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DO CORREIO24HORAS

Da Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de beneficiar um sobrinho em esquemas de corrupção em Angola. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (5). Taiguara Rodrigues, sobrinho de Lula envolvido na denúncia, também foi indiciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Rodrigues teria sido beneficiado por meio de um contrato da sua empresa, a Exergia, com a empreiteira Odebrecht, em uma obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. O ex-presidente da empreiteira também foi indiciado.

Segundo o jornal Estadão, Rodrigues atuava no ramo de fechamento de varandas na cidade de Santos, no Litoral de São Paulo, e viajou para Angola em 2007, para começar seus negócios no país africano.

Ainda de acordo com o Estadão, a negociação entre a empreiteira e a Exergia foi fechada quando a construtora conseguiu crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo as investigações da PF, a obra em questão recebeu US$ 464 milhões do banco público.

BOA TARDE!!!

DEU NA FOLHA

JOÃO PEDRO PITOMBO

DE SALVADOR

Reeleito para a prefeitura de Salvador com 74% dos votos válidos, maior vitória entre as capitais brasileiras, ACM Neto (DEM) desponta como uma das principais promessas de uma “nova direita” no país. Nesta entrevista, ele avalia o resultados das urnas em Salvador e em outras capitais e prevê um futuro de dificuldades para o PT, seu principal adversário na Bahia.

Folha – O senhor teve a maior vitória nas grandes capitais. Previu que fosse tão avassaladora?

ACM Neto – Nunca fui de me iludir, sempre tive pé no chão. Confiava numa vitória expressiva, não neste tamanho. Ninguém pode entrar numa eleição esperando 74% dos votos. Sei a relação que construí com o eleitor não em 45 dias de campanha, mas em quatro anos de trabalho.

Onde a oposição errou?

No começo, esperava que [Alice Portugal, do PC do B] a candidata oficial do governador [Rui Costa, do PT] pudesse ter 25% dos votos e os candidatos apoiados por ele, mais 30%. Existe aqui um eleitorado fiel ao PT. De um lado, não conseguiram alcançá-lo por causa do nosso resultado administrativo. Do outro, erraram muito. O PT entrou derrotado nesta eleição.

As urnas mostraram protagonismo da antiga oposição ao PT. Como avalia o resultado e o que prevê para o futuro?

O projeto político do PT está fadigando. Foi o partido que mais perdeu prefeituras nesta eleição, é um recado. Estão pagando pelos erros que cometeram, se perderam na velha lógica de que os fins justificam os meios. Por outro lado, a oposição ao PT teve vitórias importantes em São Paulo e Salvador. O cenário para 2018 está indefinido, ninguém sabe como vão se comportar as forças políticas.

Como avalia o governo Temer? A instabilidade política não pode prejudicá-lo?

O pós-eleição pode reduzir a tensão. O discurso do golpe não colou em lugar nenhum para efeitos eleitorais. Evidente que uma parcela da população era contra o impeachment, tenho pesquisas que mostram que, em Salvador, 60% da população foi contra. Mesmo assim, recebi 74% dos votos. O impeachment já aconteceu.

O Democratas pagou quase que integralmente a sua campanha. Como avalia este novo modelo de financiamento?

Tive condições muito específicas: eu era o principal projeto do partido em 2016. Mas para 2018, com eleições gerais, o fundo partidário não será suficiente nem para começar. O Congresso vai ter que mudar isso. Defendo hoje o financiamento público.

É uma mudança de posição?

Total, eu era contra o financiamento público. Percebi que no Brasil o financiamento privado foi estigmatizado. Os erros de alguns comprometeram todo o sistema.

A vitória de Doria em São Paulo fortalece Alckmin na disputa presidencial. O DEM embarcaria neste projeto?

A vitória de João Doria é uma vitória de Alckmin. Foi superlativa e que tem um significado político que não pode ser desconsiderado. Somos parceiros do governador, mas a prioridade do Democratas deveria ser um projeto político próprio. O senador Ronaldo Caiado seria um bom nome para isso.

O senhor elegeu como vice Bruno Reis (PMDB), de sua confiança. É um nome que te dá tranquilidade para deixar a prefeitura e disputar 2018?

Nem sob tortura trato de 2018. Bruno é um dos principais parceiros da minha vida pública, tem minha confiança e vai me ajudar como vice.

O senhor falou no domingo (2) que chegou a chorar ao receber o resultado. Por quê?

Ver que conseguimos construir uma relação com a cidade que talvez nenhum outro prefeito conseguiu. Quando você pega o mapa de Salvador e vê que tivemos mais de 70% em todas as zonas eleitorais, percebe que o resultado não foi por causa de campanha. Nosso governo foi uma realidade para as pessoas de toda a cidade. É isso o que me me levou às lágrimas.

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Posted on 05-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-10-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

Candidato e partido são uma coisa só

Ainda há muita coisa a ser esclarecida para melhor compreensão da chamada Operação Hidra de Lerna, coms ações por enquanto nebulosas da Polícia Federal que envolveriam o governador Rui Costa e sua campanha em 2014.

No entanto, a manifestação até agora feita pelo governo do Estado pretendem descolar o governador do seu partido, o PT, como se este fosse o único responsável e beneficiário de um eventual ilícito eleitoral.

É a segunda Hidra de Lerna na Bahia

Novembro de 1986. Antonio Carlos Magalhães, com seu candidato Josaphat Marinho, leva de Waldir Pires uma surra monumental para o governo do Estado: um milhão de meio de votos de diferença.

