BOA TARDE!!!


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O gabinete do petista

A PF queria fazer buscas no gabinete do governador petista Rui Costa, na operação Hidra de Lerna, informa o Radar.

O MPF foi contra. E venceu.


Rui, Negromonte e Marcio: na mira da PF

DO G1/O GLOBO

Do G1 BA

A Polícia Federal realiza uma operação que investiga o financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia e fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), e os ex-ministros das Cidades Mário Negromonte (PP) e Márcio Fortes são investigados. A operação, intitulada como “Hidra de Lerna”, cumpre 16 mandados de busca e apreensão na Bahia, Distrito Federal e no Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (4).

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga um grupo criminoso responsável pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia e por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

A operação também investiga se o esquema de financiamento foi usado na campanha eleitoral de Rui Costa ao governo do estado. Por meio da assessoria de imprensa, o governador informou que não vai se pronunciar sobre esse assunto, até o momento, porque denúncia se refere à campanha e quem responde sobre isso é o PT.
Agência de publicidade na Ladeira da Barra é alvo de mandados da PF (Foto: Fernanda Rebouças/TV Bahia)
Agência de publicidade na Ladeira da Barra é alvo de mandados da PF (Foto: Fernanda Rebouças/TV Bahia)

A PF esteve no prédio onde mora o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia e ex-ministro das Cidades pelo Partido Progressista (PP), Mário Negromonte, em Salvador, na manhã desta terça-feira. Por telefone, o conselheiro do TCM disse que na época citada na denúncia não era o ministro e que nunca teve nenhum tipo de contato e ou conversa com o delator Benedito Rodrigues e funcionários da Propeg.

Ainda na capital baiana, mandados são cumpridos na agência de publicidade Propeg, no bairro da Barra, e na sede do PT, no Rio Vermelho. Não foi divulgado o número total de mandados no estado.

A polícia suspeita que os ex-ministros Mário Negromonte e Márcio Fortes receberam propina para beneficiar a agência de publicidade Propeg, que venceu uma licitação com o Ministério das Cidades no valor de R$ 45 milhões. Por meio de nota, a Propeg disse que prestou todo o apoio à ação da PF. A assessoria da agência publicitária afirmou que os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o PT, o governador do estado e com a empresa OAS. Confira a nota na íntegra:

Na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, a Polícia Federal realizou buscas nos escritórios da Propeg em Salvador e Brasília e nas residências de executivos da empresa. Na ocasião, prestou-se todo o apoio à ação. A Propeg tem auxiliado, por iniciativa própria, desde junho deste ano, as autoridades judiciais para esclarecer e apurar os fatos investigados. A agência antecipou-se e forneceu diversas informações, bem como prestou depoimentos espontâneos.
No que tange à agência, os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o Partido dos Trabalhadores, o Governador do Estado da Bahia e com a empresa OAS. Com 50 anos de atuação, a Propeg age com correção, respeito às leis e seguindo as normas do mercado publicitário – Propeg Comunicação.

Procurado pelo G1, o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, disse que os funcionários encontraram a sede do partido arrombada pela PF às 8h desta terça-feira.

“Foi uma estranheza a forma da operação. Desde as primeiras horas, as portas foram arrombadas. Os funcionários chegaram às 8h e a sede estava arrombada pela PF, com mandado de busca a apreensão de documentos e foi disponibilizado tudo. Eu me coloquei à disposição e toda direção partidária também. Não temos qualquer relação com a Propeg. Não foi dito qual campanha e qual ilegalidade. Eu desconheço qualquer irregularidade [na campanha do governador Rui Costa]”, afirmou.

Os mandados foram deferidos pela ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, pois os investigados têm foro privilegiado.
PF cumpriu mandado em prédio de publicitário da Propeg (Foto: Arquivo pessoal)

Por meio de nota, o Ministério das Cidades informou que não recebeu nenhuma notificação sobre operação da Polícia Federal envolvendo recursos da pasta.

O Ministério disse que, em poder das informações, terá condições de avaliar do que se trata e capacidade de instaurar processos administrativos disciplinares para investigar a denúncia.

Márcio Fortes foi indicado pelo PP para assumir as Cidades em 2005, no governo Lula, e ficou no cargo até 2010. Mário Negromonte assumiu o posto no ano seguinte, no governo Dilma, e saiu em fevereiro de 2012, após uma série de denúncias sobre a sua gestão.
Mandado é cumprido na sede do PT no bairro do Rio Vermelho, em Salvador (Foto: Andreia Silva/ TV Bahia)
Mandado é cumprido na sede do PT no bairro do Rio Vermelho, em Salvador (Foto: Andreia Silva/ TV Bahia)

Linhas de investigação
A PF informou que uma das linhas de investigação trata da suspeita de que os esquemas investigados realizavam triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais.

Para isso, há suspeitas de que uma empreiteira que também é alvo da operação, contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não a empresa do ramo de construção civil.

