presidente e marido da candidata democrata, “me disse coisas piores no campo de golfe, muito piores”.

A gravação foi feita quando Trump rumava, de ônibus, a um estúdio de televisão em 2005. “Eu fui com tudo. Na verdade, levei-a para procurar móveis. Ela queria móveis e eu disse, ‘vou te mostrar onde tem bons móveis’”, continua a conversa de Trump. “Mandei ver como se ela fosse uma cadela, mas não consegui. E era casada”. Enquanto ouve o resto dos acompanhantes, o empresário continua sua história: “De repente, eu encontro com ela e tinha esses peitos postiços enormes e tudo. Tinha mudado completamente de aspecto”.

O empresário nova-iorquino que rompeu todas as regras de qualquer campanha eleitoral se dirigia, então, para gravar um episódio da telenovela Days of Our Lives ao lado do apresentador Billy Bush, que atualmente faz o programa Access Hollywood. Ao estacionar nos estúdios, ouve-se Bush dizer “sua menina está bem gostosa vestida de roxo” referindo-se à atriz que os aguardava, ao que Trump respondeu “uau, uau”.

“Como avô de duas preciosas crianças, não encontro desculpa para os comentários degradantes de Donald Trump sobre as mulheres”, critica o republicano Jeb Bush

“Tenho que colocar alguns caramelos na boca se por acaso começar a beijá-las”, diz Trump antes de descer do ônibus. “Você sabe que eu me sinto automaticamente atraído por [mulheres] bonitas… eu começo a beijá-las diretamente. É como um ímã. Apenas beijos. Eu nem sequer espero”. Ao descer, o magnata dá dois beijos e abraça a atriz. Ao mesmo tempo, afirma: “Melania diz que isso é bom”.

  • Arquivos

  • outubro 2016
    S T Q Q S S D
    « set   nov »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
    31