Todos davam como liquidado politicamente o homem que só havia conquistada o poder por concessão da ditadura militar. Seus amigos íntimos, chocados com a derrota, anteviam o enfraquecimento do grupo, quando um deles, o então deputado Rosalvo Barbosa Romeo, alertou:

“Antonio Carlos é como a Hidra de Lerna”. E como todos se espantassem falou do monstro da mitologia grega, com corpo de dragão e sete cabeças de serpente – não três ou cinco, como vem dizendo a mídia –, sendo que a cada uma que fosse cortada duas nasciam no lugar.

Se o diabo era tão feio quanto foi pintado, não se sabe, mas o fato é que ACM recuperou o poder quatro anos depois e o manteve, com variados governadores, até a derrota de Paulo Souto para Jaques Wagner em 2006, fechando quatro décadas de domínio na política local.

Rui abriu a guarda por erro de avaliação

Data: 04/10/2016
14:37:48

Como se sabe, não teve nenhuma magnanimidade o prefeito ACM Neto. Tão logo saíram das urnas os números de sua reeleição, partiu pra cima: “O grande derrotado tem um nome, que é Rui, e um sobrenome, que é Costa”.

Essa declaração foi possível porque o governador, ao mergulhar de cabeça na campanha de Alice Portugal (PCdoB), não enxergou o óbvio, que era a vitória esmagadora de Neto, e superestimou a influência de sua participação. Foi para a luta na base do fígado e expôs-se.

A obra do governo do Estado na capital, realmente, é excelente, e dentro de pouco tempo, quando der frutos melhores ainda, Rui colherá todo o prestígio a que terá direito, podendo usá-lo legitimamente para pedir ao povo de Salvador votos à sua reeleição.

Mas este ano não havia como comparar-se a um prefeito operoso e bem avaliado, ainda mais sob um quadro nacional francamente desfavorável a seu partido, que nem teve candidato próprio, preferindo, digamos, terceirizar a missão suicida.


PF anuncia operação nas redes sociais. Reprodução

DO EL PAIS

“Tal qual a monstruosa figura da mitologia helênica, que ao ter a cabeça cortada ressurge com duas cabeças, a Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos”. É assim que a Polícia Federal explica o nome da Operação Hidra de Lerna, que investiga financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia e esquemas de fraude em licitações e contratos no Ministério das Cidades. Os policiais foram às ruas de Bahia, Distrito Federal e Rio de Janeiro cumprir 16 mandados e busca e apreensão nesta terça-feira. A operação atinge o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e dois ex-ministros.

A primeira “cabeça” da organização criminosa que a PF diz investigar foi encontrada em Minas Gerais, onde o governador Fernando Pimentel (PT) foi indiciado em setembro. Pimentel e o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que também foi indiciado na Acrônimo e cumpre pena de prisão por conta da Operação Lava Jato, são suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro. O governador petista teria recebido propina quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante o Governo Dilma Rousseff, para facilitar a liberação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos da Odebrecht no exterior.

A operação desta terça-feira é consequência de três colaborações de investigados pela Operação Acrônimo. A polícia apurou que os suspeitos realizavam “triangulações” financeiras com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais. “Para isso, a empreiteira sob investigação [os investigadores cumpriram mandado na OAS] contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas”, explica a PF em nota. Segundo a polícia, a empreiteira “remunerava serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil”.

Além da sede da OAS na Bahia, a polícia também esteve no diretório do PT baiano e na agência de publicidade Propeg, segundo o site G1. Outro alvo de mandado de busca e apreensão foi o prédio onde mora o ex-ministro das Cidades de Dilma Rousseff, Mário Negromonte (PP), que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. A Propeg tinha uma contrato de 45 milhões de reais com o Ministério das Cidades. Márcio Fortes, ministro das Cidades durante o Governo Lula, é suspeito de receber propina para beneficiar a Propeg no contrato.

Em nota, a Propeg confirmou que a PF realizou buscas em seus escritórios em Salvador e Brasília e nas residências de executivos da empresa. “Na ocasião, prestou-se todo o apoio à ação”, informa a agência de publicidade. Além de afirmar que tem auxiliado “por iniciativa própria” desde junho as autoridades, a Propeg diz que “no que tange à agência, os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o Partido dos Trabalhadores, o Governador do Estado da Bahia e com a empresa OAS”.

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, disse à Folha de S.Paulo que o partido não tem nenhuma ligação com a Propeg e que a Polícia Federal agiu com sensacionalismo: “Interditaram a rua inteira, arrombaram a sede [do partido] e depredaram nosso patrimônio”. Já Mário Negromonte, que diz ter tido dois aparelhos celulares antigos apreendidos, nega ter cometido qualquer tipo de irregularidade. Negromonte foi ministro de Dilma Rousseff por pouco mais de um ano. Empossado em 2010, ele pediu demissão em fevereiro de 2012 sob suspeita de comprar apoio de colegas de seu partido, o PP.


BOM DIA!!!

EXCLUSIVO: RENAN, CODINOME ‘JUSTIÇA’

Claudio Melo, o ex-VP de relações institucionais da Odebrecht, também apontou repasses de propina para Renan Calheiros, que recebeu o codinome “justiça” nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas.

Renan foi ministro da Justiça de FHC.

Claudio Melo, o ex-VP de relações institucionais da Odebrecht, também apontou repasses de propina para Renan Calheiros, que recebeu o codinome “justiça” nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas.

Renan foi ministro da Justiça de FHC.

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