A empreiteira OAS é alvo da investigação. O G1 tentou contato com a sede da empresa, em Salvador, mas as ligações não foram atendidas.

Outra linha de investigação pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos do Ministério das Cidades.

A Operação Hidra de Lerna, que deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da corte ocorreu de forma automática.


Campanha eleitoral em Sao Luis. UESLEI MARCELINO REUTERS


DO EL PAÍS

María Martín

Rio de Janeiro

O sapateiro carioca José Luiz Rodrigues, de 53 anos, fez questão, pela primeira vez, de apertar o “branco” quando foi votar no domingo. “Não confio em ninguém. O político só sabe roubar e aumentar impostos. Minha vida, no final de contas, ninguém muda, quem muda é Deus. Eu continuo aqui de 8h às 18h, com trombose na perna e ainda tendo que pagar um plano de saúde”, reclama. Não houve programa eleitoral, candidato nem bispo, que o convencesse do contrário. “Já me arrependi de votar em Lula, em Dilma e em todos”, encerra. No mesmo pedaço de rua onde José Luiz trabalha, no bairro do Flamengo, um garçom, um porteiro e um lojista também votaram em ninguém nessas eleições municipais.

João Pedro de Paula, empreendedor de 27 anos, votou nulo pela primeira vez nesta eleição. “A pergunta que o eleitor responde no primeiro turno é ‘quem você gostaria que fosse o prefeito da cidade?’, e eu não apoio nenhum dos candidatos. Votei em Marcelo Freixo em 2012, mas hoje estou decepcionado com o PSOL e o tipo de diálogo que estabeleceu com a sociedade. Agora, no segundo turno, a pergunta ao eleitor é diferente e você escolhe quem prefere que seja o prefeito entre duas opções, e, aí sim, votarei no Freixo.”

Como o sapateiro, mais de 204.100 pessoas (5,5% dos eleitores) votaram em branco no Rio e, como o empreendedor, outras 473.324 pessoas (12,76%) anularam seu voto. A soma dos dois percentuais representa um alta de 35% em relação as eleições municipais de 2012, e favoreceu para tornar o Rio a capital do não voto nessas eleições. A soma dos votos brancos e nulos e a abstenção, que foi de 24,28%, superou os votos conquistados pelos vencedores do primeiro turno, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) juntos.

Em São Paulo, João Doria teve uma vitória avassaladora, uma conquista sem precedentes com mais de três milhões de votos. Mas também aqui, os que não votaram em nenhum dos candidatos superaram os eleitores do empresário. Em uma tendência similar à do Rio, os votos brancos e nulos aumentaram 30% de 2012 para cá até 16,64%, enquanto a abstenção cresceu 18% se situando em 21,84% (a média nacional foi de 17,58%). São percentuais que não se viam desde 1996. Os dados chamaram a atenção até do presidente Michel Temer, que viu no resultado do pleito um recado. “É um sentimento de decepção com toda a classe política”, afirmou durante encontro com a imprensa em Buenos Aires.

Jairo Nicolau, cientista político e especialista em sistemas eleitorais, acredita que o alto número de abstenções confirma, na verdade, que o voto obrigatório não tem mais o peso que tinha sobre as pessoas e que as punições não são suficientes para levar o eleitor às urnas. “Mas não necessariamente trata-se de desinteresse ou um voto de protesto. Há idosos e analfabetos que têm o voto facultativo, há pessoas sem dinheiro para pegar um ônibus e ir a votar, registros eleitorais desatualizados que ainda contemplam falecidos”, diz ele. Para ele, os votos brancos e nulos são sim um sinal de descontentamento. “É um sentimento que começamos a ver em 2013, veio mais forte em 2015 e 2016 com as denúncias de corrupção e a crise do PT, que era uma espécie de reserva moral desse sistema político, e refletiu-se nessa eleição. É claro que aumentou o pessimismo das pessoas. Mas o que mais me assustou nessa eleição não foi uma pesquisa, senão a conversa com pessoas mais pobres que transformaram a insatisfação no não voto. É uma surpresa” , afirma Nicolau.

O elevado número de votos brancos e nulos e as abstenções viu-se em outras grandes capitais. Além de no Rio e em São Paulo, em Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Belém (PA), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE) os votos brancos e nulos somados às abstenções venceram o primeiro turno nestas eleições, segundo um levantamento da EBC. Em Curitiba, por exemplo, o percentual de votos brancos e nulos aumentou 61,36% chegando a 13,78%. As abstenções quase dobraram (9,09% em 2012, a 16,6% nesta eleição). A soma de todos eles (360.348 votos) supera também a do candidato mais votado. Em Porto Alegre, outro exemplo, foram 15,8% de votos brancos e nulos frente aos 9,4% de 2012.

