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Candidato e partido são uma coisa só

Ainda há muita coisa a ser esclarecida para melhor compreensão da chamada Operação Hidra de Lerna, coms ações por enquanto nebulosas da Polícia Federal que envolveriam o governador Rui Costa e sua campanha em 2014.

No entanto, a manifestação até agora feita pelo governo do Estado pretendem descolar o governador do seu partido, o PT, como se este fosse o único responsável e beneficiário de um eventual ilícito eleitoral.

É a segunda Hidra de Lerna na Bahia

Novembro de 1986. Antonio Carlos Magalhães, com seu candidato Josaphat Marinho, leva de Waldir Pires uma surra monumental para o governo do Estado: um milhão de meio de votos de diferença.

Todos davam como liquidado politicamente o homem que só havia conquistada o poder por concessão da ditadura militar. Seus amigos íntimos, chocados com a derrota, anteviam o enfraquecimento do grupo, quando um deles, o então deputado Rosalvo Barbosa Romeo, alertou:

“Antonio Carlos é como a Hidra de Lerna”. E como todos se espantassem falou do monstro da mitologia grega, com corpo de dragão e sete cabeças de serpente – não três ou cinco, como vem dizendo a mídia –, sendo que a cada uma que fosse cortada duas nasciam no lugar.

Se o diabo era tão feio quanto foi pintado, não se sabe, mas o fato é que ACM recuperou o poder quatro anos depois e o manteve, com variados governadores, até a derrota de Paulo Souto para Jaques Wagner em 2006, fechando quatro décadas de domínio na política local.

Rui abriu a guarda por erro de avaliação

Data: 04/10/2016
14:37:48

Como se sabe, não teve nenhuma magnanimidade o prefeito ACM Neto. Tão logo saíram das urnas os números de sua reeleição, partiu pra cima: “O grande derrotado tem um nome, que é Rui, e um sobrenome, que é Costa”.

Essa declaração foi possível porque o governador, ao mergulhar de cabeça na campanha de Alice Portugal (PCdoB), não enxergou o óbvio, que era a vitória esmagadora de Neto, e superestimou a influência de sua participação. Foi para a luta na base do fígado e expôs-se.

A obra do governo do Estado na capital, realmente, é excelente, e dentro de pouco tempo, quando der frutos melhores ainda, Rui colherá todo o prestígio a que terá direito, podendo usá-lo legitimamente para pedir ao povo de Salvador votos à sua reeleição.

Mas este ano não havia como comparar-se a um prefeito operoso e bem avaliado, ainda mais sob um quadro nacional francamente desfavorável a seu partido, que nem teve candidato próprio, preferindo, digamos, terceirizar a missão suicida.

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