Para o presidente do Tribunal Superior eleitoral, Gilmar Mendes, o número de votos brancos e nulos nas grandes capitais (ainda não foi fechado um índice nacional) não são importantes. “Os votos brancos e nulos não nos parecem relevantes. Na nossa avaliação, é mais um voto de desinformação do que de protesto”, declarou. Segundo Mendes, o índice de abstenção deste ano (17,58%) é baixo em relação às eleições presidenciais de 2014, quando 20% dos eleitores brasileiros não votaram. Nas eleições municipais de 2012, 16,41% do eleitorado não foi às urnas.

As razões que explicam a abstenção e a escolha do voto branco e nulo não se restringe apenas pela insatisfação política do eleitor, afirma a cientista política Alessandra Aldé, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Além do fenômeno anti-político que vivemos, o timing dessa eleição foi particularmente infeliz: o desgaste era muito forte depois do longo processo de impeachment. A opinião publica funciona em ondas de interesses e agora há um desgaste do eleitor que está envolvido em discussões políticas desde a eleição de 2014”, afirma Aldé. “As novas regras eleitorais recortaram também o tempo de campanha, tirando visibilidade dos candidatos e o eleitor teve menos tempo de se interessar ao longo do processo”, completa.
Ativismo do voto nulo

Fora o desgosto pelos candidatos, o ativismo do voto nulo também esteve presente nesta eleição. No Largo do Machado, no bairro do Catete, enquanto meia dúzia de militantes de Marcelo Freixo balançava bandeiras, um grupo ocupava a praça. “Não vote, lute”, clamavam em defesa do boicote eleitoral como negação do sistema.

O designer Tony de Marco, de 52 anos, optou por esse “voto de protesto”, como ele o chama, em São Paulo. Ele vota nulo desde 1986. “Militei no movimento estudantil de 1980 até 1986. Fiz muita campanha, acreditava que fazia a diferença. Com o tempo vi que a estrutura é muito engessada e a eleição, do jeito como se apresenta, é uma ilusão de participação. Acho que as pessoas superestimam a democracia, acham que basta votar no ‘menos ruim’ para tudo ir melhorando. Mas as forças que movem as eleições são muito maiores”, explica.

O que faria ele votar de novo passa por uma mudança de dentro para fora do sistema eleitoral. “Desde as regras para a criação de um partido, passando pelas absurdas regras eleitorais que regem coligações e votações proporcionais (que sempre puxam eleitos totalmente desproporcionais) até chegar na dificílima compreensão de que é preciso participar o tempo todo das decisões dos partidos, e não só de quatro em quatro anos”. Uma reforma eleitoral completa – e até utópica – num país onde ainda não é prioridade nem a reforma política.

A arte do encantamento!!! Maravilha!!!

BOM DIA !!!

(Vitor Hugo Soares)

out
04
Posted on 04-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Uma legenda condenada para a luta social

Muitos ainda precisaram desta eleição para concluir que o PT deixou de ser o partido representativo de uma parcela decisiva da sociedade brasileira, mas a decadência inevitável estava à vista havia muito tempo.

O fracasso de domingo foi estrondoso, com perdas fabulosas de norte a sul, demonstrando que a legenda está despida da confiança nacional que chegou a amealhar, aguerrida e pacientemente.

Talvez as pessoas não tenham outra tábua para se agarrar, mas a verdade é uma só: o PT acabou como entidade de espírito transformador. Vai ser – ou continuar sendo – um partido como outro qualquer, vivendo de expedientes.

Os petistas que se mantêm fiéis aos princípios e práticas que os uniram um dia – do humilde militante ao dirigente ou detentor de mandato – devem buscar outro caminho para seus ideais. A sigla atual é irrecuperável.

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Conquista: missão dupla para Zé Raimundo

Data: 03/10/2016
16:20:34

O PT terá de esforçar-se em Vitória da Conquista com o deputado Zé Raimundo, no segundo turno, para não perder o grande município que comanda desde sempre na Bahia.

Com 31,69% dos votos no primeiro turno, ele terá pela frente o radialista – e deputado por praticamente metade da atual legislatura – Herzem Gusmão, que teve 47,82% e está separado da vitória por pouco mais de dois pontos percentuais.

O discreto Zé Raimundo, que foi prefeito de Conquista por seis anos, terá ainda, no dia 30, uma missão agregada da maior relevância: salvar a honra da bancada petista na Assembleia Legislativa, pois os que disputaram a eleição não tiveram êxito.

A goleada do prefeito José Ronaldo (DEM) sobre Zé Neto em Feira de Santana era esperada. Em Alagoinhas, Joseildo Ramos nem em segundo chegou desta vez, num certo esgotamento da liderança. Neusa Cadore perdeu com honra em Pintadas: 50,95% a 49,05%.

out
04
Posted on 04-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2016

Sponholz, Jornal da Manhã (PR)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Mais um ex-ministro de Dilma denunciado

O senador Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro da Integração no governo Dilma Rousseff, foi denunciado hoje pela PGR por embolsar R$ 41 milhões em propina das obras da Refinaria de Abreu e Lima.

O dinheiro, que teria abastecido também campanha de Eduardo Campos, foi repassado pelas empreiteiras Queiroz Galvão, Camargo Correia e OAS.

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